Placa de vídeo AORUS RX 6800 XT Master - um belíssimo e robusto projeto com o chip Radeon

Placa tem excelente resfriamento, margem de OC e diferenciais como tela LED

A AORUS RX 6800 XT Master é uma placa de vídeo robusta com o chip de alta performance RX 6800 XT, o mais indicado para uma máquina gamer topo de linha. É um componente voltado a usuários exigentes, que querem jogar em resolução 4K, alta qualidade gráfica e altas taxas de quadro, tudo junto. O projeto robusto da Gigabyte tem o objetivo de manter esse chip silencioso e frio, mesmo em alta carga. Existe duas variações do modelo Master, sendo um chamado de Type C, modelo que analisamos. A diferença entre os dois fica exclusiva as conexões da placa.

A principal novidade dessa geração é a introdução da microarquitetura RDNA2, a mesma que está implementada na nova geração de consoles, que conta com o Xbox Series S, Series X e o Playstation 5. Ela traz saltos relevantes, prometendo entregar o dobro de performance e muito mais eficiência comparada a uma placa RDNA 1, como a Radeon RX 5700 XT.

Site oficial da Gigabyte AORUS RX 6800 XT Master

O projeto da Aorus tem entre seus destaques oi Max-covered Cooling, composto por duas fans de 115mm e uma de 100mm com giros alternados, criados para criar o máximo de fluxo e pressão de ar, combinado com um conjuto de aletas anguladas e uma larga estrutura em cobre para dissipação de calor. O design também é impressionante, com um visual bastante avantajado e a presença de um dislplay LCD na lateral, servindo tanto para exibir informações de funcionamento quanto para colocar animações, imagens ou mensagens personalizadas.

A Radeon RX 6800 XT foi introduzida no mercado pelo preço sugerido de US$ 649 -  deixando ela 50 dólares mais barata que a rival direta GeForce RTX 3080. A realidade atual do mercado tornou impossível qualquer tentativa nossa, porém, de fazer comparativos levando em consideração o preço. A baixa disponibilidade e grande variação de valores torna impossível criar um texto que não fique rapidamente defasado.

No momento que esse texto é escrito, não encontramos nenhum exemplar para compra disponível no Brasil, porém por conta de seu projeto robusto, muito possivelmente será encontrado com um valor consideravelmente alto, já que nos EUA ela custa incríveis US$250 acima dos US$ 649 sugeridos pelos modelos mais baratos com esse GPU, que diga-se de passagem, nunca esteve próximo de acontecer, sempre com valores bem mais altos, mesmo internacionalmente.


RDNA2

A RDNA2 chega com importantes saltos em performance e eficiência comparados à geração anterior. A AMD afirma que os novos chips baseados em RDNA2 conseguem entregar um salto de performance com o dobro de desempenho, e um salto de eficiência com até 54% mais performance por watt consumido.

A nova microarquitetura da AMD ainda é baseada na mesma litografia de 7 nanômetros utilizada na RDNA de primeira geração, por exemplo. Os ganhos foram alcançados através de otimização de fabricação. O resultado é um consumo de energia até 50% menor para operar nas mesmas frequências das RDNA 1, ou no mesmo nível de consumo subir em 30% a frequência de operação.

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Esses ganhos foram resultado de uma série de otimizações, como aumento de refinamento nas variações de frequência, clocks de operação mais altos, redesenho da pipeline, melhor distribuição de geometria e tesselação. Porém, sem dúvidas, uma das tecnologia que traz mudanças mais profundas é a Infinity Cache.

Com os ciclos de trabalhos cada vez mais pesados, a AMD usou uma abordagem diferente das memórias mais rápidas GDDR6X e interface maior das GeForce RTX 30. Trazendo a expertise da área de processadores com os chiplets, a AMD introduziu 128MB de memória atuando como um cache de nível 3. Trazendo um conceito parecido com o Infinity Fabric, presente nos Ryzen, essa tecnologia foi batizada de Infinity Cache.

Essa nova tecnologia também é em parte responsável pela maior eficiência energética das RDNA2, enquanto também reduz a latência em 34%, em média, comparada com as RDNA de primeira geração.

Outra novidade importante é a introdução de hardware dedicado a acelerar o processo do Ray Tracing. Para isso, a AMD implementou um "Ray Acelerator" por unidade computacional, entregando até 10x mais performance que a implementação via software. Essas unidades tem o objetivo de calcular as intersecções do traçamento dos raios de luz, processo que é finalizado pelos shaders tradicionais das unidades computacionais. Com isso, ficam viabilizados efeitos como reflexos realistas e iluminação global dinâmica, com sombras e iluminação mais realista.

Além do Ray Tracing, as RDNA2 trazem suporte a recursos como o Variable Rate Shadding, que possibilita dedicar menos poder de processamento em partes da imagem; a introdução dos Mesh Shaders, uma implementação muito mais eficiente do uso dos recursos dos shaders; e Sampler Feedback, que usa dados do quadro anterior para determinar de forma mais eficiente como será o carregamento de texturas. Todos esses recursos somados são essenciais para melhor uso do hardware e para viabilizar gráficos mais aprimorados, com bom nível de desempenho.

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Abaixo, tabelas de especificações comparando da placa analisada e de outros modelos.

Comparativo

AMD Radeon RX
6900 XT
AORUS Radeon RX
6800 XT MASTER
ASUS ROG Strix
LC Radeon RX
6800 XT
AMD Radeon RX
6800 XT

Preços

Preço no lançamentoU$ 999,00 U$ 899,00 U$ 899,99 U$ 649,00
Preço atualizadoU$ 999,00 U$ 899,00 U$ 899,99 U$ 649,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação7 nm 7 nm 7 nm 7 nm
PCI-Express bus4.0 4.0 4.0 4.0
ChipNavi 21 XTX Navi 21 XT Navi 21 XT Navi 21 XT
Clock do GPU1529 MHz1825 MHz1825 MHz1487 MHz
Clock do GPU (Turbo)2250 MHz2310 MHz2360 MHz2250 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR6 GDDR6 GDDR6 GDDR6
Interface de largura de BUS256 bit 256 bit 256 bit 256 bit
Quantidade de RAM16 GB 16 GB 16 GB 16 GB
Clock das memóriass2000 MHz2000 MHz2000 MHz2000 MHz
Clock efetivo16000 MHz16000 MHz16000 MHz16000 MHz
Largura de banda512 GB/s512 GB/s512 GB/s512 GB/s

Características Gerais

Shading Units5120 4608 4608 4608
TMUs320 288 288 288
ROPs128 128 128 128
Pixel Rate288 GPixel/s295,7 GPixel/s302.1 GPixel/s288 GPixel/s
Texture Rate720 GTexel/s665,3 GTexel/s679.7 GTexel/s648 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes23.04 TFLOPS21,29 TFLOPS21.75 TFLOPS20.74 TFLOPS

Design

Pinos de alimentação2x 8 pinos 2x 8 pinos 2x 8 pinos 2x 8 pinos
Suporte à combinação de placasN/A N/A N/A N/A
Tipo de SlotTrês slots Dois slots Dois slots Dois slots
Comprimento da placa267 mm319 mmN/A mmN/A mm
TDP300 W300 W300 W300 W
Fonte recomendada850W W700W W750W W750W W
Conexões de vídeo2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI, 1x USB-C 2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.1, 1x USB-C 2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.1, 1x USB-C 2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI, 1x USB-C

Recursos

DirectX12 Ultimate 12 Ultimate 12 Ultimate 12 Ultimate
OpenCL2.0 2.0 2.0 2.0
OpenGL4.6 4.6 4.6 4.6
Shader6.5 6.5 6.5 6.5

Extras

Extras Infinity Cache Display integrado Infinity Cache, Liquid Cooler Infinity Cache

Esse modelo está entre os quatro que comparamos e passarem por aqui como podem ver no vídeo abaixo:


Fotos

A linha Master, tanto quando falamos de Radeon RX 6000 quando falamos de GeForce RTX 30, veio com modelos bem importantes, seja no tamanho, ou na qualidade dos componentes e acabamento, incluindo display LED personalizável e como não poderia deixar de ser, LEDs RGB.

A RX 65800 XT Master é uma placa monstruosa, com projeto bem grande, entre os maiores do mercado. Traz sistema de cooler com 3 FANs, algo que virou padrão nesse perfil de produto, alguns LEDs, também padrão, e curiosamente outro padrão em TODAS as RX 6800 XT que vimos, apenas 2 conexões de energia de 8 pinos, desde o modelo mais simples ao mais potente, não vimos uma placa com mais de 3 conexão por aqui ainda.

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Ela traz um seletor de BIOS, também padrão em placas RX 6800 XT, mas uma novidade que poucos modelos trazem, um display LED personalizável, onde você pode colocar uma animação qualquer, uma foto ou melhor, mostrar a temperatura da placa, bem interessante se ela ficar na posição tradicional dos gabinetes.


Sistema utilizado

Utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard Gigabyte Z390 Aorus Xtreme, processador Intel Core i9-9900K overclockado para 4.7GHz em todos os cores, além de 16GB de memórias através de 2 módulos de 8GB CL14 em dual-channel e frequência de 3200MHz. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas. Já o overclock para 4.7GHz considera evitar mudanças no sistema que acabem influenciando os resultados. A tensão foi definida em 1.375v.

A nova máquina de review será baseada em um Ryzen 9 5900X e terá novos testes e games

Mais abaixo, os detalhes da máquina, sistema operacional, drivers e softwares/games utilizados nos testes. Também um vídeo mostrando a máquina de review utilizada em todos os testes de placas de vídeo:

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i9-9900K @ 4.7GHz em todos os cores - ANÁLISE
- Placa-mãe Gigabyte Z390 Aorus Xtreme
- Kit de memórias G.SKILL TridentZ Royal 2x8GB 3200MHz
- SSD HyperX Fury RGB SSDANÁLISE
- SSD Seagate Firecuda 510 NVMe 2TB - ANÁLISE
- Sistema de refrigeração liquida Cougar Helor 360
- Fonte de energia Cougar CMX 1000W
- Gabinete Cougar Conquer
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits atualizado
- Adrenalin 20.12.1

Aplicativos/Games:
- Adobe Premiere CC 2020 (renderização pelo GPU)
- Blender (renderização pelo GPU)
- 3DMark (Fire Strike Ultra / Port Royal / DLSS Feature Test)
- Battlefield V (DX12)
- Flight Simulator 2020 (DX11)
- Metro Exodus (DX12)
- Red Dead Redepmtion 2 (Vulkan)
- Shadow of Tomb Raider (DX12)
- The Division 2 (DX12)

GPU-Z
Abaixo, a tela principal do GPU-Z, mostrando algumas das principais características técnicas da placa.


Overclock

Para o overclock, utilizamos o software que vem integrado aos drivers da AMD. Diferente da STRIX LC que colocamos tudo no máximo suportado pelo aplicativo, a Master ficou um pouco abaixo, porém ainda se saiu muito bem frente a solução referência, bastante limitada. Subimos o clock do GPU para 2650MHz, e das memórias para 18.480MHz, sem nenhuma mudança de tensão.

Não alcançou o limite de 2800MHz do GPU, mas ainda assim se saiu bem

Na review do modelo referência, o comportamento da placa em overclock foi bem diferente, subindo pouco. Destacamos que só consideramos o overclock quando ele finaliza TODOS os testes da bateria, se travar em ao menos um, fazemos mudanças até o overclock passar em todos os testes.

O sistema de resfriamento líquido da STRIX LC certamente fez diferente frente a esse modelo, situação que também deve acontecer com outros modelos baseados em cooler a ar.

OBS.: Faça overclock por sua conta e risco. Overclock pode resultar em perda de garantia.


Consumo de energia

Começamos pelos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos com o mesmo sistema, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo, que da uma noção de quanto um sistema completo consome. Comparações com testes de outros sites podem gerar resultados bem diferentes devido a mudanças de sistemas utilizados.

Os testes consistem no consumo mínimo do sistema, em modo ocioso e após o teste de carga máxima, nesse caso rodando o 3DMark através do modo Fire Strike Ultra.

OBS.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos de 5W a 10W como margem de erro, devido à variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura

Mais um teste muito importante quando falamos de placas de vídeo é a temperatura do chip. Os testes incluem o sistema em modo ocioso e em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistemas que desligam as fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, existem temperaturas consideravelmente acima da média para alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil, além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Por que a placa ficou com temperatura menor quando overclockada?
Essa é uma situação normal nas placas atuais. A rotação dos FANs fica mais rápida e consequentemente fazem o GPU resfriar mais rapidamente, em alguns casos com temperatura menor do que em situação normal.

Por que a placa com sistema de cooler referência tem temperatura em modo ocioso menor que uma placa com cooler teoricamente melhor?
Porque placas de vídeo atuais com projetos de cooler mais recentes tendem a desligar as FANs quando a temperatura fica abaixo de números como 40, 45 ou mesmo 50 graus. Assim, quando as FANs ficam desligadas, a tendência é que a GPU não baixe a temperatura mais do que o limite que desliga as FANs.

Primeiro, vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do modo Ultra.

OBS.: As temperaturas podem variar bastante de acordo com a região do país, sistema onde a placa está instalada e teste utilizado.


Aplicativos

Com o aumento de aplicativos que tiram proveito do poder de processamento de GPUs, atualizamos nossa bateria de testes com alguns dos softwares mais importantes do mercado.

Adobe Premiere CC 2020
O Premiere da Adobe é referência mundial quando falamos em software para edição de vídeos. Em suas últimas versões, ele tem aproveitado os benefícios das GPUs para ajudar a acelerar a renderização. Abaixo, o comportamento das placas comparadas:

Blender
Outro belo teste para ver como se comporta a placa de vídeo na ajuda com o processo de renderização de imagens e vídeos. O Blender se destaca por ser de uso aberto e também atualizado com o que existe de tecnologias mais recentes no mercado.


3DMark

E se falamos em benchmarks, não poderíamos deixar de fora um dos mais icônicos testes do mundo, especialmente para desempenho de placas de vídeo: o 3DMark. Nossa bateria consiste em três testes, porém 2 deles mostram tecnologias que apenas modelos mais recentes de placas trazem: Ray Tracing (Port Royal) e DLSS (DLSS Feature Test).

Rodamos a versão mais recente do aplicativo da UL Benchmark (que comprou a Futuremark), sendo que todos os testes consideram a configuração padrão do perfil, sem mudanças. Abaixo, os resultados:


Testes em games

Agora, vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"

Battlefield V
O game desenvolvido pela DICE segue como uma referência de qualidade gráfica, operando tanto na API DirectX 12 quando 11. O jogo também se tornou um marco nos games para PC ao ser o primeiro a introduzir a técnica de Ray Tracing híbrido da Nvidia através das placas GeForce RTX.


Flight Simulator 2020
O novo simulador de voo da Microsoft chegou com um hype imenso e logo se tornou uma referência quando se trata de gráficos de alta qualidade, com cenários incríveis beirando a realidade em vários momentos, e ideal para ver o comportamento de placas de vídeo. Apesar de ser um game recente e da Microsoft, a API utilizado ainda é DX11.


Metro Exodus
A franquia Metro sempre é responsável por introduzir games com novos níveis de exigência para o hardware. Com gráficos capazes de "entortar" placas de vídeo, o jogo da 2A Games também se destaca por introduzir tecnologias como o Ray Tracing e o DLSS, recursos ainda exclusivos da linha GeForce RTX.


Red Dead Redepmtion 2
Game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento das placas de vídeo. Nosso teste considera o game rodando sobre a API Vulkan, que se comporta muito bem tanto em placas AMD como NVIDIA.


Shadow of Tomb Raider
O mais recente game da franquia da Lara Croft, Shadow of Tomb Raider traz ótimos gráficos, exigindo muito das placas de vídeo. O game também tem suporte a DirectX 12 e suporte à tecnologia Ray Tracing.


Tom Clancy's The Division 2
The Division 2 usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, lidando com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela.


Vídeo de gameplay

Não fizemos um gameplay específico com a RX 6800 XT Master, mas temos ela lado-a-lado com outro "mostro" da Gigabyte, esse equipado com o chip RTX 3080. Nele dá para ter uma ideia do que essa placa tem para oferecer em ação.


Conclusão

O projeto da Aorus para RX 6800 XT é excelente. Em nosso gameplay, ela mantém uma frequência em alta carga na casa dos 2300MHz com temperaturas abaixo dos 70ºC, produzindo pouquíssimo ruído. Essa eficiência se reflete em nossos testes de performance, com ela mantendo essencialmente a mesma performance que os melhores projetos equipados com esse chip, o que inclui até mesmo o impressionante sistema de resfriamento líquido embarcado no modelo LC da Asus.

Um ótimo projeto com bons componentes, sistema de cooler e belo visual

Em overclock a placa também se sai bem, ficando estável mesmo com bastante aumento nas frequências das memórias e do chip gráfico. Nessa situação o sistema de resfriamento ainda mantém boa eficiência em termos acústicos e térmicos, e conseguimos um bom ganho de performance na casa dos 5%, e só não batendo os resultados do modelo com resfriamento líquido por motivos óbvios. Pena também que a AMD não liberou clocks mais elevados para tentarmos levar essa GPU ao seu limite, ainda dentro do software da própria empresa. Parece que há algumas placas que poderiam arriscar para além da barreira dos 2.5GHz.

Na batalha entre GeForces e Radeons, a RX 6800 XT aparece com um nível de performance semelhante ao da RTX 3080.  Além da tradicional comparação de preço, algo especialmente crucial nesses tempos de desabastecimento de hardware no mercado, também é relevante levar em consideração algumas tecnologias embarcadas na GeForces RTX, com um suporte mais maduro ao Ray Tracing, o codec Nvenc para quem faz live e o DLSS. Esses são fatores que são bastante importantes, especialmente se você está de olho em games dentro do ecossistema de tecnologias RTX.

Placa tem desempenho semelhante as RTX 3080, mas perde por não ter DLSS e recursos como NVenc

Em uso a RX 6800 XT da Aorus entrega o que esperamos desse chip robusto. É uma placa que supera qualquer jogo na resolução 4K com qualidade no Ultra e taxa de quadros alta. Em games que envolvem Ray Tracing, a ausência do DLSS faz com que ela precisa maneirar na resolução, e para RT o jogador terá que reduzir para QuadHD ou até 1080p para dar conta de um gameplay fluído. Para os fãs de games competitivos, ela irá trazer altíssima taxa de quadros nesse gênero, mesmo em resoluções altas e qualidade gráfica elevada.

Preço de US$649 das RX 6800 XT nunca existiram, mesmo quando disponíveis

O modelo Aorus RX 6800 XT Master é uma excelente placa com sistema de resfriamento eficiente e silencioso, bom potencial de overclock e um design muito robusto, que deve agradar um consumidor buscando montar uma máquina com belíssimo visual, com destaque para o painel de LED na lateral personalizável. Seu maior impeditivo, como é comum em produtos high-end, é o preço, caso você consiga encontrá-la disponível. Seu valor elevado deve ser levado em consideração na comparação da realidade atual de rivais como a RTX 3080, e também modelos mais modestos equipados com o chip RX 6800 XT que custa o mesmo, e faz o GPU alcançar seu limite. Esse último caso, você também vai abrir mão do visual e da maior margem para overclock, mas isso irá depender de quais são suas prioridades, e de qual a disponibilidade das placas, que chega a ser uma piada, tudo "OUT OF STOCK" no Brasil e internacionalmente.

PRÓS
Belíssimo projeto com direito a uma tela de LED personalizável
Alto potencial de overclock
4K em qualidade ultra acima dos 60fps
Saltos de performance e eficiência
Quantidade generosa de VRAM
CONTRAS
Muito cara, isso quando disponível no mercado
Na briga com a STRIX LC de mesmo valor, ela é menos atrativa
Algo equivalente ao DLSS faz falta
Atrás das GeForce em aplicações profissionais
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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