ANÁLISE: SSD Externo ADATA SE900G 1TB - Excelente performance com preço acessível e cheio de RGB

Projeto bonito com acabamento robusto e com RGB, mas que não é endereçável

Dessa vez, testaremos um SSD Externo da ADATA e um dos mais rápidos entre seus SSDs externos. Estamos falando do ADATA SE900G 1TB, SSD de 1TB que foca em combater modelos high-end no mercado.

Ele vem no formato externo com barramento USB 3.2 Gen 2x2, protocolo USB e capacidades que variam desde 512 GB até 2TB. Entretanto, veremos em breve que se trata de um SSD NVMe 3.0 x4 com adaptador PCIe para USB 3.2 Gen 2x2 de 20Gbps.

Site oficial do ADATA SE900G
SSDs ADATA à venda na Kabum

Vale destacar que na atual situação do mercado de hardware, a pandemia e a falta de estoques continua impactando no valor de SSDs - inclusive com possibilidade de aumento de preço.

Isso vem ocorrendo principalmente com o mercado de SSDs devido ao crescente volume de demanda por chips Nands e DRAM. As empresas fabricantes precisam pagar um valor maior por lote de peças para seus produtos, além de que o crescimento de novas criptomoedas baseadas em "proof of space", que utilizam discos de armazenamentos para "minerar", fez com que esta situação se agravasse ainda mais. 

Por consequência, a variação de componentes encontrados em SSDs também aumentou, já que a grande demanda de Nands fez com que as fabricantes tivessem que recorrer a outras empresas para que seus produtos conseguissem se manter no mercado - o que gera o problema que vou mostrar no decorrer da análise.

Vamos ver um pouco mais deste SSD agora: neste caso, por se tratar de um SSD externo com barramento USB 3.2 Gen 2x2 de 20Gbps, é um produto high-end, porém, mesmo que já tenhamos bastantes placas-mães com USB 3.2 Gen 2x2, ainda não é uma conexão comum utilizada amplamente em placas-mães de baixo custo.

Não somente isto, mas outros dispositivos que contém portas USB do Tipo-C hoje em dia são barramentos de, no máximo, 10Gbps, como celulares e notebooks. Boa parte das Tipo-A também são USBs de 5Gbps, portanto, para que seja possível extrair o total desempenho deste SSD, é necessário uma plataforma high-end que oferece este conector.

Levando isto em conta, a ADATA fez uma excelente escolha em utilizar um SSD High-End PCIe 3.0 x4 SX8200 Pro de 1TB para colocar por dentro deste SSD, pois, embora seja um SSD externo, ele nada mais é que uma case para SSDs NVMe. Por se tratar de um SX8200 Pro de 1TB, podemos considerar que sua durabilidade é algo próximo de 640TB, o que é um valor muito bom, apesar da ADATA não informar este valor oficialmente.

- Continua após a publicidade -

Infelizmente, este SSD não possui um IP Rating que classifica um dispositivo como resistente ou a prova d' água junto de outros materiais. Por ter uma carcaça mais rígida, talvez tenha uma certa resistência a pequenas quedas, e por se tratar de um SSD, as chances de gerar dano em comparação a um HD são muito menores. Além disto, este SSD oferece velocidades de até 2000 MB/s de leitura e escrita sequencial com pSLC Cache.


Especificações do SSD

A seguir, informações um pouco mais detalhadas sobre o SSD que será testado (unidade de 1TB):


Softwares do SSD

Embora os SSDs ADATA possuam suporte ao ADATA SSD Toolbox, aparentemente seus SSDs externos não oferecem suporte a gerenciamento através deste software.


Unboxing

O SSD vem em uma embalagem bem básica contendo o SSD e mais 2 cabos - um cabo USB-C para USB-C e um adaptador USB-C para USB-A para sistemas ou usuários que não possuam conexão USB-C - além do manual de usuário.

- Continua após a publicidade -


Construção e acabamento

Sobre sua construção interna, essa linha vem no formato de SSD Externo, embora seu SSD interno seja um M.2 2280. Neste caso, a case não possui nenhum parafuso de fixação em sua carcaça externa - apenas sua tampa frontal que gera o efeito de RGB.

Vemos também que em ambos os lados da carcaça externa há aberturas para entrada de ar para que, desta forma, o arrefecimento de calor dos componentes internos seja melhorado, tendo em vista que se trata de um SSD com um controlador high-end e que tende a esquentar bem. Junto disto, temos um LED indicativo de atividade ao lado do conector USB-C que fica piscando conforme o SSD está em uso.

O SSD vem em uma PCB separada que contém o controlador ASMedia entre outros circuitos de alimentação para o SSD M.2, e em sua parte traseira vemos um conjunto de L.E.D.s que fornecem o efeito que vemos nas imagens.


Componentes internos

- Continua após a publicidade -

A seguir, algumas imagens tiradas de ambos os lados do PCB do SSD de 1TB.

Vemos também que, para ajudar a dissipação do controlador, a ADATA decidiu colocar um thermal pad diretamente embaixo e em cima do controlador. ASssim, ele faz contato com ambas as carcaças metálicas que atuam como um dissipador, utilizando a convecção do ar para arrefecer seus componentes internos.


NVMe Bridge Chip

Como estes SSDs externos utilizam um barramento e protocolo de comunicação USB, é necessário um conversor de sinal e barramento que faz com que seja possível utilizar dispositivos de armazenamento SATA ou NVMe com entradas USBs. Este é o principal papel destes "Bridge chips".

Neste modelo de SSD, a ADATA empregou um dos melhores "bridge chips" para USBs de 20Gbps: o ASMedia ASM2364, que é um C.I. de 2º geração que permite a comunicação de dispositivos com barramento NVMe e SATA para conectores USB. Neste exemplo, trata-se de um SSD NVMe 3.0 x4 que possui uma largura de banda máxima teórica de até 32 Gbps, porém, devido suas próprias limitações, este chip ASMedia consegue trabalhar com até 20Gbps - que neste caso seriam velocidades próximas de 2000 MB/s contando com o overhead do barramento.

Controlador
O controlador do SSD é o responsável por fazer todo o gerenciamento de dados, over provisioning e garbage collection, dentre outras funções que ocorrem em segundo plano. E, é claro, faz com que o SSD tenha uma boa performance.

Controlador High-End Dual Core bem utilizado em SSDs topo de linha Gen 3.0

Este SSD utiliza um controlador da Silicon Motion, o SM2262ENG - controlador high-end ARM 32-bit Dual Core Cortex R5 que opera com um clock de 625MHz, no qual seus núcleos principais cuidam de gerenciar as nand flashs com suas tarefas de host, ler e escrever. O controlador nand flash interno ajuda removendo um pouco da carga nos núcleos principais e, quando o SSD é bem exigido, faz com que trabalhe de forma mais eficiente. 

Este controlador trabalha com 4 linhas PCIe 3.0 (x4) com suporte até 8 canais de comunicação com 4-C.E. por cada canal. Ou seja, ele consegue trabalhar intercalando até 4 Dies/Targets por cada canal de comunicação.

Este line-up de controladores também oferece suporte para DRAM Cache DDR3/DDR3L/LPDDR3 ou DDR4 (16/32-bit bus), juntamente com até 32 C.E. com barramento de até 800 MT/s (ONFI4.0/3.0 e Toggle3.0/2.0) por cada canal. Por ser um controlador topo de linha, também oferece suporte à criptografia AES-256 bits e protocolo TCG Opal, embora este SSD específicp não ofereça esse recurso.

Este mesmo modelo de controlador pode ser encontrado em diversos outros projetos de SSDs bem conhecidos no mercado, como os Kingston KC2500, XPG S11 Pro, Asgard AN3 (azul), Kingston KC2000, entre outros. Ele também traz melhorias em seus estados de alimentação, reduzindo ainda mais seu consumo e dissipação de calor em idle e em estresse, como podemos ver em seus "power states" PS3: 50mW PS4 (L1.2): <5mW. A seguir, seu diagrama de bloco: 

DRAM Cache ou H.M.B.
Todo SSD topo de linha que visa oferecer um alto desempenho consistente necessita de um buffer para poder armazenar suas tabelas de mapeamento (Flash Translation Layer ou Look-up table). Com isso, ele consegue ter desempenho aleatório melhor e ser mais responsivo.

Neste projeto, o SSD traz 2 chips de DRAM Cache da fabricante NANYA, do tipo DDR3L que trabalha com uma tensão de operação de 1.35v, diferente das DDR3 com 1.5v. Neste SSD, são 2 módulos de 4Gb (512MB) totalizando 8Gb (1GB) de armazenamento para as tabelas de mapeamento, sendo que cada chip se comunica com um barramento de 16-bits com o controlador a uma velocidade de 1600 Mbps, embora estes chips sejam capazes de trabalhar em até 1866 Mbps com latência CL-13.

NAND Flash
Com relação a seus chips de armazenamento, o SSD de 1TB possui 4 chips Nand flashs marcados como "60078272". Trata-se de Nands da fabricante sul-coreana Samsung, sendo Nands de line-up 3D TLC de 64-Layers de 256GB cada chip.

Cada uma dessas Nands possui 64 camadas ativas com dies de 256Gb (32GB) que diferem dos seus Dies de 512Gb, encontrados em SSDs de maior capacidade - elas possuem uma quantidade de páginas por blocos e blocos por Die menor que os de 512Gb

Algumas curiosidades interessantes sobre este SSD é que nele constam 32-dies espalhados por 4 NANDs, ou seja são NANDs 8DP (8 dies per package). Elas se comunicam diretamente com o controlador com um barramento de 525 MT/s (262.5 MHz), que é um pouco inferior aos 650 MT/s encontrados nas primeiras revisões do SX8200 Pro que tinham NANDs Micron B16A / B17A de 64-Layers.

Além disso, como estas NANDs Samsung possuem apenas 2 planes por Die com pages de 16 KB, o que a sul-coreana fez para melhorar seu paralelismo por Die foi implementar sub-planes com páginas de 8 KB.

PMIC (Power Delivery)

Assim como qualquer componente eletrônico que exerce algum funcionamento, SSDs também possuem um nível de consumo de energia que pode variar desde poucos miliwatts  até próximo de 10 watts - beirando o limite de alguns conectores ou slots. O circuito responsável por todo gerenciamento de energia é o PMIC, que significa "Power Management IC" - um circuito eletrônico responsável por prover alimentação para demais componentes. Neste caso, o PMIC é um "ALHM 275", que tem como função receber a alimentação de 3.3v ou 5v do conector SATA e transformá-la em tensões menores para os demais componentes deste circuito, como seu controlador, DRAM Cache e Nands flashes. Porém, infelizmente, não foi possível encontrar mais informações detalhadas desse chip.

Este circuito nada mais é, então, que um micro-VRM que atua como um "buck-converter", convertendo a tensão de entrada de 3.3v/5v para tensões menores, como 1.5v para DRAM Cache do tipo DDR3, 2.5v ~ 3.3v para as Nand, Vcore-SoC para o controlador, entre outros exemplos. Além disto, o próprio PCB do SSD já possui vários outros circuitos para prover uma melhor regulação de alimentação para os componentes e, em alguns casos, até circuitos de proteção (PLP - Power Loss Protection) - com diversos capacitores e intuito de diminuir a chance de gerar dados corrompidos.

CIRCUITO R.G.B. 

Neste trecho desta análise, vamos dar uma verificada em um dos principais destaques deste SSD: seu efeito RGB e seu circuito responsável por esse funcionamento.

Nas imagens acima vemos como é o efeito RGB mostrado por sua carcaça de plástico escuro meio transparente com pequenas formas hexagonais. Logo a baixo, uma foto dos 8 LEDs que se localizam nas extremidades do PCB que geram esse efeito bonito.

Vemos que neste PCB branco se localizam 2 bancos de 4 LEDs em cada extremidade, que geram esse efeito RGB. A seguir, veremos um pouco mais do C.I. (Circuito Integrado) responsável pelo controle e gerenciamento deste conjunto de LEDs.

Este C.I. é o circuito responsável por fazer o gerenciamento e acionamento dos LEDs. Trata-se de um chip da fabricante taiwanesa Holtek, sendo baseado na arquitetura ARMv6-M Single Core ARM-32 bit Cortex M0+ que trabalha com um clock de até 40 MHz e possui até 4 KiB de dados em sua memória interna (SRAM) junto de suporte até 32 KB de dados Flash.


CURIOSIDADES SOBRE O SE900G de 1TB

Da mesma forma que chips de memória RAM em um pente de memória sofrem variação, o mesmo ocorre com SSDs, nos quais há casos de mudanças de componentes como controlador e NAND flashs e até mesmo coisas mais complexas como volume de pSLC Cache que pode mudar.

Como mencionado anteriormente, em suas primeiras revisões, o SSD acompanhavam NANDs Micron de 64-Layers e 96-Layers junto de pSLC Cache dinâmico de volumes bem maiores.

Fonte: Tom's Hardware - Review SSD Externo ADATA SE900G 2TB

Como podemos ver nesta análise realizada pelo site do Tom's Hardware em maio deste ano, o SSD acompanha 4 NANDs da fabricante norte-americana Micron, de Line-up Spectek FortisFlash B27A, que são NANDs menos binadas que as Micron, mas possuíam 4 Planes por die para permitir um maior paralelismo que as Dual planes como estas da Samsung, sendo que são 32 Dies ao todo (8 por NAND).

Vemos também que, na antiga variante, a versão de 2TB possuía cerca de 320GB de pSLC Cache. Sendo assim, podemos assumir que a versão de 1TB tenha cerca de metade de seu volume, que é um excelente tamanho em que, após seu buffer, sua velocidade sustentada caia para cerca de 1200 MB/s (versão de 2TB) - o que ainda é acima deste com NANDs Samsung, como veremos à seguir.

Porém, pelo fato de ser um SSD com NANDs Micron com firmware diferente, optou-se por utilizar um pSLC Cache dinâmico que conseguiu se recuperar por completo, seus 320GB, em menos de um minuto, o que foi algo incrível. 


METODOLOGIA DE TESTES
Nesta bateria de testes, serão utilizados softwares como Crystal Disk Mark, PCMark 10 (versão paga), além de utilizar o GTA V para teste de tempo de carregamento de games e tempo de carregamento de Boot do Windows 10. Ressalto apenas que faremos testes sintéticos com diferentes valores de espaço livre no SSD, pois os SSDs tendem a ficar mais lentos ao ficarem completamente cheios. 

BANCADA DE TESTES
- Sistema Operacional: Windows 10 Pro 64-bit (Build: 21H1)
- Processador: AMD Ryzen 9 5950X (16C/32T) [
Análise]
- Memória RAM: 2x16 GB DDR4-3600MHz CL-18 Zadak (c/ XMP)
- Placa-mãe: Asus TUF Gaming X570-Plus/BR (Bios Ver.: 3607) [
Análise]
- Placa de Vídeo: GTX 780 Windforce Gigabyte 3X OC
- Armazenamento (OS): XPG Gammix S41 512GiB [
Análise]
- Adaptador Orico PCIe 3.0 x4 para USB 3.2 Gen 2x2 Tipo-C
- SSD testado: SSD Externo ADATA SE900G 1TB (Firmware: 03910F00)

(Foi utilizado um adaptador devido a placa mãe não oferecer nativamente uma porta 20Gbps). 
(Não foi utilizado neste comparativo outro SSD externo para comparação pois este é o único que possuo por enquanto. Caso receba outros no futuro, serão realizadas comparações). 


Comparativo entre SSDs

Comparativo

SSD Externo
ADATA SE900G
WD_Black P50SSD Netac N950e
Pro
AORUS RGB M.2
NVMe SSD 512GB

Preços

Preço no lançamentoU$ 159,99 U$ 125,00 U$ 69,99 U$ 119,99
Preço atualizadoR$ 1.239,90 R$ 999,00 R$ 340,00 R$ 762,90

Características

Capacidades512GB, 1TB(Cadastrado), 2TB 500GB, 1TB, 2TB e 4TB 256GB, 512GB(Cadastrado), 1TB, 2TB 256GB, 512GB(Cadastrado)
InterfacePCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3
Interface de ConexãoUSB 3.2 Gen 2x2 USB-C 3.2 gen 2×2 M.2 2280 M.2 2280
ControladorSilicon Motion SM2262ENG (Dual-Core 625MHz Cortex R5, 8-Canais) + ASMedia ASM2364 WD Silicon Motion SM2262ENG (Dual-Core 625MHz Cortex R5, 8-Canais) Phison PS5012-E12-27 (28nm 4-Core Cortex R5 667MHz)
Tipo das memóriasRev 1: Micron 3D TLC 96-Layers B27A | Rev 2: Samsung V4 V-NAND 3D TLC 64-Layers WD 64L TLC 3D TLC Micron 96-Layers B27B Rev 1: Toshiba 3D TLC 64-Layers BiCS3 | Rev 2: Micron 3D TLC 96-Layers B27A
Leitura Sequencial2000 MB/s2000 MB/s3500 MB/s3100 MB/s, 3480 MB/s
Escrita Sequencial2000 MB/s1300MB/s, 2200MB/s, 2800MB/s, 3000 MB/s1050 MB/s, 2000 MB/s
Leitura AleatóriaNão informado IOPS145.500 IOPS180.000 IOPS, 360.000 IOPS
Escrita AleatóriaNão informado IOPS135.300 IOPS240.000 IOPS, 440.000 IOPS
Classificação de resistênciaNão informado TBW1.300 TBWNão informado TBW380 TB, 800 TBW
Garantia5 anos 5 anos 5 Anos 5 Anos
Site oficialLinkLinkLinkLink

Ssd externo 1tb wd black game p50 drive usb 3.2 -wdba3s0010bbk-wesn

Ssd externo 1tb wd black game p50 drive usb 3.2 -wdba3s0010bbk-wesn


Benchmarks Sintéticos

CRYSTALDISKMARK
Realizamos testes sintéticos sequenciais e aleatórios entre diversos SSDs, além de testes com quantidades diferentes de espaço em disco.

O SSD conseguiu apresentar bons resultados até 100% em sua leitura e escrita, o que foi um excelente resultado, pois por usar um pSLC Cache estático mesmo quando cheio ainda havia espaço reservado para o buffer.

Como sempre comentamos por aqui, também é possível notar uma diferença grande entre os SSDs SATA e NVMe. Porém veremos logo mais se isso realmente importa.

O SE900G conseguiu se aproximar de alguns SSDs NVMe de entrada, mas é limitado pelo barramento de 20Gb, enquanto os NVMe possuem um barramento de 32Gbps com uma largura de banda muito maior.


LATÊNCIA - 4 KiB QD1 (Q1T1)
Vamos agora testar suas respectivas latências de leitura e escrita em comparação aos demais SSDs do mercado.

Em comparação com os demais SSDs, ele ficou entre os SATAs e os NVMes, sendo apenas sua escrita que ficou um pouco mais elevada, o que pode ser justificado pelo adaptador PCIe para USB 20Gbps que foi utilizado.


DESEMPENHO ALEATÓRIO 4 KiB QD4 e QD1
Fizemos também um teste para medir as velocidades aleatórias QD4 e QD1T1 dos SSDs.

Em comparação com os demais SSDs, ele teve um desempenho similar aos SSDs SATA de baixo custo. Isto ocorreu devido à limitação do barramento USB.

Novamente, outro empate técnico, ficando próximo de outros SSDs SATA.


ATTO Disk Benchmark QD1 e QD4

Realizamos um teste utilizando o ATTO para que pudéssemos ver a velocidade dos SSDs em determinados tamanhos de blocos diferentes.

Podemos ver que, em QD4, o SSD apresentou ótimos resultados, levando em consideração que é um SSD Externo. Porém, não foi suficiente para bater de frente com os SSDs NVMes PCIe 3.0 x4.

Novamente, vemos que o mesmo ocorre em QD1. Ao passarmos 64 KiB em diante, suas velocidades disparam.


PCMARK 8 - Test SSD & HDD Performance

Neste benchmark, foi realizado um combo de testes de programas do Pacote Adobe Creative Suite e Microsoft Office, além de games populares.

Vemos que neste cenário o SE900G não se saiu muito bem devido à limitação de seu volume de pSLC Cache e por se tratar de um benchmark um pouco mais antigo, não muito otimizado para esses tipos de SSDs.


PCMARK 10 - FULL SYSTEM DRIVE BENCHMARK
Neste teste, foi utilizada a ferramenta Storage Test e o teste “Full System Drive Benchmark”, que faz testes leves e pesados no SSD.

Utilizando o PCMark 10 Full System Drive Benchmark, que testa o drive escrevendo mais de 200GB de dados, vemos que o SE900G ficou atrás de outros SSDs devido ao seu volume de pSLC Cache ser bem menor do que seus concorrentes - pelo menos da minha variante.


Benchmarks Práticos

TESTE DE PROJETO - Adobe Premiere Pro 2021
A seguir, utilizamos o Adobe Premiere para medir o tempo médio de abertura de um projeto de cerca de 16.5GB com resolução 4K 120Mbps cheio de efeitos até que estivesse pronto para edição. Ressaltando apenas que o SSD testado é sempre como drive secundário sem o sistema operacional instalado, pois isso poderia afetar o resultado e gerar inconsistências.

Ao utilizarmos o Premiere para carregar este projeto, vemos que o SE900G conseguiu um excelente resultado, ficando acima de SSDs NVMe 3.0 x4 como S41 e Netac N950e.


TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS
Fizemos uma comparação entre múltiplos SSDs e um HD, utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 21H1 junto do GTA 5 abrindo o modo campanha. O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo. Por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho. 

Podemos ver a real diferença em carregamento de games, que o usuário convencional conseguiria apenas distinguir se estivesse usando um HD. Neste caso, o SE900G teve o melhor resultado, ficando em um empate técnico com o Reletech P400.

Também se nota que a diferença do tempo de boot da máquina não é tão grande. A mudança real é somente com relação ao HD. Apesar disso, o SE900G teve o melhor resultado entre os SSDs do comparativo.


TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING
A grande maioria de SSDs no mercado atualmente utiliza como base a tecnologia de SLC Caching, em que certo percentual de sua capacidade de armazenamento, seja ele MLC (2 bits p/ célula), TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula. No caso, é usada como um buffer de escrita e leitura, em que o controlador inicia a gravação e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flash nativas (MLC / TLC / QLC).

Esta variante do SE900G possui um volume de pSLC Cache estático

Através do IOmeter, podemos ter uma ideia do volume de SLC cache deste SSD, já que o fabricante muita vezes não informa este valor. Pelos testes que realizamos, foi possível constatar que ele possui um volume de pSLC Cache estático, de aproximadamente 11GB à 12GB, que conseguiu manter velocidade média de ~ 1900 MB/s até o fim do buffer.

Após ele ter gravado 12GB, sua velocidade média caiu para cerca de ~ 969 MB/s, tendo oscilações entre 800 MB/s até 1050 MB/s. Isso representa a velocidade nativa desse SSD, o que é muito bom tendo em vista que a velocidade que este SSD promete é cerca de 2000 MB/s, que beira o limite do barramento USB 3.2 Gen 2x2.

Algo interessante é que em outras de suas revisões encontradas por aí, este SSD tinha um volume de pSLC Cache dinâmico, como podemos ver na análise de outros sites, pois utilizavam NANDs de outras marcas com firmware diferentes deste com NANDs Samsung. Não só isto, mas seu volume costumava ser maior - nos testes que vemos da unidade de 2TB, vemos que possui um volume maior que 300GB, o que é excelente.

Este tipo de pSLC Cache da minha unidade (estático) traz várias vantagens que já abordamos em análises passadas, mas de forma rápida e resumida: por se tratar de uma região que fica fora do mapa LBA (Logical Block Addressing), este volume não precisa ser reprogramado de volta para TLC, o que automaticamente diminui o WAF (Write Amplification Factor). Com isso, não causa um overheard, fazendo com que sua velocidade sustentada seja ainda maior do que um SSD com pSLC Cache dinâmico. Além de que, por ser um volume consideravelmente pequeno, deve se recuperar rapidamente, o que podemos confirmar à seguir.

Realizamos também um teste para ver quanto tempo o SSD levaria para recuperar parte de seu Buffer e, no decorrer da nossa bateria de testes, que vai de 30 segundos até 2 horas em idle, o SSD em 30 segundos em idle ou até menos conseguiu recuperar seu volume inteiro de pSLC Cache, isto devido ao seu volume estático que tem como característica não precisar ser reprogramado de volta para suas NANDs nativas.

Neste teste, vemos que ambos os SE900G tiveram a segunda melhor velocidade sustentada devido a diversos parâmetros, como escolha das NANDs, quantidade de Dies por package, que melhora e bastante o paralelismo, excelente controlador e firmware eficaz

Neste gráfico, vemos que o SE900G tem um volume de pSLC Cache muito pequeno, mas ao menos consegue se recuperar de forma bem rápida por ser estático.

Porém, um ponto negativo é que em cenários de uso constante ou de escrita intensa, sua velocidade não conseguirá ser mantida próxima dos 2GB/s por muito tempo, embora sua velocidade sustentada seja muito boa para um SSD externo. 


TESTE DE CÓPIA DE ARQUIVOS
Neste teste, será feita a cópia dos arquivos ISOs e do CSGO de uma RAM Disk para o SSD para ver como ele se sai. Foram utilizadas a ISO do Windows 10 21H1 de 6.25GB (1 arquivo) e sua versão extraída com o Winrar para uma pasta contendo 1.874 arquivos menores juntos da Pasta de instalação do CSGO de 25.2GB

Vemos que ele teve um desempenho que ficou entre os SSDs NVMe e SATAs do comparativo.

Com mais de 1000 arquivos, o mesmo se repetiu: um resultado entre os NVMes e os SATAs.

E neste teste, novamente o mesmo se repetiu, porém o SE900G se distanciou bem dos SSDs SATAs, que fizeram a transferência em quase metade do tempo.


TESTE DE TEMPERATURA
Neste trecho da análise, observaremos a temperatura do SSD durante um teste de stress, no qual o SSD recebe arquivos de forma contínua para que possamos saber se houve algum thermal throtling com seus componentes internos que pudesse gerar algum gargalo ou perda de performance.

Através de softwares de monitoramento, foi informado que a temperatura máxima atingida por este SSD foi de 76ºC, o que fez com que o controlador sofresse thermal throtling, já que neste SSD ele foi configurado para sofrer throtling entre 70ºC à 75ºC. Portanto, ele sofre uma pequena queda de performance para compensar o superaquecimento.

Mas, ao usar um sensor diretamente sobre ambos os lados da carcaça, vemos que tiveram temperatura menores, apesar de ainda sim ficar bem quente ao toque - 59ºC na parte da tampa superior aonde se localiza o RGB e perto de 61ºC na tampa inferior metálica.


Conclusão

Este SSD apresentou um ótimo resultado em nossa bateria de testes. Em testes práticos do mundo real ele conseguiu se sair de forma bem similar a alguns SSDs NVMe, sendo que ele é limitado à um barramento de 20Gbps, diferente dos 32Gbps dos NVMe 3.0 x4.

Junto disso, ele apresenta vários pontos positivos, como por exemplo, o SSD que a XPG escolheu para utilizar internamente se trata de um XPG SX8200 Pro de 1TB, que é um SSD High-end PCIe 3.0 x4 que possui um ótimo TBW de 640TB e conseguiu uma excelente performance. Não só isso mas também possui um bom acabamento e uma estética bem chamativa e bonita.

SSD utilizou excelentes componentes internos

E, é claro, traz alguns pontos negativos, como o fato de que este line-up não possui um IP Rating que classifica o SSD como resistente ou a prova d' água. Sem mencionar o fato de que, por ser um SX8200 Pro, existem várias versões deste SSD no mercado, utilizando componentes diferentes que podem sim ter alguma diferença em testes sintéticos ou até testes práticos.

Minha unidade utiliza boas NANDs de 64-Layers, embora já estejam descontinuadas

Entretanto, seu preço realmente é algo bem chamativo para os brasileiros, tendo em vista que SSDs NVMe de 1TB de categoria mid-end ou até alguns high-end se encontram por preços bem similares a este. Isso faz com que o custo por gigabyte para um SSD externo como este fique muito bom em comparação a algumas outras opções mais High-end que, às vezes podem sair muito mais caras.

PRÓS
Velocidades de leitura e escrita sequenciais ótimas para SSD externo USB 3.2 Gen 2x2
Ótimos resultados em QD1 e QD4
Resultados de latências decentes
Excelente construção interna, ótimo controlador com boas NANDs
Volume de pSLC Cache se recupera instantaneamente
Velocidade de escrita sustentada boa (pós pSLC Cache)
Garantia de 5 anos no Brasil
Durabilidade próxima de 640TB, o que é ótimo (não informada oficialmente)
Excelente acabamento externo com estética muito bonita
Possui RGB
Possui cabos USBs com uma boa construção
Possui 2 tipos de cabos, USB-C e USB-A para usar em maior variedade de dispositivos
Funcionou corretamente em vários dispositivos, Notebooks, Smartphones, TVs, e oferece suporte aos Consoles como PS5 / XBOX
Preço decente, próximo de SSDs NVMe de 1TB
CONTRAS
Sofreu várias variações de componentes
Volume de pSLC Cache muito pequeno
Embora a ADATA/XPG possua um software para gerenciamento de SSDs, ele não suporta este Externo
SSD Sofre thermal throlting em cargas bem excessivas ou escritas intensas por longos períodos
Cabo USB-C para USB-A muito curto
Não possui criptografia
RGB não é endereçável
Não possui um IP Rating
Tags
ssd
  • Redator: Gabriel Ferraz

    Gabriel Ferraz

    Colaborador do Adrenaline desde 2021, formado pela faculdade Anhanguera Educacional de Sorocaba em Engenharia da Computação (2018), apaixonado desde pequeno por hardware e outras tecnologias e recentemente começou a fazer análises de SSD.

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.