ANÁLISE: Dell G3 15 com 10ª geração Core e GTX 1650 Ti

Nova geração Core e GeForce trazem outro nível de performance ao notebook

O G3 da Dell é um notebook de alta performance focado em gamers que buscam bom desempenho e componentes que melhorem sua experiência nos jogos. Um dos destaques da linha é seu porte, pois, mesmo sendo um modelo gamer, costuma trazer um design mais enxuto, comparado a linha G7 da própria Dell.

Site oficial Novo Dell G3 15

Além das atualizações de hardware, com a introdução da 10ª geração Intel Core, esse modelo tem novidades na tela: taxas de atualização de 120 e 144Hz, trazendo mais fluidez aos gameplays e sendo um diferencial especialmente importante para os fãs de games competitivos.

Principais especificações do modelo testado:

- Nvidia GeForce GTX 1650 Ti 4GB 
- Intel Core i5-10300H
- Tela de 15,6" FullHD 120Hz
- Teclado retro iluminado ABNT-2
- 2x8GB DDR4 2933MHz
- 512GB SSD M.2
- 2,16  x 36,55 x 25,4 cm
- 2,3kg
- Preço: R$ 6.700

- Nvidia GeForce GTX 1650 Ti 4GB 
- Intel Core i5-10300H
- Tela de 15,6" FullHD 120Hz
- Teclado retro iluminado ABNT-2
- 2x8GB DDR4 2933MHz
- 512GB SSD M.2
- 2,16  x 36,55 x 25,4 cm
- 2,3kg
- Preço: R$ 6.700

Design

O Dell G3 faz parte da linha mais compacta de notebooks gamers da empresa, se diferenciando dos G7 com seus portes e pesos mais avantajados. Para os padrões de um notebook para jogos, seus pouco mais de 2 quilos e 2cm de espessura fazem dele um modelo relativamente compacto, porém, obviamente, ainda é de grande porte comparado a modelos de uso cotidiano e menos performance.

Uma das novidades mais importantes são as melhorias na tela. O display de 15,6 polegadas e resolução FullHD tem um nível de contraste e definição interessante, dentro da média desse segmento, mas sua principal característica nova é a taxa de atualização. O G3 agora vem com displays operando em 120Hz ou 144Hz - o dobro ou mais que o dobro das telas convencionais operando a 60 novas imagens por segundo. Isso é muito relevante para quem quer jogar, especialmente games competitivos, onde ter mais informações visuais em menor tempo pode ser a diferença entre ganhar ou perder.

Outro detalhe relevante da tela é o acabamento fosco, que ajuda a reduzir o efeito negativo de reflexos, como dá para ver nessa foto com a imagem da janela sendo "absorvida" pelo efeito e reduzindo o nível de distração.

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Na parte de conectividade, temos um ponto positivo para quem está pensando em aproveitar a performance dessa máquina para trabalho. São quatro portas USB, sendo três no tradicional formato USB Tipo-A e uma no novo Tipo-C, uma entrada para cartão de memória, uma saída de vídeo HDMI e uma entrada para fone e microfone.

Também olhando para a parte de produtividade, o teclado usado é o ABNT-2, uma boa pedida pra quem deve usar para digitação, além de contar também com o teclado numérico na lateral. Esse teclado é retro iluminado e conta com um adicional útil: o botão de liga/desliga também atua como leitor de digital, servindo para fazer a identificação no Windows sem necessidade de digitar senha.

Quem está de olho em upgrades, temos possibilidades interessantes por aqui. A primeira, na verdade, é a redução na necessidade de um upgrade nas memórias, já que a Dell teve o cuidado de equipar tanto a configuração de 8GB quanto a de 16GB com dois módulos, fazendo assim o uso do dual-channel. É algo que tem muito modelo gamer que fica devendo, e é relevante para a performance. No armazenamento, também temos SSDs em todas as configurações: um SSD M.2 NVMe. Infelizmente, não há outro slot M.2 para quem quiser expandir isso, porém há uma baia de 2,5". Então, é possível colocar ali tanto um HD quanto um SSD SATA.

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Desempenho

A nova geração do Dell G3 tem novidades importante nos dois chips principais para um notebook gamer: o processador e o chip gráfico. Na parte de CPU, esse modelo usa a 10ª geração Core, com modelos equipados com o Core i5 e Core i7. Nos gráficos GeForce, temos a GTX 1650 Ti - inclusive, primeira vez que testamos essa variação específica para o mercado de notebooks do modelo da série 16.

Aplicativos


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3DMark

A tradicional ferramenta de benchmarks trás uma visão geral da performance do sistema encarando ciclos pesados tanto para chip gráfico quanto processador. Rodamos duas variações, que incluem o tradicional Firestrike e o mais moderno Time Spy, que faz uso da nova API DirectX 12.

Esports

Jogos do estilo competitivo são exigentes tanto no chip gráfico, que precisa fazer os quadros, quanto para o processador, que precisa ter alto desempenho para dar conta de um gameplay com taxas elevadas de quadros.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: em jogos competitivos o ideal é buscar a taxa mais alta de quadros, de preferência acima dos 100fps 

Counter Strike: Global Ofensive
O game competitivo é baseado em DirectX 9 e apesar das baixas exigências de performance na parte da placa de vídeo, por se tratar de um eSport, o ideal é alcançar altíssimas taxas de quadros, algo que traz alta carga tanto a CPU quanto GPU.


Rainbow Six Siege
Game recebeu uma atualização que disponibilizou a APU Vulkan. Apesar de leve, é um jogo exigente em CPU para atingir altas taxas de quadro.


Games pesados

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável."

 


Assassin´s Creed Valhalla
O game de mundo aberto da Ubisoft é muito exigente no hardware, tanto na complexidade das cidades e seu estresse para o processador quanto os detalhes dos modelos e sua carga na placa de vídeo. Baseado no motor gráfico AnvilNext 2.0, o mesmo implementado inicialmente em AC: Unity


GTA V

Grand Theft Auto V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques boa qualidade gráfica. Ele é um dos games que mais faz uso do CPU, sendo um ótimo teste para ver o comportamento e diferença entre esse componente. Confiram abaixo os resultados nesse game:


Red Dead Redemption 2
Game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento de sistemas. Nosso teste considera o game rodando na API Vulkam, que se comportou melhor tanto em placas AMD como Nvidia.


Autonomia

Colocamos o Dell G3 para realizar atividades leves, como navegar na internet e videoconferências, usando o PCMark 10 em seu modo Office. Também habilitamos o modo economia de energia na própria suíte de aplicativos da Dell, reduzimos o brilho da tela e desabilitamos a retro iluminação do teclado, buscando um cenário de maximização da bateria.

O resultado de mais de 7 horas é bastante bom para o perfil desse aparelho. Com uma tela de alta taxa de atualização e chips de alto desempenho, costumamos ver desempenhos ruins quando o assunto é ficar longe da tomada, e esse modelo se saiu consideravelmente cima de vários rivais.

Aquecimento e ruído

Em nosso teste, verificando aquecimento dos componentes, o Dell G3 se saiu dentro do esperado: o chip da Nvidia em alta carga alcançou a casa dos 73ºC, com picos de 80ºC durante nosso gameplay e mantendo frequências bastante elevadas, na casa dos 1700MHz. Apesar de seu porte, ele não produziu ruído em excesso para manter esses patamares estáveis.

Em processador, temos a mesmice dos Intel Core, que vão buscar temperaturas próximas ao seu limite térmico para elevar as frequências ao máximo que puderem, buscando mais desempenho. Aqui entra em ação uma mudança da 10ª geração, com o Core i5-10300H tendo frequências de base e boost mais altas que um Core i7-8750H, por exemplo.

Gameplay em vídeo

Conclusão

Os benefícios da atualização para tecnologias mais modernas fica evidente nos nossos testes. Quando o notebook precisa de performance de processador, em momentos como renderizar vídeos ou testes sintéticos de performance, a 10ª geração faz com que o i5 desse novo Dell fique próximo ao que o i7 da 8ª geração fazia, no modelo anterior do G3 que testamos.

Já nos gráficos, há uma boa vantagem para a GTX 1650 Ti sobre a antecessora, a GTX 1050 Ti. Isso pode chegar a quase 50%, dependendo do cenário, e os 20% médios de vantagem em várias situações mostram que vale a pena dar preferência para os modelos com a nova geração GTX - ou até pode valer a pena o upgrade mesmo que você esteja com um notebook baseado na tecnologia anterior.

Isso dá performance suficiente tanto para games pesados nos gráficos, como Red Dead Redemption 2 ou Assassin's Creed Valhalla, em qualidade intermediária e em FullHD próximo dos 60 quadros por segundo. Para jogos competitivos, a margem do processador unida a performance tornam viável jogar games em altas taxas de quadro, alcançando valores superiores a 150fps em jogos como Counter Strike e Rainbow Six Siege. Nesse cenário é que a novidade da tela faz diferença, pois o display de 120Hz faz bom uso dessa taxa mais alta de quadros para entregar um gameplay mais fluido.

O Dell é um ótimo notebook para jogos, com hardware robusto para dar conta de encarar qualquer game, e a atualização do monitor é um diferencial muito relevante para os fãs de jogos competitivos. O fator para ficar de olho, e dado o contexto de pandemia, inevitável, é o alto custo. Ele é vendido a partir de R$ 6,7 mil em sua versão com Core i5 e GTX 1650 Ti, sendo que há modelos com Core i7 e também chips GTX 1660 Ti e RTX 2060, obviamente trazendo aumentos de custo. Nesse cenário, esse é o preço praticado, com rivais como o Acer Nitro apresentando specs parecidas e também custando na casa dos R$ 6,5 mil. 

PRÓS
Bom design, compacto e leve (dentro do possível para um modelo gamer)
Boa duração de bateria
SSD em todas as versões e dois módulos de RAM
Bom potencial de upgrade de armazenamento e RAM
Tela de 120 ou 144Hz
Boa performance da nova geração Core e GTX 16
CONTRAS
Preço levemente acima de rivais
Aquecimento maior em componentes devido a porte mais compacto
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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