ANÁLISE: PRIME H310M-E R2.0/BR - O modelo LGA 1151 mais vendido da ASUS no Brasil

Placa tem o chipset mais simples da Intel para CPUs Core de 8ª e 9ª geração

A análise de hoje é da Asus PRIME H310M-E R2.0/BR, um modelo bem diferente do que estamos acostumados a receber, mas que chama a atenção por ser a placa-mãe da Asus mais vendida no Brasil - quando tratamos de modelos para processadores Intel Core de 8ª e 9ª geração, baseados em soquete LGA 1151 v2. Além de ser a placa mais vendida com esse soquete por aqui, ela também tem fabricação local.

Site oficial da ASUS PRIME H310M-E R2.0/BR

PRIME H310M-E R2.0/BR é o modelo mais vendido da ASUS com soquete LGA 1151 para Cores de 8ª e 9ª geração

A PRIME H310M-E R2.0/BR é uma Micro ATX, considerada de entrada e baseada no chipset H310 - o mais simples para esse soquete. Tem dois slots de memória e uma conexão M.2 NVMe, assim como um slot PCI-Express x16. Atualmente, está custando por volta de R$ 550, valor inflado devido a pandemia.


Tecnologias

De forma geral, por se tratar de uma placa baseada em soquete LGA 1151 para os Core de 8ª e 9ª geração, a PRIME H310M-E R2.0/BR vai suportar todos os modelos de CPUs, como qualquer outra placa-mãe com chipset compatível com os mesmos processadores. O porém é que se trata de um projeto mais simples, com componentes também mais simples. Então, apesar de suportar até mesmo um Core i9-9900K, não faz sentido o uso dela com uma CPU desse nível, podendo em alguns momentos limitar o desempenho do processador. Mas, de qualquer forma, ela suporta normalmente modelos mais potentes, como mostraremos adiante nos testes, nos quais comparamos ela com outros modelos de maior qualidade com o chipset Z390 e usando sempre o mesmo Core i7-8700K.

CPUs mais potentes exigem mais do sistema, e isso pode fazer a placa-mãe trabalhar sempre em seu máximo, diminuindo o tempo de vida de alguns componentes - e motivo de ser recomendado sempre o uso de componentes de mesmo nível, nunca um que possa de alguma forma comprometer outro, como é o caso de uma CPU potente e uma placa-mãe de entrada.

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Como falamos na introdução, é uma placa com chipset H310 baseada em formato Micro ATX. Traz dois slots de memória com suporte para modelos com até 2666MHz em dual-channel. Tratando-se  de armazenamento, temos uma conexão M.2 NVMe e quatro SATA. É bem evidente, na imagem abaixo, que se trata de uma placa modesta, mas que traz tecnologias da Asus, empresa que está entre as melhores independente do perfil de produto.

A grande diferença para os modelos mais caros fica nos componentes e tecnologias, mas o desempenho não muda em vários cenários

A Asus destaca o sistema de proteção automática do hardware instalado, construção da placa com várias camadas, gerenciamento de FANs e áudio com suporte a oito canais - mas não dá para ir muito além disso.


Fotos

Por ser uma placa de entrada, não tem muitos destaques visuais - ela é bastante "enxuta" aliás, oferecendo as principais tecnologias sem cortar características importantes. Digamos que a Asus limitou até onde era possível. É bem evidente, através de características como dissipadores, materiais utilizados e tecnologias, que se trata de um modelo pensado para o usuário que não pode gastar muito e que, no final do dia, não vai influenciar em desempenho na maioria dos casos, como mostraremos adiante.

Sempre lembrando que apesar de igual, não é possível usar CPUs Core de 6ª e 7ª geração em placas-mãe para modelos de 8ª e 9ª geração

Como destaques, mantém o suporte a memórias em dual channel com componentes de até 2666MHz (o limite recomendado dos processadores), traz um slot M.2 e um PCI-Express x16. No painel traseiro, uma conexão HDMI 1.4 e também uma D-Sub - mais antiga, mas faz sentido para esse perfil de placa.

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BIOS

A interface de BIOS é igual a qualquer outro modelos da Asus - entre as melhores, como sempre destacamos em nossas análises. O que muda é a quantidade de tecnologias e opções. Essa placa não terá uma série de configurações para overclock, por exemplo, porque se trata de um modelo com chipset que não oferece funções para os processadores K. Mesmo usando um, não será possível overclocká-lo como em uma Z370 ou Z390.

Download BIOS ASUS PRIME H310M-E R2.0/BR


Sistema Utilizado

Veja abaixo os detalhes do sistema utilizado na bateria de testes. Foram usados os mesmos componentes em todas as plataformas, com exceção da placa-mãe.

Máquinas utilizadas nos testes:
Todos os sistemas utilizaram os mesmos hardwares para os testes:

- Processador: Intel Core i7-8700K [análise]
- Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 2080 Ti [análise]
- Memórias: 16GB G.Skill TrindentZ RGB 3200MHz (2x8GB) [site oficial]
- Cooler: Noctua NH-U12S [site oficial]
- Fonte de energia (PSU): Thermaltake Toughpower 850W GOLD PSU

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Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 64 Bits build 1909 com updates
- GeForce 445.xx

Aplicativos/Games:
- AIDA 5.xx
- CrystalDiskMark 5.x
- Cinebench R15
- WinRAR 5.7x
- wPrime 1.55
- 3DMark Fire Strike (DX11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)

CPU-Z / AIDA
Confira abaixo as telas do CPU-Z e AIDA, com detalhes da placa-mãe e parte do sistema utilizado nos testes. Utilizamos as memórias em clock default sem nenhuma modificação na BIOS, ou seja, 2133MHz, e também em 2666MHz - o máximo recomendado para as CPUs de 8ª e 9 ª geração, e o máximo que ela suporta.

Decidi colocar essa frequência, diferente das demais, que estão todas em 2133MHz, para mostrar como o uso de memórias mais rápidas em um sistema mais simples pode surtir bons resultados mesmo frente a sistemas melhores - se esses não estiverem configurados da forma correta.

Para usar a frequência máxima das memórias, é necessário "carregar" o perfil na BIOS

Overclock
Placas-mãe com chipset da série H não suportam overclock, mesmo quando usadas com um modelo de CPU da linha K. Como esse é o caso de nossos testes, não será possível overclockar o sistema.

Outro detalhe é que não será possível usar memórias com frequência acima de 2666MHz, pois este é justamente o limite recomendado pela Intel para os processadores mais rápidos ao trabalharem com esse soquete.


Testes

Consumo de energia
Fizemos os testes do sistema em modo ocioso e rodando o 3DMark, aplicativo que exige bastante do sistema. Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso (IDLE).

Rodando o 3DMark
Quando colocamos os sistema com vídeo integrado rodando o 3DMark, obtivemos os seguintes resultados de consumo:

Testes de desempenho
Temos uma série de testes de desempenho com o sistema, que você pode conferir abaixo. Comparamos a placa com outros modelos do mercado, utilizando os mesmos componentes e fazendo exatamente os mesmos testes - com exceção de overclock, que é diferente em cada placa-mãe/sistema!

AIDA64 
Iniciamos os testes de desempenho em aplicações com o AIDA64 e seu teste de memórias, mostrando o resultado de leitura, escrita, cópia e latência. Confira abaixo:

ATTO Disk Benchmark
Outro aplicativo famoso para teste de desempenho de unidades de armazenamento é o ATTO. Vejam abaixo o comportamento dos modelos comparados:

CineBench
O próximo teste é de renderização de imagem com multi-core - todos os núcleos são colocados para trabalhar:  

WinRAR
Outro teste indicado que pode ser utilizado para medir o comportamento do processador é o WinRAR, que consegue fazer bom uso de todos os cores:

wPrime
Rodando o wPrime, teste que estressa todos os cores do processador, obtemos os resultados abaixo:  

3DMark
Começamos nossos testes com foco em vídeo com o 3DMark, mas, por enquanto, com a placa de vídeo dedicada:

Grand Theft Auto 5
O GTA V para PC é um bom teste para mostrar a diferença de desempenho entre processadores, já que ele faz bastante uso desse componente, sendo interessante nesse aspecto após fazer overclock. Confiram abaixo o comportamento dos sistemas rodando o game e como fica a diferença, sempre considerando a resolução Full HD - que é onde vemos diferenças reais:


Conclusão

Esse tipo de análise mostra algumas cenários importantes quando tratamos de placas-mãe. O primeiro deles, e que chama mais atenção, é que, usando os mesmos componentes e configuração, não importa o modelo da placa e chipset que ela usa. Em um mesmo cenário, o desempenho será igual.

O que muda é que modelos de melhor qualidade e com chipsets melhores irão quase sempre ter mais tecnologias e uma construção que proporcione forçar mais a CPU - e mesmo aumentar a longevidade da placa, especialmente quando usamos processadores de maior desempenho e também em overclock.

Placa-mãe oferece as tecnologias básicas da plataforma

A  PRIME H310M-E R2.0/BR é uma placa-mãe de entrada. Isso quer dizer que ela oferece o que todo modelo básico com esse chipset vai oferecer - e engana-se quem acha que isso quer dizer limitar muito o desempenho e tecnologias, já que suporta dual channel (como toda placa-mãe para esse soquete), tem um slot M.2 NVMe, que é o atual padrão de mercado para SSDs mais rápidos, e, apesar de não suportar módulos de memória acima de 2666MHz, é a frequência que também virou padrão nacional por entregar bons ganhos em várias situações sem aumentar muito o preço como módulos de frequência maior.

Logicamente, por se tratar de um modelo de baixo custo, não tem tecnologias como Wi-Fi, Bluetooth, suporte a frequência mais altas de memória, overclock e RGB (nãoooooooooooo, erro grave kkk). Mas tais características certamente poderiam dobrar o preço da placa, que para muitos não faria sentido, possibilitando comprar outros componentes mais importantes. Por isso que ela é a mais vendida: porque tem o necessário.

Já quando falamos de desempenho, não existe diferença tanto para modelos Intel quanto para AMD se os sistemas usarem os mesmos componentes e configurações. Ou seja, não tem mudança de performance entre um computador com placa-mãe chipset H310 e outro com Z390. A diferença fica nas tecnologias oferecidas.

Uma H310 está limitada a memórias de 2666MHz, enquanto uma Z390 ultrapassa os 4600MHz. O modelo mais simples também não oferece overclock, mesmo quando utilizado com um processador da série K - como foi o utilizado nos nossos testes. Fiz inclusive tentativas com as memórias mais rápidas. Além de deixá-las em 2133MHz, que é o clock base da plataforma e certamente o que muitas pessoas usam, mesmo possuindo memórias mais rápidas, mostramos como uma simples configuração correta pode trazer bons ganhos de desempenho em alguns cenários.

A diferença de preço entre ela e um modelo de placa mais caro pode proporcionar a compra de um outro componente bem importante para o sistema

Tratado-se de preço, devido o cenário atual criado pela pandemia, como praticamente todo produto de informática, ela está com preço inflado. Antes da pandemia, custava cerca de R$ 450 reais, e agora está custando R$ 550. É um cenário que não deve mudar a curto prazo, especialmente pelo dólar alto associado a baixa quantidade de produtos chegando ao país. Continua sendo uma opção bem interessante para quem pretende montar um sistema Intel de baixo custo, mas o porém é que os modelos Core de 10ª geração estão chegando - apesar de que, no primeiro momento, junto apenas com as placas-mãe com chipset Z490 (leia-se modelos mais caros). Nos próximos meses, devemos ter o lançamento de modelos de placas com chipsets mais baratos para o soquete LGA 1200, que possibilitam uma longevidade bem maior. A tendência a médio prazo é que o soquete LGA 1151 comece a perder participação no mercado.

Agora a dica é sempre ficar de olho, ainda mais agora. Produtos que estão a mais tempo no mercado tendem a ter preços melhores devido estoque antes da pandemia, já o que está chegando acaba sofrendo com todo o cenário criado pela pandemia, como alta do dólar, e os preços vão lá para cima.

PRÓS
Baixo custo com as tecnologias mais importantes
Vem com BIOS suportando 8ª e 9ª geração
CONTRAS
Mais cara que modelos AM4
Soquete em final de vida
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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