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ANÁLISE: ASUS Strix G15 - um notebook maravilhoso (mas bem caro)

Os Ryzen 6000H mostram a que vieram e entregam alta performance nesse modelo

A linha ROG Strix é composta por notebooks gamer de alta performance e design caprichado, equipados com hardwares que entregam muito desempenho. Recebemos para testes o mais novo lançamento da ASUS Brasil, o ROG Strix G15, equipado com a nova série de CPUs da AMD, os Ryzen 6000H.

Os destaques desse produto incluem a expertise da ASUS em design, que resulta em um produto muito bonito e poderoso, com sistema de resfriamento avançado com uso de metal líquido, além de um potente Ryzen 7 68000H como processador e a GeForce RTX 3060 como placa de vídeo.

Um segundo detalhe é que o notebook traz suporte ao Aura Sync, com direito a uma barra de iluminação na sua base, o ajuste tradicional no teclado retroiluminado e o suporte a periféricos compatíveis. Outro elemento relevante é a presença de um Switch MUX, que traz ganhos de performance e também de autonomia com um uso mais otimizado do conjunto de chips gráficos dedicados e integrados.

Como é um modelo premium da linha ROG, o preço não vai pegar ninguém de surpresa: ele é comercializado por R$ 13.999,00, um valor bastante elevado mesmo considerando o uso de Ryzen 7, uma RTX 3060 e um SSD NVMe de 512GB.

Principais especificações do modelo testado:

- Nvidia GeForce RTX 3060 6GB GDDR6
- AMD Ryzen 7 6800H
- Tela de 15,6" IPS 165Hz Quad HD (2560x1440)
- 2x8GB DDR5 @4800MHz
- 512GB SSD M.2
-  Switch MUX
- 354 x 259 x 22,6 ~ 27,2 mm
- 2,3kg
- R$ 13.999,00

- Nvidia GeForce RTX 3060 6GB GDDR6
- AMD Ryzen 7 6800H
- Tela de 15,6" IPS 165Hz Quad HD (2560x1440)
- 2x8GB DDR5 @4800MHz
- 512GB SSD M.2
-  Switch MUX
- 354 x 259 x 22,6 ~ 27,2 mm
- 2,3kg
- R$ 13.999,00


Design

Eu não preciso me aprofundar muito quando o assunto é a parte estética. A ASUS tem um histórico em design e o ROG Strix G15 mantém o padrão de qualidade da empresa, tanto no visual quanto na funcionalidade. As fotos falam por si só, mas vou destacar o quanto esse notebook é bonito, especialmente pelo sistema de LEDs no teclado e na faixa que fica na base do aparelho, além do efeito iluminado no símbolo da ROG.

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Indo para termos mais práticos, o notebook tem um excelente porte, com peso leve para esse perfil de notebook, bordas bem finas em torno da tela e um bom uso de área para o touchpad. O único contra é que a ASUS não incluiu o teclado numérico, o que pode ser um problema para alguns consumidores. Quer dizer, até tem, mas é aquela solução que embarca ele no touchpad, que já vimos em outros modelos da Asus, e que eu particularmente não vejo muito uso. Mas, em contrapartida, a empresa deu área adicional para as teclas que sobraram. O teclado, além de retroiluminado, vem no padrão ABNT-2 e também conta com teclas adicionais de macro na parte superior e nas laterais.

O projeto de arrefecimento é caprichado, com duas fans com 84 lâminas curvas para maior circulação de ar, quatro aberturas para fluxo de ar na carcaça e o uso do metal líquido como contato entre o sistema de resfriamento e o topo dos chips gráfico e o processador - uma fabricação que encarece o produto, mas ao mesmo tempo aumenta a eficiência na dissipação do calor. Não à toa foi implementada no Playstation 5.

A tela definitivamente rouba a cena. A resolução é Quad HD (2560x1440), algo bem alto para uma tela de 15,6 polegadas, vem com taxa de atualização de 165Hz e tempo de resposta de 3ms, se tornando um produto bem atrativo para quem quer tanto jogar quanto trabalhar.

Abrir o ROG Strix para upgrades é viável, mas tem alguns cuidados extras. Primeiro, ele usa três tamanhos de parafusos, com os menores usados na parte inferior, um intermediário na posição direita inferior, e o restante no centro e topo de comprimento maior. Outro cuidado é com os cabos flat que ligam os LEDs, que podem arrebentar se você não remover a tampa com cuidado. Após isso, o ideal é remover os dois LEDs da tampa para não ficar forçando esses cabos. Passado tudo isso, temos dois slots de memória RAM e dois slots para SSD bem acessíveis.

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Na parte de manutenção, até dá para aproveitar a abertura para tirar a poeira, mas não recomendaria a um consumidor doméstico tentar trocar a pasta térmica. Já é um procedimento relativamente complicado, mas com o uso de metal líquido - que, se manuseado de forma errada, vai literalmente fritar os componentes - melhor não fazer isso por conta própria. 


Hardware

Sobre configuração, o ASUS ROG Strix G15 traz o chip gráfico RTX 3060, um modelo que dispensa apresentações e já está presente em múltiplos notebooks de alto desempenho, com performance suficiente para rodar sobrando em Full HD e até mesmo encarar o Quad HD dessa tela com a ajuda de tecnologias como o DLSS ou reduzindo a qualidade gráfica em games mais pesados. Outro que não precisa de apresentações é o SSD NVMe, com carregamentos super-rápidos de aplicações e também inicialização do sistema.

A grande novidade fica por conta do processador Ryzen 7 6800H, o primeiro da série 6000 que vamos testar. Ele introduz novidades relevantes, como o suporte ao DDR5, além de ser o primeiro com gráficos integrados RDNA. Não é muito o foco de um produto como o Strix G15, que tem uma bem mais potente RTX 3060, mas vamos eventualmente testar esse gráfico integrado em outro artigo, pois ele será bem mais relevante para produtos que não contam com um chip gráfico dedicado. 


Testes - Aplicativos

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CineBENCH


3DMark

A tradicional ferramenta de benchmarks trás uma visão geral da performance do sistema encarando ciclos pesados tanto para chip gráfico quanto processador. Rodamos duas variações, que incluem o tradicional Firestrike e o mais moderno Time Spy, que faz uso da nova API DirectX 12.

Testes - Esports

Jogos do estilo competitivo são exigentes tanto no chip gráfico, que precisa fazer os quadros, quanto no processador, que precisa ter alto desempenho para dar conta de um gameplay com taxas elevadas de quadros.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: em jogos competitivos o ideal é buscar a taxa mais alta de quadros, de preferência acima dos 100fps 

Counter Strike: Global Ofensive
O game competitivo é baseado em DirectX 9 e, apesar das baixas exigências de performance na parte da placa de vídeo, por se tratar de um eSport, o ideal é alcançar altíssimas taxas de quadros - algo que traz alta carga tanto para CPU quanto GPU.


Rainbow Six Siege
O game recebeu uma atualização que disponibilizou a APU Vulkan. Apesar de leve, é um jogo exigente em CPU para atingir altas taxas de quadro.


Testes - Games pesados

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e abaixo dos 30 o jogo começa a ficar "não jogável."

 


Assassin´s Creed Valhalla
O game de mundo aberto da Ubisoft é muito exigente no hardware, tanto na complexidade das cidades e seu estresse para o processador quanto nos detalhes dos modelos e sua carga na placa de vídeo. Ele é baseado no motor gráfico AnvilNext 2.0, o mesmo implementando inicialmente em AC: Unity.


GTA V

Grand Theft Auto V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques boa qualidade gráfica. Ele é um dos games que mais faz uso do CPU, sendo um ótimo teste para ver o comportamento e diferença entre esse componente. 


Red Dead Redemption 2
Game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento de sistemas. Nosso teste considera o game rodando na API Vulkan, que se comportou melhor tanto em placas AMD quanto Nvidia.


Autonomia

Aquecimento e ruído


Software

A Asus possui um aplicativo dedicado a gerenciar vários aspectos do notebook, o Armoury Create. Ele tem um visual pesadão - como parece ser obrigatório em todo software gamer, impressionante - mas depois de se acostumar com as cores fortes e os tons escuros da interface, ele é bem completo e muito eficiente.

Entre os destaques, está a administração do switch MUX, a chave que permite trocar de forma mais eficiente entre o gráfico integrado do Ryzen 6800H e a RTX 3060. Mesmo no modo padrão, conseguimos bons resultados intermediários entre alta performance e eficiência, mas usamos o modo Eco - que desliga o gráfico RTX e aumenta a autonomia - ou o modo dGPU, que põe apenas o gráfico GeForce como responsável pelo funcionamento do notebook.

Aqui só tem um empecilho: para alternar para esse último modo, é preciso reiniciar o notebook. Mas se você reparou nos ganhos de performance dele em games competitivos, já sabe que vale a pena fazer esse procedimento. 

Apesar da interface carregada, o Armoury Create é o melhor software que usei recentemente em notebooks gamer. Tem uma grande quantidade de informações úteis e, em uma única interface, possibilita ajustar o funcionamento dos chips, como overclock e operação das fans, alterar o visual e cores dos LEDs, fazer ajustes de performance e funcionamento, além de possibilitar a criação de perfis gerais de funcionamento e macros.


Testes em vídeo


Conclusão

O ASUS ROG Strix G15 é um dos melhores notebooks gamer que já testamos. Esses dispositivos de alta performance costumam ter impactos negativos em outros aspectos, como autonomia e portabilidade, mas o Strix conseguiu manter o desempenho e combinar com um design relativamente leve, com baixa produção de ruído e um design simplesmente lindo. 

Além do sistema de LEDs customizáveis roubarem a cena, a tela de 165Hz com resolução Quad HD também tem uma qualidade acima da média, trazendo uma densidade de pixels incomum para esse mercado muitas vezes focado no Full HD. Isso combinado com a própria construção do notebook e o excelente sistema de resfriamento colocam ele à frente de muitos rivais desse segmento premium. 

Falando do hardware, há realmente evoluções perceptíveis na série 6000H dos Ryzen, com ganhos consistentes entre 10 a 20% sobre modelos equipados com o 5800H. Vamos precisar ver mais modelos para confirmar se esse será um padrão, mas o ROG Strix se mostrou extremamente silencioso mesmo em cenários de alta carga do 6800H, mostrando que a combinação do sistema de arrefecimento da ASUS e a tecnologia da AMD é muito eficiente em dissipação de calor, além de manter a performance colada nos mais potentes - e bem mais esquentadinhos - rivais Intel Core.

O Asus ROG Strix é um dos melhores notebooks que já testamos. Mas também um dos mais caros

Mas nem tudo é perfeito, e o ROG Strix consegue ser caro até mesmo para a média desse segmento premium. Ele chega com preço de R$ 13.999, uns bons 3 a 4 mil reais a mais que rivais de configuração semelhante como o Alienware M15 R6, e consegue ser mais caro que ele mesmo usando de referência modelos do Alienware com mais memória SSD e RTX 3070. Isso faz com que o custo x benefício em uma divisão do mercado que isso já é ruim seja ainda pior.

Mas, se você não está preocupado com quantos dígitos tem no custo, eu definitivamente recomendo esse notebook. O nível de performance é excelente e, principalmente, ele consegue balancear todos os aspectos da experiência com o PC com boa autonomia, excelente dissipação de calor e baixa produção de ruído, bela tela e design, além de alta performance.

PRÓS
Excelente performance em games e aplicações profissionais
Ótima tela de 165Hz, 3ms e Quad HD
Design com visual excepcional
Sistema de resfriamento extremamente eficiente e silencioso
Switch MUX
Ryzen 6000 traz evoluções em performance
Teclado no padrão brasileiro. Tem macros...
CONTRAS
...mas não tem o teclado numérico (convencional)
Preço alto até para um produto premium
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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