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REVIEW | Gran Turismo 7 celebra 25 anos da franquia com o melhor game da série, mas será suficiente?

Título da Polyphony Digital se preocupa em oferecer uma experiência para amantes de automóveis que vai muito além de simplesmente dirigir

Pergunte a qualquer fã de Gran Turismo o que ele acha de Gran Turismo Sport e certamente ele listará muitos problemas na última versão do game lançada em 2017. Apesar disso, foram cinco anos que o título figurou entre os mais jogados no PS4 e PS5, tamanha é a legião de fãs da franquia que completa 25 anos em 2022.

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Gran Turismo 7 parece fazer com que a Polyphony Digital reencontrasse o caminho do sucesso. Apostando em tudo aquilo que deu certo ao longo das duas últimas décadas, GT7 se reencontra com a vitória ao oferecer modos de jogos clássicos aliados a gráficos de primeiríssima qualidade – como sempre – e uma pitada de inovação. Ficou perfeito? Ainda não, mas a diversão está garantida.

Uma pausa para o Café

O coração de Gran Turismo 7 está no Café. É a partir desse espaço que o jogador tem acesso às novas missões e aprender a história sobre os carros que dirige. Porque Gran Turismo é isso: não se trata de um simulador propriamente dito, embora tenha muitos elementos nessa linha, e a experiência arcade oferecida é inclusiva, sendo capaz de cativar mesmo jogadores mais experientes até novatos.

Gran Turismo é uma declaração de amor ao automobilismo e acerta precisamente no coração daqueles que amam conhecer cada detalhe dos automóveis.

As opções de jogo não são entregues de mão beijada. É preciso evoluir no game para que se justifique o seu acesso a cada uma delas. Assim, por exemplo, de início sua única opção é comprar carros na loja de usados. À medida que você evolui são liberadas as concessionárias de carros novos [Brand Central], a oficina de tunning, o centro de estética automotiva e assim por diante.

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Aqui, vale um alerta: para alguém que joga a franquia há muitos anos, essa é a rotina esperada no jogo, pois “sempre foi assim”. Para quem não está familiarizado com ela, no entanto, a experiência pode ser um pouco frustrante. Ligar o jogo e correr uma corrida rápida em Interlagos, por exemplo, não é possível – você precisa evoluir para liberar pistas e carros.

Conseguir as licenças é essencial para o seu sucesso. Aqui elas estão dividias em cinco categorias: Nacional B, Nacional A, Internacional B, Internacional A e Superlicença. Somente abrindo essa última é que você terá acesso a todas as pistas, campeonatos e à possibilidade de pilotar carrões insanos.

Senta que lá vem história

A chamada “cultura automobilística” não é tão popular hoje como já foi no passado. Pesquisas mostram que o público jovem não está tão interessado em ter o próprio carro como foi no passado. Todavia, é para esses amantes dos carros que o game foi desenvolvido. Há muito texto informativo sobre montadoras e veículos em especial.

Ligar o jogo e correr uma corrida rápida em Interlagos, por exemplo, não é possível – você precisa evoluir para liberar pistas e carros

Aliás, a melhor analogia de “prato cheio para os fãs” é o fato de que tudo isso é apresentado em um café, com carros sendo o cardápio principal. Esse estilo de jogo funciona bem como um fator introdutório ao jogo, mas presumo que possa comprometer o fator replay – algo que já acontecia nas competições single de Gran Turismo Sport e não foi resolvido de forma satisfatória.

Aliás, falando em história dos carros, eles estão presentes em grande número no jogo: são mais de 400, apresentados nos seus mínimos detalhes. O nível experiência, que no game anterior era uma combinação de quilômetros percorridos e prêmios ganhos, agora é mensurado em “nível de colecionismo”. Quanto mais carros você tiver, maior será o seu nível e o acesso a alguns modos de jogo – como as Missões – depende disso.

Do meu jeito

Pedido de longa data dos fãs da série, as áreas de tunning estão de volta. Você pode usar o dinheiro conquistado nas corridas para comprar peças como pneus, amortecedores, suspensões, centrais multimídia, pastilhas de freio e muito mais para deixar seus carros mais leves e potentes. Faz toda a diferença explorar os carros ao máximo e ver até onde você consegue chegar com eles.

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Felizmente não é preciso pagar para abastecer ao final de cada corrida, pois senão ficaria complicado lidar com o preço da gasolina.

Não apenas a mecânica foi valorizada, mas também a estética. Mude as cores dos carros, aplique adesivos e crie veículos do seu jeito. Até mesmo lavagem completa você poderá aplicar, afinal carros mais desgastados e sem polimento podem comprometer o seu desempenho nas pistas. Felizmente não é preciso pagar para abastecer ao final de cada corrida, pois senão ficaria complicado lidar com o preço da gasolina.

Níveis de acessibilidade criam experiências interessantes

Para os desenvolvedores, o jogador deve ter prazer em dirigir um carro, seja ele qual for. Alguns deles podem ser “ariscos demais” para pilotos menos experientes e aí entram em cena as opções de acessibilidade. Freios, câmbio, consumo de combustível, escolha de pneus, tudo pode ser automatizado, para que você apenas “vire o volante” e siga o fluxo.

Essa característica funciona como uma forma de aprendizado: você passa a compreender onde deve frear em cada curva, para qual velocidade reduzir, quais marchas aplicar e com o passar do tempo pode desativar esses recursos. Importante: eles são todos opcionais, se você já é experiente e não precisa de nada disso, pode começar com o pé embaixo sem nenhum problema.

E a jogabilidade, melhorou?

À primeira vista, há poucas diferenças de jogabilidade entre a versão Sport e GT7. Tive a oportunidade de jogar com um volante Logitech G29 e ao menos nele a experiência em si não mudou tanto. Entretanto, quando falamos do controle DualSense a coisa muda completamente de figura. Este é realmente um jogo de nova geração, feito sob medida para explorar os recursos do console.

Freios, ABS, solavancos ao passar sobre as zebras, TUDO pode ser sentido nas mãos e isso proporciona uma experiência sem igual para quem joga no controle DualSense.

As vibrações do carro podem ser sentidas no controle. Freios, ABS, solavancos ao passar sobre as zebras, TUDO pode ser sentido nas mãos e isso proporciona uma experiência sem igual para quem joga no controle DualSense. Os gatilhos adaptativos não têm uma resposta padrão e você sentirá a diferença de um carro para outro, o que enriquece bastante a experiência de descoberta.

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A experiência sonora também está um patamar acima de outros games já lançados para o console. Em um sistema de som tridimensional você pode ter a noção exata da origem do barulho e isso torna a imersão no jogo algo sem precedentes. Eu fico imaginando esse jogo em VR, com essa qualidade sonora, os resultados podem ser simplesmente insanos e eu definitivamente quero algo assim.

E inovação, tem? Tem também

Antes mesmo de entrar no “Mapa Mundi” de Gran Turismo 7 o jogador tem acesso ao novo modo “Rally Musical”. Aqui, a lógica é a seguinte: cada batida da música é um segundo que se vai e cada erro que você comete na pista acelera esse processo. Seu objetivo é fazer uma direção perfeita de tal forma que a batida da música e o desempenho do seu carro entrem em sintonia.

Gosto muito da ideia, mas acredito que ela pode ser melhor desenvolvida no futuro. São apenas seis músicas por enquanto, do clássico ao pop, mas depois de concluí-las fica a sensação de que está faltando alguma coisa. Vejo muitas possibilidades de adição de DLCs com novas músicas e de um enriquecimento desse modo de jogo, mas não é o que teremos no lançamento.

CAliás, falando em músicas, se tem algo que a série sempre soube fazer foi escolher trilha sonora. Que espetáculo!

Aliás, falando em músicas, se tem algo que a série sempre soube fazer foi escolher trilha sonora. Desde músicas novas até releituras de clássicos, tudo funciona muito bem e aumenta o nível da diversão. Se com GT Sport eu passei das mil horas de jogo, imagino que GT7 fará um “estrago” ainda maior na minha rotina.

Clima dinâmico e chuva

Gran Turismo 7 traz um sistema de clima dinâmico que, de fato, agrega um fator bastante positivo à jogabilidade. Assim como na realidade, é possível ter chuva em partes de um circuito, enquanto em outros pontos a pista permanece seca.

Isso adiciona um nível extra de complexidade às corridas, pois a lógica se aplica mesmo a partes específicas do asfalto. Por exemplo, o traçado comum seca mais rápido, enquanto ir “por fora” pode significar perder mais tempo – ou ganhar, dependendo do pneu usado.

As corridas com chuva agora têm um nível de “spray” mais alto, o que dificulta a visibilidade de acordo com a câmera escolhida. São ótimas adições em prol de um realismo ainda maior e que tornam o game instigante.

Então tudo é perfeito? Não é bem assim

Se por um lado o visual dos carros, nos menus e durante as corridas, é algo impecável, com nível gráfico surpreendente e que explora bem os limites do PS5, por outro há alguns aspectos bem decepcionantes e que não são exclusividade dessa versão. Ao bater em outros carros, por exemplo, os danos na lataria são praticamente imperceptíveis e, quando perceptíveis, pouco satisfatórios. Esse foi um aspecto que me frustrou particularmente.

As corridas arcade para pura e simples diversão estão lá, mas sem um modo específico para agrupá-las. Isso deixa tudo mais confuso e pode ser frustrante para alguns jogadores descobrir que terão que jogar 10 ou 15 horas para liberar pistas conhecidas como Interlagos, Silverstone ou Suzuka. É compreensível que elas não estejam disponíveis no início em modos competitivos, mas não estarem listadas nem para simples testes não é legal e deixa a sensação de que falta conteúdo.

Modos online também disponíveis

Os modos online são praticamente os mesmos da edição anterior: crie salas e corra com seus amigos – ou contar desconhecidos de todo o mundo – e se aventura nos eventos esportivos competitivos, com data e hora marcada. Recebemos o game da Sony para testes com quase 15 dias de antecedência e essas sessões praticamente estavam fechadas a maior parte do tempo nesse período. Vamos esperar o lançamento para avaliar com propriedade esse quesito, ok?

E aí, vale a pena correr com Gran Turismo 7?

Sim, sem sombra de dúvidas. Gran Turismo 7 reúne tudo o que de melhor vimos nos últimos 25 anos da franquia. Não é pouca coisa afirmar que esse é o melhor jogo da série, pois falamos aqui de um título consagrado e que faz parte da história dos consoles da Sony.

Definitivamente, podemos dizer que esse é um jogo feito para a nova geração e se houve algum tipo de “nivelamento” foi por cima e não por baixo – usuários de PS4 talvez sintam mais problemas. A velocidade de carregamento entre as telas de jogo, por exemplo, é algo que faz com que o game se torne muito mais dinâmico.

Gran Turismo 7 vale cada centavo e com certeza vai garantir muitas horas de diversão.

As adições de software acrescentam novos e importantes pontos para a jogabilidade. Ao declarar seu amor pelos carros, a Polyphony Digital escreve um dos capítulos mais belos da franquia, entregando um game acima da média e que certamente vai satisfazer os fãs – e trazer muitos novos fãs para essa comunidade.

Apesar de tudo isso, ainda falta alguma coisa. Esse estilo contemplativo de jogo parece um pouco deslocado do que vemos nos demais jogos de corrida na atualidade. Considero um diferencial positivo, mas não tenho certeza se será suficiente para agradar o público mais jovem. Sinceramente, torço para que sim, esse é um game no qual vale a pena dedicar algumas boas horas.

Gran Turismo 7 foi gentilmente cedido pela Sony para realização desta análise. Jogamos a versão para PS5 usando o controle DualSense e o volante Logitech G29.


RECOMENDA? SIM Gran Turismo 7 reúne o melhor dos 25 anos da franquia e mostra todo o potencial da nova geração com um título imperdível.
PRÓS
Retorno de tudo que fez sucesso na franquia
Nível gráfico de altíssima qualidade
Modos de assistência inclusivos
ÓTIMO uso dos recursos de software no DualSense
CONTRAS
Danos praticamente inexistentes em colisões
Ausência de um modo arcade organizado logo no início do jogo
  • Redator: Wikerson Landim

    Wikerson Landim

    Jornalista desde 2003 e atual Editor dos sites Adrenaline e Mundo Conectado. Em quase duas décadas, foi editor de diversos sites de tecnologia, games e entretenimento, além de produtor de conteúdo para sites corporativos. Nas horas vagas, assume o volante para dirigir caminhões no Euro Truck e em todos os jogos de corrida que surgirem pela frente.

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