ANÁLISE: Avell A72 LIV com 10ª Core e RTX 3060

Hardware de alto desempenho e portabilidade, mas fica devendo autonomia
Por Diego Kerber 04/08/2021 19:00 | atualizado 10/08/2021 18:47 comentários Reportar erro

A Avell é uma das primeiras empresas a trazer o chip gráfico RTX série 30 ao Brasil, e vamos testar o Avell A72 LIV, um modelo que impressiona tanto nos componentes usados quanto, principalmente, nas suas medidas.

Site oficial do Avell A72 LIV

Apesar de trazer alguns componentes de altíssimo desempenho, como uma GeForce RTX 3060 e um processador octa-core da 10ª geração Intel Core, ele tem menos de dois centímetros de espessura e pesa apenas 1,7kg. Além disso, também traz entre os destaques uma tela de alta resolução e altíssimas taxas de atualização.

Principais especificações do modelo testado:

- Nvidia GeForce RTX 3060 6GB GDDR6
- Intel Core i7-10870H
- Tela de 15,6" IPS 165Hz QuadHD (2560x1440)
- 2x16GB DDR4 @2666MHz
- 512GB SSD M.2
- 355 x 236 x 19 mm
- 1.7kg
- Preço: a partir de R$ 10.999

- Nvidia GeForce RTX 3060 6GB GDDR6
- Intel Core i7-10870H
- Tela de 15,6" IPS 165Hz QuadHD (2560x1440)
- 2x16GB DDR4 @2666MHz
- 512GB SSD M.2
- 355 x 236 x 19 mm
- 1.7kg
- Preço: a partir de R$ 10.999

Design

O Avell A72 LIV tem um design bastante minimalista, com praticamente apenas linhas retas e uma abordagem bem direta. O acabamento usa uma liga de magnésio na cor cinza sem muitos diferenciais exceto a marca Avell em um adesivo na tampa. Não faz frente a visuais mais caprichados, mas não perde nada em termos mais pragmáticos, trazendo um notebook com estrutura resistente e leve.

Um ponto que chama a atenção é a portabilidade. Apesar de ter componentes de alto desempenho, ele pesa menos de 2kg e tem pouco menos de 2cm de espessura, sendo um notebook bastante compacto apesar da tela de 15,6". Um dos pontos cruciais para esse porte são as bordas bastante finas em torno do display, tornando possível esse design. 

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Outro motivo para a portabilidade é visível quando abrimos. O Avell A72 LIV é bem fácil de se abrir, bastando remover os parafusos da parte inferior para que toda a tampa de baixo saia por completo, dando amplo acesso a muitos dos componentes internos. Aqui vemos que esse projeto não tem nenhuma baia para drives de 2,5 polegadas ou para leitores de discos ópticos, trazendo no lugar dois slots M.2. Além desses armazenamentos, também é fácil fazer mudanças na memória RAM, com dois slots DDR4 SODIMM disponíveis.

 

A tela é um dos pontos altos desse modelo. Com um display IPS e cores bastante vivas, é muito bom utilizar esse aparelho mesmo em locais muito iluminados, mérito do acabamento fosco da tela. A taxa de atualização de 165Hz se faz sentir em gameplays mais frenéticos, como games competitivos, e só ficou devendo o suporte a G-Sync para gabaritar nos recursos que buscamos em um notebook gamer, além de implementar a tecnologia Nvidia Optimus, que melhora a eficiência da troca entre os gráficos integrados e os dedicados. Falamos mais desse problema nesse link aqui.

Estão roubando os FPS? Cuidado ao ligar o notebook em uma tela!

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Dá para tirar mais desempenho do seu PC, fique de olho!

Aplicativos

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3DMark

A tradicional ferramenta de benchmarks trás uma visão geral da performance do sistema encarando ciclos pesados tanto para chip gráfico quanto processador. Rodamos duas variações, que incluem o tradicional Firestrike e o mais moderno Time Spy, que faz uso da nova API DirectX 12.

Esports

Jogos do estilo competitivo são exigentes tanto no chip gráfico, que precisa fazer os quadros, quanto para o processador, que precisa ter alto desempenho para dar conta de um gameplay com taxas elevadas de quadros.

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Para ajudar a entender os gráficos a seguir: em jogos competitivos o ideal é buscar a taxa mais alta de quadros, de preferência acima dos 100fps 

Counter Strike: Global Ofensive
O game competitivo é baseado em DirectX 9 e apesar das baixas exigências de performance na parte da placa de vídeo, por se tratar de um eSport, o ideal é alcançar altíssimas taxas de quadros, algo que traz alta carga tanto a CPU quanto GPU.


Rainbow Six Siege
Game recebeu uma atualização que disponibilizou a APU Vulkan. Apesar de leve, é um jogo exigente em CPU para atingir altas taxas de quadro.


Games pesados

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável."

 


Assassin´s Creed Valhalla
O game de mundo aberto da Ubisoft é muito exigente no hardware, tanto na complexidade das cidades e seu estresse para o processador quanto os detalhes dos modelos e sua carga na placa de vídeo. Baseado no motor gráfico AnvilNext 2.0, o mesmo implementando inicialmente em AC: Unity


GTA V

Grand Theft Auto V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques boa qualidade gráfica. Ele é um dos games que mais faz uso do CPU, sendo um ótimo teste para ver o comportamento e diferença entre esse componente. Confiram abaixo os resultados nesse game:


Red Dead Redemption 2
Novo game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento de sistemas. Nosso teste considera o game rodando na API Vulkam, que se comportou melhor tanto em placas AMD como Nvidia.


Autonomia

Notebooks para jogos não costumam se destacar na duração de bateria de autonomia, resultado de telas amplas e componentes de alto consumo de energia.

Aqui temos facilmente o ponto mais decepcionante de nossos testes. O A72 LIV ficou apenas 2h30min fora da tomada em atividades leves, um resultado muito abaixo do que gostaríamos para um uso leve cotidiano. Isso quer dizer que apesar de seu peso leve, é preciso por na conta os 500 gramas da fonte quando for sair com ele, porque não dá para arriscar levar só o notebook. É quase certo que ele vai descarregar antes de você voltar para casa.

Aquecimento e ruído

Aqui temos um tópico um tanto sensível para notebooks com hardware tão potente em tão pouco espaço. Especialmente no chip Intel temos temperaturas próximas dos 100ºC, algo que não é exceção, e sim norma, em notebooks gamers com Intel Core e em alta carga. O chip Nvidia, em contrapartida, não chegou a temperaturas próximas do limite térmico, mesmo mantendo uma frequência de operação bastante alta.

Em longas sessões de gameplay o chip gráfico e processador tendem a estabilizar nos 85ºC em alta carga, mantendo bom nível de frequências, usando o modo gaming. Dá para ligar o modo turbo e elevar as frequências, com destaque para o processador chegando a 4GHz, porém ultrapassando os 90ºC e levando as fans a operarem a 100%. Definitivamente não vale a pena.

O modo turbo aumenta a performance, mas torna o notebook muito barulhento. Com tanto desempenho no modo balanceado, não faz sentido habilitar o turbo

Com um porte leve e chips de alto desempenho, não é uma surpresa que o Avell A72 faz aquele característico barulho de notebook gamer em alto desempenho, não sendo um modelo discreto. Porém, ao menos no modo gaming, ele não se sobressai excessivamente, ficando dentro do que costumamos ver nesse perfil de aparelho. O modo turbo coloca as fans a todo desempenho fazendo ele ficar bem difícil de ser suportado, e considerando que ele já dá conta dos games com folga sem isso, não há muitos motivos para habilitar esse modo.

Um ponto positivo desse modelo é que há um botão de atalho para alternar entre os modos office, gaming e turbo. O modo office deixa ele muito silencioso, baixando a rotação das fans e frequência dos chips, pena que também não foi capaz de melhorar sua autonomia.

O Avell usa um software bastante genérico para fazer ajustes como a cor dos LEDs RGB, com os efeitos de luz e cores das teclas, o modo de performance do dispositivo e mesmo algumas ferramentas de diagnóstico de uso do hardware. Apesar de fazer seu papel, o software está em inglês e, no nosso modelo de testes, insistiu em mostrar uma tela inicial de tutorial de uso todas as vezes que foi aberto, fazendo o conjunto da obra uma interface de qualidade discutível. Pontos ganhos por fazer seu trabalho, pontos perdidos por como faz o trabalho.

Gameplay em vídeo

Conclusão

O Avell A72 LIV é um modelo bastante poderoso, cravando alguns dos novos recordes em diversos dos nossos testes. Na parte de processador, os oito núcleos e 16 threads do Core i7-10870H fazem ele voar em aplicações profissionais e bater novos patamares de FPS em games competitivos. Já a RTX 3060 se mostrou um chip suficiente para cravar um gameplay na qualidade ultra em 1080p e para ter folga em entregar a resolução QuadHD presente no monitor em alta qualidade. Ele não apenas traz uma tela com alta resolução de 2560 x 1440 e taxa de atualização de 165Hz como também tem plenas condições de manter um game rodando de forma a aproveitá-la, seja os competitivos de altas taxas de quadro, sejam nos games do estilo campanha onde você vai querer alta qualidade de imagem.

A performance e a portabilidade impressionam, mas a bateria fica devendo mais duração

Tudo isso é ainda mais interessante considerando a portabilidade do notebook, com apenas 1,7kg, ele realmente impressiona na relação entre peso e performance. É uma pena que a autonomia não foi bem, então você tem que lembra de carregar a nada pequena fonte de 230w - com meio quilo - sempre que levar esse notebook para algum lugar. As 2h30min que ele alcançou em nossos testes de autonomia não dão a segurança de um dia todo de trabalho, mesmo em um fluxo leve de uso.

Isso é uma pena, já que impede esse modelo de ser um notebook que domina todas as situações. Como máquina de alta performance, ele traz níveis de desempenho impressionantes e vai "voar" em gameplays ou para quem necessita de um notebook potente para trabalhar. E no momento que você quer um computador para uso cotidiano, seu peso leve e porte compacto dão potencial para esse modelo de também cumprir esse papel, mas infelizmente a autonomia baixa se torna um empecilho.

O Avell LIV A72 entrega um altíssimo nível de desempenho na combinação entre Core i7 com 8 núcleos e uma RTX 3060, algo que combina muito com a tela de 165Hz e surpreende pelo seu porte compacto. Pena não ter uma duração de bateria mais convincente

O preço é alto, mas é o que encontramos no mercado para um notebook nesse perfil de hardware. Alguns rivais interessantes incluem o Gigabyte G5, um modelo também equipado com uma RTX 3060 e encontrado por uma faixa de preço semelhante. Aqui temos uma vantagem no processador para o Avell, com um Core i7 de 8 núcleos versus o Core i5 de 6 núcleos do modelo da Gigabyte, mas em contrapartida o G5 possui uma tela de 240Hz versus os 165Hz do Avell. Ambos estão na faixa de preço dos R$ 10 mil com 16GB de RAM e 512GB de armazenamento em SSD.

PRÓS
Design direto e eficiente
Altíssima performance em games e trabalho
Teclado retroiluminado personalizável e ABNT-2
Abertura fácil e slot M.2 disponível para upgrade
Tela de 165Hz e QuadHD excelente para games
Fino e leve
CONTRAS
Tela sem suporte a G-Sync ou Nvidia Optimus 2.0
Sem espaço para unidades de 2,5 polegadas
Pouca duração de bateria e um carregador dos grandes
Software de configuração dos LEDs e performance em inglês e com interface bem "ok"
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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