ANÁLISE: Alienware M15 R6 - direto para o topo dos nossos testes de performance

Notebook high-end traz especificações poderosas e ótimo design
Por Diego Kerber 11/10/2021 18:00 | atualizado 12/10/2021 14:11 comentários Reportar erro

O Alienware M15 R6 é um notebook gamer muito importante para a linha entusiasta da Dell: além de combinar um design arrojado e hardwares potentes, típicos da linha Alienware, esse modelo terá fabricação local, algo relevante para várias questões de logística, como tempo de entrega e, obviamente, os preços que serão praticados.

Site oficial Alienware M15 R6

O notebook é equipado com o potente octa-core Core i7 de 11ª geração, o Core i7-11800H, e combinado com as placas de vídeo RTX 3060 6GB e RTX 3070 8GB. Nessa análise vamos testar o modelo mais potente, equipado com RTX 3070. No armazenamento todos os modelos vem com SSDs do tipo NVMe M.2, o que garante agilidade ao sistema, carregando rapidamente os aplicativos e alternando entre eles sem dificuldades.

Principais especificações do modelo testado:

- Nvidia GeForce RTX 3070 8GB GDDR6
- Intel Core i7-11800H
- Tela de 15,6" IPS 165Hz FullHD (1920x1080)
- 2x8GB DDR4 @3200MHz
- 512GB SSD M.2
- 356 x 272 x 12~22 mm
- 2.4kg
- Preço: a partir de R$ 11.999 (RTX 3060) e a partir de R$ 13.999 (RTX 3070)

- Nvidia GeForce RTX 3070 8GB GDDR6
- Intel Core i7-11800H
- Tela de 15,6" IPS 165Hz FullHD (1920x1080)
- 2x8GB DDR4 @3200MHz
- 512GB SSD M.2
- 356 x 272 x 12~22 mm
- 2.4kg
- Preço: a partir de R$ 11.999 (RTX 3060) e a partir de R$ 13.999 (RTX 3070)

Design

O Alienware M15 R6 é um notebook robusto em vários aspectos. Ele traz uma tela de 15 polegadas e tem um porte um pouco mais parrudo que outros modelos gamers nessa faixa, com peso de 2,4kg e espessura que supera os 2cm de espessura. O objetivo desse porte adicional é entregar um sistema de resfriamento mais robusto, compatível com chips de altíssimo desempenho em alta carga, algo que vai ficar bem evidente nos testes de performance.

Esse notebook tem uma excelente construção em liga de magnésio com acabamento fosco. Para os padrões Alienware, ele é quase discreto, algo que é rapidamente corrigido pelo sistema de luzes customizáveis, com um anel na parte traseira com um efeito bastante futurístico, além do logo do alienígena na tampa garantindo um visual diferenciado.

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Ele possui bordas estreitas em torno da tela, algo que reduz um pouco das medidas do dispositivo, mas como já comentado, o resfriamento mais parrudo acaba alongando o perfil do notebook, especialmente na parte após a tela. 

Apesar da fabricação nacional, o teclado não segue o formato ABNT-2, e outro elemento que ficou de fora foi o teclado numérico. Em geral o teclado tem um bom espaço e é confortável para o uso, porém o touchpad não é dos maiores, resultado de uma boa área na parte superior dedicada para entrada de ar do sistema de resfriamento. 

Na parte de conectividade temos o conjunto comum de vários modelos desse mercado, com 3x USB do Tipo-A já no padrão 3.2, uma USB Tipo-C 3.2 (compatível com Thunderbolt 4, DisplayPort e Power Delivery de 15W), uma HDMI 2.1, um conector de internet RJ45 e um jack de fone de ouvido. Nada de leitor de cartões, infelizmente, algo que pode fazer falta para alguns consumidores, especialmente os que usam muito câmeras e filmadoras.

Quando o assunto é upgrades, o notebook tem um fácil acesso aos principais componentes. Basta retirar um conjunto de parafusos e puxar a tampa inferior, algo feito sem dificuldades, e dessa forma o consumidor passa a ter acesso aos componentes mais relevantes como os dois slots M.2 para ampliar a memória interna ou os dois slots de memória RAM. Outros elementos como bateria e placa wireless também estão acessíveis, porém a manutenção do sistema de resfriamento parece um pouco mais complexa, envolvendo o desencaixe de mais estruturas.

Aplicativos

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3DMark

A tradicional ferramenta de benchmarks trás uma visão geral da performance do sistema encarando ciclos pesados tanto para chip gráfico quanto processador. Rodamos duas variações, que incluem o tradicional Firestrike e o mais moderno Time Spy, que faz uso da nova API DirectX 12.

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Esports

Jogos do estilo competitivo são exigentes tanto no chip gráfico, que precisa fazer os quadros, quanto para o processador, que precisa ter alto desempenho para dar conta de um gameplay com taxas elevadas de quadros.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: em jogos competitivos o ideal é buscar a taxa mais alta de quadros, de preferência acima dos 100fps 

Counter Strike: Global Ofensive
O game competitivo é baseado em DirectX 9 e apesar das baixas exigências de performance na parte da placa de vídeo, por se tratar de um eSport, o ideal é alcançar altíssimas taxas de quadros, algo que traz alta carga tanto a CPU quanto GPU.


Rainbow Six Siege
Game recebeu uma atualização que disponibilizou a APU Vulkan. Apesar de leve, é um jogo exigente em CPU para atingir altas taxas de quadro.


Games pesados

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável."

 


Assassin´s Creed Valhalla
O game de mundo aberto da Ubisoft é muito exigente no hardware, tanto na complexidade das cidades e seu estresse para o processador quanto os detalhes dos modelos e sua carga na placa de vídeo. Baseado no motor gráfico AnvilNext 2.0, o mesmo implementando inicialmente em AC: Unity


GTA V

Grand Theft Auto V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques boa qualidade gráfica. Ele é um dos games que mais faz uso do CPU, sendo um ótimo teste para ver o comportamento e diferença entre esse componente. Confiram abaixo os resultados nesse game:


Red Dead Redemption 2
Novo game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento de sistemas. Nosso teste considera o game rodando na API Vulkam, que se comportou melhor tanto em placas AMD como Nvidia.


Autonomia

Notebooks para jogos não costumam se destacar na duração de bateria, resultado de telas amplas e componentes de alto consumo de energia.

Apesar de seu perfil gamer e hardwares de alto consumo, como uma RTX 3070 e uma tela de 165Hz, o Alienware se sai bem, com mais de 6 horas de autonomia em atividades leves. Isso é importante porque pode ser viável usá-lo por um turno sem a necessidade de levar o carregador, que é bastante grande e pesado para atender os 250W requeridos por esse sistema.

Mas se o objetivo é usá-lo em atividades mais pesadas, como games e render, não adianta: nesses cenários sua autonomia será de aproximadamente 1 hora, então é preciso estar pronto para carregar o conjunto todo e seus quase 4Kg na mochila.

Aquecimento e ruído

Com chips de tanta performance, é um desafio e tanto para qualquer notebook o resfriamento desses componentes em alta carga. 

Mais uma vez vemos chips Intel Core partindo para o limite de operação de temperatura, batendo os 100ºC. Isso é resultado dos boosts agressivos do Core i7-11800H, que combinado com o bom sistema de resfriamento do Alienware, conseguiu sustentar por mais tempo a alta performance e bater os recordes de desempenho na parte de performance desta análise.

Em uso as áreas onde o consumidor tem contato não aquecem em excesso, especialmente na região onde é apoiado os pulsos ou mesmo no teclado, porém na região próxima da tela, onde há as entradas de ar acima do teclado, a temperatura na superfície pode chegar a 60ºC, então não é recomendável tocar em alta carga. E isso nos dá uma ideia do nível de eficiência do sistema da Alienware, e do calor que está dissipando da CPU e da GPU.

Particularmente me incomoda bastante esse ajuste dos processadores Core, e nesse artigo mostramos como dá para ajustar de forma mais conservadora o boost e ter um balanço mais interessante entre performance, aquecimento e ruído do notebook

Já na parte de GPU, o chip Nvidia escalonou bem com o sistema de resfriamento da Alienware, resultando em uma temperatura de operação ótima em alta carga, comparável com temperaturas de chips RTX 3060 em notebooks mais finos.

Acho que no aspecto de temperatura senti falta de um perfil mais agressivo de eficiência para esse modelo. O modo silencioso de fans combinado com o balanceado de energia já tornam ele mais discreto, mas poderia haver um modo office, como em alguns modelos gamers Avell, que derrubam as frequências para 1GHz nos núcleos de processador. Uma besta de 16 threads como o 11800H poderia, sem problemas, funcionar muito bem nessa frequência em atividades leves.

Software

O Alienware traz alguns aplicativos embarcados de gerenciamento do notebook. Entre as aplicações há uma série de canais, com dicas de configuração do aparelho, acessórios recomendados e fóruns de discussão.

O aplicativo mais relevante é o Command Center, que agrega diversas configurações do notebook. Nele é possível mudar os perfis de operação, desde tornando ele mais silencioso até ligar o modo turbo, colocando as fans a 100% e a qualidade de vida a 0%.

As interfaces demandam um certo aprendizado, mas são bastante claras e funcionais depois que você entende onde foi posicionado cada elemento. Nela é possível criar diversos perfis tanto na operação do sistema de resfriamento, energia e o sistema de luzes, vinculando eles a cada game, por exemplo, e dando muito controle sobre as funcionalidades do M15 R6.

Para os entusiastas, faltou uma interface mais avançada para ajustes finos de mais elementos, especialmente para o pessoal que gosta de refinar um undervolt ao limite do seu silício, ou mesmo ajustar frequências e perfis de fan, além do TGP. Estamos falando de um recurso para um nicho, mas da mesma forma o Alienware é um notebook para um nicho de entusiastas, então seria interessante poder ir mais longe no ajuste, mesmo sendo necessárias as telas de praxe desincentivando a modificar em excesso a operação do produto.

Conclusão

O Alienware M15 R6 é um notebook bastante impressionante. Se o porte um pouco mais parrudo pareceu um contra nos comentários sobre o design, é essa construção mais robusta que possibilita a esse notebook colocar a RTX 3070 e o octa-core Intel Core i7 em altíssimo desempenho e manter eles lá por longo períodos de tempo mantendo a temperatura sob controle. O resultado são recordes atrás de recordes em nossos testes em praticamente qualquer teste, seja em aplicações profissionais, seja em games.

Uma amostra desse nível de desempenho é uma opção discreta, mas que ilustra bem como ele introduz um novo nível de desempenho em nossos testes. Essa é a primeira análise de notebook que o gráfico comparativo de Assassin's Creed Valhalla está em 1080p Ultra. Sempre usei o pre-set 1080p médio, pois nenhumk notebook conseguia manter mais de 60fps na configuração máxima do jogo, nem mesmo modelos equipados com RTX 3060 como é o caso do Avel A72 Liv. O M15 R6 é o primeiro a ultrapassar essa barreira.

Seu porte mais avantajado possibilita o alto nível de performance e os recordes em praticamente todos os nossos testes

Isso faz com que esse modelo seja uma recomendação fácil para o consumidor que quer o limite da tecnologia quando o assunto é notebook gamer. Com um processador de altíssima performance tanto em cenários single-thread quanto multithread, combinado com uma placa de vídeo de alta performance e uma tela de alta taxa de atualização, é difícil pensar um conjunto mais eficiente que o equipado nesse modelo da Alienware.

Mas há efeitos negativos de tanta performance, e uma evidente é o aquecimento. Mesmo com o sistema robusto implementado no notebook, o chip Intel Core vai ao limite de temperatura em alta carga, mostrando o quanto um octa-core da 11ª geração est[a levando o boost ao limite da arquitetura. Isso também é perceptível no sistema de arrefecimento, que tem uma produção de ruído perceptível, inclusive no modo silencioso em alguns momentos.

Para games, ele tem condições de entregar altíssimas taxas de quadros em sua resolução nativa de 1080p, e ligado a uma tela externa encarar games em QuadHD sem problemas, especialmente nos cenários onde for possível habilitar o DLSS. Mesmo games com recursos com o Ray Tracing também estarão disponíveis e poderão ser jogados em qualidade alta.

Se você está buscando o máximo de performance que é possível em um computador portátil, o Alienware M15 R6 atualmente ocupa o topo de nossos gráficos em todos os testes relacionados a performance, resultado do uso do que há de mais moderno da Intel em CPU com um chip robusto Nvidia, e um sistema de resfriamento capaz de dar conta da demanda desses chips, mesmo por longos períodos em alta carga.

PRÓS
Performance recorde ao longo de toda nossa bateria de testes
Design arrojado com luzes customizáveis
Capaz de rodar qualquer game em qualidade Ultra
Alto desempenho em aplicações profissionais
Software para gerenciamento de performance e luzes RGB
Fácil upgrade de memórias e armazenamento
Tela de 165Hz
CONTRAS
Tela sem suporte a G-Sync ou Nvidia Optimus 2.0
Porte e peso maior para acomodar resfriamento potente
Teclado no padrão americano e sem teclado numérico
Chips de alta performance tem bastante aquecimento e ruído perceptível
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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