REVIEW: Aorus GeForce RTX 3080 Master é a maior placa de vídeo que já vimos

Apesar do projeto sensacional, faltou um conector de energia para fazer ela alcançar o limite do GPU
Por Fabio Feyh, Diego Kerber 21/02/2021 20:24 | atualizado 25/02/2021 06:30 comentários Reportar erro

A Aorus GeForce RTX 3080 Master é um modelo topo de linha com o chip mais potente da Nvidia, a RTX 3080. É uma placa de altíssimo desempenho focada em consumidores que querem o mais alto nível de performance gráfica do mercado para jogos, e buscam um modelo bastante robusto tanto pelo visual quanto pela eficiência do projeto.

Falando de RTX 30 "Ampere", elas usam como fundação as tecnologias RTX introduzidas nas "Turing", a série 20 da empresa. Com isso temos estruturas híbridas, com os núcleos CUDA tradicionais combinados com núcleos RT para acelerar tecnologias de Ray Tracing e núcleos tensores para recursos avançados de deep learning, trazendo aprimoramentos em todas essas tecnologias.

Site oficial da Aorus GeForce RTX 3080 Master
ANÁLISE: NVIDIA GeForce RTX 3080 Founder Edition

O projeto da Gigabyte já sai da caixa com um overclock considerável, com a AORUS RTX 3080 Master tendo como base 1845MHz (a placa referência opera em 1710Mhz). Ela é construída com um sistema de resfriamento impressionante devido ao seu porte, que avança para o terceiro slot PCIe, sendo umas das maiores placas que já testamos. Ela conta com um sistema triplo de fans e um design chamativo, com destaque a um painel LED personalizável na lateral.

O modelo que recebemos para testes possui dois conectores de energia, sendo uma das poucas RTX 3080 nesse perfil com essa configuração. A Aorus não demorou em lançar uma revisão com três conectores, e vamos ver mais sobre como essa configuração de energia mais limitada se sai em nossos testes.

Falar de preços é algo difícil em um cenário em que não dá nem para achar as placas disponíveis para compra, na maior parte das vezes.


RTX 30

A fabricação das Ampere ficará por conta da Samsung, com um novo processo: 8 nanômetros. Uma das principais novidades é a reestruturação dos Streaming Multiprocessor (SM), o bloco fundamental da estrutura de um chip Ampere, combinando shaders, núcleos tensores, núcleos RT e memórias. Os novos SM agora são capazes de entregar o dobro de performance em pontos flutuantes 32-bit (FP32).

A serie 30 aperfeiçoa o conjunto das três estruturas introduzidas com as RTX Turing

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Também foi introduzido a segunda geração de núcleos RT, o que dobrou a capacidade de realizar os cálculos de intersecções indispensáveis para acelerar o Ray Tracing. O resultado é um ganho de 34 TFLOPS de uma Turing para 58 TFLOPS em uma Ampere equivalente.

Os núcleos tensores também trazem evolução, o que inclui a capacidade de identificar dados menos relevantes da matriz e removê-los automaticamente. Assim temos um salto de 89 TFLOPS na abordagem "matriz não esparsa" das Turing para impressionantes 238 TFLOPS das matrizes esparsas das Ampere.

O uso de GDDR6X amplia a velocidade para 19Gbps nas Ampere topo de linha

Outra mudança importante acontece nas memórias. A Nvidia trabalhou em conjunto com a Micron para evoluir a tecnologia de memórias GDDR6. A solução encontrada para mais desempenho foi conseguir mexer no sinal da comunicação das memórias para incluir até 4 valores por ciclo, ao invés do tradicional booleano com só dois possíveis. O ajuste fino possibilita gradações de apenas 250mV, e com isso é possível o dobro de dados sendo enviados no mesmo período de tempo.

Essa nova tecnologia, batizada GDDR6X, está presente apenas na RTX 3080 e 3090, sendo que a RTX 3070 segue usando o GDDR6 tradicional, com o objetivo de melhorar o custo final do produto.


Comparativos técnicos

Abaixo tabelas comparativas da RTX 3080 Graffiti com outros modelos de RTX 3080:

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Comparativo

Aorus GeForce
RTX 3080 Master
ASUS ROG STRIX
RTX 3080 Gaming
OC
MSI GeForce RTX
3080 GAMING X
TRIO
NVIDIA GeForce
RTX 3080

Preços

Preço no lançamentoU$ 849,99 U$ 759,99 U$ 699,00
Preço atualizadoU$ 849,99 U$ 799,00 R$ 7.200,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação8nm 8nm 8nm 8nm
PCI-Express bus4.0 4.0 4.0 4.0
ChipAmpere GA102 Ampere GA102 Ampere GA102 Ampere GA102
Clock do GPU1440 MHz1440 MHz1440 MHz1440 MHz
Clock do GPU (Turbo)1845 MHz1905 MHz1815 MHz1710 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR6X GDDR6X GDDR6X GDDR6X
Interface de largura de BUS320 bit 320 bit 320 bit 320 bit
Quantidade de RAM10 GB 10 GB 10 GB 10 GB
Clock das memóriass1188 MHz1188 MHz1188 MHz1188 MHz
Clock efetivo19000 MHz19000 MHz19000 MHz19000 MHz
Largura de banda760.3 GB/s760.3 GB/s760.3 GB/s760.3 GB/s

Características Gerais

Shading Units8704 8704 8704 8704
TMUs272 272 272 272
ROPs96 96 96 96
Pixel Rate164.2 GPixel/s182.9 GPixel/s174.2 GPixel/s164.2 GPixel/s
Texture Rate465.1 GTexel/s518.2 GTexel/s493.7 GTexel/s465.1 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes29.77 TFLOPS33.16 TFLOPS31.60 TFLOPS29.77 TFLOPS

Design

Pinos de alimentação2 x 8 pinos 3x 8 pinos 3 x 8 pinos 1 x 12 pinos
Suporte à combinação de placasNÃO NÃO NÃO NÃO
Tipo de SlotQuatro slots Três slots Dois slots Dois slots
Comprimento da placa285 mm319 mm323 mm285 mm
TDP320 W320 W320 W320 W
Fonte recomendada750 W750 W750 W750 W
Conexões de vídeo3x DisplayPort 1.4a, 3x HDMI 2.1 3x DisplayPort 1.4a, 2x HDMI 2.1 3x DisplayPort 1.4a, 1x HDMI 2.1 3x DisplayPort 1.4a, 1x HDMI 2.1

Recursos

DirectX12 Ultimate 12 Ultimate 12 Ultimate 12 Ultimate
OpenCL2.0 2.0 2.0 2.0
OpenGL4.6 4.6 4.6 4.6
Shader6.5 6.5 6.5 6.5

Extras


Fotos

A RTX 3080 Master é uma das maiores placas que já testamos, no sentido literal da palavra. Seu design avança para o terceiro slot PCIe, e sua carenagem robusta faz essa placa grande parecer gigante. Definitivamente á uma opção a ser cogitada por quem quer uma placa imponente.

A RTX 3080 Master é uma das mais impressionantes placas que já vimos, com um design muito robusto e um belo display na lateral

Mas como se já não bastasse seu tamanho, a Aorus ainda colocou mais um elemento visual bastante chamativo: um display de LED na lateral, em uma ótima posição de visibilidade (exceto se você usa um riser cable). Essa tela é personalizável, e pode ser usada para mostrar informações do hardware, como temperatura e frequência, também pode ter qualquer imagem colocada ou, talvez o mais curioso, tem uma espécie de tamagotchi com o mascote da linha Aorus, que vai crescendo com o tempo desde que a máquina foi ligada.

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O mais curioso é que, apesar de ser uma das maiores, ela é a mais modesta em outro atributo: conectores de energia. Com praticamente todos os modelos com três conectores de oito pinos, e todos os mais robustos com essa configuração, surpreende a Aorus ter utilizado apenas dois conectores de oito pinos nessa placa. É importante frisar que já saiu uma revisão desse produto com três conectores de energia.

Como falamos, é possível personalizar o display de várias formas, mostrando a temperatura, colocando alguma foto ou mesmo animações, tudo isso através de um software, onde também é possível controlar os LEDs RGB da placa.

Reparem na diferença de tamanho quando colocamos a placa ao lado do modelo referência. Parece que são placas com GPUs diferente pelos projetos tão distintos. Outro detalhe é que além do conector de energia, a Gigabyte adotou por adicionar ao todo seis conexões de vídeo, sendo três DisplayPort e três HDMI.


Sistema utilizado

Utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard Gigabyte Z390 Aorus Xtreme, processador Intel Core i9-9900K overclockado para 4.7GHz em todos os cores, além de 16GB de memórias através de 2 módulos de 8GB CL14 em dual-channel e frequência de 3200MHz. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas, já o overclock para 4.7GHz considera evitar mudanças no sistema que acabem influenciando os resultados, a tensão foi definida em 1.375v.

Nosso sistema será trocado em breve para um Ryzen 9 5900X

Abaixo fotos da placa instalada no sistema utilizado em todas nossas reviews de placas de vídeo:

Mais abaixo, os detalhes da máquina, sistema operacional, drivers e softwares/games utilizados nos testes, também um vídeo mostrando a máquina de review utilizado em todos os testes de placas de vídeo:

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i9-9900K @ 4.7GHz em todos os cores - ANÁLISE
- Placa-mãe Gigabyte Z390 Aorus Xtreme
- Kit de memórias G.SKILL TridentZ Royal 2x8GB 3200MHz
- SSD HyperX Fury RGB SSDANÁLISE
- SSD Seagate Firecuda 510 NVMe 2TB - ANÁLISE
- Sistema de refrigeração liquida Cougar Helor 360
- Fonte de energia Cougar CMX 1000W
- Gabinete Cougar Conquer
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits 2004 atualizado
- NVIDIA GeForce 460.xx

Aplicativos/Games:
- Adobe Premiere CC 2020 (renderização pelo GPU)
- Blender (renderização pelo GPU)
- V-Ray Benchmark (renderização pelo GPU)
- 3DMark (Fire Strike Ultra / Port Royal / DLSS Feature Test)
- Battlefield V (DX12)
- Flight Simulator 2020 (DX11)
- Metro Exodus (DX12)
- Red Dead Redepmtion 2 (Vulkan)
- Shadow of Tomb Raider (DX12)
- The Division 2 (DX12)
Wolfenstein: Youngblood (Vulkan)

GPU-Z
Abaixo a tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa.


Overclock

Conseguimos subir o clock do GPU em até 1945MHz em modo Turbo, já as memórias subiram até 20.6GHz, dentro de um cenário bom, mas que poderia ir além se a placa trouxesse mais um conector de energia, já que o projeto e o sistema de cooler induzem o limite do GPU. Sempre destacando que não fazemos mudanças na tensão da placa, logo os mais entusiastas podem alcançar clocks mais altos, mas certamente não recomendados para uso contínuo e que tendem a apresentar instabilidade do sistema.

OBS.: Faça overclock por sua conta e risco. Overclock pode resultar em perda de garantia.


Consumo de energia

Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos com o mesmo sistema, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo, que da uma noção de quanto um sistema completo consome. Comparações com testes de outros sites podem gerar resultados bem diferentes devido mudanças de sistemas utilizados.

Os testes consistem no consumo mínimo do sistema, quanto ele em modo ocioso após o teste de carga máxima, nesse caso rodando o 3DMark através do modo Fire Strike Ultra.

OBS.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 5W como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura

Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, existem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Por que a placa ficou com temperatura menor quando overclockada?
Essa é uma situação normal nas placas atuais. A rotação do FAN (ou dos FANs, dependendo o modelo) fica mais rápida e consequentemente fazem o GPU resfriar mais rapidamente, em alguns casos com temperatura menor do que em situação normal.

Por que a placa com sistema de cooler referência tem temperatura em modo ocioso menor que uma placa com cooler teoricamente melhor?
Porque placas de vídeo atuais com projetos de cooler melhores tendem a desligar os FANs quando a temperatura fica abaixo de números como 40, 45 ou mesmo 50 graus, assim quando os FANs ficam desligados a tendência é que a GPU não baixe a temperatura mais do que o limite que desliga os FANs.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

OBS.: As temperaturas podem variar bastante de acordo com a região do país, sistema onde a placa está instalada e teste utilizado.


Aplicativos

Com o aumento de aplicativos que tiram proveito do poder de processamento de GPUs, atualizamos nossa bateria de testes com alguns dos softwares mais importantes do mercado.

Adobe Premiere CC 2020
O Premiere da Adobe é referência mundial quando falamos em software para edição de vídeos, e que em suas últimas versões também tem aproveitado do benefício dos GPUs para ajudar a acelerar a renderização. Abaixo o comportamento das placas comparadas:

Blender
Outro belo teste para ver como se comporta a placa de vídeo na ajuda com o processo de renderização de imagens e vídeos. O Blender se destaca por ser de uso aberto e também atualizado com o que existe de tecnologias mais recentes no mercado.

V-Ray
O teste V-Ray Benchmark utilizado consiste no resultado de renderização com uso do GPU, mais um bom teste para ver como as placas podem ajudar a diminuir o tempo de trabalho em aplicações gráficas. Quanto menor for o tempo, melhor é o desempenho.


3DMark

E se falamos em benchmarks, não poderíamos deixar de fora um dos mais icônicos testes do mundo, especialmente para desempenho de placas de vídeo, o 3DMark. Nossa bateria consiste em três testes, porém 2 deles mostram tecnologias que apenas modelos mais recentes de placas trazem, Ray Tracing (Port Royal) e DLSS (DLSS Feature Test).

Rodamos a versão mais recente do aplicativo da UL Benchmark (que comprou a Futuremark), sendo que todos os testes consideram a configuração padrão do perfil, sem mudanças. Abaixo, os resultados:


Testes em games

Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"

Battlefield V
O game desenvolvido pela DICE segue como uma referência de qualidade gráfica, operando tanto na API DirectX 12 quando 11. O jogo também se tornou um marco nos games para PC ao ser o primeiro a introduzir a técnica de Ray Tracing híbrido da Nvidia através das placas GeForce RTX.


Flight Simulator 2020
O novo simulador de voo da Microsoft chegou com um hype imenso e logo se tornou uma referência quando se trata de gráficos de alta qualidade, com cenários incríveis beirando a realidade em vários momentos, ideal para ver o comportamento de placas de vídeo. Apesar de ser um game recente e da Microsoft, a API utilizado ainda é DX11.


Metro Exodus
A franquia Metro sempre é responsável por introduzir games com novos níveis de exigência para o hardware. Com gráficos capazes de "entortar" placas de vídeo, o jogo da 2A Games também se destaca por introduzir tecnologias como o Ray Tracing e o DLSS, recursos ainda exclusivos da linha GeForce RTX.


Red Dead Redepmtion 2
Game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento das placas de vídeo. Nosso teste considera o game rodando sobre a API Vulkan, que se comporta muito bem tanto em placas AMD como NVIDIA.


Shadow of Tomb Raider
O mais recente game da franquia da Lara Croft, Shadow of Tomb Raider traz ótimos gráficos exigindo muito das placas de vídeo. O game também tem suporte a DirectX 12 e suporte a tecnologia Ray Tracing.


Tom Clancy's The Division 2
The Division 2 usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, lidando com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela.


Wolfenstein: Youngblood
Para terminar, mais um game rodando sobre a API Vulkan, e novamente um game utilizando a tecnologia Ray Tracing, que deve ganhar cada vez mais espaço com a chegada de novos títulos. A IDTech fez um excelente trabalho entregando altas taxas de quadro de múltiplos perfis de hardware.


Gameplay em vídeo


Conclusão

Os gráficos de performance nos mostram como comparativos entre placas com o mesmo chip podem ser supreendentemente entediantes. A RTX 3080 Master fica "na mesma balada" que vários modelos high-end com esse chip da Nvidia, mostrando que esse deve ser o fator mais determinante na performance de uma placa de vídeo.

Mesmo com só dois conectores de 8 pinos, ela ficou com desempenho próximo dos melhores modelos da RTX 3080

Logo o que importa em um modelo é sua robustez no sistema de resfriamento e alimentação, para quem quiser buscar mais performance, e a eficiência no sistema de arrefecimento, para garantir boas temperaturas e com uma operação silenciosa. E, é claro, bom suporte nacional com garantia e RMA, então sempre fique de olho nessas características quando está comparando opções.

Falando da Master, a primeira descoberta interessante é que é possível ter uma RTX 3080 operando com apenas dois conectores de 8 pinos. A placa já chega com um overclock de fábrica, e conseguiu estar entre as melhores em performance em sua configuração original, com destaque principalmente para as excelentes temperaturas de operação.

O grande destaque da RTX 3080 Master é seu design muito imponente e detalhes como o display LED

Indo mais longe em OC, ela novamente não se sai mal mesmo com a estrutura de alimentação mais modesta. Seus 1930MHz é levemente abaixo dos 1980MHz que conseguimos configurar a Strix, mas não é um resultado ruim. Porém fica evidente que um terceiro conector de energia poderia dar mais margem para tentar ir mais longe, e a própria Aorus reconhece isso ao lançar uma revisão com mais um conector de oito pinos.

Para a conclusão, esse é aquele tipo de produto em que a relação entre custo e benefício já seria baixa em uma situação normal de mercado, e na realidade atual fica ainda mais impossível. É uma placa para quem está disposto a gastar, para em troca ter uma placa belíssima e muito imponente.

PRÓS
Performance para 4K/ultra/Ray tracing/60fps+
Ecossistema de games RTX mais maduro
Projeto imponente e muito frio
Tela de LED personalizável
HDMI 2.1, DLSS, Ray Tracing, RTX I/O, RTX Broadcast
CONTRAS
Só dois conectores de energia reduziu potencial de overclock
Preço elevado
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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