XPG Primer - Um mouse gamer extremamente durável

"Feito para durar", com componentes de alta qualidade e facilidade de manutenção, mas com um único problema

Antes de começar: o XPG Primer não é um produto totalmente projetado pela própria XPG. Na verdade, este mouse já existia antes, mas teve seu lançamento cancelado. Ele se chamava Ducky Secret 2, que seria uma versão "premium" do mesmo mouse, com componentes topo de linha e até mesmo uma pequena tela LCD em um dos protótipos.

Por qual razão a Ducky desistiu do Secret 2? Não há explicações oficiais, mas a responsável mais aceita é a "explosão dos ultraleves", que dominou o mercado de mouses gamer high-end em 2020 e continua dominando agora em 2021. Até para os padrões de 2018, o Ducky Secret 2 estava "exagerado" com sua telinha de LCD. O que muitos pensam é que a Ducky notou as tendências do mercado e viu que o Secret 2 não se encaixava. Por isso, voltou à prancheta e lançou o Ducky Feather, um mouse ultraleve que teve uma boa recepção em seu lançamento, na metade de 2020.

E por qual razão a XPG lançou uma versão mais simples de um mouse que supostamente estava "cancelado"?

Bom, uma possibilidade é que todo o tooling (maquinário) para a produção dos shells (carcaças) do Secret 2 já estava pronto quando a Ducky decidiu cancelar o projeto, e para não desperdiçar todo este investimento (que pode ter chegado na casa de centenas de milhares de dólares), a OEM (a fabricante chinesa) pode ter decidido lançar o mesmo mouse com especificações inferiores, um preço mais acessível e sob outra marca, no caso a XPG.

Após ler isto, talvez você pense que este mouse possa ser algo "indesejável", já que ele surgiu de um projeto cancelado, mas longe disso. Os mouses Ducky Secret já foram alguns dos melhores do mercado, e embora ele realmente não siga a maioria das tendências atuais em termos de integridade e resistência contra desgastes causados pelo uso, o XPG Primer é melhor do que muitos ultraleves que estão no mercado.

Ainda assim, como será que este mouse de 2018 se compara com mouses atuais? Quais as vantagens em escolher um mouse "pesado" como este ao invés de outros mouses leves da faixa de preço? É o que vamos descobrir.

Construção Externa

Primeiro de tudo: PBT.

Um tipo de plástico mais rígido e mais resistente a desgastes causados pelo uso, que normalmente resultam em "manchas escuras" nas áreas onde há contato com os dedos, as quais muitos usuários erroneamente acham ser "marca de gordura/sujeira", quando na verdade é um desgaste causado pelo polimento da superfície pelo seu dedo.

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O que todos os mouses Ducky Secret e também o XPG Primer possuem de diferente comparados a outros do mercado é que, embora não seja algo notável ao tato e nem aos olhos em primeira instância, a maior durabilidade do PBT é algo que se demonstra com alguns anos de uso.

Eu já tive dois mouses com este material, o Ducky Secret e o Ducky Secret M, e mesmo após uso intenso por 2 ou 3 anos, ambos estavam impecáveis em termos de acabamento quando optei por vendê-los - em melhor estado do que qualquer outro mouse com o mesmo tempo e intensidade de uso.

A vantagem do plástico PBT é que o acabamento do mouse continua impecável após anos de uso

Além disso, ele possui uma estrutura com uma grande impressão de robustez, além de uma excelente integridade e firmeza em suas peças de plástico, resultando em excelentes cliques nos botões principais, algo que vários mouses ultraleves acabam tendo problemas para conseguir devido às reduções de peso e menor integridade da carcaça de alguns (não todos!).

Além disso, isto resulta em um peso que, em 2018, quando este mouse foi inicialmente projetado, seria considerado "dentro da média", mas que é acima para o atual mercado: 98 gramas (sem o cabo), embora a sensação de peso é muito maior devido ao cabo. Mas já vamos chegar neste assunto.

Assim como o primeiro Ducky Secret, do qual ele é sucessor, o XPG Primer possui uma traseira bastante "acentuada", para gerar uma base para a palma da sua mão para as pegadas Claw e Palm. Porém, o comprimento é um tanto maior. Lembra um pouco o Motospeed V70, só que mais acentuado.

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O XPG Primer suporta as pegadas Palm, Claw e Fingertip, embora há uma maior ênfase em Claw e Palm, devido ao seu comprimento (bom para Palm) e traseira acentuada (bom para Claw).

Para a pegada Fingertip, seu formato não é um problema, porém o peso e cabo dele não o tornam a opção ideal para este pegada.

Quanto aos cliques dos botões esquerdo e direito, faz um bom tempo que não pego um mouse com cliques tão bem definidos já de fábrica, embora façam um pouco mais de barulho do que o normal. São cliques extremamente leves, mas muito responsivos e rápidos, sem pre-travel (não precisam "afundar" antes de responder) e sem post-travel significativo (não continuam afundando depois de clicar).

Para quem gosta de cliques leves, é muito bom, mas para quem não gosta de mouses assim (especialmente pessoas que fazem força com os dedos na área do clique. Pessoas que não gostam dos cliques do G203, por exemplo), podem acabar não gostando.

Ainda assim, ao pegar o mouse e chacoalhar ele, a estrutura dos cliques faz um pouco de barulho. Não é algo que atrapalhe durante o uso ou diminua sua durabilidade, mas acho importante mencionar que isso não afeta em nada antes que alguém veja um vídeo de alguém chacoalhando o mouse e ache que os botões dele são mal feitos ou algo do tipo.

O botão do meio (scroll) possui uma resistência mediana (não é leve ao ponto de acionar enquanto roda o scroll, nem pesado ao ponto de ser desagradável para pressionar). O scroll em si é extremamente leve e bastante fluído, um pouco mais do que encoders da TTC. Para quem gosta de scrolls leves, é uma boa, mas quem prefere pesados, pode não gostar.

Já os botões laterais são propositalmente projetados para não serem fáceis de pressionar. Eles ficam posicionados no topo da lateral e são consideravelmente menores do que alguns concorrentes:

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É possível pressionar eles de duas formas: movendo o dedão para cima e diagonais enquanto você está com ele na lateral do mouse, ou então removendo o dedão da lateral e pressionando eles normalmente, o que não é muito agradável devido aos recortes que há nestes botões.

Este tipo de design não é ruim de forma alguma, há pessoas que preferem que os botões laterais fiquem afastados, especialmente pessoas que usam a pegada Claw e seguram o mouse com força. Mas também há parte do público que prefere botões laterais grandes e de fácil acesso como o que há no Razer DeathAdder ou Logitech G403, e o XPG Primer pode não agradar estas pessoas. Não dá pra agradar todo mundo.

Se você quer botões laterais fáceis de pressionar, o XPG Primer não é minha recomendação. Agora, se você quer botões propositalmente difíceis de pressionar acidentalmente, ele se torna interessante

Virando o mouse, temos alguns de seus pontos mais interessantes, embora podem acabar passando despercebidos pelo público:

O primeiro ponto positivo é que os skatez do mouse são iguais aos do Intellimouse 3.0.

Isso já era um ponto onde o Ducky Secret também acabava sendo igual, e aqui vemos isto sendo seguido. Um dos problemas do mercado é que não há padronização em skatez. O mouse X usa um tipo, o mouse Y usa outro, a versão 2021 do mouse X já está com skatez totalmente diferentes...

Pessoalmente, confesso que sou fã de skatez com maior área de contato, mas os skatez do XPG Primer possuem uma altura adequada para que o resto do mouse não encoste no mousepad. Além disso, o deslize é decente, embora tenho certeza que é possível comprar pés de PTFE com maior nível de pureza ainda melhores feitos para o Microsoft Intellimouse 3.0 e estes irão caber sem problemas.

Realmente gostaria de ver mais marcas seguindo padrões de skatez que já existem no mercado há tempo. Mais empresas precisam fazer pés iguais a mouses populares (ex: Razer DeathAdder, SteelSeries Sensei, etc...) ao invés de sempre projetar novos pés sem nenhuma preocupação na questão de substituição ou upgrade pelo usuário. O mercado está cheio de empresas que copiam a ergonomia de outros mouses, mas na hora de projetar os pés, é cada um por si - e isso é horrível.

Empresas precisam pensar em copiar fielmente os skatez de mouses populares ao invés de projetar skatez novos para todo e qualquer mouse

O segundo ponto positivo é que junto com alguns mouses da Ducky e ASUS, o XPG Primer é um dos poucos mouses com parafusos expostos. Ou seja, é possível abrir o mouse sem ter que remover os pés dele

E eu não consigo colocar em palavras o quão positivo este tipo de coisa acaba sendo. Muitos dos problemas que mouses apresentam podem ser resolvidos apenas abrindo eles e aplicando limpa-contato. Scroll está pulando para cima quando rola para baixo? Limpa-contato no encoder. O botão direito solta enquanto segura? Limpa-contato no switch. O botão do meio parou de funcionar? Limpa-contato no switch dele. O scroll está fazendo um barulho estranho? Aplique algum lubrificante no encoder.

Muita gente não abre mouses por medo de perder a garantia, por não saber como abrir ou por medo de danificar os pés do mouse ao remover eles para ter acesso aos parafusos. Mouses como o XPG Primer permitem que o próprio usuário faça facilmente reparos no mouse, algo que muitas fabricantes obviamente não querem, pois é mais lucrativo vender um mouse novo do que auxiliar o usuário a resolver o problema.

Muitos dos problemas de mouses podem ser facilmente resolvidos abrindo eles, e o XPG Primer facilita esse processo

Chegando finalmente ao principal e maior ponto fraco deste mouse: o cabo.

O que temos aqui é um cabo de nylon trançado com uma estrutura extremamente reforçada, um dos cabos mais rígidos e talvez mais resistentes a maus tratos que já vi em um mouse. Mas não se enganem, não estou elogiando ele. Este cabo é horrível.

E por qual motivo a XPG usou este cabo, quando todo o mercado está migrando para paracord? Bom, o que parece ter ocorrido é que os mouses Ducky Secret M tiveram problemas com o cabo em algumas unidades em 2017, pois eram cabos de borracha extremamente finos e que supostamente poderiam desgastar com o atrito das bordas de certos mousepads:

Como a fabricante do XPG Primer e do Ducky Secret M decidiu resolver este problema? Da pior forma possível: "se 8 não deu certo, vamos tentar 80".

O cabo do Ducky Secret M teve problemas de durabilidade. No do XPG Primer, este problema foi resolvido saltando do 8 para o 80

Ao invés de procurarem cabos estilo paracord ou até mesmo cabos de nylon com maior flexibilidade (como fez o Razer DeathAdder Elite), a fabricante do XPG Primer parece ter escolhido a opção mais "grossa e reforçada" que achou entre os cabos de nylon disponíveis, tornando o cabo extremamente resistente contra atrito e mau uso, mas estragando ele ao mesmo tempo.

O resultado disso? Vários problemas. O mouse parece muito mais pesado do que realmente é, o cabo limita muito a movimentação do mouse e, mesmo se usarmos um mouse bungee para tentar amenizar o problema, o balanço de peso devido a este cabo é horrível.

Há como consertar isso? Claro que sim. Instalando um cabo paracord (que você terá que comprar separadamente).  A diferença deste mouse com um bom cabo é absurda. Parece que ficou 20 gramas mais leve (e ficou perto disso), a movimentação ficou muito mais fluída, o peso deixa de ser tão focado na frente... O XPG Primer com um cabo paracord fica simplesmente fantástico.

E muitos dos cabos paracords a venda são ainda mais leves e flexíveis do que o que você acha em mouses que já acompanham este tipo de cabo de fábrica, pois paracords caseiros não precisam ter shielding (proteção eletromagnética). Para a instalação neste mouse, optei por um dos cabos feitos pelo Danilo Gentili (DANILOBERSERK), que é bem conhecido nesta área.

A instalação de um cabo paracord é uma modificação que eu recomendo demais, seja nesse ou em outros mouses (especialmente mouses Motospeed, Logitech G403, G502...). Porém, deve-se realizar ela com cuidado, pois até eu acabei fazendo besteira na instalação deste mouse, desconectando um dos fios do cabo e corrompendo o firmware de uma unidade do XPG Primer. Tive que comprar outro mouse para poder finalizar esta review.

Por isso, tomem cuidado ao instalar um paracord. Eu mesmo já instalei em vários mouses e esse foi o primeiro que acabei danificando, mas a culpa foi a minha falta de cuidado.

Construção Interna

Ao abrir o XPG Primer, encontramos componentes "bons" para sua faixa de preço. Claro, há mouses com switches ópticos, encoders ópticos e outras peças ainda mais duráveis, mas para a faixa de preço do XPG Primer, nada mal. Nos botões principais encontramos switches OMRON 20M, os quais na prática não são "menos duráveis" do que os OMRON 50M devido à questão do double-click, que não é calculado nestes testes (e depende de muitos fatores que nem podem ser calculados assim).

No scroll em si, há um encoder da F-Switch, marca extremamente popular hoje em dia, especialmente em mouses ultraleves. Ele não chega a ser um encoder "ruim" em durabilidade, mas a lubrificação dele não é muito boa e tem o costume de apresentar um "rangido" com poucas semanas/meses de uso.

É possível corrigir isso, tanto através do uso intenso até que o atrito suma quanto usando um lubrificante, e o XPG Primer ajuda nesse processo pois você pode abrir ele sem danificar os pés do mouse. Então, é um encoder que eu não gosto de ver em outros mouses, mas pelo fato do usuário poder facilmente abrir o XPG Primer e aplicar um WD-40 na peça se tiver problema, não vejo como ponto negativo.

No botão do meio, há um switch da ChangeFeng, o que é bom. Já nos laterais, há switches square genéricos, o que explica a resposta não muito boa destes e também a resistência dos mesmos. Como já disse antes, este é um mouse projetado para pessoas que não vão usar muito os botões laterais e não querem pressionar acidentalmente. Nos botões de DPI há dois botões táteis com uma espécie de membrana de proteção por cima.

Enfim, é uma construção interna "boa" para um mouse de R$ 200, mas quando vejo mouses de R$ 500~800 (ex: Xtrfy M4) utilizando os mesmos componentes, vejo motivos para críticas.

Desempenho

O XPG Primer possui o sensor Pixart PMW 3360, sensor que já foi "topo de linha", mas que atualmente já não é mais. Porém não se enganem, na prática é muito difícil notar diferenças entre um Pixart PMW 3360 e um PMW 3399 (fora o consumo de bateria), e este sensor ainda é superior a sensores como o PMW 3325, 3327 e o 3335, que está se tornando popular hoje em dia.

Para sua faixa de preço, é um excelente sensor.

E como ele se sai nos testes? Bom, assim como qualquer outro mouse com 3360 que já testei até hoje, no teste de consistência não há problema algum:

E no teste de aceleração, ele também tem resultados perfeitos:

O LOD é extremamente baixo em meu mousepad de pano escuro Xtrfy GP4 (menos de 1 DVD), não tive problemas com diferentes superfícies (seja a minha mesa, mousepads de cordura e mousepads rígidos) e não consigo, pelo menos não na prática, ver pontos onde este mouse é menos preciso do que um Razer Basilisk Ultimate (PMW 3399) ou Glorious Model O Wireless (3370), que possuem os atuais dois melhores sensores do mercado.

O Pixart PMW 3360 é um sensor que pode ter algum tempo (2014), mas ainda está muito longe de podermos chamar ele de "defasado" ou algo do tipo.

Recursos e Extras

Não há muito para falar aqui, pois o XPG Primer não possui software. Seguindo a mentalidade da Ducky, que por sua vez seguia a ideia da ZOWIE, todas as configurações disponíveis do mouse são feitas através dele mesmo, seja:

  • Trocar os efeitos, pressionando o segundo botão logo abaixo do scroll, alternando entre: Desligado, Respiração com ciclo de cores, vermelho, amarelo, verde, ciano, azul, rosa, branco e "onda RGB".
  • Troca a DPI, apertando o primeiro botão logo abaixo do scroll, alternando entre: 400 / 800 / 1600 / 3200 / 6400 / 12000. Quem quer alguma DPI como 1200, não tem essa opção.
  • Não consta no manual, mas é possível trocar o polling rate pressionando o botão Direito + Meio por 3 segundos. Azul = 250 Hz, Verde = 500 Hz, Vermelho = 1000 Hz.

Agora, se a falta ou não do software é um ponto negativo, acaba sendo uma questão subjetiva de cada usuário. Há quem prefira que tudo seja pelo próprio mouse para não ter que instalar um programa só para trocar a cor dele, e há quem precisa que o software exista e seja bom, para poder usar macros avançadas.

Conclusão

Muitos diriam que o XPG Primer é um "conflito entre gerações de mouses", ao que posso dizer: sim e não. Ainda acho que há espaço no mercado para mouses com maior peso, especialmente se este peso resulta em uma excelente integridade em sua carcaça, o que é o caso deste.

Não acho que "todo mouse precisa ser ultraleve", e alguns dos meus mouses favoritos continuam sendo o Razer Basilisk Ultimate (107g) , Razer Naga Trinity (120g) e Havit MS760 (125 gramas). E sinceramente, seu maior problema não é o peso de 98 gramas.

O XPG Primer tem vários pontos que o tornam um mouse "feito para durar": a alta facilidade de manutenção devido aos parafusos expostos, o uso de plástico PBT em sua carcaça, a excelente integridade de sua carcaça, componentes de boa qualidade no seu interior, um cabo de nylon trançado "reforçado" que, embora seja resistente ao mau uso, acaba atrapalhando mais do que ajudando, e pés de PTFE em um formato padrão que fácil de adquirir.

Ele pode não ter todos os componentes e recursos "premium" que o Ducky Secret 2 original teria tido, mas parte da essência do "feito para durar" dos mouses da Ducky continua no XPG Primer.

E uma das principais diferenças é que a XPG não cobra um valor tão alto. Enquanto a Ducky provavelmente venderia uma versão do mouse por R$ 400~500, a XPG vende ele por R$ 170~220, o que torna ele uma opção mais interessante do que outros mouses similares em falhas, como o Motospeed V70 ou Logitech G502. É um preço interessante para seu nível de qualidade e para seu sensor, um Pixart PMW 3360.

Mas o que não podemos aceitar em pleno 2021, é o cabo utilizado por este mouse.

Ainda há espaço para mouses com "peso" no mercado, porém não há mais espaço para cabos de nylon trançado com baixa flexibilidade em mouse de 200 reais ou acima

Os mouses Ducky Secret anteriores utilizavam cabos de borracha bastante leves e maleáveis, e ver o XPG Primer utilizando um cabo de nylon extremamente grosso, pesado e sem nenhuma flexibilidade é algo que não faz sentido algum. Há cabos de nylon melhores, há cabos de borracha melhores e sem dúvida alguma há cabos "estilo paracord" melhores.

O cabo deste mouse é o principal vilão para seu desempenho, tornando sua impressão de peso maior do que realmente é, atrapalhando sua movimentação e a distribuição de peso do mesmo. Este cabo seria "ruim" em 2018, e é "péssimo" em 2021.

O mouse possui um custo de R$ 170~220, o que sinceramente não é mal para seu nível de qualidade, e a compra do cabo paracord separadamente (cerca de R$ 80) é até interessante por este valor. Um mouse com este nível de qualidade e um cabo paracord ainda melhor do que seus concorrentes por cerca de R$ 280~300, é interessante, mas não creio que a maioria dos usuários vá querer fazer isso, mesmo o mouse facilitando o processo devido aos parafusos expostos.

Por isso eu saio conflitado desta análise. O XPG Primer é um mouse interessante da faixa dos R$ 200 para quem preza durabilidade acima de qualquer outro aspecto, mesmo que esse aspecto seja a própria movimentação do mouse.

Este problema pode ser facilmente resolvido pelo próprio usuário, e isto torna o mouse muito melhor, digno de uma nota maior na análise. A nossa unidade modificada ficou fantástica e tenho certeza que assim como foram seus irmãos Secret, será um dos mouses mais duráveis da minha coleção.

Porém, o que precisamos analisar é o produto original, e este precisa urgentemente passar por uma atualização para a troca do cabo... Se bem que posso dizer o mesmo para outros mouses da faixa de preço como o Motospeed V70, Logitech G403, G502, Redragon King Cobra... É um problema comum desta faixa de preço.

Mas quem acompanha o mercado, sabe que esses mouses deixaram de ser tão recomendados hoje em dia, em prol de outros mouses mais modernos como o Razer Viper Mini, Delux M700, Pichau P702, Sharkoon Light100... E o cabo é um dos motivos. Enfim, XPG, por favor troque este cabo...


PRÓS
Boa construção interna
Construção externa topo de linha, feita em plástico PBT, altamente resistente a desgastes e marcas de uso com o tempo
Parafusos expostos facilitando a manutenção, reparos e modificação do mouse
Sensor high-end Pixart PMW 3360
Skatez com o formato do Intellimouse 3.0, facilitando a troca posteriormente
CONTRAS
O cabo do mouse é extremamente rígido e quase sem flexibilidade alguma
  • Redator: Wellington Diesel

    Wellington Diesel

    Formado em Redes de Computadores, o "wetto" é um entusiasta do ramo de Periféricos. Autor do Guia do Teclado Mecânico, ele carrega consigo mais de 200 análises de mouses, teclados e headsets publicadas, além de diversos Guias e Artigos sobre teclados, mouses e headsets. Respeitado pela comunidade do Adrenaline, ele trabalha à distância como colaborador.

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