ANÁLISE: Intel Core i9-12900K - Comparamos com o 10900K, 11900K, 5900X e 5950X

Intel traz grande mudança em sua nova linha de processadores junto com novas tecnologias como DDR5 e PCIe 5.0
Por Diego Kerber, Fabio Feyh 06/11/2021 17:18 | atualizado 10/11/2021 18:18 comentários Reportar erro

Hoje vamos fazer a análise (review) do Intel Core i9-12900K, o processador topo de linha da Intel para desktops na 12ª geração Intel Core, codinome Alder Lake-S. Ele traz a configuração de oito núcleos de alto desempenho com Hyperthreading e oito núcleos de eficiência, o que totaliza 24 threads. Vamos comparar o modelo com algum dos principais processadores do mercado, como os topos de linha da própria Intel, entre eles o Core i9 10900K e o 11900K, além dos concorrentes Ryzen 9 5900X e 5950X.

Os Alder Lake-S representam enfim uma grande mudança na arquitetura da Intel, que tem visto a evolução dos processadores da concorrências, os AMD Ryzen, e que enfim responde com uma mudança mais radical em sua tecnologia. A 12ª geração Intel Core mexe em múltiplas frentes, atualizando a plataforma para tecnologias mais modernas como as memórias DDR5, o PCI Express 5.0 e, principalmente, traz uma nova aposta com uma arquitetura de processamento híbrida.

Site oficial com especificações do Core i9-12900K

O Intel Core i9-12900K chega ao mercado ao custo de US$ 589, fazendo frente ao AMD Ryzen 9 5900X, que tem um custo levemente mais baixo de US$ 549.  Ao menos lá fora os valores são parecidos, por aqui o 12900K chegou com mesmo preço do 5950X. Assim como acontece com as placas-mãe com chipset Z690, a venda desse processador começou no dia 4 de novembro.


Especificações técnicas

Comparativo

Intel Core
i9-12900K
Intel Core
i9-11900K
Intel Core
i9-10900K
AMD Ryzen 9
5950X

Preços

Preço no lançamentoU$ 589,00 U$ 539,00 U$ 488,00 U$ 799,00
Preço atualizadoR$ 4.899,00 U$ 539,00 R$ 4.200,00 U$ 799,00

Especificações

CodinomeAlder Lake-S Rocket Lake-S Comet Lake-S Zen3
SoqueteLGA1700 LGA1200 LGA1200 AM4
Fabricação em10nm 14nm 14nm 7nm
Instruções64-bit 64-bit 64-bit 64-bit
Núcleos16 (8P+8E) 8 10 16
Threads24 16 20 32
Clock3200 MHz3500 MHz3700 MHz3400 MHz
Clock (Turbo)5200 MHz5300 MHz5300 MHz4900 MHz
DesbloqueadoSIM SIM SIM Sim
Canais de memóriadual-channel dual-channel dual-channel dual-channel
MemóriasDDR4-3200 / DDR5-4800 DDR4-3200 DDR4-2933 DDR4 @ 3200MHz
Cache30 16 20 64+8
PCI Express5.0 4.0 3.0 4.0
Canais PCI Express20 (CPU) 20+24 (CPU+chipset) 16+24 (CPU+chipset) 40
TDP125W / 241W(Turbo) 125 125 105

Vídeo Integrado

GPUIntel UHD Graphics 770 Intel UHD Graphics 750 Intel UHD Graphics 630 SEM VÍDEO INTEGRADO
Clock1550 1300 1200
Nº de Cores32 32
DirectX12.1 12.1 12
Monitores suportados3 3 3

Características Gerais

Acompanha cooler?NÃO NÃO Não NÃO

Processador Core I9 BX8070811900K Hexa Core I9 11900K 3,5GHZ 16MB Cache sem Cooler LGA1200

Processador Core I9 BX8070811900K Hexa Core I9 11900K 3,5GHZ 16MB Cache sem Cooler LGA1200

Processador AMD Ryzen 9 5950X, Cache 72MB, 3.4GHz (4.9GHz Max Turbo), AM4 - 100-100000059WOF

Processador AMD Ryzen 9 5950X, Cache 72MB, 3.4GHz (4.9GHz Max Turbo), AM4 - 100-100000059WOF


O Alder Lake-S

A microarquitetura Alder Lake-S é uma das maiores mudanças que a Intel já realizou em seus processadores para desktop. A empresa está introduzindo um conceito já amplamente usado em plataformas baseadas em ARM, e agora usa uma arquitetura híbrida em seus processadores, mesclando núcleos com diferentes características e tentando extrair os pontos fortes e minimizar os pontos fracos de cada um.

A 12ª geração Intel Core é a modificação mais profunda na linha em décadas

- Continua após a publicidade -

Com isso sai os núcleos idênticos e entra em ação dois tipos diferentes. Focado no desempenho temos os P-Cores, baseados em Golden Cove, uma evolução dos Cypress Cove da 11ª geração de desktops, com uma melhora de 19% de IPC comparado com seu antecessor operando no mesmo clock. Isso é resultado de modificações em várias estruturas, aumentando o decode de 4-wide para 6-wide, o re-order buffer (ROB) aumentou de 352 para 512 entradas e a execution foi ampliada de 10 para 12 portas. Todas essas essa modificações representam a maior modificação em décadas na arquitetura Core, equivalente ao que a empresa trouxe com a introdução do Skylake.

Porém a grande novidade é a presença de núcleos de eficiência, os E-Cores, baseados na microarquitetura Gracemont, uma evolução dos Tremont presentes em produtos como CPUs de baixa tensão. Apesar do foco em baixo consumo e aquecimento, a Intel afirma que esses núcleos conseguem entregar 40% mais performance que um núcleo Skylake consumindo 40% menos energia, e escalonando para 80% mais performance com 80% menos consumo quando comparado dois núcleos e 4 threads Skylake versus 4 núcleos e 4 threads Gracemont.

Os Alder Lake trazem núcleos de performance e núcleos de eficiência combinados

Para lidar com essa variação nos núcleos e suas diferentes capacidades, a Intel precisou desenvolver uma nova solução para distribuir de forma mais eficiente as diferentes operações demandadas pelo sistema. É assim que entra em ação o Intel Thread Director, entregando mais informações ao sistema operacional sobre a performance que pode extrair de cada núcleo. Dessa forma o sistema irá priorizar o uso dos núcleos de alto desempenho, depois os de alta eficiência, e por fim habilitar o Hyperthreading nos P-Cores e com isso trazer mais threads disponíveis para cenários de alta performance em paralelismo.

Assim os processadores Alder Lake são capazes de usar qualquer núcleo para uma operação, e o sistema irá de forma inteligente escolher qual o melhor núcleo para dedicar um trabalho. Mas para isso foi preciso aproximar as duas arquiteturas e torná-las capazes de lidar com as mesma funções, o que faz com que os núcleos Gracemont recebam um upgrade tenham suporte ao AVX2, mas em contrapartida aconteceu um donwgrade nos Golden Cove, que abandonaram o suporte ao AVX-512. As estruturas até estarão lá, afinal usam uma estrutura semelhante aos núcleos para servidor codinome Sapphire Rapid, mas estarão desabilitadas, limitando o uso desse tipo de operação apenas ao mercado de servidores e HPC.

Memórias DDR5: o que muda com a tecnologia? É hora de trocar?

Memórias DDR5: o que muda com a tecnologia? É hora de trocar?
Explicamos as novidades da nova geração da tecnologia e se é melhor não comprar DDR4 agora

Outra mudança importante dos processadores codinome Alder Lake-S é a atualização das tecnologias, colocando a Intel novamente na vanguarda após uma vantagem das plataformas AMD Ryzen na adoção de novas tecnologias. A 12ª geração Intel Core introduz as novas memórias, as DDR5 e LPDDR5, enquanto mantém suporte ao DDR4/LPDDR4 simultaneamente. Fica por conta da mainboard definir qual memórias será dado suporte, pois os processadores possuem controladoras capazes de lidarem com ambos os formatos. No slot PCI Express temos a introdução da tecnologia de versão 5.0, dobrando a largura de banda comparado ao PCIe 4.0. Aqui a coisa é mais tranquila, afinal falamos de uma tecnologia retrocompatível com verões anteriores, e que envolvem menos updates obrigatórios comparado ao DDR.


Fotos

- Continua após a publicidade -

Assim como aconteceu nas últimas gerações, a Intel deu um destaque maior para o projeto da caixa do Core i9-12900K, muito bonita. O processador vem dentro de um box redondo que faz alusão a um wafer de processadores.

Diferente das gerações passadas, onde os processadores tinham formato quadrado, agora os novos processadores LGA 1700 tem formato retangular, levemente maior do que os modelos da geração passada. Uma curiosidade é que ele tem uma espécie de destaque em parte das conexões na parte de baixo do CPU.

Para os testes desse modelo, utilizamos um kit da Asus com a mainboard Maximus Z690 HERO, liquid cooler ROG RYUJIN II 360 e kit de memórias Kingston Fury Beast com 32GB (2x16GB) e 5200MT/s CL40.


Sistema utilizado
Abaixo, detalhes sobre o sistema utilizado para os testes:

- Continua após a publicidade -

Máquinas utilizadas nos testes:
Todas os sistemas utilizaram componentes com mesmas características técnicas para os testes, com exceção da placa-mãe, que varia de acordo com a plataforma. Veja a configuração utilizada:

- Placa de vídeo: GeForce RTX 3080 Ti [análise]
- Placa-mãe: Gigabyte Z690 AORUS Master / ASUS Maximus Z690 HERO
- Memórias: 32GB (2x16GB) Kingston Fury Beast / G.Skill Trident Z5 RGB
- SSD: 500GB para sistema e 2TB para games
- Cooler: Noctua NH-U12A / ASUS ROG RYUJIN II 360
- Fonte de energia (PSU): Cooler Master V850 [site oficial]

A frequência das memórias é a máxima suportada pelo processador

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 11
- GeForce 469.xx

Aplicativos/Games:
- 7-Zip [site oficial]
- Adobe Premiere [site oficial]
- AIDA64 [site oficial]
- Blender [site oficial]
- CineBench R20 [site oficial]
- x264 Full HD Benchmark [download]
- V-Ray [site oficial]
- WinRAR 6.x [site oficial]

- 3DMark (DX11)
- Assassin´s Creed Odyssey (DX11)
- CyberPunk 2077 (DX12)
- Battlefield V (DX12)
- Counter-Strike Global Offense (DX11)
- Grand Theft Auto V (DX11)
- Red Dead Redemption (Vulkan)

AIDA64
Através do aplicativo AIDA64, vemos algumas informações técnicas do processador, como modelo, clocks, número de núcleos e threads, etc. Como os modelos Core de 12ª geração da linha K tem suporte a memórias DDR5 até 4800MHz, essa será a frequência utilizada em nossos testes.

Reparem também que a nova plataforma Intel AlderLake-S, leia-se Core de 12ª geração, tem sistema diferente de núcleos e threads, como núcleos de alta eficiência e núcleos de baixo consumo, logo o aplicativo mostra a contagem de forma um pouco diferente, com cores com as letras C e E.

Plataforma em modo default com memórias DDR5 no MT/s máximo do processador analisado


Overclock

A nova plataforma Intel continua oferecendo overlock normalmente na linha K, porém agora é possível optar se deseja apenas overclockar os núcleos de desempenho, apenas de baixo consumo ou mesmo ambos juntos, mas com configurações específicas. A tensão é a mesma para ambos, ao menos na mainboard que utilizamos.

Conseguimos overclockar o Core i9-12900K para 5.1GHz em todos os 8 núcleos de alto desempenho, com tensão definida em 1.4v. Os núcleos de baixo consumo subimos para 4GHz.


Consumo de energia

Fizemos os testes de consumo de energia do sistema em modo ocioso e rodando o 3DMark, aplicativo que exige bastante do sistema.

É importante destacar que o consumo de energia depende bastante da placa-mãe e placa de vídeo, podendo variar consideravelmente de um sistema para outro com configurações semelhantes.

IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso.

Rodando o 3DMark
Quando colocamos os sistemas rodando o 3DMark, temos os consumos abaixo:


Temperatura

Começamos pelos testes de temperatura, com o sistema em modo ocioso e rodando o wPrime, aplicativo que "estressa" todos os núcleos dos processadores.

IDLE (Sistema ocioso)
Iniciamos com o sistema em modo ocioso, com o Windows em espera sem estar executando tarefas, além das tradicionais do sistema.

Rodando o wPrime
Quando colocamos o sistema rodando o aplicativo wPrime, que faz todos os núcleos trabalhem em modo full, temos os consumos abaixo:

"A temperatura varia de acordo com o programa utilizado. Mesmo o wPrime estressando todos os núcleos sendo uma boa opção para ver o comportamento desse cenário, alguns programas podem exigir ainda mais do processador e, consequentemente, esquentar mais o mesmo. Como exemplo, citamos o Blender."


Testes sintéticos e reais

Abaixo, temos uma série de testes de desempenho com o sistema, comparando o processador analisado com outros modelos do mercado e fazendo exatamente os mesmos testes. Os testes consideram diferentes cenários de uso do processador e de outros componentes associados a dar mais desempenho ao sistema.

Procuramos testes de benchmarks para mostrar vários cenários bem distintos, desde uso profissional como o editor de vídeo Adobe Premiere até testes em jogos.

Alguns testes podem tirar maior proveito de CPUs com clocks mais altos, independente da arquitetura e do número de núcleos/threads. Já outros podem tirar mais proveito de mais núcleos/threads

Adobe Premiere CC
Mais um teste de renderização de vídeo, em um cenário real renderizando com o Adobe Premiere CC 2020 sem uso de GPU:

AIDA64 Latency
O software AIDA64 tem vários testes de performance. Separamos um que mostra um cenário diferente dos demais: a velocidade de latência das memórias, que quanto menor o resultado, melhor.

Blender
O aplicativo Blender é voltado a profissionais de edição de filmes e para manipulação de objetos 3D, sendo um bom teste real de como o sistema se comporta nesse tipo de cenário.

CineBENCH R23
O CineBench está entre os mais famosos testes de benchmarks para processadores, baseado em um teste convertendo uma imagem. Fizemos teste em Single e Multi Core com a versão R23:

V-Ray
O teste V-Ray Benchmark utilizado consiste no resultado de renderização do CPU. Quanto menor for, melhor é o desempenho.

x264 Full HD Benchmark
Em um teste de conversão de vídeo Full HD, temos os seguintes resultados:

7-Zip
O software de compactação 7-Zip se tornou um dos mais populares do mundo por se tratar de um aplicativo de código aberto, possuindo também um benchmark interno que vem sendo muito utilizado para métrica de performance. Abaixo, o desempenho dos sistemas com ele:

WinRAR
Outro bom teste para medir o comportamento do processador é o WinRAR, que consegue fazer bom uso de todos os cores.

3DMark
Começamos nossos testes com foco em vídeo com o 3DMark, na versão Fire Strike default e Ultra (4K).


Teste em games


Agora, vamos para os games. Selecionamos alguns dos principais títulos do mercado para mostrar como os processadores se comportam utilizando configurações semelhantes, sendo sempre a mesma config dos componentes utilizados.

Assassin´s Creed Valhalla
O game da Ubisoft baseado na tecnologia DirectX 12 é uma referência de software que demanda alto desempenho tanto do chip gráfico quanto do processador.


Battlefield V
Como um dos games com a melhor qualidade gráfica já lançados, o Battlefield V faz parte de nossa bateria de testes. Abaixo o comportamento dos sistemas rodando o game da DICE.


Counter Strike: Global Ofensive
O game competitivo é baseado em DirectX 9 e apesar das baixas exigências de performance na parte da placa de vídeo, por se tratar de um eSport, o ideal é alcançar altíssimas taxas de quadros, algo que traz alta carga tanto a CPU quanto GPU.


Cyberpunk 2077
Um dos maiores sucessos dos últimos tempos em games para PC é o Cyberpunk 2077, que agora faz parte de nossa bateria de testes. O game está rodando sobre a API DirectX 12.


GTA V
Grand Theft Auto V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques boa qualidade gráfica. Ele é um dos games que mais faz uso do CPU, sendo um ótimo teste para ver o comportamento e diferença entre esse componente. Confiram abaixo os resultados nesse game:


Red Dead Redemption 2
Novo game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento de sistemas. Nosso teste considera o game rodando sobre a API Vulkam, que se comportou melhor tanto em placas AMD como Nvidia.


Rainbow Six Siege
O game de tiro tático da Ubisoft usa o motor AnvilNext e tem ótimo port para a API de baixo nível Vulkan. É um game bem otimizado para hardwares de entrada, mas que demanda muito poder computacional do processador e baixíssimas latências para atingir taxas de quadros elevadas.


Gameplay em Vídeo


Conclusão

A Intel tinha muito trabalho a fazer para ganhar espaço frente a AMD depois do avanço da concorrente nos últimos anos, e felizmente o Core i9-12900K não é a frustração que o 11900K foi. Enquanto o modelo antecessor havia reduzido o número de núcleos, aumentado o custo e em alguns cenários até piorado a performance, o 12900K é uma evolução mais clara.

Enfim a Intel volta a mostrar claras evoluções em seus processadores

Tanto em cenários de single-thread quanto multi thread, o Core i9 está no topo do gráfico ou ao menos bastante próximo, com alguns cenários em que vemos um salto respeitável comparado aos 10900K. Mesmo na disputa com o Ryzen 9 5950X temos vantagem para o modelo Intel em vários cenários, e isso traz uma discussão interessante.

Tanto o 12900K quanto o 5950X são processadores de 16 núcleos, porém no caso do 12900K metade deles são núcleos de eficiência, os E-Cores, enquanto o modelo Ryzen tem todos os núcleos de alto desempenho. Como os E-Cores não fazem hyperthread, o Intel fica na desvantagem em threads, com o 5950X contando com 32 versus os 24 threads do Core i9-12900K. Mas mesmo tendo um foco em eficiência, e evidente como esses oito núcleos entregam alto desempenho, especialmente nesses testes multithread como Blender e render em H.264.

Mesmo com threads a menos, o 12900k bate rivais como o Ryzen 9 5950X em aplicações que envolvem paralelismo, como aplicativos profissionais de renderização

Outro campo que a Intel precisava melhorar seu jogo também há avanços, e falamos da eficiência. Nossa bancada com o 12900K reduziu sensivelmente o consumo de energia comparado a um 10900K e especialmente um 11900K, e ficando com uma leve vantagem frente ao Ryzen 5900X e 5950X.

Falando em aquecimento, porém, esse é um modelo que exige um bom resfriamento, tanto na configuração de fábrica, mas especialmente em overclock. Conseguimos ganhos relevantes de desempenho, mas o aquecimento chegou rapidamente próximo dos 100ºC, mesmo usando um resfriamento robusto como o ASUS ROG Riujin, que traz um liquid cooler com radiador de 360mm e três fans. Aqui vale destacar que a base do processador é maior, logo será natural coolers novos desenvolvidos especialmente para os novos processadores melhorarem a questão de dissipação. É importante ainda destacar que algumas empresas estão lançando adaptadores para que os coolers já disponíveis no mercado suportem o novo soquete.

Algo que nossos gráficos deixa evidente é o tédio desse segmento. Quando o assunto é games, quase nada muda entre todos os modelos high-end, mostrando que investir em processadores tão caros como os topo de linha pode trazer pouco benefício frente a modelos bem mais acessíveis. Exceto quem está de olho em renderização pesada, um bom 8 core ou até mesmo um 6 core/12 threads é mais que o suficiente e bem mais barato.

O Intel Core i9-12900K traz a Intel novamente para o topo de vários de nossos gráficos de performance, mas tem defeitos como alto custo e bastante aquecimento

Ainda queremos fazer mais testes com as novas memórias DDR5 e ver onde na prática o novo padrão pode trazer benefícios. PCIe 5.0 já é algo mais difícil de ter benefício prático. Pouco vemos as melhorias quando se trata de placas de vídeo nesse tipo de atualização, para não dizer nenhum benefício. Já SSDs até trazem, mas em cenários bem bem específicos, então é algo legal por ser uma evolução, mas muito mais teórica do que prática.

Como se trata de um lançamento, vamos precisar ver como o preço vai estabilizar no futuro, mas no momento ele é encontrado por R$ 5 mil no mercado nacional, mesmo valor do Ryzen 5 5950X. Isso coloca esses produtos em uma situação complicada. Pela metade do preço você leva um Ryzen 5 5800X, e vai ter praticamente o mesmo desempenho em games. Mas mesmo no segmento topo de linha, o Ryzen 9 5900X custa R$ 3,5 mil e em vários cenários consegue passar relativamente perto, considerando a diferença de valor. Mas o mais relevante é que a Intel conseguiu voltar ao jogo com um produto que não é perfeito, com defeitos como bastante aquecimento e alto custo, mas em contrapartida alto desempenho e até alguns recordes que devolvem a Intel para o topo de nossos testes.

PRÓS
Recordes em testes de performance
Muito desempenho multithread
Alto desempenho single-thread
Bons resultados em overclock
Melhora na eficiência
Atualização de tecnologias como PCIe 5.0, DDR5 e arquitetura híbrida
CONTRAS
Alto aquecimento
Custo elevado
Pouca vantagem em games versus modelos bem mais baratos
Necessidade de placa-mãe com novo soquete
Coolers precisa de adaptador do fabricante para ter compatibilidade
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.