ANÁLISE: Intel Core i7-10700K - CPU tem ótimo desempenho, mas...

Intel consegue melhorar performance, mas chega custando consideravelmente acima do 3800X
Por Fabio Feyh, Diego Kerber 01/06/2020 20:55 | atualizado 03/06/2020 00:18 comentários Reportar erro

O Intel Core i7-10700K é um processador de alta performance voltado a consumidores exigentes que buscam desempenho em suas aplicações. Ele une altas frequências de operação e grande quantidade de núcleos, sendo indicado para alguém que deseja games em alta qualidade até um usuário buscando um CPU robusto para atividades profissionais como render e edição de vídeo.

Site oficial com specs do Intel Core i7-10700K

O grande destaque desse produto é o aumento do número de threads com a reintrodução do hyperthread no Core i7. Enquanto modelos como o 9700K ficaram com a configuração 8 núcleos e 8 threads para diferenciar do Core i9, agora o 10700K tem dois núcleos lógicos por núcleo físico, chegando a configuração 8 núcleos e 16 threads e batendo de frente com os rivais Ryzen 7.

O Intel Core i7-10700K foi anunciado por US$ 374, valor sugerido abaixo do rival direto na configuração 8/16, o Ryzen 7 3800X, que foi lançado por US$ 399 mas que já aparece por US$ 339.  No Brasil, o modelo Ryzen é vendido por R$ 2.599, com o 10700K ainda aparecendo com baixa disponibilidade e na faixa dos R$ 3.5 mil.

Comparativo

Intel Core i7-10700KIntel Core i9-10900KIntel Core i9-9900KAMD Ryzen 7 3800X

Preços

Preço no lançamentoU$ 374,00 U$ 488,00 U$ 488,00 U$ 399,00
Preço atualizadoR$ 3.549,00 R$ 4.579,90 R$ 2.949,00 R$ 2.999,99

Especificações

CodinomeComet Lake-S Comet Lake-S Coffee Lake-S Zen2
SocketLGA1200 LGA1200 LGA1151 Serie Z370/Z390 AM4
Fabricação em14nm 14nm 14nm 7nm
Instruções64-bit 64-bit 64-bit 64-bit
Núcleos8 10 8 8
Threads16 20 16 16
Clock3800 MHz3700 MHz3600 MHz3900 MHz
Clock (Turbo)5100 MHz5300 MHz5000 MHz4500 MHz
DesbloqueadoSIM SIM Sim Sim
Canais de memóriadual-channel dual-channel dual-channel dual-channel
MemóriasDDR4-2933 DDR4-2933 DDR4 DDR4 @ 3200MHz
Cache L316 20 16 32
PCI Express3.0 3.0 3.0 4.0
Canais PCI Express40 40 40 (24 16) 40
TDP125 125 95 105

Vídeo Integrado

Monitores suportados3 3 3
GPUIntel UHD Graphics 630 Intel UHD Graphics 630 Intel UHD Graphics 630 SEM VÍDEO INTEGRADO
Clock1200 1200 1200
DirectX12 12 12

Características Gerais

Acompanha cooler?Não Não Não SIM, Wraith Prism RGB


Core de 10ª geração

A microarquitetura Comet Lake-S é mais chip da Intel com a litografia de 14 nanômetros, processo que vem sendo utilizado e aperfeiçoado desde a introdução dos processadores Skylake em 2015, a 6ª geração Core.

O Comet Lake-S é mais uma interação de 14nm, algo em uso desde 2015 pela Intel

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Com quatro geração consecutivas no mesmo nódulo, a Intel precisou buscar aprimoramentos para justificar seu line-up e fazer frente a visível evolução da concorrência. A primeira evolução tem a ver com o próprio processo de fabricação: se por um lado ficar tanto tempo em 14nm se torna um problema com rivais já em 7nm, por outro esse processo de fabricação está mais amadurecido e eficiente.

As armas para essa geração: clocks mais altos e melhorias na contagem de núcleos e threads

Com isso, a Intel consegue atingir frequências mais altas nos novos Comet Lake, com muitos modelos alcançando patamares acima dos 5GHz em boost, algo que na 9ª geração estava restrito a modelos específicos. Para acompanhar essa evolução, foi preciso aprimorar o resfriamento, e por isso a altura do die foi reduzida, os chips usam solda para conduzir o calor e o IHS (integrated heat spreader, a peça metálica no topo do processador) agora é mais largo e tem mais cobre para se tornar termicamente mais eficiente.

A outra mudança relevante são especificações mais robustas. Isso quer dizer que enfim temos o hyperthread presente em toda a família Core, tornando os Core i5 hexa-core com 12 threads, e todos Core i7 agora tem 8 núcleos e 16 threads, igualando a competição com os Ryzen 5 e 7.


Fotos

Os modelos de processadores Core de 10ª geração mudaram um pouco o formato, logo não tem compatibilidade com plataformas anterior, sendo necessário uma placa-mãe soquete LGA 1200. Abaixo algumas fotos do Core i7-10700K sozinho, e também em uma mainboard com chipset Z490.

Os processadores Core de 10ª geração precisam de placas-mãe soquete LGA 1200

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Sistema utilizado


Abaixo, detalhes sobre o sistema utilizado para os testes.

Máquinas utilizadas nos testes:
Todos os sistemas usaram componentes com as mesmas características técnicas, com exceção da placa-mãe/processador (isso varia de acordo com a plataforma). Veja a configuração:

- Placa-mãe para o CPU analisado: Gigabyte Z490i Ultra Aorus [site oficial] e ASRock Z490 PG Velocita
- Placa de vídeo: GeForce RTX 2080 Ti [análise]
- Memórias: 16GB G.Skill TridentZ RGB @ 2933MHz (2x8GB)
- SSD: Kingston Savage 240GB Sata 6Gb/s [análise]
- HD: Seagate Barracuda 2TB 7200RPM Sata 6Gb/s [site oficial]
- Cooler: Noctua NH-U12S TR4 [site oficial]
- Fonte de energia (PSU): Thermaltake Toughpower 850W GOLD [site oficial]

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 "1909" 64 Bits com Updates
- GeForce 446.xx

Aplicativos/Games:
- 7-Zip [site oficial]
- Adobe Encoder [site oficial]
- Blender [site oficial]
- CineBench R20 [site oficial]
- x264 Full HD Benchmark [download]
- HWBot x265 Benchmark [site oficial]
- V-Ray [site oficial]
- wPrime 1.55 [site oficial]
- WinRAR 5.x [site oficial]

- 3DMark (DX11)
- Assassin's Creed Odyssey (DX11)
- Battlefield V (DX12)
- Grand Theft Auto V (DX11)
- Red Dead Redemption 2 (Vulkan)
- Shadow of Tomb Raider (DX12)
- The Division 2 (DX12)

CPU-Z/AIDA64
Através do CPU-Z e AIDA64, vemos algumas informações técnicas do processador, como modelo, clocks, número de núcleos e threads etc.

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Overclock

Overclockamos o Core i7-10700K para 5.1GHz em todos seus núcleos, utilizando o cooler a ar Noctua NH-U12S. Inicialmente tínhamos conseguido 5.0GHz com a GB Z490I Ultra, mas como tivemos que refazer os testes colocamos uma placa diferente que possibilitou ir um pouco além. Acho que ele suportava subir mais, mas pelo fato das temperaturas superar os 100 graus não é recomendado. Isso acontece especialmente no teste do Blender, sempre o mais exigente de nossa bateria. Com um liquid cooler será possível ir além, talvez superando os 5.3GHz do 10900K em Turbo Mode.

OBS.: Faça overclock por sua conta e risco. Evite deixar o CPU com tensões altas por muito tempo.


Considerações Importantes

Segue algumas considerações importantes sobre nossas reviews de CPUs, que podem refletir resultados diferentes de outras mídias, mas foi algo pensando no que os leitores reportaram como mais justo e logicamente do que acreditamos também ser melhor, mas não necessariamente que usar memórias em frequência mais alta seja algo errado, até porque as fabricantes de placas-mãe, parcerias de AMD e Intel, oferecem suporte a frequências muito mais altas do que o recomendado para os CPUs.

Nossa visão de reviews não é buscar o melhor cenário para o produto analisado fazendo mudanças em software, bios etc, mas sim mostrar como ele se comporta da forma como vai chegar para o usuário. Fazer mudanças na BIOS de uma placa mãe ativando ou desativando eventuais opções, considera uma mudança manual. Achamos que o, ou os fabricantes, devem fazer isso e deixar no cenário que eles julguem ser indicado para seus produtos.

Memórias: Todas as novas reviews de CPUs setamos a frequência máxima sugerida pelo fabricante. Então se um Core i9-9900K tem frequência máxima de memória sugerida em 2666MHz, será essa utilizada para ele, assim como para um Ryzen 9 3900X será de 3200MHz. Eventualmente em artigos iremos utilizar frequências mais altas, até porque os fabricantes de placas-mãe já possibilitam frequências muito mais altas. Em reviews de placas-mãe, memórias etc, usaremos frequências mais altas.

Destacamos que frequências mais baixas impactam no desempenho de alguns games, como alguns sites e youtubers podem usar critério diferente, normalmente definindo uma frequência mais alta, como 3200MHz (como fazíamos anteriormente), vai gerar diferentes dos nossos.


Consumo de energia

Fizemos os testes de consumo de energia do sistema em modo ocioso e rodando o 3DMark, aplicativo que exige bastante do sistema.

É importante destacar que o consumo de energia depende bastante da placa-mãe e da placa de vídeo, podendo variar consideravelmente de um sistema para outro com configurações semelhantes.

IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso.

Rodando o 3DMark
Quando colocamos os sistemas rodando o 3DMark, conseguimos os consumos abaixo:


Temperatura

Começamos pelos testes de temperatura, com o sistema em modo ocioso e rodando o wPrime, aplicativo que "estressa" todos os núcleos dos processadores.

IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso, com o Windows em espera sem estar executando nenhuma tarefa além das tradicionais do sistema.

Rodando o wPrime
Quando colocamos os sistema rodando o aplicativo wPrime, que faz todos os núcleos trabalhem em modo full, temos os consumos abaixo:

"A temperatura varia de acordo com o programa utilizado. Mesmo o wPrime estressando todos os núcleos sendo uma boa opção para ver o comportamento desse cenário, alguns programas podem exigir ainda mais do processador e, consequentemente, esquenta-lo mais. Como exemplo, citamos o Blender."


Testes sintéticos


Abaixo, temos uma série de testes de desempenho com o sistema, comparando o processador analisado com outros modelos do mercado e fazendo exatamente os mesmos testes.

Alguns testes podem tirar maior proveito de CPUs com clocks mais altos,independente da arquitetura e do número de núcleos/threads. Já outros podem tirar mais proveito de mais núcleos/threads

AIDA64 Latency
O software AIDA64 tem vários testes de performance. Separamos um que mostra um cenário diferente dos demais: a velocidade de latência das memórias, que quanto menor o resultado, melhor.

Blender
O aplicativo Blender é voltado aos profissionais de edição de filmes e para manipulação de objetos 3D, sendo um bom teste real de como o sistema se comporta nesse tipo de cenário.

V-Ray
O teste V-Ray Benchmark utilizado consiste no resultado de renderização do CPU. Fizemos testes com duas versões, a antiga e a mais recente.

CineBENCH R20
O CineBench está entre os mais famosos testes de benchmarks para processadores, baseado em um teste convertendo uma imagem. Fizemos teste em Single e Multi Core, já na versão R20 lançada em março de 2019:

x264 Full HD Benchmark
Em um teste de conversão de vídeo Full HD, temos os seguintes resultados:

HWBOT x265 Benchmark 2.0
Agora, outro teste de conversão de vídeo, mas com o codec h265, e testes em FullHD e 4K:

Adobe Premiere CC
Mais um teste de renderização de vídeo, em um cenário real renderizando com o Adobe Premiere CC 2018 sem uso de GPU:

7-Zip
O software de compactação 7-Zip se tornou um dos mais populares do mundo por se tratar de um aplicativo de código aberto. Ele possui também um benchmark interno que vem sendo muito utilizado para métrica de performance. Abaixo, o desempenho dos sistemas com ele:

WinRAR
Outro teste interessante para medir o comportamento do processador é o WinRAR, que consegue fazer bom uso de todos os cores.

wPrime
Rodando o wPrime, teste que estressa todos os cores do processador, temos os resultados abaixo:

3DMark
Começamos nossos testes com foco em vídeo com o 3DMark, usando dois testes do modo Fire Strike, o default e o Ultra que roda em 4K.


Teste em games

Em nossos testes com games, selecionamos alguns dos principais títulos do mercado para mostrar como os processadores se comportam utilizando configurações semelhantes. Usamos sempre a mesma placa de vídeo, uma RTX 2080 Ti Founders Edition.

Assassin´s Creed Odyssey
O game da Ubisoft baseado na tecnologia DirectX 11 é uma referência de software que demanda alto desempenho tanto do chip gráfico quanto do processador. Isso é resultado do mapa amplo e complexo recriando a região da Grécia Antiga.


Battlefield V
O game desenvolvido pela DICE segue como uma referência de qualidade gráfica, operando tanto na API DirectX 12 quanto na11. O jogo também se tornou um marco nos games para PC ao ser o primeiro a introduzir a técnica de Ray Tracing híbrido da Nvidia através das placas RTX.


GTA V
Grand Theft Auto V está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques boa qualidade gráfica. Ele é um dos games que mais faz uso do CPU, sendo um ótimo teste para ver o comportamento e diferença entre esses componentes. Confiram abaixo os resultados nesse game:


Red Dead Redemption 2
Novo game da RockStar, com belíssimos gráficos e uma boa referência para medir o comportamento de sistemas. Nosso teste considera o game rodando sobre a API Vulkam, que se comportou melhor tanto em placas AMD como Nvidia.


Shadow of Tomb Raider
O mais recente game da franquia da Lara Croft, Shadow of Tomb Raider traz ótimos gráficos, exigindo muito do sistema, mesmo de alta performance.


Tom Clancy's The Division 2
The Division 2 usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, lidando com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela.


Teste em vídeo


Conclusão

A Intel segue jogando com as armas que tem, e nesse caso são os 14 nanômetros. Sem poder contar com as evoluções de uma nova microarquitetura, trabalhou no aprimoramento da tecnologia que tem disponível e uniu com evoluções no seu line-up para fazer frente aos modelo Ryzen.

A Intel conseguiu mais performance dos 14nm, mas mostra sinais negativos no consumo

Mas continuar "forçando a mão" em cima das melhorias sobre os 14 nanômetros não foi um problema em aquecimento, graças as melhorias na dissipação de calor implementada no Comet Lake-S, o 10700K mostra que a Intel começa a ter efeitos colaterais nesse incremento das frequências, e isso se refletiu no consumo. Mesmo com 50% mais núcleos, o 3900X consome um pouco menos que o modelo da Intel. Na prática isso impacta pouco ao consumidor, que não vai ver uma variação nos watts suficientes para mudar sua conta de luz, mas mostra diferenças na eficiência dos produtos.

Falando em performance, o hyperthread fez bem nas aplicações profissionais, com o 10700K ganhando de 10 a 35% de performance em apps de renderização, com ótimos ganhos também em games. Na disputa com o Ryzen 7 3800X, temos uma bela briga, com ambos se alternando na frente, raramente deixando o rival escapar com vantagens superiores a dois dígitos. O 10700K consome um pouco mais, e o 3800X aquece um pouco mais, mas não temos diferenças gritantes. 

Há uma disputa muito equilibrada entro o i7-10700K e o Ryzen 7 3800X tanto em games quanto aplicações profissionais

E é nessa disputa que temos o problema. O Ryzen 7 3800X já aparece por preços mais baratos tanto no exterior quanto no Brasil, e ainda por cima tem vantagens como acompanhar um bom coolerbox e dar suporte a memórias mais rápidas (3200MHz vs 2933MHz). Isso faz o 10700K cair no "muito pouco, muito tarde" como uma resposta aos rivais Ryzen. Até dentro do próprio line-up da Intel, ele tem muitas configurações semelhantes ao Intel Core i9-9900K, e tanto no exterior quanto no Brasil a diferença de preços entre esses dois modelos são bastante baixas.

O Intel Core i7-10700K tem alta performance em games e atividades profissionais, mas

O Intel Core i7 10700K é um excelente processador, entregando alto desempenho em jogos e também em aplicações profissionais, porém a Intel precisa fazer mais se quer seus produtos se sobressaindo versus os rivais da AMD. O Core i7-10700K tem o mérito de equilibrar melhor a disputa com o Ryzen 7 3800X, mas não para superá-lo.

Um bom produto tem que considerar resultado final com custo, o Core i7-10700K tem ótimo desempenho, mas chegou custando um valor mais caro que o 3800X. Será que veremos ele diminuir de preço nas próximas semanas? Essa é a dúvida diante do cenário atual que se mostra muito difícil.

CONFIRA A CAIXA DE COMENTÁRIOS PARA CONSIDERAÇÕES SOBRE AS MODIFICAÇÕES NESSA REVIEW

PRÓS
Alta performance em games e aplicações profissionais
Grande contagem de núcleos e threads
Frequências de operação mais altas
Desbloqueado para o overclock
Mais performance em aplicações profissionais...
CONTRAS
...mas preço mais alto que rivais
Sem cooler na caixa
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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