ANÁLISE: Avell B.ON - Intel EVO em ação em um belíssimo notebook [+testes com Core i5]

Modelo traz excelente balanço entre portabilidade, performance e design
Por Diego Kerber 02/12/2021 13:35 | atualizado 02/12/2021 13:41 comentários Reportar erro

Hoje vamos testar o novo notebook B.ON da Avell, que visa trazer uma experiência premium ao cotidiano. Sem gráficos dedicados, o dispositivo conta conta apenas com os gráficos integrados Intel Iris Xe em uma esrtutura que mistura o minimalismo com a imponência do metal. Atualmente, ele pode ser encontrado nas cores prata e preto a partir de R$ 6.999  no site oficial da Avell.

[+update]: Tivemos acesso a um modelo do B.On na configuração com Core i5-1135G7, e seus resultados foram adicionados nos gráficos de performance adicionados na análise.

Site oficial Avell B.ON Preto

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Além do estilo minimalista mas nem tanto assim, o Avell B.ON traz o selo Intel EVO, que garante uma série de tecnologias otimizadas neste notebook. Alguns exemplos são despertar em menos de 1 segundo, tecnologia Intel Wi-Fi 6 integrada, telas com bordas extremamente finas, mais de 9 horas de autonomia da bateria, Thunderbolt 4 e, claro, os gráficos Intel Iris Xe.

Principais especificações do modelo testado:

- Intel Iris Xe Graphics (96 Unidades de Excecução)
- Intel Core i7-1165G7
- 15,6” Full HD (1920x1080) 60Hz WVA Glare (Glossy) 
- 16Gb (LPDDR4X) Dual Channel 4266Mhz Onboard
- 35.50 cm (L) x 23.00 cm (P) x 1.50cm (A)
- 1.68 kg
- Preço: a partir de R$ 6.999 à vista

Design

O Avell B.ON tem um design bastante minimalista, com praticamente apenas linhas retas e uma abordagem bem direta. Mas o acabamento em puro metal, apenas com a logo marca da Avell na tampa tira bastante a ideia de que esse computador é frágil. O computador é bastante fino, o que encaixa com o conceito de rotina e uso cotidiano, mas é um pouco mais pesado do que eu gostaria para um dispositivo de uso cotidiano. 

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Os encaixes na carcaça são bem finalizados, e a bela tela com bordas bastante finas entregam a sensação de um excelente produto premium. O display tem resolução de FullHD e excelente níveis de cores e contrastes, com suporte a comandos por toque na tela, algo que contribuiu para o aumento de seu peso.

Na conectividade o B.ON manteve um bom conjunto de portas, incluindo o tamanho praticamente limite para caber uma HDMI no tamanho tradicional. Também compõe o aparelho duas USB Tipo-C com suporte a Thunderbolt 4 e carregamento rápido, duas portas USB 3.2 Tipo-A e um combo P2 de fone e microfone. Ficou de fora uma porta de ethernet e um leitor de cartões, mas considerando a portabilidade do dispositivo, ele tem um bom conjunto de conexões.

A abertura do notebook não é difícil, apesar de ser um ultrafino. Porém o projeto é bastante compacto, e para isso acaba usando elementos como memórias RAM soldadas na mainboard. O único slot acessível para upgrades é o SSD, com uma conexão M.2 que pode ser facilmente atualizada com mais armazenamento pelo consumidor. A limpeza, especialmente das fans, não é difícil nesse modelo.

Aplicativos profissionais

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Games e 3D

3DMark

A tradicional ferramenta de benchmarks trás uma visão geral da performance do sistema encarando ciclos pesados tanto para chip gráfico quanto processador. Rodamos duas variações, que incluem o tradicional Firestrike e o mais moderno Time Spy, que faz uso da nova API DirectX 12.

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Jogos do estilo competitivo são exigentes tanto no chip gráfico, que precisa fazer os quadros, quanto para o processador, que precisa ter alto desempenho para dar conta de um gameplay com taxas elevadas de quadros.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: em jogos competitivos o ideal é buscar a taxa mais alta de quadros, de preferência acima dos 100fps 

Counter Strike: Global Ofensive
O game competitivo é baseado em DirectX 9 e apesar das baixas exigências de performance na parte da placa de vídeo, por se tratar de um eSport, o ideal é alcançar altíssimas taxas de quadros, algo que traz alta carga tanto a CPU quanto GPU.


Rainbow Six Siege
Game recebeu uma atualização que disponibilizou a APU Vulkan. Apesar de leve, é um jogo exigente em CPU para atingir altas taxas de quadro.

Red Dead Redemption 2
Novo game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento de sistemas. Nosso teste considera o game rodando na API Vulkam, que se comportou melhor tanto em placas AMD como Nvidia.


Aquecimento e ruído

O Avell B.ON tem seu peso levemente mais alto que de outros ultrafinos, mas traz um benefício, em contrapartida. Ele está com o chip Intel Core dimensionado para cima, os seus 28W, e não no TDP de 12W. Isso resulta em um nível de performance alto, como foi perceptível nos testes, mas também em um maior aquecimento.

No pico vemos o CPU se aproximando da temperatura máxima de operação, que é dos 100ºC, mas não chegando a atingi-la. O chip gráfico, por consequência, chega a um nível de aquecimento semelhante.

Felizmente mesmo em alta carga o B.ON não produz ruído em excesso. As rotação das fans é perceptível, porém ele não chega a ser irritante. O ponto mais interessante é que as fans rapidamente trocam para um perfil mais discreto logo que a renderização ou o ciclo de trabalho pesado terminam, então na maioria das atividades cotidianas é pouco perceptível o ruído do sistema de resfriamento. É só jogando ou renderizando vídeos que vemos o processador exigir mais das fans e, por consequência, produzir mais barulho.

Autonomia

Ao usar apenas os gráficos integrados, o Avell B.ON ganha uma grande capacidade de economizar energia, e o resultado é uma altíssima eficiência. Ele é atualmente nosso recorde de duração de bateria, ultrapassando as 20 horas longe da tomada, acima até mesmo das excelentes 18h15min do LG Gram. É um dispositivo com potencial de ficar sem seu carregador por um ou até dois dias sem nenhum problema, especialmente se usado em atividades leves.

Conclusão

O Avell B.ON é um modelo muito interessante, pois cria um balanço muito atrativo entre performance em portabilidade. Já testamos por aqui modelos como o Samsung Book S ou o LG Gram que trazem um enfoque muito grande na portabilidade, enquanto no outro espectro temos os vários modelos gamers que focam na performance, mas sempre com um detrimento no critério oposto.

O Avell B.ON tem um dos balanços mais atraentes entre performance e portabilidade do mercado

O B.ON consegue um comprometimento dos dois fatores em um equilíbrio excelente. Ele não é tão fino ou leve quanto o LG Gram, mas ainda está em um porte discreto. Não tem a performance de um notebook gamer, mas consegue rodar games mais leves e acelerar alguns aplicativos profissionais.

Isso tudo é resultado do excelente nível de performance dos gráficos integrados Intel Xe, presentes nesse modelo. Mesmo sem contar com um gráfico dedicado, a nova geração da Intel e o ganho de 50% de performance fez com que esse notebook entregasse desempenho no nível que antes apenas modelos AMD entregavam em gráficos, e até se aproximar de placas de desktop de entrada. Isso combinado com um processador com 4 e 8 threads que em nossos testes se aproximou de bons Core i7 de desktops de anos atrás. 

Mas isso não é só mérito do chip Intel. A Avell colocou um sistema duplo de fans em um ultrafino, e conseguiu um bom nível de dissipação térmica. Isso faz esse ultrafino sustentar 4.5GHz em cenários single-thread por longos períodos, mantendo frequências altas por bastante tempo. Não dá para jogar games pesados, mas esse modelo compacto tem capacidade de encarar games leves e acelerar aplicações profissionais com muita competência, mesmo sendo compacto.

Bom processador e gráficos integrados foram combinados com um sistema de resfriamento robusto para um ultrafino

Outro destaque é o design. O corpo em metal dá uma robustez ao conjunto, e a combinação de SSD, bom processador e tecnologias como o Windows Hello, que identifica o usuário no login e pode até automaticamente esmaecer a tela se você está ou não na frente dela, dão uma sensação de muita reatividade para esse notebook. 

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O custo acaba se tornando o principal impeditivo. Com valor atualmente na casa dos R$ 7 mil, ele fica no mesmo patamar de concorrentes também equipados com chips Core i7-1165G7, como o LG Gram - que não possui touchscreen -  ou o Yoga 7i, ou seja, é o preço cobrado nesse segmento premium. Mas enquanto o Gram e o Yoga focam na portabilidade, o Avell B.ON dimensiona o arrefecimento para entregar performance, deixando ele um pouco mais pesado, mas melhorando sua performance, tornando ele uma opção mais interessante para quem quer portabilidade mas o máximo de performance nesse espaço reduzido.

PRÓS
Bela tela com bom brilho e contraste, e sensível a toques
Design bonito e resistente em metal
Windows Hello com sensor de infravermelho percebe e identifica o usuário
Sistema de resfriamento robusto para um ultrafino
Alta performance para o porte compacto
Fino e leve
Muita autonomia
CONTRAS
Mais pesado que rivais ultrafinos
Sem possibilidades de upgrades exceto o SSD
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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