ANÁLISE | Ruined King é um bom suporte ao universo de League of Legends

Game traz novas interações entre os conhecidos campeões e os aprofunda em personalidade

A Riot Games segue o processo de expansão do universo de League of Legends. A empresa já havia lançado anteriormente uma série de novos jogos, além de seu tradicional MOBA, numa tentativa de pescar jogadores que preferem outros gêneros de games. Agora, numa nova empreitada, a desenvolvedora estreou novos produtos de mídia ligados ao LoL (e outros ainda estão por vir), com o objetivo de firmar seu mundo entre os importantes elementos da cultura POP. 

É neste contexto que surge Ruined King: Uma História League of Legends, o RPG de turnos da Riot que estreou para PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch e PC, em 16 de novembro. O game faz parte do projeto Riot Forge, que objetiva aumentar o catálogo da empresa.  

Site Oficial do game

Link para compra do game na plataforma desejada

O Adrenaline recebeu um código da Riot Games para poder testar o novo jogo do universo de LoL e eu fiquei encarregado da tarefa de transmitir um pouco da experiência com o título. Depois de mais de 14 horas de campanha, me sinto preparado para relatar o que percebi do game. 

Importante ressaltar que as experiências apresentadas aqui foram realizadas na versão do jogo para PlayStation 4

Ambiente e exploração

Dessa vez você não está em Summoner's Rift. Ruined King é, majoritariamente, ambientado em Águas de Sentina e na Ilha das Sombras. Se você é um pouco mais curioso com a lore de League of Legends, deve saber que estes são os lares de diversos dos famosos campeões do MOBA. 

Prepare-se para os loadings!

Durante a gameplay, os cenários são bonitos, mas, claro, não espere uma experiência com gráficos ultrarrealistas. Eles funcionam bem e cada local tem suas especificidades, como elevadores, pontes ou mesmo armadilhas. Uma boa parte deles é infestado por NPCs, inimigos ou vendedores ambulantes (que podem vender itens e poções bem úteis antes de uma nova missão). 

É nessa parte que está também um grande ponto negativo da experiência do game: os loadings. Sim, as várias telas de carregamento enquanto se está explorando o cenário atrapalham um pouco a dinâmica do jogo e travam a gameplay. A sensação, às vezes, é de que não se está jogando um título de uma geração ativa, mas, sim, de uma plataforma um pouco mais antiga. 

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Não é um super problema. Mas pode irritar um pouco topar com a tela de loading tantas vezes durante o jogo. O lado positivo é que, com o tempo, você até se acostuma. 

 

Outro ponto a se melhorar na exploração de mapas são os salvamentos automáticos. Eles existem, mas não acontecem com muita frequência. Por causa disso, é possível que você avance uma parte do cenário, encontre um inimigo que não esperava e morra, perdendo assim todo progresso (e as telas de loadings vencidas) que já havia obtido.

Depois de algumas vezes perdendo um bom caminho percorrido, comecei a salvar manualmente toda vez que vencia um objetivo que classificava como importante. É um detalhe, mas pode frustrar a jogatina. 

De positivo, há o fato do jogo estimular o player a vasculhar o cenário atrás de uma caixa ou baú de madeira que pode esconder um item ou poções que logo te ajudarão durante o combate. Existem também pedaços de papéis com histórias perdidas e incompletas. Algumas são interessantes de se ler. 

Na parte técnica, enquanto caminha ou mesmo luta, não há queda de frames. A única que experimentei foi quando um boss de aranha gigante começou a se mover, mas, em instantes, o jogo se normalizou. 

Jogabilidade

Não joguei muitos RPGs de turno durante minha vida. Então, se posso dar uma dica para quem, assim como eu, não tem prática, ela é: leia. Não tenha preguiça de ler cada informação nova sobre itens ou combate que aparece na tela. Se você é o tipo de pessoa que prefere pular todos os tutoriais e partir logo para a ação, talvez este seja o momento de respirar e dar um passo atrás nessa postura. 

As dicas e informações (que estão em português!), de fato, te ajudam a pegar o jeito da coisa. O sistema de combates não é um bicho de sete cabeças, mas vai te exigir algumas rodadas de inimigos para perceber todos os detalhes.  

Não tenha preguiça de ler cada informação nova sobre itens ou combate que aparece na tela.

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Falando nos vilões, é interessante ressaltar que eles acompanham a evolução dos seus personagens. Ou seja, mesmo que você já tenha um bom nível no seu Yasuo, por exemplo, é provável que você não mate nenhum bot com apenas um golpe (ok, talvez com uma ULT). Se por um lado isso é bom, porque todo inimigo encontrado no caminho te exige alguma estratégia, por outro é ruim, porque, às vezes, você só quer chegar ao objetivo diretamente, mas é travado por uma luta. Prós e contras do gênero. 

 

E sim, as estratégias serão necessárias em quase todos os combates. Ok, pode ser que você as repita várias vezes. Entretanto cada inimigo tem a sua especificidade, como golpes ou proteções personalizadas, o que te impede de selecionar apenas golpes de ataques toda hora, por exemplo. Se fizer isso sempre, irá morrer para inimigos aleatórios, sim. 

No geral, as rodadas de combate são bem fluidas e com bonitas animações. É possível até acelerar as rodadas para a velocidade 2x, o que, para mim, foi um ponto positivo. Por vezes, alguns inimigos parecem grande demais nas lutas (especialmente em algumas animações de golpe ultimate) mas nada bizarro. 

Outro ponto legal de Ruined King são os puzzles que você precisa resolver para avançar em algumas partes do caminho. Não são muitos, mas é divertido diversificar o estilo de jogo com alguns elementos enquanto explora o mapa. Acredito que este é o tipo de fator que dinamiza o jogo e enriquece a jogabilidade.

Para os LoLzeiros...

Sinceramente, acredito que seja aqui que o jogo mais me atraiu. A história não é ultra elaborada. Mas é bastante legal ver os personagens com quem joguei durante muito tempo no MOBA (entre 2013 e 2017, aproximadamente) interagindo entre si de um jeito diferente. Acho que o game funciona bem no sentido de aprofundar e dar mais camadas ao universo de League of Legends

As personalidades de cada campeão estão lá: Yasuo é solitário e vive com seu ressentimento; Braum é bondoso e divertido; Ahri é misteriosa e ágil, Miss Fortune é sagaz e corajosa. Enfim, pessoalmente, acredito que saber das histórias e trajetórias de cada um antes de caírem em Summoner's Rift ajuda a criar ainda mais empatia com os personagens. 

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Há ainda diversos elementos conhecidos dos jogadores do MOBA, como itens, runas e habilidades, que certamente causam uma aproximação entre o game e os jogadores de LoL. Algo similar acontece na série Arcane, produzida pela Riot em parceira com a Netflix, e ambientada no universo de League of Legends.

Passei bons minutos da jogatina apenas ouvindo as conversa dos campeões enquanto eles descansavam e restauravam seus status de vida e mana. 

 

Mas, e para quem nunca jogou, vale a pena? 

A resposta é sim! Não é o jogo do ano, mas é realmente bem produzido. O game tem um visual bastante atraente, com ilustrações e dublagens muito bem feitas. A Riot quase nunca erra nisso. Em resumo, é um bom jogo.

Há quem diga que tudo que a Riot faz é melhor que League of Legends. Como estou longe dos Campos de Justiça faz algum tempo, não posso confirmar a tese. Mas Ruined King: Uma História de League of Legends certamente me aproximou novamente do universo do MOBA. E deve servir para que a empresa atraia ainda mais público para seus outros produtos. 


RECOMENDA? SIM Sim! Jogo bem produzido e deve funcionar mesmo para quem não é ligado ao LoL
PRÓS
Bonitas animações e ilustrações
Ótima dublagem
Inimigos balanceados
Sistema de combates não muito complexo
Aprofunda o universo de League of Legends
CONTRAS
Muitas telas de carregamento

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