WD_Black SN850 - Testamos um dos SSD mais rápidos do mundo, em benchmarks

Modelo chega junto com outros da "2ª geração" de modelos PCIe 4.0 alcançando 7.000MB/s, em testes de benchmarks

Recebemos para análise um SSD WD_Black SN850, modelo topo de linha da Western Digital, alcançando velocidade de até 7.000MB/s, entre os mais rápidos do mercado e que fazem parte da "segunda geração" de SSDs NVMe PCIe 4.0, em alguns casos superando os 7.000MB/s. Os primeiros modelos com esse nível de velocidade começaram a chegar ao mercado em agosto de 2020.

Site oficial dos modelos WD_Black SN850

A linha WD_Black SN850 tem por enquanto modelos com 3 capacidades, 500GB(o analisado), 1TB e 2TB. Além desses três modelos, a empresa também oferece a possibilidade das mesmas capacidades com um dissipador integrado, visando menores temperaturas, além de proporcionar um visual mais refinado. Os modelos trazem controlador SanDisk de 8 canais e são baseados no formato M.2 2280 e conexão PCIe 4.0 x4 com protocolo NVMe 1.4, alcançando até 7.000MB/s de leitura sequencial e até 5.300MB/s escrita sequencial na versão mais rápida.

A primeira geração de SSDs PCIe 4 alcançava 5.000MB/s, a segunda ultrapassa 7.000MB/s

Em cenário internacional o modelo com 500GB foi anunciado por US$149,99, o de 1TB por US$229,99 e o de 2TB por US$449,99, isso em se tratando das versões sem o dissipador, naturalmente com o dissipador os valores ficam acima. No Brasil os modelos chegaram custando a partir de R$1.400 na versão de 500GB, cerca de R$2.100 na versão de 1TB e incríveis R$4.000 na versão com 2TB, todas sem dissipador.


Guia completo sobre SSD - Tecnologias, formatos, capacidade, testes, preços e mais

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De informações técnicas a comparativos entre modelos antigos e novos com atualizações constantes


Especificações

O controlador da linha SN850 é um modelo Sandisk de 8 canais. Para quem não está informado, a WD comprou a Sandisk faz alguns anos, e ultimamente vem migrando os SSD da marca Sandisk para WD, sendo que os modelos focados no público utilizam a marca WD_Black.

Toda a linha é baseada no formato M.2 2280, conexão PCIe 4.0 x4 e protocolo NVMe 1.4, o que existe de mais atual em tecnologia para esse tipo de produto. O tipo de memórias utilizado é BiCS4 96L TLC com TBW de 300, 600 e 1.200 para os modelos de 500GB, 1TB e 2TB respectivamente. Em se tratando de velocidades, todos alcançam até 7.000MB/s de leitura sequencial, com escrita de 4.100MB/s para o modelo de menor capacidade, 5.300MB/s para o de 1TB e 5.100MB/s para o modelo de 2TB.

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Já quando falamos de leitura randômica, temos 800.000 IOPS para o modelo de 500GB e 1.000.000 para os modelos de 1TB e 2TB, com escrita randômica em 570.000 para o modelo de 500GB, 720.000 para o modelo de 1TB e 710.000 para o modelo de 2TB, indicando assim que a versão mais rápida entre os três é a com 1TB de armazenamento.

Uma coisa que me frustrou foi o TBW, que ficou muito abaixo nessa nova geração de SSDs PCIe 4.0 quando comparado a primeira geração. Comparando a versão de 1TB do SN850 com um modelo Cardea ZERO Z440 1TB da Team Group, é possível ver que o TBW caiu de incríveis 1800 para 600, ou seja, um terço da garantia de vida que tinha a primeira geração. E essa medida também vale para os modelos Samsung 980 PRO também como podem ver.

Versões com e sem dissipador

A WD, assim como nos modelos SN750, lançou versões com e sem dissipador de todas as três capacidades da linha SN850. Não sabemos quanto esse dissipador fará diferença na dissipação de calor, mas é sabido que essa segunda geração de SSDs PCIe 4.0 esquentam mais do que a primeira, justamente por alcançarem velocidades consideravelmente acima. Esperamos em breve também testar a verão com dissipador, que no quesito especificação técnica, é exatamente o mesmo que a versão sem dissipador, já que se tratam exatamente do mesmo produto.

Abaixo, tabela comparativa entre o SSD analisado com alguns outros modelos do mercado.

Comparativo

WD Black SN850Samsung 980 PROT-FORCE Cardea
ZERO Z440
WD Black SN750

Preços

Preço no lançamentoU$ 149,99 U$ 149,99 U$ 190,00 U$ 129,99
Preço atualizadoU$ 149,99 U$ 149,99 U$ 190,00 R$ 700,00

Características

Capacidades500GB, 1TB, 2TB 250GB, 500GB e 1TB 1TB(cadastrada), 2TB 250GB, 500GB, 1TB e 2TB
InterfacePCIe 4.0 x4 - NVMe 1.4 PCIe 4.0 x4 - NVMe 1.3c PCIe 4.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3
Interface de ConexãoM.2 2280 M.2 2280 M.2 2280 M.2 2280
ControladorSanDisk 8-Channel Samsung Elpis Phison PS5016-E16 WD
Tipo das memóriasBiCS4 96L TLC Samsung 1xxL V-NAND TLC 3D-NAND TLC, 96 Layer (BiCS5) SanDisk 64-layer TLC
Leitura Sequencial7000 MB/s6400, 6900, 7000 MB/s5000 MB/s3100, 3470, 3470, 3400 MB/s
Escrita Sequencial4100, 5300, 5100 MB/s2700, 5000, 5000 MB/s4400 MB/s1600, 2600, 3000, 2900 MB/s
Leitura Aleatória800k, 1000k, 1000k IOPS500k, 800k, 1000k IOPS750.000 IOPS220k, 420k, 515k, 480k IOPS
Escrita Aleatória570k, 720k, 710k IOPS600k, 1000k, 1000k IOPS750.000 IOPS180k, 380k, 560k, 550k IOPS
Classificação de resistência300, 600, 1200 TBW150, 300, 600 TBW1800 TBW200, 300, 600, 1200 TBW
Garantia5 anos 5 anos 5 anos 5 anos
Site oficialLinkLinkLinkLink

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Fotos

A linha WD_Black SN850 é composta por 3 diferentes capacidades, mas com duas variações em cada uma delas como colocamos acima, com a sem dissipador de calor. Nós recebemos a versão sem dissipador. Mais adiante nos testes de temperatura colocarei minhas considerações sobre essa versão, mas não poderei fazer um comparativo do quão eficiente é a versão com dissipador é.

O formato é o tradicional M.2 2280, compatível com toda placa-mãe atual, sendo também retro compatível com modelos de placas com conexão PCIe 3.0, logicamente, ficando limitado a velocidade da conexão que ele estiver utilizando.

Nas fotos abaixo colocamos o SN850 analisado ao lado de dois SSDs da linha SN750, sendo um com e outro sem dissipador. É possível notar que tanto a geração anterior como a nova, possui as memórias em apenas um lado do PCB, isso é bom especialmente quando se trata de utilizar o SSD em notebooks ultra finos, que tem espaço bastante reduzido e em alguns casos onde o notebook sequer suporta modelos de SSD com memórias em ambos os lados.


Sistema utilizado

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Antes dos testes, aqui está a configuração do sistema utilizado, além de uma foto do SSD instalado na plataforma. Optamos por esse conector M.2 por ser uma posição tradicional e que está disponível em muitos modelos, inclusive em Mini-ITX. Sendo assim, é um cenário mais comum para tomar como base o teste de temperatura.

Máquina utilizada nos testes
- Mainboard Gigabyte X570 AORUS Master [análise]
- Processador AMD Ryzen 9 3900X [análise]
- Placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 2080[análise]
- Memórias G.Skill TridentZ RGB 16GB (2x8GB) [site oficial]
- SSD XPG Gammix S50 PCIe 4.0 2TB [análise]
- Fonte Thermaltake Toughpower 850W Gold [site oficial]

O SISTEMA NÃO RODA ANTI VÍRUS OU
APLICATIVOS QUE POSSAM INTERFERIR NOS TESTES

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 10 Pro 64 Bits

Aplicativos/Games:
- AS SSD Benchmark 2.x
- ATTO Benchmark 4.x
- Battlefield V (DX12)
- BootRacer 7.x
- CrystalDiskMark 6.x
- DiskBench


Aplicativo e Firmware

Gosto bastante do aplicativo da WD para gerenciar seus SSDs. O Dashboard traz uma série de informações importantes, além de algumas funcionalidades úteis. É possível ver a temperatura do SSD, como está o tempo de vida dele, atualizar o firmware e também apagar o SSD sem deixar nenhum dado que possa ser recuperado, importante para segurança em alguns cenários. Desde que começamos os testes, uma firmware foi liberada, mas não notamos mudanças no comportamento do SSD.

Um detalhe que vale ser mencionado é que a empresa tem um perfil "Modo de jogo" dentro desse software, mas que na prática não mostrou melhorias reais nos testes que fizemos.

Abaixo, tela do Crystal Disk Info com alguns detalhes técnicos do SSD analisado. Em seguida, gráficos comparativos:


Temperatura + FLIR

É importante destacar que em nossos testes não utilizamos qualquer dissipador ou solução que possa interferir a favor do SSD no quesito temperatura - se isso não vier com o SSD, logicamente. Com isso, visamos ter um cenário real para quem compra, apesar da mudança de temperatura que ocorre dependendo do sistema onde o SSD é instalado.

Trocar a conexão M.2 do drive na placa-mãe
pode resultar em mudança superior a 10º

Câmera termal FLIR
Antes dos testes pelo sensor de temperaturas, abaixo algumas fotos com a câmera termal FLIR ONE Pro. Procurei mostrar todas as partes do SSD, do inicio ao final, onde podemos inclusive ver a variação de temperatura pelo corpo do SSD, sendo que as fotos foram tiradas durante o teste do ATTO4. Ao comparar os testes da câmera com o informado pelo sensor do SSD, vemos que ele pode esquentar mais em alguns locais.

Das três conexões M.2 existente na mainboard que utilizamos, colocamos ele na conexão acima da placa de vídeo e próxima ao processador, por se tratar de um local comum em vários modelos que trazem apenas uma conexão, inclusive placas em formato Mini-ITX.


Testes sintéticos

AS SSD Benchmark

Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD, HD etc.

O aplicativo faz uma série de testes em diversas situações de leitura e escrita e, no final, gera uma pontuação com a média entre todos os testes. Confiram abaixo:

ATTO Disk Benchmark

Outro famoso aplicativo para teste de desempenho de unidades de armazenamento é o ATTO. Vejam abaixo o comportamento dos modelos comparados:

CrystalDiskMark

Com o aplicativo CrystalDiskMark versão 6, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar dois resultados indicados pelos próprios desenvolvedores: o teste "SeqQ32T1" e o "4KiB Q32T1". Abaixo, os scores em modo leitura e escrita:


Testes práticos

Carregando um game (Battlefield V)

Outro teste interessante é o carregamento de um game. Para isso, utilizamos o Battlefield V, com teste em cima do mesmo mapa que utilizamos em boa parte das nossas reviews de placas de vídeo. O conceito foi simples: medir o tempo que levou da hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa. Porém, executamos o teste e depois carregamos novamente o mesmo mapa na sequência para ver como é o comportamento após o sistema já ter o mapa "pré-carregado" na memória.

A segunda vez que se carrega um mesmo mapa
demora o mesmo tempo em um SSD ou em um HD

Tempo de BOOT (Windows 10 Pro 64 bits)

Com o software BootRacer, medimos o tempo necessário para inicializar o sistema operacional, um dos principais atrativos de drives SSD.

O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo. Por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho.


Cópia de arquivo - SSD NVMe

Abaixo, os testes de desempenho em cópia utilizando um SSD padrão NVMe de alto desempenho para enviar e também receber. Sendo assim, tiramos o fator limitador de velocidade de um drive mais lento, como aconteceria com um HD padrão Sata3, já que o SSD utilizado, um Gigabyte AORUS PCIe 4.0, tem velocidade de leitura de até 5.000 MB/s e escrita de 4.400MB/s.

O teste utiliza o aplicativo DiskBench para o processo.

Para o cenário ideal em cópia, ambos os drives precisam ser rápidos

Drive analisado para SSD PCIe 4.0 NVMe M.2 2TB (leitura)

Neste teste, copiamos os arquivos do drive analisado para um SSD NVMe de alto desempenho. Este seria o teste de leitura, já que ele não escreve nada no drive analisado.

NESSE GRÁFICO COLOQUEI UM TESTE DO SN850 COPIANDO PARA ELE MESMO, E AINDA ASSIM O DESEMPENHO NAO FOI MELHOR DO QUE SSDS TEORICAMENTE MAIS LENTOS.

SSD PCIe 4.0 NVMe M.2 2TB para drive analisado (escrita)

Invertendo o processo, agora copiamos os arquivos do SSD Gen4 para o drive analisado, consistindo em um teste prático de escrita, já que os dados estão sendo gravados no drive. 


Conclusão

Depois de testar vários modelos de SSD PCIe 4.0 com o controlador Phison PS5016-E16, cheguei a conclusão que não fazia mais sentido fazer testes com a primeira geração de SSDs PCIe 4.0, afinal TODOS, sem exceção, utilizavam o mesmo controlador e memórias semelhantes, logo, por uma questão lógica eram praticamente todos iguais, ficando por conta de acabamento, softwares que acompanham o SSD e preferência de marca, além é claro do preço, os diferenciais para a escolha. Finalmente os SSD PCIe 4.0 de "segunda geração" (por assim dizer) como os da linha WD_Black SN850 chegaram, alcançando 7.000MB/s em leitura sequencial e modelo até passando dos 7.500MB/s, mas ai vem a pergunta: onde vou ver esse ganho na prática? Era uma de minhas dúvidas ao fazer a primeira análise e minha resposta é: Não sei!

Um dos SSDs mais rápidos do mundo alcançando até 7.000MB/s, em benchmarks

Assim como várias empresas, a WD lançou no final do ano passado a linha WD_Black SN850, que assim como os modelos da linha SN750, tem versões com e sem dissipador de calor, e ao menos por enquanto, com disponibilidade em três capacidades, 500GB, 1TB e 2TB. O modelo que recebemos é o mais barato de toda a linha, 500GB sem dissipador, alias, mais barato da linha não quer dizer barato, mas falaremos sobre isso daqui a pouco. O ponto é que essa linha alcança até 7.000MB/s de leitura sequencial nos três modelos, com mudanças em outras métricas dependendo a capacidade. Se compararmos com um SSD PCIe 4.0 de primeira geração, temos um aumento de 5000MB/s para 7.000MB/s, ganho teórico de 40% nesse caso. Mas e na prática? Bom, na prática o desempenho ficou próximo dessa velocidade em alguns testes sintéticos, mas ainda não é possível ver grandes ganhos práticos. Alias, já não era possível ver ganhos reais antes como eu sempre reforço em minhas análises de SSD. Nunca consegui ver um SSD PCIe 4.0 mostrar a que veio frente a um SSD PCIe 3.0 bom, e agora novamente não vi também.

Em testes práticos de cópia os resultados foram abaixo do esperado

Nos testes que eu mais esperava algo de novo, de cópia de arquivos, o SN850 não se mostrou melhor que um bom SSD PCIe 3.0 como o modelo Samsung 960 EVO, e que fique claro, isso não é algo que está associado a esse modelo da WD analisado, mas sim a qualquer outro SSD, eu sequer conheço algum teste prático realmente interessante para ver o porque dos SSDs PCIe 4.0, inclusive dessa nova geração prometendo alcançar até 7.000MB/s. Fica até frustrante analisar SSDs sem ver ganhos práticos reais, apenas em testes sintéticos como ATTO, Crystal Disk Mark etc. Ahhhh, só pra reforçar também, testei em uma placa TOP X570 e também em uma TRX40, que tem mais linhas PCI-Express, que teoricamente em algum momento poderiam gerar alguma limitação, mas os resultados foram semelhantes.

Isso quer dizer que ele não é bom? Claro que não, mas não tem sentido investir uma grana ainda maior do que a primeira geração de SSDs PCIe 4.0, que já eram caros. Talvez alguns modelos de primeira geração acabem recebendo cortes de preço, e esses sim podem ser boas opções, porque além de alta velocidade, também tem um TBW mais alto, outra coisa que acabou gerando uma frustração, já que TBW é uma métrica de vida útil do SSD, quanto maior o TBW, mais dados ele pode suportar sendo gravados e por lógica, mais tempo de vida ele terá. Fazendo novamente uma comparação com modelos PCIe 4.0 de primeira geração, esses novos modelos alcançando em média até 7.000MB/s tem nada menos do que 1/3 do tempo de vida garantido pelas fabricantes, ou seja, se antes era possível gravar 120GB por dia, agora caiu para 40GB por dia. As métricas de TBW ainda são bem altas, melhores que SATA e que garantem uma boa longevidade, mas o retrocesso nessa especificação foi alto de mais, e como na prática ainda não vemos o real ganho, é mais um contra.

As velocidades mais altas acabaram trazendo como efeito colateral temperaturas mais altas e tempo de vida mais curto

Outro detalhe a ser destacado, o SSD esquentou consideravelmente mais do que um modelo PCIe 4 de primeira geração. Deduzo que isso pode acontecer por se tratar de um modelo com velocidade muito alta, e dessa forma foi colocado no limite, inclusive por esse motivo esses modelos mais rápidos demoraram tanto para chegar, e essa temperatura mais alta também explica o TBW bem menor, já que aquecimento nesse nível age diretamente no tempo de vida dos componentes. Acho que optar pelos modelos com dissipador por ser uma boa opção caso sua mainboard não traga esse tipo de solução, já para um notebook, não sei como ficaria esse quesito, mas me parece uma situação que deve ser evitada.

Como outros pontos que eu gostaria de ressaltar. Cada vez mais me parece que o PCIe 4.0 chegou como uma necessidade do mercado em oferecer novidades, porque vi poucos ganhos reais em todos os tipos de componentes, especialmente pelos valores que cobram por um SSD PCIe 4.0 por exemplo. Naturalmente os novos modelos, por se tratar de novidade e do que existe de melhor, chegam com valores altíssimos, mas que na prática simplesmente não se justificam, já que eles se mostram realmente melhores em testes sintéticos, quando o negócio é cópia de arquivos, uma vez ou outra tem ganho real, já que utilizamos o melhor resultado após cada 3 testes, e boa parte das vezes os resultados apresentados são inferior a modelos PCIe 3.0, bem frustrante.

Um SSD PCIe 4.0 dessa nova geração com capacidade de 1TB vai custar na casa de R$2.000, pouco mais ou pouco menos. Um valor alto considerando que um modelo PCIe 4.0 de primeira geração de mesma capacidade pode ser encontrado por valores na casa de R$1.400, as vezes menos, e ainda com temperaturas mais baixas e maior durabilidade.

Será que só o PS5 consegue tirar proveito de um SSD "ultra rápido", tenho minhas dúvidas se vai fazer diferença...

Quase que posso garantir, sem sequer ter testado outros modelos que essa será uma constante nessa nova geração de SSDs PCIe 4.0 de alta velocidade, modelos que em alguns testes sintéticos mostram velocidades próximas do que prometem, mas que na prática não se justificam frente a bons modelos PCIe 3.0 e a primeira geração PCIe 4.0. Alias, estou ansioso para ver como o PS5 vai tratar a possibilidade de adicionar um SSD em seu slot M.2, se vai ou não fazer diferença um bom modelo PCIe 3.0 frente a um modelo PCIe 4.0 que teoricamente tem o dobro da velocidade como esses SN850. Resumindo, boas especificações não são garantia de maior velocidade, sem contar todo o conjunto de hardware necessário para fazer um SSD PCIe 4.0 se mostrar mais eficiente.

PRÓS
Os tempos de leitura e escrita mais rápidos do mercado atualmente
5 anos de garantia
CONTRAS
Preço altos e bem acima de modelos PCIe 3.0 atualmente
Esquenta bem mais que os primeiros SSDs PCIe 4.0 lançados
SSD só se mostrou realmente mais rápido em benchmarks sintéticos
Tags
ssd
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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