ANÁLISE: Gigabyte AORUS RAID SSD 2TB - O SSD que parece uma placa de vídeo!

SSD com RAID de fábrica que promete performance High End PCIe 4.0 para sistemas 3.0

Hoje, testaremos um SSD Gigabyte topo de linha que surgiu no mercado no ano passado com intuito de trazer a performance de SSDs PCIe 4.0 para plataformas com PCIe 3.0. Nos referimos ao Gigabyte AORUS RAID SSD 2TB, que curiosamente vem num formato nem tão comum aqui no Brasil - um SSD HHHL-AIC, que representa SSDs de "Half-height, Half-lenght, Add-In-Cards". Ou seja, ao invés de serem utilizados nos Slots M.2 Tradicionais, eles vem numa placa PCIe 3.0 x8. 

Ele possui barramento NVMe 1.3 PCIe 3.0 x8, com capacidade 2 TB apenas. Durante sua época de lançamento, a versão de 2 TB custava em média US$390 à US$450. Entretanto, no momento desta análise, não o encontramos sendo vendido no Brasil. Na época que ele circulava nas lojas, seu preço variava dos R$3.800,00 à R$5.000,00, o que acaba sendo bem acima de SSDs PCIe 4.0 x4 de 2TB atualmente.

Site Gigabyte AORUS RAID SSD 2TB

Vale destacar que na atual situação do mercado de hardware, a pandemia e a falta de estoques continua impactando no valor de SSDs - inclusive com possibilidade de aumento de preço.

Isso vem ocorrendo principalmente com mercado de SSDs devido ao crescente volume de demanda por chips Nands e DRAM. As empresas fabricantes precisam pagar um valor maior por lote de peças para seus produtos, além de que o crescimento de novas criptomoedas baseadas em "proof of space", que utilizam discos de armazenamentos para "minerar", fez com que esta situação se agravasse ainda mais. 

Por consequência, a variação de componentes encontrados em SSDs também aumentou, já que a grande demanda de Nands fez com que as fabricantes tivessem que recorrer a outras empresas para que seus produtos conseguissem se manter no mercado - o que gera o problema de variação.

Tendo dito isso, vamos conhecer um pouco mais deste produto. Seu foco não é o público "gamer" diretamente, mas sim criadores de conteúdo ou entusiastas que em cenários mais específicos possam extrair o desempenho deste drive. É certo que para pessoas que queiram um SSD PCIe 4.0 e não possuem suporte para esta tecnologia ainda é de fato um produto chamativo, embora seja necessário uma interface PCIe 3.0 x8 para extrair todos os benefícios deste SSD.


Especificações do SSD

A seguir, informações um pouco mais detalhadas sobre o SSD que será testado (unidade de 2TB):

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Softwares do SSD

Este modelo de SSD acompanha um software da Gigabyte chamado "Aorus Storage Manager". Ele oferece informações e alguns níveis de controle sobre o Array de discos deste SSDs, como ajustes de perfil de fans dentre outros detalhes.

Porém, para que seja possível a utilização deste software e possa ser utilizado em outras configurações que não sejam RAID-0, a Gigabyte recomenda utilizar plataformas X570, TRX40 e X299X. Apesar disso, este SSD funciona perfeitamente em outras plataformas como B450 e até mesmo em placas mais simples como A320 ou H410. O problema é que nós, mesmo utilizando uma X570-Plus da Asus, não conseguimos usar este software, mesmo depois trocando para uma Gigayte X570 Aorus Master.

No caso da X570 da Gigabyte nós conseguimos alterar as configurações de RAID para JBOD e RAID 10 através da BIOS para que pudéssemos fazer comparações.


Unboxing

Como se trata de um produto mais caro com foco em um mercado voltado ao público entusiasta ou produtores de conteúdo, ele já veio bem embalado com uma apresentação premium, projetado por uma espuma que acompanha seu manual de usuário.

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Fotos do Produto

Vamos dar uma olhada mais de perto agora em seu acabamento e logo mais sua construção.


Construção e acabamento

Sobre sua construção interna, essa linha vem no formato HHHL-AIC, que é conectado diretamente ao Slot PCIe 3.0 x16 da placa mãe operando em x8. Ele acompanha um fan de 5mm "blower" que atua para remover o calor dos SSDs e expelir do gabinete, da mesma forma que vemos em Placas de vídeo.

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Vemos também que o SSD acompanha thermalpads embaixo dos SSDs para melhor condução de calor embora ele seja "Single-sided", ou seja, possui componentes de apenas um lado - mas também em sua parte superior junto de aletas (fans) sobre o "Switch NVMe" para melhorar a condução de calor para longe dos componentes do SSD.

Rolamento - Ball Bearing.

Também inclui um excelente circuito de alimentação com capacitores de tântalo para melhor filtragem e possui um Switch Azul com 2 ajustes para que seja possível realizar leituras das velocidades da Fan e informações do SSD. Aliás, esta fan de 5mm possui um tipo de rolamento "2-ball bearing" que, diferente dos rolamentos mais convencionais, possui características como poder trabalhar em qualquer tipo de orientação (vertical, horizontal), e tende a ter uma durabilidade maior do que Sleeve Bearing. Porém, como são usados "bolas" no seu rolamento, uma desvantagem é que quando está em alta rotação poderá gerar mais ruído - embora sua fan quase não fosse audível em nossa bateria de testes no perfil de fábrica.


Componentes internos

A seguir, algumas imagens tiradas de ambos os lados do PCB do SSD. Este SSD de 2TB é composto por um RAID-0 de 4 SSDs M.2 2280 de 512GB, no qual cada SSD possui um barramento PCIe 3.0 x4. Porém, devido à placa AIC suportar no máximo PCIe 3.0 x8, cada SSD opera em PCIe 3.0 x2.


Controlador RAID

Da mesma forma que cada SSD possui um controlador, um conjunto de discos em RAID precisa de um C.I. que seja capaz de controlar todos os drivers neste conjunto de Array.

 

No caso deste SSD da Gigabyte, o controlador é um Marvell 88NR2241-BWW2, que se trata de um Switch NVMe com suporte à barramento PCIe 3.0 de até 8 lanes, ou seja x8. Portanto, ele consegue trabalhar com diversos tipos de Arrays, como RAID-0, RAID-1, RAID-10 e JBOD (discos individuais).

Este C.I. da Marvell foi lançado pós-2018 e possivelmente é baseado em arquitetura ARM 32-bit, da mesma forma que boa parte dos controladores de SSDs. E talvez o tipo de núcleos de processamento interno nesse Marvel sejam Cortex A9, porém não há confirmação.

Controlador
O controlador do SSD é o responsável por fazer todo o gerenciamento de dados, over provisioning e garbage collection, dentre outras funções que ocorrem em segundo plano. E, é claro, faz com que o SSD tenha uma boa performance.

Existem outras variantes do Phison E12:
Phison E12: Primeira variante (28nm)
Phison E12S: Redução de tamanho e processo de fabricação (12nm)
Phison E12DC: Para Datacenters

Este SSD usa um controlador mainstream da Phison: o PS5012-E12S - modelo ISA ARM 32-bit de "4" núcleos Cortex® R5 (Quad-core) com processo de fabricação que foi reduzido de seu antecessor "E12" de 28nm para 12nm e que trabalha com clock 667 MHz em seus núcleos principais. Neste caso, este controlador é comum em outros projetos de SSDs não só chineses, como vimos na análise do Reletech P400, mas também SSDs topo de linha como o Corsair MP400, Fuzedrive P200, Sabrent Rocket Q, Teamgroup Liquid e vários Silicon Power.

Neste caso, trata-se de um controlador dual-core, com 2 núcleos principais que fazem o gerenciamento das Nands com suporte a tecnologia chamada "CoXprocessors" - que nada mais é que outro núcleo Dual-Core Cortex® R5 com frequência bem reduzida com o intuito de realizar tarefas mais simples e preditivas. Assim, é possível diminuir a carga dos 2 núcleos principais, além do consumo elétrico e dissipação de calor que pode gerar thermal throtling.  Umas destas funções, por exemplo, é cuidar de trechos repetitivos de códigos e funções de firmware que os núcleos principais não teriam necessidade de fazer, além de gerenciar o armazenamento de dados na DRAM Cache, já que é um processo repetitivo. Enquanto isso, os núcleos principais são alocados para tarefas como Escrita/Leitura/Host.

Este controlador também possui suporte para até 8 canais de comunicação intercalando até 4 comandos C.E. (Die/Target) em cada canal, além de suportar NANDs 3D TLC/QLC junto de arquiteturas de 1, 2 ou 4 planes com páginas de 8/16KB e ONFi 4.0 com barramento de até 667 MT/s. Também oferece Toogle 3.0, suporte a DDR3L / DDR4 e suporte a outros features como criptografia e LDPC de 3º geração.

Há, entretanto, algumas desvantagens. SSDs com o E12s não possuem suporte para uma grande quantidade de DRAM Cache, como é a sua primeira variante E12 no processo de 28nm. Tanto que neste caso o SSD possui 256MB de DRAM Cache ao invés de 512MB, suportando um máximo de 2GB (não confirmado).

DRAM Cache ou H.M.B.
Todo SSD topo de linha que visa oferecer um alto desempenho consistente necessita de um buffer para poder armazenar suas tabelas de mapeamento (Flash Translation Layer ou Look-up table). Com isso, ele consegue ter desempenho aleatório melhor e ser mais responsivo.

Neste projeto, temos um chip DDR3 ou DDR3L da Kingston de 4 Gb (512 MB) com velocidade de 1600 Mbps e timings CL-11-11-11. Porém, como se trata de um Array de 4 SSDs em RAID 0, vemos que ao todo o SSD conta com 2GB de DRAM Cache para armazenar as listas FTL.

NAND Flash
Com relação a seus chips de armazenamento, cada SSD de 512GB possui 4 chips Nand flash marcados como "IA7BG63AVA" (MT29F512G08EBHBF3W). Trata-se de uma Nand flash da fabricante norte-americana MICRON de linha FortisFlash B27A, sendo uma NAND 3D TLC de 96-Layers de 128GB cada chip.

Neste caso, cada uma dessas Nands possui  96 camadas ativas com topologia Charge Trap Flash com 2 Dies de densidade 512 Gb (64GB), sendo que cada Die possui uma arquitetura com 4 "planes" com páginas de 16KB e 5184 páginas por cada bloco. Vemos também que seu tempo estimado de programação das células é similar ao encontrado nos Netac N950e Pro que acompanhavam suas sucessoras, as B27B que tiveram um aumento na quantidade máxima de vezes que conseguem realizar o processo de Program/Erase.

Neste SSD, constam 8 "chips enables" (Dies) e 8 canais de memória ativos intercalando (interleaving) 1 vez por serem 2 Dies em cada Nand - ao total, 8, tendo em vista que o controlador por cada canal só consegue se comunicar com até 4 Dies de uma vez só. Além disto, estas Nands B27A oferecem suporte à barramento de até 800 MT/s, porém neste SSD estão limitadas ao barramento de 667 MT/s devido este ser o barramento máximo que o controlador E12s consegue ter em cada canal.

PMIC (Power Delivery)

Assim como qualquer componente eletrônico que exerce algum funcionamento, SSDs também possui um nível de consumo de energia que pode variar desde poucos miliwatts  até próximo de 10 watts - beirando o limite do conector M.2. O circuito responsável por todo gerenciamento de energia é o PMIC, que significa "Power Management IC", ou seja, um circuito eletrônico responsável por prover alimentação para demais componentes. Neste caso, o PMIC é um "Phison PS6102-22" que tem como função receber a alimentação de 3.3v ou 5v do slot M.2 e transformá-la em tensões menores para os demais componentes deste circuito, como seu controlador, DRAM Cache e Nand flashes. 

Este circuito nada mais é, então, que um micro-VRM que atua como um "buck-converter", convertendo a tensão de entrada de 3.3v/5v para tensões menores, como 1.5v para DRAM Cache do tipo DDR3, 2.5v ~ 3.3v para as Nand, Vcore-SoC para o controlador, entre outros exemplos. Além disto, o próprio PCB do SSD já possui vários outros circuitos para prover uma melhor regulação de alimentação para os componentes e, em alguns casos, até circuitos de proteção (PLP - Power Loss Protection) com diversos capacitores e intuito de diminuir a chance de gerar dados corrompidos.


CURIOSIDADES SOBRE O Gigabyte AORUS RAID SSD 2TB
Da mesma forma que chips de memória RAM em um pente de memória sofrem variação, o mesmo ocorre com SSDs, nos quais há casos de mudanças de componentes como controlador e NAND flashes.

No caso deste SSD ainda não foi visto outra versão que use Nands diferentes destas B27A, o que é um bom sinal. Mas algo que precisa ser dito é o seguinte: como se trata de um SSD AIC, que usa interface e Slot PCIe, ele ocupa um slot da placa mãe. Para que este SSD Gen 3.0 consiga alcançar velocidades de Gen 4.0, é necessário no mínimo 8 lanes PCIe 3.0.

Isto já é uma desvantagem, pois para que você possa usufruir do total desempenho do SSD, você precisa de um Slot PCIe 3.0 x8 no mínimo - caso contrário, ele estará limitado à velocidade do barramento e quantidade de Lanes atribuídas a este Slot. Portanto, é sim possível usá-lo em um slot PCIe 3.0 x4, porém com velocidades limitadas.

Com isso temos outro problema. Em máquinas que não sejam plataformas HEDT como as X299 / X299X / TRX40, que possuem muitas Lanes PCIe, se você conseguir usar em uma placa que possua 2 slots PCIe 3.0 x8, faria com que o slot primário, que é o que provavelmente estaria a placa de vídeo, rodasse com metade da largura de banda.

Isto em si, para games e alguns outros cenários, nem faz tanta diferença dependendo do uso e aplicação da placa de vídeo. Porém em cenários que desfrutam dessa largura de banda, faria com que perdesse bastante performance. E, embora ele seja totalmente possível de se usar em placas como H410 ou A320, ele precisaria ocupar o slot principal PCIe x16 que é focado para placas de vídeo, pois placas básicas possuem no máximo um slot x16 e um x4 (eletricamente).

Isso faz com que seu uso seja mais focado para plataformas de alto desempenho como as mencionadas anteriormente e para criadores de conteúdo que conseguiriam desfrutar mais dos recursos deste SSD do que meros usuários convencionais.


METODOLOGIA DE TESTES
Nesta bateria de testes, serão utilizados softwares como Crystal Disk Mark, IOmeter, PCMark8, PCMark 10 (versão paga), Adobe Premiere CC 2021, além de utilizar o GTA V para teste de tempo de carregamento de games e tempo de carregamento de Boot do Windows 10. Ressalto apenas que farei testes sintéticos com diferentes valores de espaço livre no SSD, pois os SSDs tendem a ficar mais lentos ao ficarem completamente cheios. 

BANCADA DE TESTES
- Sistema Operacional: Windows 10 Pro 64-bit (Build: 21H1)
- Processador: AMD Ryzen 5 3500X (6C/6T) [
Análise]
- Memória RAM: 2x8 GB DDR4-2800MHz CL-14 HyperX Predator (c/ XMP)
- Placa-mãe: Asus TUF Gaming X570-Plus/BR (Bios Ver.: 3607) [
Análise]
- Placa de Vídeo: GTX 780 Windforce Gigabyte 3X OC
- Armazenamento (OS): Samsung EVO 860 500GiB (firmware atualizado c/ 50GB de OP) [
Análise]
- SSD testado: Gigabyte AORUS RAID SSD 2TB (Firmware: ECFM22.6).


Comparativo entre SSDs

Comparativo

AORUS RAID SSD
2TB
SSD Reletech
P400 512GB
SSD Netac N950e
Pro
SSD XPG Gammix
S41 TUF

Preços

Preço no lançamentoU$ 390,00 U$ 70,99 U$ 69,99 R$ 589,99
Preço atualizadoR$ 4.999,99 R$ 371,99 R$ 340,00 R$ 589,99

Características

Capacidades2TB (Cadastrado) 256GB, 512GB(Cadastrado), 1TB, 2TB 256GB, 512GB(Cadastrado), 1TB, 2TB 256GB, 512GB (Cadastrado), 1TB
InterfaceHHL-AIC (Half-Height, Half-Length) (Add-in-Card) PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3
Interface de ConexãoPCIe Gen3.0 x8 - NVMe 1.3 M.2 2280 M.2 2280 M.2 2280
ControladorPhison PS5012-E12s (12nm 4-Core Cortex R5 667MHz) (RAID Controller: Marvell 88NR2241) Phison PS5012-E12s (12nm 4-Core Cortex R5 667MHz) Silicon Motion SM2262ENG (Dual-Core 625MHz Cortex R5, 8-Canais) Realtek RTS5762 (Dual-Core, 8-Canais)
Tipo das memórias3D TLC 96-Layers Micron B27A Rev 1: 3D TLC 64-Layers YMTC 3D TLC Micron 96-Layers B27B 3D TLC 64-Layers Micron B16A 256Gb (512GB)
Leitura Sequencial6300 MB/s3500 MB/s3500 MB/s3500 MB/s
Escrita Sequencial6000 MB/s1300 MB/s, 2600 MB/s, 3100 MB/s, 3100 MB/s1300MB/s, 2200MB/s, 2800MB/s, 3000 MB/s1000 MB/s, 2400 MB/s, 3000 MB/s
Leitura Aleatória(Não informado) IOPS210.000 IOPS, 400,000 IOPS, 670.000 IOS, 670.000 IOPS145.500 IOPS160.000 IOPS, 300.000 IOPS, 290.000 IOPS
Escrita Aleatória(Não informado) IOPS315.000 IOPS, 600.000 IOPS, 670.000 IOPS, 670.000 IOPS135.300 IOPS140.000 IOPS, 240.000 IOPS, 240.000 IOPS
Classificação de resistência700 TB (Por SSD) TBW420 TB, 890 TB, 1810 TB, 3470 TBWNão informado TBW160TB, 320TB, 640 TBW
Garantia5 Anos 5 Anos 5 Anos 5 Anos
Site oficialLinkLinkLinkLink

SSD XPG S41 TUF, 256GB, M.2, PCIe, Leituras: 3500MB/s, Gravações: 1000MB/s - AGAMMIXS41-256G-C

SSD XPG S41 TUF, 256GB, M.2, PCIe, Leituras: 3500MB/s, Gravações: 1000MB/s - AGAMMIXS41-256G-C

SSD XPG S41 TUF, 1TB, M.2, PCIe, Leituras: 3500MB/s, Gravações: 3000MB/s - AGAMMIXS41-1T-C


Benchmarks Sintéticos

CRYSTALDISKMARK
Realizamos testes sintéticos sequenciais e aleatórios entre diversos SSDs, além de testes com quantidades diferentes de espaço em disco.

O SSD conseguiu apresentar bons resultados, sua leitura sequencial apresentou um pequena queda conforme foi enchendo, mas nada notável. O mesmo ocorreu com sua velocidade de gravação, que teve uma queda ainda "maior".

Como sempre comentamos por aqui, também é possível notar uma diferença grande entre os SSDs SATA e NVMe. Porém veremos logo mais se isso realmente importa.

O Gigabyte conseguiu ter uma leitura sequencial muito boa, chegando quase ao nível dos SSDs PCIe 4.0 de 2º geração que alcançam mais de 7.000 MB/s. No quesito de escrita, o Aorus se destaca bem mais em RAID-0 e RAID-10, tendo velocidades acima dos competidores.


LATÊNCIA - 4 KiB QD1 (Q1T1)
Vamos agora testar suas respectivas latências de leitura e escrita em comparação aos demais SSDs do mercado.

Em comparação com os demais SSDs, ele teve resultados de leitura um pouco altos, tendo um melhor resultado quando estava em configurado como JBOD, já que RAID incrementa um pouco a latência. Sua gravação foi  a melhor apresentada no teste, embora tenha aumentado quando em RAID.


DESEMPENHO ALEATÓRIO 4 KiB QD4 e QD1
Fizemos também um teste para medir as velocidades aleatórias QD4 e QD1T1 dos SSDs.

Já em comparação com os demais SSDs, ele conseguiu ótimas velocidades, chegando quase ao topo da tabela. Vemos aqui que o RAID não escalona bem com velocidades aleatórias em pequenas QD, exceto em sua escrita, que já apresenta uma diferença um pouco maior e que em alguns cenários pode fazer diferença.

Em comparação aos demais SSDs, o Gigabyte conseguiu ter um desempenho muito bom, conseguindo até ficar em primeiro lugar no teste de escrita, enquanto sua leitura ficou bem próximo dos Falcon e Tuf S41.


PCMARK 8 - Test SSD & HDD Performance

Neste benchmark, foi realizado um combo de testes de programas do Pacote Adobe Creative Suite e Microsoft Office, além de games populares.

Vemos que o Gigabyte apresentou um resultado similar ao S41 TUF 512GB, isso devido a se tratar de um teste um pouco mais antigo e que não é muito bem otimizado para drives NVMe. E vemos que o desempenho ficou similar aos SATAs.


PCMARK 10 - FULL SYSTEM DRIVE BENCHMARK
Neste teste, foi utilizada a ferramenta Storage Test e o teste “Full System Drive Benchmark”, que faz testes leves e pesados no SSD.

Utilizando o PCMark 10 Full System Drive Benchmark, que testa o drive escrevendo mais de 200GB de dados, o SSD da Gigabyte conseguiu o topo do comparativo, um pouco acima do Netac, pois mesmo nestes cenários com RAID o PCMark não consegue desfrutar totalmente. Acabou não escalando muito bem, e o mesmo ocorre em RAID-10. Porém, o resultado de cada drive individualmente foi muito bom, sendo similar ao XPG Gammix S41.


Benchmarks Práticos

TESTE DE PROJETO - Adobe Premiere Pro 2021
A seguir, utilizamos o Adobe Premiere para medir o tempo médio de abertura de um projeto de cerca de 16.5GB com resolução 4K 120Mbps cheio de efeitos até que estivesse pronto para edição. Ressaltando apenas que o SSD testado é sempre como drive secundário sem o Sistema operacional instalado, pois isso poderia afetar o resultado e gerar inconsistências.

Ao utilizarmos o Premiere para carregar este projeto, vemos que o SSD em RAID-0 conseguiu um excelente resultado cerca de 50% abaixo dos demais SSDs NVMe, e mesmo em RAID-10 ele ainda conseguiu um resultado superior, estando apenas a quase 10% de diferença para o RAID-0.


TESTE DE TEMPO DE CARREGAMENTO DE GAMES E WINDOWS
Fizemos uma comparação entre múltiplos SSDs e um HD, utilizando uma instalação limpa do Windows 10 Build 21H1 junto do GTA 5 abrindo o modo campanha. O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo. Por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho. 

Podemos ver a real diferença em carregamento de games, que o usuário convencional conseguiria apenas distinguir se estivesse usando um HD. Neste caso, testamos apenas em RAID-0, pois não há diferenças práticas nesses cenários.

Também se nota, novamente, que a diferença do tempo de boot da máquina não é tão grande. A diferença mesmo é somente com relação ao HD.


TESTE DE VELOCIDADE SUSTENTADA | SLC CACHING
A grande maioria de SSDs no mercado atualmente utiliza como base a tecnologia de SLC Caching, em que certo percentual de sua capacidade de armazenamento, seja ele MLC (2 bits p/ célula), TLC (3 bits p/ célula) ou QLC (4 bits p/ célula), é usado para armazenar apenas 1 bit por célula. No caso, é usada como um buffer de escrita e leitura, em que o controlador inicia a gravação e quando o Buffer se esgota ele escreve nas NAND Flash nativas (MLC / TLC / QLC).

Como outros SSDs com Phison E12s, este SSD possui um volume de pSLC Cache totalmente dinâmico

Através do IOmeter, podemos ter uma ideia do volume de SLC cache deste SSD, já que o fabricante muita vezes não informa este valor. Pelos testes que realizei, foi possível constatar que ele possui um volume de pSLC Cache bem pequeno, de aproximadamente 106GB a 110GB, que conseguiu manter velocidade média de ~ 6220 MB/s até o fim do buffer. Após isso, sua velocidade despencou para cerca de ~ 2086 MB/s na média, sendo que em raras ocasiões teve quedas entre 740 MB/s e picos de 2500 MB/s. 

Isto ocorreu ao utilizarmos o disco como veio de fábrica com RAID 0, porém, ao usarmos em RAID 10, opção que é focada tanto para performance quanto redundância, vemos que seu volume de pSLC Cache cai pela metade assim como sua velocidade sustentada. E novamente o mesmo ocorre quando usamos o SSD individualmente - ele apresenta seu volume de aproximadamente 25GB.

Além disto, realizei também um teste para ver quanto tempo o SSD levaria para recuperar parte de seu Buffer e, no decorrer de 30 minuto em idle, o SSD não foi capaz de recuperar. Portanto, ele talvez precise de algumas horas em idle.

Neste teste, o SSD da Gigabyte teve a melhor velocidade sustentada em relação aos demais SSDs, isso tanto em RAID-0 quanto em RAID-10. Somente quando estava em JBOD que sua velocidade sustentada foi um pouco menor que a dos Reletech P400. 

Neste gráfico, vemos que o Gigabyte apresentou um volume de pSLC Cache de tamanho decente. Não teve o maior volume para um SSD de 2TB de capacidade, mas isso traz algumas vantagens que já mencionei inúmeras vezes em reviews passadas. Seu tamanho foi pouco acima do Zadak TWSS3 que já analisamos também. 


TESTE DE CÓPIA DE ARQUIVOS
Neste teste, será feita a cópia dos arquivos ISOs de uma RAM Disk para o SSD para ver como ele se sai. Foram utilizadas a ISO do Windows 10 21H1 de 6.25GB (1 arquivo) e sua versão extraída com o Winrar para uma pasta contendo 1.874 arquivos menores. Ressaltando apenas que não foram usados arquivos maiores, pois para isso seria necessário mais memória RAM para alocar para a RAM Disk. Levando em conta que possuo 16GB, é impossível testar com arquivos muito maiores no momento.

Neste teste o Gigabyte, mesmo em RAID-0, RAID-10 e JBOD conseguiu excelentes resultados, sendo que quando esteve em RAID-0 obteve o 1º lugar no comparativo.

Com mais de 1000 arquivos, o mesmo ocorreu.


TESTE DE TEMPERATURA
Neste trecho da análise, observaremos a temperatura do SSD durante um teste de stress, no qual o SSD recebe arquivos de forma contínua, para que possamos saber se houve algum thermal throtling com seus componentes internos que pudessem gerar algum gargalo ou perda de performance.

Através de softwares de monitoramento, foi informado que a temperatura máxima atingida por este SSD foi de 57ºC. O que foi bem de acordo com temperatura medidas via termo-par em múltiplas localizações, sendo os principais hot-spots próximos da região dos controladores. Porém, graças a sua dissipação ativa que fez pouquíssimo ruído no modo padrão, o SSD manteve uma ótima temperatura, longe da margem de thermal throtling.

Importante mencionar que ele não atingiu temperaturas mais altas devido ao próprio jeito que veio configurado. Como possui um volume de pSLC Cache bem pequeno, ele consegue "estrapolá-lo" de forma rápida, fazendo com que sua temperatura não atinja o ponto de thermal throtling. Mas mesmo com este fan de 5mm, mesmo em carga máxima ele não iria atingir essa temperatura, é claro que o que possa acontecer é este blower começar a fazer mais ruído, o que pode sim gerar um certo desconforto para os usuários.


Conclusão

Este SSD apresentou um desempenho muito bom, com boas velocidades sequenciais quase alcançando os SSDs PCIe Gen 4.0 x4 de segunda geração, enquanto suas velocidades aleatórias em QD pouco mais altas foram muito boas, sendo maiores que outros SSDs do comparativo. Com relação aos demais fatores, como garantia, ele possui 5 anos diretamente com a Gigabyte, além de ter uma ótima durabilidade de aproximadamente 700TB de TBW por cada SSD, o que é um ponto positivo.

Projeto com excelente construção interna.

E, é claro, traz alguns pontos negativos, como o fato de que este SSD não chega a "alcançar" diretamente os novos SSDs Gen 4. Porém, na época de seu lançamento, eram mais predominantes SSDs de 4400 ~ 5000 MB/s de leitura e escrita sequencial. Outro ponto negativo foi seu software que,, por algum motivo, não funcionou de forma correta mesmo usando uma placa mãe da Gigabyte - além de que seu pSLC Cache demora para se recuperar e o SSD não suportar criptografia.

PRÓS
Boas velocidades sequenciais
Velocidades aleatórias muito boas em QD4
Excelente desempenho em cenários profissionais como Adobe Premiere
Não sofreu thermal-throtling
Possui dissipação ativa bem silenciosa no perfil padrão
Fan blower utiliza um bom tipo de rolamento
Excelente construção interna
Hardware-based RAID, ao resetar BIOS configurações são mantidas
Possui Software de gerenciamento, o  "Aorus Storage Manager"
Volume pSLC Cache de tamanho decente em RAID-0
Velocidade sustentada de escrita bacana em RAID-0
Excelente Durabilidade por SSD (700 TB)
Garantia de 5 anos
CONTRAS
Velocidades sequenciais não chegam a bater novos SSDs Gen 4 de 2º geração (maiores que 7 GB/s)
Velocidade em pequenas QD (Queue Depth) não escalonam bem em RAID
Volume de pSLC Cache em RAID-10 e JBOD bem pequeno para padrões de hoje
Volume de pSLC Cache demora demais para se recuperar
Softwares de gerenciamento não funcionou de forma correta mesmo em uma placa Gigabyte listada como compatível
Interface PCIe 3.0 x8 - Limita usuários a usar em placas mães que possuam ao menos 2 slots x8 para que extraiam todo seu desempenho e limita barramento da GPU
Preço
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  • Redator: Gabriel Ferraz

    Gabriel Ferraz

    Colaborador do Adrenaline desde 2021, formado pela faculdade Anhanguera Educacional de Sorocaba em Engenharia da Computação (2018), apaixonado desde pequeno por hardware e outras tecnologias e recentemente começou a fazer análises de SSD.

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