ANÁLISE: SSD XPG Gammix S70 Blade 1TB - O novo Flagship da XPG com NANDs Micron B47R

Projeto basicamente idêntico ao Gammix S70, porém com upgrade nas NANDs
Por Gabriel Ferraz 01/12/2021 20:59 | atualizado 01/12/2021 21:02 comentários Reportar erro

Hoje, testaremos um SSD NVMe da fabricante taiwanesa ADATA, do segmento de linha XPG. Neste teste, veremos o novo flagship de seus SSDs PCIe 4.0 x4, o XPG Gammix S70 Blade de 1TB.

Ele vem no formato M.2 2280 com barramento PCIe 4.0 x4 de 64Gbps com protocolo NVMe 1.4 e capacidades que variam desde 500GB até 2TB. Seu preço geralmente se encontra próximo dos US$150 na versão de 1TB, sendo cerca de R$1.289 à R$1.457, o que é um preço muito bom para um SSD topo de linha e ainda PCIe 4.0 x4, tendo em vista que compete com SSDs com preços próximo dos R$2.000 e ainda próximos de alguns PCIe 3.0 topo de linha também.

Site oficial do XPG Gammix S70 Blade
SSDs S70 Blade à venda na Kabum

Vale destacar que na atual situação do mercado de hardware, a pandemia e a falta de estoques continua impactando no valor de SSDs - inclusive com possibilidade de aumento de preço.

Isso vem ocorrendo principalmente com o mercado de SSDs devido ao crescente volume de demanda por chips Nands e DRAM. As fabricantes precisam pagar um valor maior por lote de peças para seus produtos, além de que o crescimento de novas criptomoedas baseadas em "proof of space", que utilizam discos de armazenamentos para "minerar", fez com que esta situação se agravasse ainda mais. 

Por consequência, a variação de componentes encontrados em SSDs também aumentou, já que a grande demanda de Nands fez com que as fabricantes tivessem que recorrer a outras empresas para que seus produtos conseguissem se manter no mercado - o que gera o problema que vamos mostrar no decorrer da análise.


Especificações do SSD

A seguir, informações um pouco mais detalhadas sobre o SSD que será testado (unidade de 1TB):

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Softwares do SSD

Os SSDs da linha ADATA e XPG acompanham um software chamado de Adata SSD Toolbox, com um monte de features para gerenciamento e monitoramento dos SSDs - e até de HDs instalados em sua máquina. Entre essas features, temos: telas responsáveis por apresentar informações dos discos de armazenamento do sistema, suas temperaturas, saúde deles (checando via S.M.A.R.T.), um setor para realizar diagnósticos, em que o programa faz uma varredura rápida ou completa de seus discos para que saibamos se há algum problema, etc.

Temos também algumas partes deste software voltadas para atualização de firmware do SSD, do próprio aplicativo, além de opções para melhorar o desempenho do sistema. Exemplos são a opção para rodar o comando TRIM no SSD, além de, claro, a de registrar o seu produto. Junto deste bundle, a Adata também oferece uma versão do Acronis Migration Utilities para quem deseja realizar backup ou clonagem de discos.


Unboxing

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O SSD vem em uma caixa vermelha, contendo uma foto do produto, e atrás temos apenas algumas especificações do SSD. Dentro vemos apenas um suporte plástico aonde o SSD e o dissipador vem separados, embora este mesmo SSD tenha uma variante em que o dissipador já vem acoplado.


Construção e acabamento

Sobre sua construção interna, essa linha vem no formato M.2 2280, com duas versões: uma versão com part number "AGAMMIXS70B-1T-CS", em que o "CS" representa o SSD com dissipador separado para pessoas que pretendem usar outro dissipador, e o "AGAMMIXS70B-1T-C", com dissipador já acoplado. E, como podemos ver, trata-se de um SSD dual-sided que possui Chips em ambos os lados.

Este SSD acompanha um dissipador de espessura bem fina. Logo mais veremos se ele, mesmo com pouca massa, consegue ter uma boa eficiência na remoção de calor do SSD.

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Componentes internos

A seguir, algumas imagens tiradas de ambos os lados do PCB do SSD de 1TB:


Controlador
O controlador do SSD é o responsável por fazer todo o gerenciamento de dados, over provisioning e garbage collection, dentre outras funções que ocorrem em segundo plano. E, é claro, faz com que o SSD tenha uma boa performance.

Controlador topo de linha da InnoGrit com excelente performance

Este SSD usa um controlador topo de linha da Innogrit: o IG5236 (Rainier),  com arquitetura ARM 32-bit de 4 núcleo (Quad core) com processo de fabricação em 12~14nm FinFET - o que, com certeza, ajudaria a manter uma boa eficiência. Neste caso, este controlador é encontrado em outros projetos de SSDs topo de linha como o seu antecessor Gammix S70, o Acer Predator GM7000, Lexar NM800 e o Viper VP4300.

Como se trata de um controlador topo de linha, ele trás suporte à diversos features como 8GB DRAM Cache DDR3 e DDR4 e suas demais variantes, criptografia via hardware, entre outros fatores. Este controlador oferece suporte para até 8 canais de comunicação com barramento que pode ser de até 1200 MT/s com suporte até 4 comandos C.E. por cada canal para um melhor desempenho.

Junto disso, ele também oferece excelentes resultados em consumo energéticos, em que seus power states mais eficientes chegam a ter um consumo de até 50 mW.

DRAM Cache ou H.M.B.
Todo SSD topo de linha que visa oferecer um alto desempenho consistente necessita de um buffer para poder armazenar suas tabelas de mapeamento (Flash Translation Layer ou Look-up table). Com isso, ele consegue ter desempenho aleatório melhor e ser mais responsivo.

Neste projeto, vemos que a XPG empregou dois C.I.s para atuar como buffer do tipo DDR4. Temos 1 chip de 4Gb em cada lado do PCB.

DRAM Cache: Samsung 512MB DDR4-2400Mbps (K4A4G165WE-BCRC)

Nesta unidade de 1TB vemos que ele acompanha 8Gb de densidade (1GB) utilizados para armazenar as tabelas de mapeamento. Este chip tem como características uma tensão de operação de 1.2v junto de uma velocidade de 2400Mbps com latências CL-17, porém operando em 1600 Mbps devido à limitação do próprio controlador.

NAND Flash
Com relação a seus chips de armazenamento, o SSD de 1TB possui 4 chips Nand flashs marcados como "60079146". Tratam-se de Nands da fabricante norte-americana Micron, sendo de line-up FortisFlash B47R 3D TLC de 176-Word Layers de 256GB cada chip.

Neste caso, cada uma dessas Nands possui  176 camadas ativas com topologia "RG" (Replacement Gate) que já abordamos em nossa análise do Seagate Firecuda 530 2TB, com 4 Dies de densidade 512 Gb (64GB) por cada NAND Flash, totalizando 16 em todo o SSD, sendo que cada Die possui uma arquitetura com 4 "planes" com páginas de 16KB.

As NANDs B47R ao total possuem 195 camadas. Entre estas 195, 176 são reservadas para o armazenamento de dados divididos em 2 decks de 88 cada, enquanto 19 são alocadas para atuar como DWLs, SSLs, GSLs. Com isso, tem uma "array Efficiency"  de cerca de 90.2%, que representa a porcentagem de suas camadas que são usadas para o armazenamento.

Algumas curiosidades interessantes são que estas NANDs possuem um barramento máximo teórico de até 1600 MT/s (800 MHz) que se comunicam diretamente com o controlador, embora não necessariamente estejam trabalhando nestas frequências. O controlador pode ser sim um fator limitante caso seus canais de comunicação não consigam trabalhar nessa velocidade de barramento, o que ocorre neste cenário, pois o controlador Innogrit, embora seja topo de linha, tem um limite de "apenas" 1200 MT/s (600 MHz) por cada canal de comunicação.

PMIC (Power Delivery)

Assim como qualquer componente eletrônico que exerce algum funcionamento, SSDs também possuem um nível de consumo de energia que pode variar desde poucos miliwatts  até próximo de 10 watts - beirando o limite de alguns conectores ou slots. O circuito responsável por todo gerenciamento de energia é o PMIC, que significa "Power Management IC" - um circuito eletrônico responsável por prover alimentação para demais componentes. Neste caso, vemos que um dos possíveis PMICs deste SSD podem ser o C.I. "VJCWA" ou o "MT7201". No caso, o PMIC tem como função receber a alimentação de 3.3v ou 5v do conector SATA / M.2 e transformá-la em tensões menores para os demais componentes deste circuito, como seu controlador, DRAM Cache e Nands flashes. Porém, infelizmente, não foi possível encontrar informações detalhadas desse chip.

Este circuito nada mais é, então, que um micro-VRM que atua como um "buck-converter", convertendo a tensão de entrada de 3.3v/5v para tensões menores, como 1.5v para DRAM Cache do tipo DDR3, 2.5v ~ 3.3v para as Nand, Vcore-SoC para o controlador, entre outros exemplos. Além disto, o próprio PCB do SSD já possui vários outros circuitos para prover uma melhor regulação de alimentação para os componentes e, em alguns casos, até circuitos de proteção (PLP - Power Loss Protection) - com diversos capacitores e intuito de diminuir a chance de gerar dados corrompidos.


CURIOSIDADES SOBRE O SSD XPG GAMMIX S70 BLADE 1TB

Da mesma forma que chips de memória RAM em um pente de memória sofrem variação, o mesmo ocorre com SSDs, nos quais há casos de mudanças de componentes como controlador e NAND flashes.

Como se trata de um SSD lançado há bem pouco tempo, até o momento desta análise não foram encontrados outras revisões com componentes diferentes - fora a DRAM Cache que, caso não mude sua quantidade ou latência, deverá ter um impacto insignificante no desempenho do SSD.

Como mencionado anteriormente, este SSD é uma nova versão de seu irmão S70 que, quando lançado, veio com NANDs Micron FortisFlash B27B de 96-Layers. Embora sejam boas, as antigas Nands são inferiores as estas novas B47R - tanto que já surgiram novas versões do S70 com NANDs B47R. As principais diferenças entre estes dois SSDs são seu firmware, que a XPG fez algumas melhorias e otimizações de performance, e o dissipador, que no antigo SSD era muito mais robusto.

FONTE: Techpowerup - Review XPG Gammix S70 2TB

Porém, acabava atrapalhando certos usuários na hora de instalá-lo, principalmente em notebooks ou em placas mães aonde o slot M.2 se localizava embaixo do Slot PCIe, utilizado para placas de vídeo.


METODOLOGIA DE TESTES
Nesta bateria de testes, serão utilizados softwares como Crystal Disk Mark, PCMark 10 (versão paga), além de utilizar o GTA V para teste de tempo de carregamento de games e tempo de carregamento de Boot do Windows 10. Ressalto apenas que farei testes sintéticos com diferentes valores de espaço livre no SSD, pois os SSDs tendem a ficar mais lentos ao ficarem completamente cheios. 

BANCADA DE TESTES
- Sistema Operacional: Windows 10 Pro 64-bit (Build: 21H2)
- Processador: AMD Ryzen 9 5950X (16C/32T) [
Análise]
- Memória RAM: 2x16 GB DDR4-3600MHz CL-18 Zadak (c/ XMP)
- Placa-mãe: Asus TUF Gaming X570-Plus/BR (Bios Ver.: 3607) [
Análise]
- Placa de Vídeo: GTX 780 Windforce Gigabyte 3X OC
- Armazenamento (OS): XPG Gammix S50 Lite 1TB [
Análise]
- SSD testado: SSD XPG Gammix S70 Blade 1TB (Firmware: 3.2.F.P7).

P.S.: A ADATA disponibilizou uma nova atualização de firmware para este SSD, pois na primeira vários usuários relatavam estar "bricando" o SSD. Porém, havia sido lançado este update para correção de um problema em que certos SSDs ficavam lentos demais ao passarem de 50% de espaço em disco utilizado. Minha sugestão é: tomem cuidado ao atualizar, e só atualizem caso realmente tenham problemas.

Tanto que em meu SSD nem aparece outro firmware disponível para atualizar.


Comparativo entre SSDs

Comparativo

SSD XPG Gammix
S70 Blade 1TB
SSD Seagate
FireCuda 530
2TB
AORUS RAID SSD
2TB
XPG GAMMIX S50
Lite

Preços

Preço no lançamentoU$ 150,00 U$ 489,99 U$ 390,00 U$ 149,99
Preço atualizadoR$ 1.278,99 U$ 419,99 R$ 4.999,99 R$ 1.209,00

Características

Capacidades512GB, 1TB(Cadastrado), 2TB 500GB, 1TB, 2TB(Cadastrado), 4TB 2TB (Cadastrado) 512GB, 1TB(Cadastrado), 2TB
InterfacePCIe Gen4.0 x4 - NVMe 1.4 PCIe 4.0 x4 - NVMe 1.4 PCIe Gen3.0 x8 - NVMe 1.3 PCIe Gen4.0 x4 - NVMe 1.4
Interface de ConexãoM.2 2280 M.2 2280 HHL-AIC (Half-Height, Half-Length) (Add-in-Card) M.2 2280
ControladorInnogrit IG5236 "Rainier" (4-Cores Cortex R5, 8-Canais) Phison PS5018-E18-41 (12nm 5-Core Cortex R5 1GHz) Phison PS5012-E12s (12nm 4-Core Cortex R5 667MHz) (RAID Controller: Marvell 88NR2241) Silicon Motion SM2267G (Dual-Core 28nm Cortex-R5, 4-Canais)
Tipo das memóriasMicron 3D TLC 176-Layers B47R 512Gb Micron 3D TLC FortisFlash B47R 176-Layers 3D TLC 96-Layers Micron B27A Rev 1: Micron 3D TLC 96-Layers B27B | Rev 2: Micron 3D TLC 176-Layers B47R
Leitura Sequencial7400 MB/s, 7400 MB/s, 7400 MB/s7000 MB/s, 7300 MB/s, 7300 MB/s, 7300 MB/s6300 MB/s2800 MB/s, 3200 MB/s, 3200 MB/s
Escrita Sequencial2600 MB/s, 5500 MB/s, 6800 MB/s3000 MB/s, 6000 MB/s, 6900 MB/s, 6900 MB/s6000 MB/s3800 MB/s, 3800 MB/s, 3800 MB/s
Leitura Aleatória425.000 IOPS, 740.000 IOPS, 750.000 IOPS400.000 IOPS, 800.000 IOPS, 1.000.000 IOPS, 1.000.000 IOPS(Não informado) IOPS191.000 IOPS, 380.000 IOPS, 490.000 IOPS
Escrita Aleatória510.000 IOPS, 740.000 IOPS, 750.000 IOPS700.000 IOPS, 1.000.000 IOPS, 1.000.000 IOPS, 1.000.000 IOPS(Não informado) IOPS510.000 IOPS, 540.000 IOPS, 540.000 IOPS
Classificação de resistência370 TB, 740 TB, 1480 TBW640 TB, 1275 TB, 2550 TB, 5100 TBW700 TB (Por SSD) TBW370 TB, 740 TB, 1480 TBW
Garantia5 Anos 5 Anos + 3 Anos (Serviço de recuperação de dados) 5 Anos 5 Anos
Site oficialLinkLinkLinkLink

SSD XPG Gammix S50 Lite, 1TB, M.2 2280, PCIe, Leituras: 3900MB/s, Gravações: 3200MB/s - AGAMMIXS50L-1T-C

SSD XPG Gammix S50 Lite, 1TB, M.2 2280, PCIe, Leituras: 3900MB/s, Gravações: 3200MB/s - AGAMMIXS50L-1T-C


Benchmarks Sintéticos

CRYSTALDISKMARK
Realizamos testes sintéticos sequenciais e aleatórios entre diversos SSDs, além de testes com quantidades diferentes de espaço em disco.

O SSD conseguiu apresentar ótimos resultados mesmo quando cheio graças a seu volume de pSLC Cache.

Como sempre comentamos por aqui, também é possível notar uma diferença grande entre os SSDs SATA e NVMe. Porém, veremos logo mais se isso realmente importa.

Com relação à performance sequencial do S70, vemos que se saiu muito bem, e sua escrita foi maior do que os 5.500 MB/s anunciados no site do fabricante.


LATÊNCIA - 4 KiB QD1 (Q1T1)
Vamos agora testar suas respectivas latências de leitura e escrita em comparação aos demais SSDs do mercado.

Em comparação com os demais SSDs, ele teve excelentes resultados em suas latências de leitura e escrita.


DESEMPENHO ALEATÓRIO 4 KiB QD4 e QD1
Fizemos também um teste para medir as velocidades aleatórias QD4 e QD1T1 dos SSDs.

Em comparação com os demais SSDs, ele teve um desempenho excelente e foi similar aos demais topos de linhas concorrentes.

Já em um cenário mais realista, vemos que ele conseguiu os melhores resultados, batendo até o SSD de 2TB da Seagate.


ATTO Disk Benchmark QD1 e QD4

Realizamos um teste utilizando o ATTO para que pudéssemos ver a velocidade dos SSDs em determinados tamanhos de blocos diferentes.

Podemos ver que, em QD4, o SSD apresentou ótimos resultados. Em tamanhos de blocos menores, que representam mais o tipo de acesso no cotidiano, ele conseguiu ficar na frente até do Firecuda 530, custando bem menos.

Já em QD1, o mesmo ocorreu, sendo que foi uma disputa mais acirrada conforme o tamanho dos blocos foi aumentando. Entretanto, em blocos de até 16 KiB o S70 Blade ainda sai na frente.


3DMark - Storage Benchmark

Neste benchmark, são realizados diversos testes voltados a armazenamento, incluindo testes de carregamento de games como Call of Duty Black Ops 4, Overwatch, gravação e streaming com o O.B.S. de uma gameplay à 1080p 60 FPS, instalação de alguns games e transferências de arquivos de pastas de games.

Neste novo benchmark, vemos que ele toma novamente a liderança em relação aos demais SSDs.

PS: Os demais SSDs serão re-testados neste Benchmark e os resultados serão publicados.


PCMARK 10 - FULL SYSTEM DRIVE BENCHMARK
Neste teste, foi utilizada a ferramenta Storage Test e o teste “Full System Drive Benchmark”, que faz testes leves e pesados no SSD.

Utilizando o PCMark 10 Full System Drive Benchmark, que testa o drive escrevendo mais de 200GB de dados, o S70 teve o segundo melhor resultado, ficando cerca de apenas 7% à 8% atrás do Firecuda 530.


Benchmarks Práticos

TESTE DE PROJETO - Adobe Premiere Pro 2021
A seguir, utilizamos o Adobe Premiere para medir o tempo médio de abertura de um projeto de cerca de 16.5GB com resolução 4K 120Mbps cheio de efeitos até que estivesse pronto para edição. Ressaltando apenas que o SSD testado é sempre como drive secundário sem o sistema operacional instalado, pois isso poderia afetar o resultado e gerar inconsistências.

Ao utilizarmos o Premiere para carregar este projeto, o XPG conseguiu um empate técnico com o Aorus RAID-in-Card - o que foi um excelente resultado.


TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS
Fizemos uma comparação entre múltiplos SSDs e um HD, utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 21H1 junto do GTA 5 abrindo o modo campanha. O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo. Por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho. 

Podemos ver a real diferença em carregamento de games, que o usuário convencional conseguiria apenas distinguir se estivesse usando um HD. Neste caso, o XPG ficou poucos segundos a frente do Firecuda.

Também se nota que a diferença do tempo de boot da máquina não é tão grande. A mudança real é somente com relação ao HD, embora ele tenha conseguido um resultado decente.


TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING
A grande maioria de SSDs no mercado atualmente utiliza como base a tecnologia de SLC Caching, em que certo percentual de sua capacidade de armazenamento, seja ele MLC (2 bits p/ célula), TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula. No caso, é usada como um buffer de escrita e leitura, em que o controlador inicia a gravação e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flash nativas (MLC / TLC / QLC).

O S70 Blade apresentou um volume de pSLC Cache ótimo e dinâmico

Através do IOmeter, podemos ter uma ideia do volume de SLC cache deste SSD, já que o fabricante muita vezes não informa este valor. Pelos testes que realizamos, foi possível constatar que ele possui um volume de pSLC Cache dinâmico enorme, de aproximadamente 339GB, que conseguiu manter velocidade média de ~ 6400 MB/s até o fim do buffer.

Após ele ter gravado 339GB, sua velocidade média caiu para cerca de ~ 1931 MB/s, tendo oscilações entre 1064 MB/s até 3834 MB/s. Isso representa a velocidade nativa que este SSD trabalha com seus 16 dies, ou seja próximo dos 2GB/s.

Logo após ele ter gravado um total de 445GB, sua velocidade de escrita caiu para cerca de 960 MB/s de média, aonde permaneceu-se até o término do teste. Esta representa a velocidade durante o processo de data-folding.

Além disto, realizamos também um teste para ver quanto tempo o SSD levaria para recuperar parte de seu Buffer e, no decorrer da nossa bateria de testes, que vai de 30 segundos até 2 horas em idle, o SSD conseguiu recuperar cerca de 6GB de pSLC Cache dentro de 30 segundos em idle, porém, após passar mais 1 minuto, recuperou cerca de 32GB. Depois de 5 minutos até 2 horas ele não conseguiu recuperar mais que 32GB.

Neste teste, vemos que o S70 Blade apresentou bom resultado, ficando acima de vários SSDs PCIe 3.0, ficando apenas atrás do Firecuda 530 de 2TB que, por ter o dobro de Dies, teve um desempenho maior.

Neste gráfico, vemos que o XPG teve o maior volume de pSLC Cache de todos os SSDs já testados por aqui, o que foi um excelente resultado, e é um ótimo ponto positivo para cenários de gravações intensas no SSD.


TESTE DE CÓPIA DE ARQUIVOS
Neste teste, será feita a cópia dos arquivos ISOs e do CSGO de uma RAM Disk para o SSD para ver como ele se sai. Foram utilizadas a ISO do Windows 10 21H1 de 6.25GB (1 arquivo) e sua versão extraída com o Winrar para uma pasta contendo 1.874 arquivos menores juntos da Pasta de instalação do CSGO de 25.2GB

Neste comparativo, vemos que o S70 Blade conseguiu um incrível resultado, sendo quase 2 vezes mais rápido que o segundo colocado e superando até o Firecuda 530.

Com mais de 1000 arquivos, o mesmo se repetiu, com o S70 no topo do comparativo.

Neste teste, vemos que ele se saiu muito bem novamente, tendo uma vantagem de cerca de 5 segundos em comparação ao segundo colocado, valendo ressaltar que quanto maior a transferência a diferença entre os SSDs pode aumentar e bastante.


TESTE DE TEMPERATURA
Neste trecho da análise, observaremos a temperatura do SSD durante um teste de stress, no qual o SSD recebe arquivos de forma contínua, para que possamos saber se houve algum thermal throtling com seus componentes internos que pudessem gerar algum gargalo ou perda de performance.

Através de softwares de monitoramento, foi informado que a temperatura máxima atingida por este SSD foi de 65ºC. Porém, ao usar um sensor diretamente sobre o controlador, sua temperatura ficou pouco acima, o que prova que seu sensor é preciso, e este dissipador não dá muita conta do recado. Portanto, minha sugestão é que usem outra solução de arrefecimento como dissipadores de suas placas mães, ou algum dissipador a parte.


CUSTO x GIGABYTE

Neste gráfico, veremos o custo por Gigabyte dos demais SSDs deste comparativo, levando em conta preços atualizados na data: 28/11/2021

Sempre que formos analisar um novo SSD este gráfico será atualizado com novos preços de mercado.

Ainda vemos que neste cenário é completamente impossível bater um HD, mas há diversos SSDs com bom desempenho e ótimo Custo x Gigabyte (R$ x GB).

Em comparação aos demais SSDs topo de linha, como o Seagate Firecuda 530 de 2TB que pode chegar próximo dos R$3.000,00, o S70 tem um ótimo Custo por Gigabyte, mas fica acima dos PCIe 3.0 x4 que ainda são os melhores custo benefício atualmente.


Conclusão

Este SSD apresentou um excelente resultado em nossa bateria de testes. Em testes práticos do mundo real, ele conseguiu, na maior parte das vezes, bater um SSD topo de linha da Seagate com um custo quase 2 vezes maior.

SSDs S70 Blade à venda na Kabum

Não sofreu tanta variação de componentes, pois se trata de um produto novo

Alguns outros pontos positivos são que não só ele teve resultados até melhores que o Firecuda mas também oferece um Custo x Gigabyte um pouco melhor, e seu preço não é tão distante de SSDs PCIe 3.0 x4 topo de linha que beiram os R$900 à R$1100.

Utiliza excelentes NANDs de 176-Layerse junto de um controlador topo de linha

E, é claro, traz alguns pontos negativos, como o fato de que, mesmo que tenha um dissipador, ele esquenta bem, e o dissipador não dá conta do recado em cargas mais pesadas ou extensas. Sem mencionar o fato de que ele não possui suporte à criptografia.

Levando tudo isto em conta, ele vale a pena? Se sim, qual o público alvo? Pelo preço que ele pede, ele realmente vale a pena, pois como podemos ver acima, ele conseguiu diminuir bem o gap de performance contra outros SSDs PCIe 4.0 x4 mais caros. Mas, obviamente, não é um produto voltado a qualquer pessoa. Este SSD tem como foco entusiastas ou pessoas que procuram um SSD para trabalho. Para o uso básico do dia a dia, os SSDs PCIe 3.0 x4 ainda valem muito mais a pena.

PRÓS
Excelentes velocidades sequenciais para SSDs PCIe 4.0 x4
Ótimas Velocidades aleatórias em QD4 e QD1
Ótimo desempenho em cenários práticos do dia a dia e em vários cenários profissionais
Sofreu pouca variação de componentes
Excelente Construção interna
Excelente resultados de latência
Volume de pSLC Cache imenso
pSLC Cache se recupera razoavelmente rápido
Velocidade de escrita sustentada decente
Possui suporte ao software SSD Adata ToolBox
Boa durabilidade de 1480TB
Garantia no Brasil de 5 Anos
Preço decente para SSDs PCIe 4.0
CONTRAS
Sofre um pouco de thermal throtling em cargas muito pesadas ou extensas 
Dissipador não ajuda muito em cargas muito pesadas ou extensas
Custo x Gigabyte ainda é acima dos PCIe 3.0 x4 
Não possui suporte à criptografia
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  • Redator: Gabriel Ferraz

    Gabriel Ferraz

    Colaborador do Adrenaline desde 2021, formado pela faculdade Anhanguera Educacional de Sorocaba em Engenharia da Computação (2018), apaixonado desde pequeno por hardware e outras tecnologias e recentemente começou a fazer análises de SSD.

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