SSD XPG Gammix S50 Lite 1TB - O custo benefício Gen 4.0 com as melhores NANDs TLC

SSD que teve um upgrade de suas NANDs de 96-Layers originais para as novas 176-layers que são as melhores do mercado (TLC)

Hoje, testaremos um SSD NVMe do segmento custo benefício da XPG: o Gammix S50 Lite de 1TB, lançado em setembro de 2020 com o intuito de entrar em um segmento de SSDs que ainda não foi muito explorado.

Ele vem no formato M.2 com barramento NVMe 1.4, PCIe 4.0 x4 e capacidades que variam desde 512 GB até 2TB. Durante sua época de lançamento, a versão de 1TB custava em média US$ 149,99. Entretanto, no momento desta análise, este SSD pode ser adquirido por valores próximos de R$ 1.209,99 no Brasil.

Site do XPG Gammix S50 Lite 1TB
SSDs ADATA à venda na Kabum

Vale destacar que na atual situação do mercado de hardware, a pandemia e a falta de estoques continuam impactando no valor de SSDs - inclusive com possibilidade de aumento de preço.

Isso vem ocorrendo principalmente com o mercado de SSDs devido ao crescente volume de demanda por chips Nands e DRAM. As empresas fabricantes precisam pagar um valor maior por lote de peças para seus produtos, além de que o crescimento de novas criptomoedas baseadas em "proof of space", que utilizam discos de armazenamentos para "minerar", fez com que esta situação se agravasse ainda mais. 

Por consequência, a variação de componentes encontrados em SSDs também aumentou, já que a grande demanda de Nands fez com que as fabricantes tivessem que recorrer a outras empresas para que seus produtos conseguissem se manter no mercado - o que gera o problema que vou mostrar no decorrer da análise.

Agora vamos dar uma olhada mais de perto neste SSD. Quando pensamos em um SSD PCIe Gen 4.0, a primeira coisa que pensamos são drives capazes de atingir velocidades insanas que podem variar desde os 5000 MB/s até quase 7500 MB/s dos SSDs mais recentes. Entretanto, a XPG está entrando em um segmento que ainda não foi muito explorado no segmento PCIe 4.0.

Para SSDs NVMe 3.0, já existiam drives com velocidades pouco maiores que os SATAs, como os PCIe 3.0 x2 que atingiam perto dos 1900 MB/s, e os modelos mais de entrada beiravam os 1000 MB/s. Com essa ideia, a XPG decidiu lançar um SSD que fica entre um SSD PCIe 3.0 x4 e um PCIe 4.0 x4. Neste caso, se trata de um SSD cujas velocidades ficam próximas dos 4000 MB/s, beirando o limite dos SSDs PCIe 3.0 x4, porém com barramento PCIe 4.0, se assimilando à um novo SSD recentemente lançado pela Western Digital, o WD Black SN750 SE.

Com isto, a XPG conseguiu entregar um produto super rápido, responsivo e, mais importante, com um ótimo custo benefício. A unidade que vamos testar (1TB) tem como características velocidades de até 3900 MB/s, 740TBW, além de acompanhar novas NANDs que veremos mais à seguir.

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Especificações do SSD

A seguir, informações um pouco mais detalhadas sobre o SSD que será testado (unidade de 1TB):


Softwares do SSD

Os SSDs da linha ADATA e XPG acompanham um software chamado de Adata SSD Toolbox, com um monte de features para gerenciamento e monitoramento dos SSDs - e até de HDs instalados em sua máquina. Entre essas features, temos: telas responsáveis por apresentar informações dos discos de armazenamento do sistema, suas temperaturas, saúde deles (checando via S.M.A.R.T.), um setor para realizar diagnósticos, em que o programa faz uma varredura rápida ou completa de seus discos para que saibamos se há algum problema, etc.

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Temos também algumas partes deste software voltadas para atualização de firmware do SSD, do próprio aplicativo, além de opções para melhorar o desempenho do sistema. Exemplos são a opção para rodar o comando TRIM no SSD, além de, claro, a de registrar o seu produto. Junto deste bundle, a Adata também oferece uma versão do Acronis Migration Utilities para quem deseja realizar backup ou clonagem de discos.


Unboxing

O SSD vem em uma embalagem vermelha com uma ilustração do SSD e algumas especificações técnicas em sua parte traseira. Internamente, temos apenas o SSD junto de um suporte de plástico.


Construção e acabamento

Sobre sua construção interna, essa linha vem no formato M.2 2280 com um fino dissipador, um SSD dual-sided, com uma interface térmica que ajuda a transferir o calor dos componentes para o dissipador, sendo essa uma interface térmica que aparenta ser decente, porém de difícl remoção. Portanto, recomendo que, caso queiram utilizar dissipadores de placas mãe, utilizem junto deste de fábrica, pois é fino e com certeza caberá. Além disso, a remoção deste dissipador prateado pode ser bem difícil e acarretar em danos ao SSD devido a sua interface térmica ser bem "grudenta".

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Componentes internos

A seguir, fotos do PCB e mais detalhes de sua construção interna, apresentando seus componentes um a um.


Controlador
O controlador do SSD é o responsável por fazer todo o gerenciamento de dados, over provisioning e garbage collection, dentre outras funções que ocorrem em segundo plano. E, é claro, faz com que o SSD tenha uma boa performance.

Novo controlador do segmento de entrada lançado pela Silicon Motion

Este SSD usa um controlador de entrada da Silicon Motion: o SM2267G - modelo ARM 32-bit de 2 núcleos Cortex® R5 (Dual-core) com processo de fabricação da TSMC de 28nm, assim como seu antecessor SM2263. Neste caso, o controlador é encontrado em outros projetos como Mushkin EON e Transcend 240s - foram os únicos que encontrei que usam este controlador.

Trata-se de um controlador dual-core, ou seja, com 2 núcleos principais que fazem o gerenciamento das Nands. Este controlador tem como características suporte para até 4 canais com velocidades NV-DDR4 de até 1200 MT/s, com suporte à DRAM Cache DDR3/DDR3L e outras versões de DDR4 também.

Este controlador também possui suporte para até 8 comandos C.E. (Chip Enable) em cada canal, além de suportar NANDs 3D TLC/QLC junto de arquiteturas de 1, 2 ou 4 planes com páginas de 8/16KB, ONFI4.0/3.0 e Toggle3.0/2.0.

DRAM Cache ou H.M.B.
Todo SSD topo de linha que visa oferecer um alto desempenho consistente necessita de um buffer para poder armazenar suas tabelas de mapeamento (Flash Translation Layer ou Look-up table). Com isso, ele consegue ter desempenho aleatório melhor e ser mais responsivo.

Neste projeto, temos um chip DDR4 da fabricante Sul Coreana Samsung de 8 Gb (1 GB) de densidade com velocidade de operação de 1600 Mbps devido à própria limitação do controlador de memória integrado neste controlador SM2267.

NAND Flash
Com relação a seus chips de armazenamento, o SSD de 1TB possui 4 chips Nand flashs marcados como "60079146". Tratam-se de Nands da fabricante norte-americana Micron, sendo Nands de line-up FortisFlash B47R 3D TLC de 176-Layers de 256GB cada chip, que são basicamente as NANDs TLC mais rápidas do mercado até o momento desta análise - podem ter até cerca de 35% mais desempenho e latência em comparação às FortisFlash de 96-Layers.

Neste caso, cada uma dessas Nands possui  176 camadas ativas com topologia "RG" (Replacement Gate), com 4 Dies de densidade 512 Gb (64GB), sendo que cada Die possui uma arquitetura de 4 "planes" com páginas de 16KB, e 2112 páginas por cada bloco. Neste SSD constam 16 "chips enables" (Comandos Chip Enable) e 4 canais de memória ativos intercalando (interleaving) 4 vezes por serem 16 Dies ao todo. Ou seja, cada comando intercala um Die.

Junto disto, em vez de rodar estas Nands com um barramento de 1600 MT/s, optou-se por rodá-las a 1200 MT/s devido à limitação do próprio controlador, que não suporta maior largura de banda diretamente com as NANDs Flashs.


CURIOSIDADES SOBRE O SSD XPG GAMMIX S50 LITE 1TB

Da mesma forma que chips de memória RAM em um pente de memória sofrem variação, o mesmo ocorre com SSDs, nos quais há casos de mudanças de componentes como controlador e NAND flashes.

Durante sua fase de lançamento (setembro de 2020), este SSD veio equipado com o mesmo controlador, porém com NANDs Micron FortisFlash B27B que, embora sejam boas NANDs, tem um desempenho consideravelmente inferior às novas B47R, o que foi um ótimo upgrade.

Para mais detalhes dessas novas NANDs B47R, recomendo que leiam a análise do Seagate FireCuda 530 2TB, que foi nosso primeiro contato com essas NANDs - o que foi incrível por sinal. Junto disso, a XPG conseguiu entregar um desempenho aleatório maior em pequenos QDs do que sua versão de 2020, um ponto muito bom, embora por limite do próprio controlador não seja possível extrair 100% do desempenho dessas NANDs.

Mas, como se trata de um SSD voltado ao custo benefício, mesmo trazendo um controlador do segmento de entrada, ele não deixa performance à desejar como veremos nos testes à seguir.


METODOLOGIA DE TESTES
Nesta bateria de testes, serão utilizados softwares como Crystal Disk Mark, PCMark 10 (versão paga), além de utilizar o GTA V para teste de tempo de carregamento de games e tempo de carregamento de Boot do Windows 10. Ressalto apenas que farei testes sintéticos com diferentes valores de espaço livre no SSD, pois os SSDs tendem a ficar mais lentos ao ficarem completamente cheios. 

BANCADA DE TESTES
- Sistema Operacional: Windows 10 Pro 64-bit (Build: 21H1)
- Processador: AMD Ryzen 5 3500X (6C/6T) [
Análise]
- Memória RAM: 2x16 GB DDR4-3600MHz CL-18 Zadak (c/ XMP)
- Placa-mãe: Asus TUF Gaming X570-Plus/BR (Bios Ver.: 3607) [
Análise]
- Placa de Vídeo: GTX 780 Windforce Gigabyte 3X OC
- Armazenamento (OS): XPG Gammix S41 512GiB [
Análise]
- SSD testado: SSD XPG Gammix S50 Lite 1TB (Firmware: 82C6U67A).


Comparativo entre SSDs

Comparativo

XPG GAMMIX S50
Lite
SSD Seagate
FireCuda 530
2TB
SSD XPG Gammix
S41 TUF
AORUS RGB M.2
NVMe SSD 512GB

Preços

Preço no lançamentoU$ 149,99 U$ 489,99 R$ 589,99 U$ 119,99
Preço atualizadoR$ 1.209,00 U$ 419,99 R$ 589,99 R$ 762,90

Características

Capacidades512GB, 1TB(Cadastrado), 2TB 500GB, 1TB, 2TB(Cadastrado), 4TB 256GB, 512GB (Cadastrado), 1TB 256GB, 512GB(Cadastrado)
InterfacePCIe Gen4.0 x4 - NVMe 1.4 PCIe 4.0 x4 - NVMe 1.4 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3
Interface de ConexãoM.2 2280 M.2 2280 M.2 2280 M.2 2280
ControladorSilicon Motion SM2267G (Dual-Core 28nm Cortex-R5, 4-Canais) Phison PS5018-E18-41 (12nm 5-Core Cortex R5 1GHz) Realtek RTS5762 (Dual-Core, 8-Canais) Phison PS5012-E12-27 (28nm 4-Core Cortex R5 667MHz)
Tipo das memóriasRev 1: Micron 3D TLC 96-Layers B27B | Rev 2: Micron 3D TLC 176-Layers B47R Micron 3D TLC FortisFlash B47R 176-Layers 3D TLC 64-Layers Micron B16A 256Gb (512GB) Rev 1: Toshiba 3D TLC 64-Layers BiCS3 | Rev 2: Micron 3D TLC 96-Layers B27A
Leitura Sequencial2800 MB/s, 3200 MB/s, 3200 MB/s7000 MB/s, 7300 MB/s, 7300 MB/s, 7300 MB/s3500 MB/s3100 MB/s, 3480 MB/s
Escrita Sequencial3800 MB/s, 3800 MB/s, 3800 MB/s3000 MB/s, 6000 MB/s, 6900 MB/s, 6900 MB/s1000 MB/s, 2400 MB/s, 3000 MB/s1050 MB/s, 2000 MB/s
Leitura Aleatória191.000 IOPS, 380.000 IOPS, 490.000 IOPS400.000 IOPS, 800.000 IOPS, 1.000.000 IOPS, 1.000.000 IOPS160.000 IOPS, 300.000 IOPS, 290.000 IOPS180.000 IOPS, 360.000 IOPS
Escrita Aleatória510.000 IOPS, 540.000 IOPS, 540.000 IOPS700.000 IOPS, 1.000.000 IOPS, 1.000.000 IOPS, 1.000.000 IOPS140.000 IOPS, 240.000 IOPS, 240.000 IOPS240.000 IOPS, 440.000 IOPS
Classificação de resistência370 TB, 740 TB, 1480 TBW640 TB, 1275 TB, 2550 TB, 5100 TBW160TB, 320TB, 640 TBW380 TB, 800 TBW
Garantia5 Anos 5 Anos + 3 Anos (Serviço de recuperação de dados) 5 Anos 5 Anos
Site oficialLinkLinkLinkLink

SSD XPG Gammix S50 Lite, 1TB, M.2 2280, PCIe, Leituras: 3900MB/s, Gravações: 3200MB/s - AGAMMIXS50L-1T-C

SSD XPG Gammix S50 Lite, 1TB, M.2 2280, PCIe, Leituras: 3900MB/s, Gravações: 3200MB/s - AGAMMIXS50L-1T-C

SSD XPG Gammix S50 Lite, 1TB, M.2 2280, PCIe, Leituras: 3900MB/s, Gravações: 3200MB/s - AGAMMIXS50L-1T-C

SSD XPG Gammix S50 Lite, 1TB, M.2 2280, PCIe, Leituras: 3900MB/s, Gravações: 3200MB/s - AGAMMIXS50L-1T-C

SSD XPG S41 TUF, 256GB, M.2, PCIe, Leituras: 3500MB/s, Gravações: 1000MB/s - AGAMMIXS41-256G-C

SSD XPG S41 TUF, 256GB, M.2, PCIe, Leituras: 3500MB/s, Gravações: 1000MB/s - AGAMMIXS41-256G-C

SSD XPG S41 TUF, 1TB, M.2, PCIe, Leituras: 3500MB/s, Gravações: 3000MB/s - AGAMMIXS41-1T-C

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Benchmarks Sintéticos

CRYSTALDISKMARK
Realizamos testes sintéticos sequenciais e aleatórios entre diversos SSDs, além de testes com quantidades diferentes de espaço em disco.

O SSD conseguiu apresentar bons resultados até 100% em sua leitura. Apenas quando ficou quase cheio que o SSD teve uma queda grande de velocidade de escrita. Ela caiu para sua velocidade nativa TLC, já que não havia mais espaço para o pSLC Cache.

Como sempre comentamos por aqui, também é possível notar uma diferença grande entre os SSDs SATA e NVMe. Porém veremos logo mais se isso realmente importa.

O XPG conseguiu ficar acima de outros SSDs como o Netac e o XPG S41.


LATÊNCIA - 4 KiB QD1 (Q1T1)
Vamos agora testar suas respectivas latências de leitura e escrita em comparação aos demais SSDs do mercado.

Em comparação com os demais SSDs, ele teve um dos melhores resultados em ambos os quesitos, ficando na frente até do FireCuda 530 em sua latência de leitura.


DESEMPENHO ALEATÓRIO 4 KiB QD4 e QD1
Fizemos também um teste para medir as velocidades aleatórias QD4 e QD1T1 dos SSDs.

Em comparação com os demais SSDs, ele teve um excelente resultado, ficando até na frente do FireCuda 530 em leitura e um pouco atrás apenas na escrita.

Novamente, graças a sua excelente construção interna e ótimas NANDs, o XPG conseguiu o 1º lugar no quesito leitura e quase alcançou o mesmo patamar em escrita. Isto, que é um cenários mais representativo da realidade, é um ponto positivo para este drive.


ATTO Disk Benchmark QD1 e QD4

Realizamos um teste utilizando o ATTO para que pudéssemos ver a velocidade dos SSDs em determinados tamanhos de blocos diferentes.

Podemos ver que, em QD4, o SSD apresentou ótimos resultados, tendo um crescimento conforme ia transferindo blocos cada vez maiores.

Novamente, vemos que o mesmo ocorre em QD1, sendo que, em blocos menores, que representam cargas de trabalhos mais realistas, ele teve um desempenho quase idêntico ao FireCuda 530, que é um SSD topo de linha que custa muito mais caro.


PCMARK 8 - Test SSD & HDD Performance

Neste benchmark, foi realizado um combo de testes de programas do Pacote Adobe Creative Suite e Microsoft Office, além de games populares.

Vemos que o XPG ficou bem próximo do Seagate neste benchmark, o que é um ótimo resultado.


PCMARK 10 - FULL SYSTEM DRIVE BENCHMARK
Neste teste, foi utilizada a ferramenta Storage Test e o teste “Full System Drive Benchmark”, que faz testes leves e pesados no SSD.

Utilizando o PCMark 10 Full System Drive Benchmark, que testa o drive escrevendo mais de 200GB de dados, o XPG teve a segunda melhor pontuação, graças a sua boa construção interna e suas NANDs.


Benchmarks Práticos

TESTE DE PROJETO - Adobe Premiere Pro 2021
A seguir, utilizamos o Adobe Premiere para medir o tempo médio de abertura de um projeto de cerca de 16.5GB com resolução 4K 120Mbps cheio de efeitos até que estivesse pronto para edição. Ressaltando apenas que o SSD testado é sempre como drive secundário sem o sistema operacional instalado, pois isso poderia afetar o resultado e gerar inconsistências.

Ao utilizarmos o Premiere para carregar este projeto, o XPG conseguiu um empate técnico com o Seagate que testamos recentemente.


TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS
Fizemos uma comparação entre múltiplos SSDs e um HD, utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 21H1 junto do GTA 5 abrindo o modo campanha. O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo. Por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho. 

Podemos ver a real diferença em carregamento de games, que o usuário convencional conseguiria apenas distinguir se estivesse usando um HD. Neste caso, o S50 Lite teve um empate técnico com o S41 Tuf e Falcon 512GB.

Também se nota que a diferença do tempo de boot da máquina não é tão grande. A mudança real é somente com relação ao HD, embora o XPG tenha tido um excelente resultado.


TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING
A grande maioria de SSDs no mercado atualmente utiliza como base a tecnologia de SLC Caching, em que certo percentual de sua capacidade de armazenamento, seja ele MLC (2 bits p/ célula), TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula. No caso, é usada como um buffer de escrita e leitura, em que o controlador inicia a gravação e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flash nativas (MLC / TLC / QLC).

O XPG tem um volume de pSLC Cache dinâmico

Através do IOmeter, podemos ter uma ideia do volume de SLC cache deste SSD, já que o fabricante muita vezes não informa este valor. Pelos testes que realizamos, foi possível constatar que ele possui um volume de pSLC Cache de bom tamanho, aproximadamente 150GB, que conseguiu manter velocidade média de ~ 3130 MB/s até o fim do buffer. Após ele ter gravado 150GB, sua velocidade caiu para cerca de ~ 650 MB/s na média, tendo oscilações entre 617 MB/s até 2354 MB/s. Isso representa a velocidade nativa desse SSD.

Embora ele utilize NANDs de ótima qualidade, por estarem sendo usadas com este controlador neste cenário ele acaba sendo uma limitação, pois sua velocidade sustentada poderia ser bem maiores devido as suas NANDs. Mas como se trata de um controlador voltado ao segmento de entrada, ele gera essa limitação.

Após 663GB gravados, houve outra queda em sua velocidade, que foi causada pelo processo de datafolding copyback - o SSD começa a reprogramar os blocos que estavam em SLC de volta para TLC junto de um garbage collection agressivo, o que faz com que sua velocidade média caia de 650 MB/s para 440 MB/s em média, tendo oscilações entre 405 MB/s até 580 MB/s no final do teste.

Além disso, realizamos também um teste para ver quanto tempo o SSD levaria para recuperar parte de seu Buffer e, no decorrer da nossa bateria de testes, que vai de 30 segundos até 2 horas em idle, o SSD não foi capaz de recuperar nada de seu buffer.

Neste teste, o XPG teve uma velocidade sustentada geral similar ao Reletech P400, ficando acima dos demais NVMes deste comparativo

Neste gráfico, vemos que o XPG apresentou um bom volume de pSLC Cache, o que consegue fazer com que sua performance se mantenha estável por um bom tempo


TESTE DE CÓPIA DE ARQUIVOS
Neste teste, será feita a cópia dos arquivos ISOs e do CSGO de uma RAM Disk para o SSD para ver como ele se sai. Foram utilizadas a ISO do Windows 10 21H1 de 6.25GB (1 arquivo) e sua versão extraída com o Winrar para uma pasta contendo 1.874 arquivos menores juntos da Pasta de instalação do CSGO de 25.2GB. 

Neste teste, o XPG teve um empate técnico com o Seagate FireCuda.

Com mais de 1000 arquivos, ele se afastou um pouco do Seagate e ficou semelhante ao Netac, embora tenha sido uma diferença imperceptível.

Neste outro teste, vemos que ele teve um desempenho similar ao AORUS RGB que testamos recentemente. Futuramente, testaremos mais SSDs nesse comparativo do CSGO.


TESTE DE TEMPERATURA
Neste trecho da análise, observaremos a temperatura do SSD durante um teste de stress, no qual o SSD recebe arquivos de forma contínua, para que possamos saber se houve algum thermal throtling com seus componentes internos que pudessem gerar algum gargalo ou perda de performance.

Através de softwares de monitoramento, foi informado que a temperatura máxima atingida por este SSD foi de 48ºC. Foi um resultado muito bom, e, mesmo utilizando múltiplos termo pares sobre a região do controlador e NAND Flashs, sua temperatura não ultrapassou mais que 50ºC, ficando com uma grande margem para thermal-throtling e se tornando uma escolha boa para notebooks também sem ter tantas preocupações com problemas de superaquecimento.


Conclusão

Este SSD de fato apresentou um excelente desempenho em nossa bateria de testes aleatórios, sendo um dos melhores até o momento. Com certeza é um SSD que recomendamos para usuários que procuram um pouco mais de performance ou qualidade de construção no SSD, sem mencionar que o SSD conta com 5 anos de garantia no Brasil sem necessidade de se registar junto de um TBW competitivo com demais marcas.

Boa construção interna com upgrade para as novas NANDs 176-Layers

E, é claro, traz alguns pontos negativos, como o fato de que este line-up, embora utilize tecnologia PCIe 4.0, não entrega velocidades sequenciais como esses novos drives de 7 GB/s e nem mesmo quanto aos de 1º geração que atingiam 4.4 ~ 5GB/s. Porém, como se tratam de velocidades sequenciais, a não ser que sejam feitas transferências de um lado para o outro durante todo seu período de uso, a sensação de diferença será quase nula. Embora isso talvez mude com a chegada do DirectStorage no Windows 11.

SSDs ADATA à venda na Kabum

Outro ponto importante é seu preço, que em média se encontra na casa dos R$1.200 a R$1.299, o que fica pouco acima de outros SSDs PCIe 3.0 x4 mais topos de linha, como os próprios XPG Gammix S11 que antigamente costumavam ter preços que variavam desde R$1.000 até R$1.200.

Apesar disso, para quem procura algum drive NVMe com um custo benefício melhor e com custo por gigabyte mais em conta, o ADATA Falcon ainda reina nesse quesito, por ser um SSD barato que ainda acompanha uma boa performance, pois já testamos anteriormente. Além de outros SSDs como Western Digital SN550 dentre outros. Porém, como mencionado anteriormente, este SSD se categoriza em uma região aonde há poucos correntes até o momento, fazendo com que seu custo, mesmo que seja mais caro que estes citados acima, ainda seja interessante pelo fato de ter um desempenho superior.

PRÓS
Velocidades aleatórias em QD1 e QD4 excelentes
Upgrade de NANDs de 96-Layers para as novas 176-Layers
Boa construção interna
Volume de pSLC Cache de bom tamanho
Bom pack de softwares para gestão do SSD
Não sofreu thermal-throtling
Boa escolha para notebooks 
Ótima durabilidade
Possui suporte à criptografia
Garantia de 5 Anos no Brasil
CONTRAS
Velocidades sequenciais baixas para SSDs Gen 4.0
Volume de pSLC Cache demora muito para se recuperar
Velocidade sustentada de escrita um pouco baixa
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  • Redator: Gabriel Ferraz

    Gabriel Ferraz

    Colaborador do Adrenaline desde 2021, formado pela faculdade Anhanguera Educacional de Sorocaba em Engenharia da Computação (2018), apaixonado desde pequeno por hardware e outras tecnologias e recentemente começou a fazer análises de SSD.

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