REVIEW: PCYes GeForce RTX 3080 Graffiti

Performance pouca coisa abaixo de rivais pode torná-la interessante com o preço certo

Depois da review da RTX 3070 da PCYes, agora vamos para a PCYes GeForce RTX 3080 Graffiti, uma placa topo de linha gamer baseada no chip "flagship para gamers" da Nvidia. Essa é uma placa para jogadores exigentes, que buscam um gameplay na resolução 4K, com nível de qualidade máximo, e que pretendem habilitar recursos RTX como o Ray Tracing em sua plenitude.

Falando de RTX 30 "Ampere", elas usam como fundação as tecnologias RTX introduzidas nas "Turing", a série 20 da empresa. Com isso temos estruturas híbridas, com os núcleos CUDA tradicionais combinados com núcleos RT para acelerar tecnologias de Ray Tracing e núcleos tensores para recursos avançados de deep learning.

Site oficial da PCYes GeForce RTX 3080 Graffiti
ANÁLISE: NVIDIA GeForce RTX 3080 Founder Edition

Nesse modelo temos o uso dos mesmos clocks presentes na Founders Edition da própria Nvidia, com clock base em 1440Mhz e boost em 1710MHz, colocando-a em desvantagem comparado a modelos mais robustos com OC de fábrica. Devido o GPU Boost, que aumenta frequências dinamicamente, na prática essa variação acaba dependendo muito mais da qualidade dos projetos, algo que vemos em ação, e não em tabelas de especificações.

Nesse cenário de terra-arrasada, com praticamente nada em estoque, a RTX 3080 da PCYes é uma das poucas disponíveis em nossa busca, no momento que essa análise é escrita, e seu valor de R$ 7.9 mil, dentro da média muito elevada que encontramos no mercado.


RTX 30

A fabricação das Ampere ficará por conta da Samsung, com um novo processo: 8 nanômetros. Uma das principais novidades é a reestruturação dos Streaming Multiprocessor (SM), o bloco fundamental da estrutura de um chip Ampere, combinando shaders, núcleos tensores, núcleos RT e memórias. Os novos SM agora são capazes de entregar o dobro de performance em pontos flutuantes 32-bit (FP32).

A serie 30 aperfeiçoa o conjunto das três estruturas introduzidas com as RTX Turing

Também foi introduzido a segunda geração de núcleos RT, o que dobrou a capacidade de realizar os cálculos de intersecções indispensáveis para acelerar o Ray Tracing. O resultado é um ganho de 34 TFLOPS de uma Turing para 58 TFLOPS em uma Ampere equivalente.

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Os núcleos tensores também trazem evolução, o que inclui a capacidade de identificar dados menos relevantes da matriz e removê-los automaticamente. Assim temos um salto de 89 TFLOPS na abordagem "matriz não esparsa" das Turing para impressionantes 238 TFLOPS das matrizes esparsas das Ampere.

O uso de GDDR6X amplia a velocidade para 19Gbps nas Ampere topo de linha

Outra mudança importante acontece nas memórias. A Nvidia trabalhou em conjunto com a Micron para evoluir a tecnologia de memórias GDDR6. A solução encontrada para mais desempenho foi conseguir mexer no sinal da comunicação das memórias para incluir até 4 valores por ciclo, ao invés do tradicional booleano com só dois possíveis. O ajuste fino possibilita gradações de apenas 250mV, e com isso é possível o dobro de dados sendo enviados no mesmo período de tempo.

Essa nova tecnologia, batizada GDDR6X, está presente apenas na RTX 3080 e 3090, sendo que a RTX 3070 segue usando o GDDR6 tradicional, com o objetivo de melhorar o custo final do produto.


Comparativos técnicos

Abaixo tabelas comparativas da RTX 3080 Graffiti com outros modelos de RTX 3080:

Comparativo

PCYes GeForce
RTX 3080
Graffiti Series
ASUS ROG STRIX
RTX 3080 Gaming
OC
MSI GeForce RTX
3080 GAMING X
TRIO
NVIDIA GeForce
RTX 3080

Preços

Preço no lançamentoR$ 7.100,00 U$ 849,99 U$ 759,99 U$ 699,00
Preço atualizadoR$ 7.100,00 U$ 849,99 U$ 799,00 R$ 7.200,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação8nm 8nm 8nm 8nm
PCI-Express bus4.0 4.0 4.0 4.0
ChipAmpere GA102 Ampere GA102 Ampere GA102 Ampere GA102
Clock do GPU1440 MHz1440 MHz1440 MHz1440 MHz
Clock do GPU (Turbo)1710 MHz1905 MHz1815 MHz1710 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR6X GDDR6X GDDR6X GDDR6X
Interface de largura de BUS320 bit 320 bit 320 bit 320 bit
Quantidade de RAM10 GB 10 GB 10 GB 10 GB
Clock das memóriass1188 MHz1188 MHz1188 MHz1188 MHz
Clock efetivo19000 MHz19000 MHz19000 MHz19000 MHz
Largura de banda760.3 GB/s760.3 GB/s760.3 GB/s760.3 GB/s

Características Gerais

Shading Units8704 8704 8704 8704
TMUs272 272 272 272
ROPs96 96 96 96
Pixel Rate164.2 GPixel/s182.9 GPixel/s174.2 GPixel/s164.2 GPixel/s
Texture Rate465.1 GTexel/s518.2 GTexel/s493.7 GTexel/s465.1 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes29.77 TFLOPS33.16 TFLOPS31.60 TFLOPS29.77 TFLOPS

Design

Pinos de alimentação2 x 8 pinos 3x 8 pinos 3 x 8 pinos 1 x 12 pinos
Suporte à combinação de placasNÃO NÃO NÃO NÃO
Tipo de SlotTrês slots Três slots Dois slots Dois slots
Comprimento da placa294 mm319 mm323 mm285 mm
TDP320 W320 W320 W320 W
Fonte recomendada750 W750 W750 W750 W
Conexões de vídeo3x DisplayPort 1.4a, 1x HDMI 2.1 3x DisplayPort 1.4a, 2x HDMI 2.1 3x DisplayPort 1.4a, 1x HDMI 2.1 3x DisplayPort 1.4a, 1x HDMI 2.1

Recursos

DirectX12 Ultimate 12 Ultimate 12 Ultimate 12 Ultimate
OpenCL2.0 2.0 2.0 2.0
OpenGL4.6 4.6 4.6 4.6
Shader6.5 6.5 6.5 6.5

Extras

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Fotos

Assim como a RTX 3070 Graffiti, a GeForce RTX 3080 Graffiti da PCYes usa como referência o modelo GamingPro da Palit, exatamente a mesma placa. Como destaques, um sistema de cooler com 3 FANs, 2 alimentadores de energia de 8 pinos, backplate com o visual Honeycomb, nome dado pela empresa para os vários furos que remetem a uma colmeia de abelhas.

Placa com projeto tradicional, sistema com 3 FANs, backplate e alguns LEDs RGB

Como toda placa nesse perfil, ela também traz alguns LEDs sobre seu corpo com 294mm de comprimento, 9mm a mais do que a referência, mas menor do que grande parte das placas com esse GPU, que ultrapassam os 300mm. Já em se tratando de conexões, as mesmas do modelo referência, 3x DisplayPort 1.4 e 1x HDMI 2.1.

RTX 3080 Graffiti vs RTX 3080 Founder
A placa da PCYes é levemente maior, e também traz um sistema de cooler semelhante a maioria dos modelos atuais, já a Founder tem um cooler utilizando um novo conceito implementado pela NVIDIA. É possível notar também que a PCYes requer 3 slots PCI-Express ai contrario de 2 da Fopunders. As conexões de vídeo são as mesmas, já de energia a placa da NVIDIA traz o ainda exclusivo conector de 12 pinos ao contrario de 2 de 8 pinos.

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RTX 3080 Graffiti vs RTX 3070 Graffiti
Quando colocamos o modelo 3080 ao lado do 3070 da linha Graffiti, a diferença é bem pequena, notada unicamente pela cor do PCB, puxando para um dourado na RTX 3080, e na cor preta na RTX 3070, de resto, visualmente são iguais.


Sistema utilizado

Utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard Gigabyte Z390 Aorus Xtreme, processador Intel Core i9-9900K overclockado para 4.7GHz em todos os cores, além de 16GB de memórias através de 2 módulos de 8GB CL14 em dual-channel e frequência de 3200MHz. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas, já o overclock para 4.7GHz considera evitar mudanças no sistema que acabem influenciando os resultados, a tensão foi definida em 1.375v.

Nosso sistema será trocado no inicio de 2021 para um Ryzen 9 5900X

Abaixo fotos da placa instalada no sistema utilizado em todas nossas reviews de placas de vídeo:

Mais abaixo, os detalhes da máquina, sistema operacional, drivers e softwares/games utilizados nos testes, também um vídeo mostrando a máquina de review utilizado em todos os testes de placas de vídeo:

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i9-9900K @ 4.7GHz em todos os cores - ANÁLISE
- Placa-mãe Gigabyte Z390 Aorus Xtreme
- Kit de memórias G.SKILL TridentZ Royal 2x8GB 3200MHz
- SSD HyperX Fury RGB SSDANÁLISE
- SSD Seagate Firecuda 510 NVMe 2TB - ANÁLISE
- Sistema de refrigeração liquida Cougar Helor 360
- Fonte de energia Cougar CMX 1000W
- Gabinete Cougar Conquer
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits 2004 atualizado
- NVIDIA GeForce 460.xx

Aplicativos/Games:
- Adobe Premiere CC 2020 (renderização pelo GPU)
- Blender (renderização pelo GPU)
- V-Ray Benchmark (renderização pelo GPU)
- 3DMark (Fire Strike Ultra / Port Royal / DLSS Feature Test)
- Battlefield V (DX12)
- Flight Simulator 2020 (DX11)
- Metro Exodus (DX12)
- Red Dead Redepmtion 2 (Vulkan)
- Shadow of Tomb Raider (DX12)
- The Division 2 (DX12)
Wolfenstein: Youngblood (Vulkan)

GPU-Z
Abaixo a tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa.


Overclock

Conseguimos subir o clock do GPU em até 1930MHz em modo Turbo, representando 220MHz de ganho, já as memórias subiram até 20.4GHz, levemente abaixo de outros modelos, mas ainda assim considerado bons clocks. Sempre destacando que não fazemos mudanças na tensão da placa, especialmente em um modelo com esse perfil, sequer é recomendado fazer isso para evitar um problema na placa e perda de garantia.

OBS.: Faça overclock por sua conta e risco. Overclock pode resultar em perda de garantia.


Consumo de energia

Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos com o mesmo sistema, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo, que da uma noção de quanto um sistema completo consome. Comparações com testes de outros sites podem gerar resultados bem diferentes devido mudanças de sistemas utilizados.

Os testes consistem no consumo mínimo do sistema, quanto ele em modo ocioso após o teste de carga máxima, nesse caso rodando o 3DMark através do modo Fire Strike Ultra.

OBS.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 5W como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura

Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, existem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Por que a placa ficou com temperatura menor quando overclockada?
Essa é uma situação normal nas placas atuais. A rotação do FAN (ou dos FANs, dependendo o modelo) fica mais rápida e consequentemente fazem o GPU resfriar mais rapidamente, em alguns casos com temperatura menor do que em situação normal.

Por que a placa com sistema de cooler referência tem temperatura em modo ocioso menor que uma placa com cooler teoricamente melhor?
Porque placas de vídeo atuais com projetos de cooler melhores tendem a desligar os FANs quando a temperatura fica abaixo de números como 40, 45 ou mesmo 50 graus, assim quando os FANs ficam desligados a tendência é que a GPU não baixe a temperatura mais do que o limite que desliga os FANs.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

OBS.: As temperaturas podem variar bastante de acordo com a região do país, sistema onde a placa está instalada e teste utilizado.


Aplicativos

Com o aumento de aplicativos que tiram proveito do poder de processamento de GPUs, atualizamos nossa bateria de testes com alguns dos softwares mais importantes do mercado.

Adobe Premiere CC 2020
O Premiere da Adobe é referência mundial quando falamos em software para edição de vídeos, e que em suas últimas versões também tem aproveitado do benefício dos GPUs para ajudar a acelerar a renderização. Abaixo o comportamento das placas comparadas:

Blender
Outro belo teste para ver como se comporta a placa de vídeo na ajuda com o processo de renderização de imagens e vídeos. O Blender se destaca por ser de uso aberto e também atualizado com o que existe de tecnologias mais recentes no mercado.

V-Ray
O teste V-Ray Benchmark utilizado consiste no resultado de renderização com uso do GPU, mais um bom teste para ver como as placas podem ajudar a diminuir o tempo de trabalho em aplicações gráficas. Quanto menor for o tempo, melhor é o desempenho.


3DMark

E se falamos em benchmarks, não poderíamos deixar de fora um dos mais icônicos testes do mundo, especialmente para desempenho de placas de vídeo, o 3DMark. Nossa bateria consiste em três testes, porém 2 deles mostram tecnologias que apenas modelos mais recentes de placas trazem, Ray Tracing (Port Royal) e DLSS (DLSS Feature Test).

Rodamos a versão mais recente do aplicativo da UL Benchmark (que comprou a Futuremark), sendo que todos os testes consideram a configuração padrão do perfil, sem mudanças. Abaixo, os resultados:


Testes em games

Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"

Battlefield V
O game desenvolvido pela DICE segue como uma referência de qualidade gráfica, operando tanto na API DirectX 12 quando 11. O jogo também se tornou um marco nos games para PC ao ser o primeiro a introduzir a técnica de Ray Tracing híbrido da Nvidia através das placas GeForce RTX.


Flight Simulator 2020
O novo simulador de voo da Microsoft chegou com um hype imenso e logo se tornou uma referência quando se trata de gráficos de alta qualidade, com cenários incríveis beirando a realidade em vários momentos, ideal para ver o comportamento de placas de vídeo. Apesar de ser um game recente e da Microsoft, a API utilizado ainda é DX11.


Metro Exodus
A franquia Metro sempre é responsável por introduzir games com novos níveis de exigência para o hardware. Com gráficos capazes de "entortar" placas de vídeo, o jogo da 2A Games também se destaca por introduzir tecnologias como o Ray Tracing e o DLSS, recursos ainda exclusivos da linha GeForce RTX.


Red Dead Redepmtion 2
Game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento das placas de vídeo. Nosso teste considera o game rodando sobre a API Vulkan, que se comporta muito bem tanto em placas AMD como NVIDIA.


Shadow of Tomb Raider
O mais recente game da franquia da Lara Croft, Shadow of Tomb Raider traz ótimos gráficos exigindo muito das placas de vídeo. O game também tem suporte a DirectX 12 e suporte a tecnologia Ray Tracing.


Tom Clancy's The Division 2
The Division 2 usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, lidando com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela.


Wolfenstein: Youngblood
Para terminar, mais um game rodando sobre a API Vulkan, e novamente um game utilizando a tecnologia Ray Tracing, que deve ganhar cada vez mais espaço com a chegada de novos títulos. A IDTech fez um excelente trabalho entregando altas taxas de quadro de múltiplos perfis de hardware.


Gameplay em vídeo


Conclusão

O projeto da Palit usado na RTX 3070 se saiu muito bem em nossos testes, ficando em pé de igualdade com boa parte das placas dos concorrentes, mas para a RTX 3080 ele começou a mostrar diferenças de desempenho. Ao longo dos testes temos algo na casa dos 5% menos desempenho comparado ao projeto referência da Nvidia, com a diferença podendo chegar a quase dois dígitos comparado com modelos mais parrudos e overclockados de fábrica da RTX 3080.

A placa fica em torno de 5% atrás de rivais, uma diferença que existe, mas ao mesmo tempo é pouco significativa

Isso é um problema? Tudo depende do que se ganha e o que se perde. Ao mesmo tempo que ela fica atrás de rivais com o mesmo chip, ela também é uma das que aparece  eventualmente com o preços menos caros, digamos assim, com essa GPU. E apesar da diferença de desempenho em alguns testes, em vários ela é baixa de mais para ser relevante, e na prática a experiência de jogar com ela ou com qualquer outra RTX 3080 é bastante semelhante. Considerando o preço de alguns dos rivais que ficaram a frente nos gráficos, ela sem dúvidas está na vantagem se fizermos um balanço de quanta performance ela entrega pelo custo.

Infelizmente a realidade do mercado atual é de baixíssima disponibilidade e altíssimos preços, e mesmo essa sendo uma das RTX 3080 mais baratas e, no momento que essa análise é escrita, disponíveis para compra, isso não significa um bom preço. Com custo de R$ 7,9 mil, ela é bons R$ 3 mil mais cara que a RTX 3070 da PCYes, por exemplo, um custo bastante elevado e que torna discutível o custo x benefício. É quase 60% mais custo por 30% mais desempenho, e um orçamento que cabe muitas melhorias em peças inteiras do restante do PC.

Apesar de ficar levemente atrás de modelos mais robustos, o modelo da PCYes fica pouco atrás e deve estar entre as opções mais interessantes, dependendo do preço

Se por um lado a RTX 3080 da PCYes foi a que apresentou o desempenho mais baixo entre as 3080 que testamos até o momento, por outro lado não ficou distante do modelo referência da Nvidia, e somente os modelos mais parrudos e com bastante OC de fábrica chegam a, em alguns testes, abrir uma diferença superior a 10%. A maior parte do tempo a diferença é pouco perceptível, e com o preço certo pode ser uma boa opção se estiver com um preço competitivo e, na prática, ter basicamente o mesmo nível de performance. Ou, se preferir tentar a sorte "na loteria do chip", é possível com overclock seja possível reduzir ou até fazer sumir essa diferença, como conseguimos em alguns de nossos testes.

PRÓS
30% melhor que uma 2080 Ti por 25% menos dinheiro
Performance para 4K/ultra/Ray tracing/60fps+
Ecossistema de games RTX mais maduro
Projeto robusto e silencioso de resfriamento
Um dos modelos mais baratos com esse chip
HDMI 2.1, DLSS, Ray Tracing, RTX I/O, RTX Broadcast
CONTRAS
Performance abaixo da Founders Edition e de rivais mais robustos
Relação de custo e benefício ruim comparado com outros modelos RTX 30
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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