REVIEW: GeForce RTX 3080 Ti - Um pouco mais de desempenho por muito mais dinheiro

Placa chega para ultrapassar a RTX 3080, mas por um preço que não vale a pena
Por Fabio Feyh, Diego Kerber 02/06/2021 11:19 | atualizado 09/06/2021 09:20 comentários Reportar erro

A GeForce RTX 3080 Ti é a placa de vídeo gamer topo de linha da série RTX 30. Ela chega para se posicionar acima da RTX 3080, com um chip mais potente e uma quantidade maior de memória, mas ainda fica atrás da GeForce RTX 3090, placa que a Nvidia indica para produtores de conteúdo e quem "quer jogar em 8K". 

A RTX 3080 Ti também é baseada no chip GA102, o mesmo da RTX 3080 e 3090, mas possui muito mais das estruturas habilitadas. Ele conta com 10240 núcleos CUDA, ficando pouca coisa atrás dos 10496 presentes na topo de linha RTX 3090. A VRAM também sobe dos 10GB presentes na RTX 3080 para os 12GB da RTX 3080 Ti.

O preço é um tópico que quase não faz sentido discutir, mas vamos lá. A GeForce RTX 3080 Ti chega com preço sugerido de US$ 1.199, um salto bastante significativo sobre os US$ 699 da RTX 3080, e abaixo dos US$ 1.499 da RTX 3090. Mas todos esses valores oficiais da Nvidia tem dificilmente sendo seguidos no mercado externo, e no Brasil menos ainda. Aqui a regra é o caos, com RTX 3080 custado R$ 15 mil, e RTX 3090 superando R$ 25 mil em vários modelos, e boa sorte para todos nós quando descobrirmos o valor que vai chegar a RTX 3080 Ti por aqui.


RTX 30

A fabricação das Ampere ficará por conta da Samsung, com um novo processo: 8 nanômetros. Uma das principais novidades é a reestruturação dos Streaming Multiprocessor (SM), o bloco fundamental da estrutura de um chip Ampere, combinando shaders, núcleos tensores, núcleos RT e memórias. Os novos SM agora são capazes de entregar o dobro de performance em pontos flutuantes 32-bit (FP32).

A serie 30 aperfeiçoa o conjunto das três estruturas introduzidas com as RTX Turing

Também foi introduzido a segunda geração de núcleos RT, o que dobrou a capacidade de realizar os cálculos de intersecções indispensáveis para acelerar o Ray Tracing. O resultado é um ganho de 34 TFLOPS de uma Turing para 58 TFLOPS em uma Ampere equivalente.

Os núcleos tensores também trazem evolução, o que inclui a capacidade de identificar dados menos relevantes da matriz e removê-los automaticamente. Assim temos um salto de 89 TFLOPS na abordagem "matriz não esparsa" das Turing para impressionantes 238 TFLOPS das matrizes esparsas das Ampere.

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A RTX 3080 Ti implementa mais memória, chegando a 12GB

A RTX 3080 Ti mantém a mesma tecnologia de memórias implementadas nas RTX 3080 e 3090, que  usam a tecnologia GDDR6X, desenvolvida em conjunto com a Micron e que entrega o dobro de taxa de dados através de um ajuste fino que viabiliza o dobro de dados trafegando em cada ciclo.


Comparativos técnicos

Abaixo tabelas comparativas com a RTX 30 Ti e outros modelos:

Comparativo

NVIDIA GeForce
RTX 3090
NVIDIA GeForce
RTX 3080 Ti
NVIDIA GeForce
RTX 3080
AMD Radeon RX
6900 XT

Preços

Preço no lançamentoU$ 1.499,00 U$ 1.199,00 U$ 699,00 U$ 999,00
Preço atualizadoU$ 1.499,00 U$ 1.199,00 R$ 7.200,00 U$ 999,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação8nm 8nm 8nm 7 nm
PCI-Express bus4.0 4.0 4.0 4.0
ChipAmpere GA102 Ampere GA102 Ampere GA102 Navi 21 XTX
Clock do GPU1395 MHz1365 MHz1440 MHz1529 MHz
Clock do GPU (Turbo)1695 MHz1665 MHz1710 MHz2250 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR6X GDDR6X GDDR6X GDDR6
Interface de largura de BUS384 bit 384 bit 320 bit 256 bit
Quantidade de RAM24 GB 12 GB 10 GB 16 GB
Clock das memóriass1219 MHz1188 MHz1188 MHz2000 MHz
Clock efetivo19504 MHz19000 MHz19000 MHz16000 MHz
Largura de banda936.2 GB/s912.4 GB/s760.3 GB/s512 GB/s

Características Gerais

Shading Units10496 10240 8704 5120
TMUs328 320 272 320
ROPs112 112 96 128
Pixel Rate189.8 GPixel/s186.5 GPixel/s164.2 GPixel/s288 GPixel/s
Texture Rate556.0 GTexel/s532.8 GTexel/s465.1 GTexel/s720 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes35.58 TFLOPS34.10 TFLOPS29.77 TFLOPS23.04 TFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 12 pinos 1 x 12 pinos 1 x 12 pinos 2x 8 pinos
Suporte à combinação de placasNVLink 2-way NÃO NÃO N/A
Tipo de SlotTrês slots Dois slots Dois slots Três slots
Comprimento da placa313 mm313 mm285 mm267 mm
TDP350 W350 W320 W300 W
Fonte recomendada750 W750 W750 W850W W
Conexões de vídeo3x DisplayPort 1.4a, 1x HDMI 2.1 3x DisplayPort 1.4a, 1x HDMI 2.1 3x DisplayPort 1.4a, 1x HDMI 2.1 2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI, 1x USB-C

Recursos

DirectX12 Ultimate 12 Ultimate 12 Ultimate 12 Ultimate
OpenCL2.0 3.0 2.0 2.0
OpenGL4.6 4.6 4.6 4.6
Shader6.5 6.6 6.5 6.5

Extras

Extras Infinity Cache 128MB


Fotos

Como já falamos nas demais análises de placas RTX 30 Founders Edition, elas receberam um projeto diferente do que estávamos acostumados, com a GeForce RTX 3080 Ti trazendo design quase idêntico ao da GeForce RTX 3080, que assim como a RTX 3090, tem um sistema de cooler com um FAN em cada lado da placa.

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Visualmente a GeForce RTX 3080 Ti é quase idêntica a GeForce RTX 3080

Como aconteceu nas demais placas, a RTX 3080 Ti traz o conector de 12 pinos posicionado na parte superior, sem chamar a atenção quando a placa está sem o cabo, porém ao conectar o cabo o visual não é dos mais bonitos como já comentamos. Ressaltamos ainda que ao menos por enquanto, nenhuma fabricante parceira adotou esse conector.

Em se tratando de conexões, a RTX 3080 Ti referência segue o padrão da RTX 3080 referência, com três DisplayPort 1.4 e uma HDMI 2.1, alias, mesmas conexões de outros modelos como RTX 3060 Ti e RTX 3070 Founders Edition.

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RTX 3080 vs RTX 3080 Ti
Nas fotos abaixo é possível ver a diferença visual entre a GeForce RTX 3080 Ti e a GeForce RTX 3080, ou melhor, que não existe praticamente diferenças, tirando o modelo da placa estampado na parte de traz e bem pequeno na parte frontal.


Sistema utilizado

Fizemos uma mudança em nossa plataforma de testes de placas de vídeo, agora baseada em um processador AMD Ryzen 9 5900X. Vários outros componentes de alto desempenho acompanham esse sistema, como SSDs NVMe e 32GB de RAM com frequência de 3200MHz (CL16).

Antes dos testes, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers e softwares/games utilizados nos testes:

NOSSA MÁQUINA DE TESTES, APLICATIVOS E GAMES FORAM ATUALIZADOS EM MAIO DE 2021

Máquina utilizada nos testes:
- Processador AMD Ryzen 9 5900X
- Placa-mãe GIGABYTE X570 AORUS Xtreme
- Kit de memórias HyperX Predator RGB 32GB (2x16GB) 3200MHz CL16
- SSD Kingston KC2500 250GB + 2TB
- Sistema de refrigeração CM MasterLiquid ML360 V2 RGB
- Fonte de energia CM v1300W Platinum
- Gabinete CM MasterFrame 700 Personalizado

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits 21H1
- NVIDIA GeForce 466.xx

Aplicativos/Games:
- Adobe Premiere CC 2021 (renderização pela GPU)
- Blender (renderização pelo GPU)
- SPECviewpeft 13 (Solid Works/Maya, renderização pela GPU)
- 3DMark (Fire Strike Ultra / Port Royal / DLSS Feature Test)
- Assassin's Creed Valhalla (DX12)
- Cyberpunk 2077 (DX12)
- Flight Simulator 2020 (DX11)
- Forza Horizon 4 (DX12)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Rainbow Six Siege (Vulkan)
- Red Dead Redemption 2 (Vulkan)
- Resident Evil Village (DX12)
- The Division 2 (DX12)
- Watch Dogs: Legion (DX12)

GPU-Z
Abaixo a tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa.


Overclock

Em overclock a placa se saiu bem, subindo 180MHz no GPU, com clock em default ficando em 1545MHz (o padrão é 1365MHz), e as memórias subindo para 20608MHz, 1600MHz acima do padrão que é 19008MHz. Não foi mexido em tensão, apenas colocado o powerlimit em seu limite máximo através do Afterburner, software utilizado para os testes.

OBS.: Faça overclock por sua conta e risco. Overclock pode resultar em perda de garantia.


Consumo de energia

Começamos pelos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos com o mesmo sistema, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo, que da uma noção de quanto um sistema completo consome. Comparações com testes de outros sites podem gerar resultados bem diferentes devido mudanças de sistemas utilizados.

Os testes consistem no consumo mínimo do sistema, quanto ele em modo ocioso após o teste de carga máxima, nesse caso rodando o 3DMark através do modo Fire Strike Ultra.

OBS.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos de 5 a 10W como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura

Mais um teste muito importante quando falamos de placas de vídeo, a temperatura do chip. Os testes consistem tanto com o sistema em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, existem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Por que a placa ficou com temperatura menor quando overclockada?
Essa é uma situação normal nas placas atuais. A rotação dos FANs fica mais rápida e consequentemente fazem o GPU resfriar mais rapidamente, em alguns casos com temperatura menor do que em situação normal.

Por que a placa com sistema de cooler referência tem temperatura em modo ocioso menor que uma placa com cooler teoricamente melhor?
Porque placas de vídeo atuais com projetos de cooler mais recentes tendem a desligar os FANs quando a temperatura fica abaixo de números como 40, 45 ou mesmo 50 graus, assim quando os FANs ficam desligados a tendência é que a GPU não baixe a temperatura mais do que o limite que desliga os FANs.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do modo Ultra.

OBS.: As temperaturas podem variar bastante de acordo com a região do país, sistema onde a placa está instalada e teste utilizado.

Abaixo algumas fotos da placa com uma câmera termal da Flir, mostrando a temperatura em algumas partes do corpo da placa:


Aplicativos

Com o aumento de aplicativos que tiram proveito do poder de processamento de GPUs, atualizamos nossa bateria de testes com alguns dos softwares mais importantes do mercado.

Adobe Premiere CC 2021
O Premiere da Adobe é referência mundial quando falamos em software para edição de vídeos, e que em suas últimas versões também tem aproveitado do benefício dos GPUs para ajudar a acelerar a renderização. Abaixo o comportamento das placas comparadas:

Blender
Outro belo teste para ver como se comporta a placa de vídeo na ajuda com o processo de renderização de imagens e vídeos. O Blender se destaca por ser de uso aberto e também atualizado com o que existe de tecnologias mais recentes no mercado.


3DMark

E se falamos em benchmarks, não poderíamos deixar de fora um dos mais icônicos testes do mundo, especialmente para desempenho de placas de vídeo, o 3DMark. Nossa bateria consiste em três testes, porém 2 deles mostram tecnologias que apenas modelos mais recentes de placas trazem, Ray Tracing (Port Royal) e DLSS (DLSS Feature Test).

Rodamos a versão mais recente do aplicativo da UL Benchmark (que comprou a Futuremark), sendo que todos os testes consideram a configuração padrão do perfil, sem mudanças. Abaixo, os resultados:


Testes em games

Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"

Assassin's Creed Valhalla
Game de mundo aberto tem amplos cenários e um benchmark com boa quantidade de personagens e estruturas, tornando um desafio tanto para o processador quanto para a placa de vídeo. O jogo usa o motor Ubisoft Anvil, uma evolução do AnvilNext 2.0 presente na série desde o Assassi'ns Creed Unity. A versão usada em Valhalla no PC é baseado na API DirectX 12.


Cyberpunk 2077
O sucesso de vendas mas desastre de críticas da CD Proejct RED tem como destaque o uso amplo de diversas tecnologias como o FidelityFX da AMD e tanto o DLSS quanto o Ray Tracing acelerado por hardware Nvidia RTX. No teste corremos pelas ruas movimentadas de Night City, tornando desafiante o trabalho tanto do processador quanto da placa de video, e trazendo esforço redobrado para a placa de vídeo quando o traçamento de raios de luz está habilitado.


Flight Simulator 2020
O novo simulador de voo da Microsoft chegou com um hype imenso e logo se tornou uma referência quando se trata de gráficos de alta qualidade, com cenários incríveis beirando a realidade em vários momentos, ideal para ver o comportamento de placas de vídeo. Apesar de ser um game recente e da Microsoft, a API utilizado ainda é DX11.


Forza Horizon 4
O game da Playground Games usa um motor gráfico próprio e, como exclusivo para sistemas da Microsoft, é totalmente desenvolvido para o DirectX 12. Esse game se destaca pelos excelentes gráficos e a capacidade de entregar bom nível de performance em múltiplos hardwares, inclusive alguns mais limitados.


Grand Theft Auto V
O jogo já é um clássico e após anos ainda segue firme como um dos games mais jogados. Baseado em DirectX 11, ele também traz uma noção de motores gráficos mais antigos baseados na ainda popular API da Microsoft. É um teste bastante exigente em processador, e memórias mais rápidas também tem impactos bastante perceptíveis. Para as palcas de vídeo modernas, já não é um grande desafio.


Rainbow Six Siege
O game da Ubisoft tem como pontos altos o uso da API de baixo nível Vulkan em sua implementação mais recente. Esse Esport demanda altas taxas de quadros para ser jogado de forma satisfatória, e costuma ser um dos games mais eficientes em alcançar esse desempenho em múltiplos componentes.


Red Dead Redepmtion 2
Game da RockStar, com belíssimos gráficos é uma boa referência para medir o comportamento das placas de vídeo. Nosso teste considera o game rodando sobre a API Vulkan, que se comporta muito bem tanto em placas AMD como NVIDIA.


Resident Evil Village
O game da Capcom usa a excelente RE Engine, motor gráfico que entrega resultados interessantes desde os hardwares high-end do PC quanto plataformas mais limitadas como o Nintendo Switch. O Resident Evil 8 traz como destaque cenários complexos e ricamente detalhados, com uso de Ray Tracing na iluminação dos cenários e com recursos como o FidelityFX disponíveis. Nos testes fazemos uma volta pelo Castelo Dimitrescu, uma das localidades mais pesadas e detalhadas do game.


Tom Clancy's The Division 2
The Division 2 usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, lidando com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela.


Watch Dogs: Legion
Game apoiado pela Nvidia é baseado no motor gráfico Disrupt e tem um amplo uso de tecnologias RTX, como o DLSS, e também possui o Ray Tracing, sendo acelerado tanto por hardware GeForce RTX quanto Radeon RDNA 2. Seu principal destaque é uma Londres futurista repleta de geometria e personagens, o que combinado com os efeitos de traçamento de raios de luz tornam um desafio e tanto rodar o game.


Gameplay em vídeo


Conclusão

Antes de partir para as nossas conclusões, alguns avisos. Essa é a primeira análise que já usa nossa nova bancada de testes de placas de vídeo, baseada em um AMD Ryzen 9 5900X. Isso faz com que nossa quantidade de placas testada seja limitada, afinal foi preciso descartar tudo que já havíamos feito anteriormente com o Intel Core i9-9900K.

A RTX 3080 Ti estreia uma nova bateria de testes de placas de vídeo

Outra limitação, mas também para um bom motivo, foi a mudança na bateria de testes. Como podem ver, ela foi ampliada em todos os sentidos, com testes em aplicações profissionais e também uma maior quantidade de games (10 ao total) tentando mesclar ao máximo diferentes APIs gráficas e também tecnologias (DLSS, Ray Tracing, FidelityFX). E tudo isso em três resoluções (FullHD, QuadHD e 4K).

Partindo para os resultados, temos uma situação bastante complicada para a GeForce RTX 3080 Ti. Ela entrega algo na casa dos 10 a 15% de vantagem sobre a RTX 3080 em nossos testes. Mas chega com um salto no preço de mais de 50%. A conta não bate, e olhar pela ótica de "é mais barata que uma 3090 custando menos" não é relevante. Afinal uma GeForce RTX 3090 não é um produto para fazer sentido na relação entre custo e benefício, então ser melhor que ela não é um mérito, é só a obrigação de uma GeForce RTX 3080 Ti.

Um pouco mais de desempenho que uma GeForce RTX 3080, mas muito mais caro que ela

Assim a RTX 3080 Ti é uma placa que por si só entrega altíssimo desempenho, e vai agradar quem quer o melhor nível de performance do mercado, já que ela está colada na RTX 3090 e a um leve overclock de superá-la, e em teoria vai entregar tudo isso um preço mais competitivo que ela - claro, difícil ter confiança do quanto isso vai acontecer na prática. 

Mas em uma perspectiva que placas de vídeo se tornam cada vez mais algo inacansável para os consumidores, elevando os preços para novos patamares a cada semana, precisamos de mais um modelo puxando custos para cima, ao invés de para baixo? 

PRÓS
Performance de sobra para 4K, Ray Tracing e 60fps ou mais
Ecossistema de games RTX mais maduro
Trava contra mineração (falta ver se vai dar certo)
HDMI 2.1, DLSS, Ray Tracing, RTX I/O, RTX Broadcast
CONTRAS
Indisponível no Brasil no projeto Founders Edition
Menos memória que rivais Radeon do segmento
Aumento de custo maior do que ganho de desempenho versus uma RTX 3080
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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