ANÁLISE do Combo Teclado e Mouse Cooler Master MS-111 - o "Core i3" dos periféricos

Um combo de entrada bastante honesto em sua proposta

Combos de teclado e mouse são a forma mais fácil e, em alguns casos, mais barata para se ter um teclado e mouse "gamer" que combinam um com o outro. E normalmente é uma das piores compras que novatos do ramo de periféricos fazem.

Combos são algo que eu evito recomendar, pois normalmente há como comprar algo melhor separadamente e/ou a qualidade do mouse deixa muito a desejar (ex: Devastator v1). E em alguns casos, a qualidade tanto do teclado quanto do mouse deixam a desejar. *coff* Motospeed CK888 *coff*

O combo Cooler Master MS-111 é, na verdade, uma nova versão do combo MasterKeys Lite L (o teclado está um pouco diferente) e é melhor do que o MS-110 (o mouse melhorou), tendo como principal melhoria, a troca do sensor Pixart/AVAGO 5050 (que não é adequado em um mouse para jogos), pelo A3050 (que é o "básico do básico" entre sensores gamer, o "i3" dos sensores).

Será que o Cooler Master MS-111 é um bom combo para quem quer o primeiro teclado e mouse gamer? Quais são seus pontos positivos e negativos? E afinal, o que é esse switch "Mem-Chanical"?

É o que veremos a seguir.

Construção - Teclado

O teclado do combo MS-111 é o mesmo que está presente nos combos MS-110 e MS-112, e também é vendido separadamente pelo nome de Cooler Master MK-110.

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A aparência do teclado Cooler Master MS-111 é um dos aspectos que mais me agradou. Embora ele pareça bastante sóbrio enquanto está desligado, ao ligá-lo, há listras iluminadas nas laterais e traseira, listras que fazem uso da mesma placa de iluminação que é utilizada para iluminar as teclas, o que é uma excelente combinação entre "discreto" e "gamer".


É utilizada uma placa branca semitransparente como backplate, para permitir a montagem do suporte e do slider dos switches "mem-chanical" e também para proteger a membrana do teclado de sujeiras e respingos de líquidos, e é essa placa semitransparente que faz os vãos entre as teclas do Cooler Master MS-111 ficarem coloridos, como podem ver no vídeo abaixo:

O Cooler Master MS-111 não possui LEDs individuais. Ao invés disso, há seis LEDs na parte inferior do teclado, os quais são refletidos na placa de iluminação e acabam criando "zonas", o que é comum de teclados de membrana iluminados.

Um aspecto que ocorre em teclados de membrana iluminados com perfil alto, não limitado apenas ao Cooler Master MS-111, é que, diferente de teclados mecânicos que possuem LEDs individuais, o ângulo da iluminação faz com que as teclas fiquem apagadas.

Embora as imagens "ilustrativas" da maioria dos sites mostrarem o teclado em ângulos parecidos e com uma iluminação bem diferente, a verdade é que essas imagens são renders ou então imagens tiradas com um tempo de exposição alto, o que acaba fazendo a iluminação ficar mais forte do que realmente é.

Como já havia dito, este não é um aspecto exclusivo do Cooler Master MS-111, qualquer teclado de membrana que tiver um perfil alto, acabará apresentando o mesmo problema, pois eles não possuem LEDs individuais por tecla, diferente de teclados mecânicos. Abaixo o exemplo do Fallen ECO, outro teclado semi-mecânico que apresenta a mesma característica.

Por isso que muitos dos teclados de membrana iluminados possuem um perfil baixo, pois a maior proximidade entre a grafia das keycaps e a placa de iluminação faz com que este problema não seja tão acentuado.

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Chegando agora nas keycaps, que são compatíveis com keycaps da maioria dos teclados mecânicos, elas são feitas em plástico ABS com a utilização de um plástico quase 100% transparente, ao invés da utilização de um plástico branco semi-transparente como fazem teclados mecânicos.

Isto ocorre porque a iluminação do teclado seria ainda pior se não fossem utilizados keycaps com maior transparência. Se fossem usadas keycaps translúcidas "normais" iguais às usadas em teclados mecânicos, tanto faz se fossem Laser ou Double-Shot, a iluminação ficaria muito apagada. O problema, porém, é que por essas keycaps serem quase 100% transparentes, a legibilidade das teclas com a iluminação apagada é horrível.

Claro, quase ninguém vai comprar um teclado RGB para desligar os LEDs, mas o que algumas pessoas podem querer é trocar algumas keycaps e o resultado pode acabar não ficando tão bom quanto o esperado, justamente por causa da iluminação do teclado.

Como já é normal de teclados de membrana, não vamos abrir e mostrar o interior, mas é possível mostrar o switch "mem-chanical" sem abri-lo, algumas das principais peças do switch podem ser removidas apenas pressionando dois engates:


Pois bem, o que temos aqui é apenas um suporte de plástico (a peça branca) e um slider (a peça transparente), algo presente tanto em alguns teclados de membrana, quanto em teclados mecânicos. Claro, no Cooler Master MS-111 e em outros teclados "mem-chanical" essas duas peças são projetadas para ter uma aparência parecida com switches mecânicos comuns, mas não há nada de especial nelas, há teclados de membrana idênticos desde a década de 80.

O objetivo dessas duas peças é proteger os rubber-domes e a membrana de sujeira e líquidos, aumentando a durabilidade do teclado, e também proporcionar melhor estabilidade e consistência nas teclas, o que acaba resultando em uma melhor experiência de digitação. As teclas do Cooler Master MS-111 possuem a firmeza do rubber dome de início e após esta resposta inicial, há a linearidade do slider, proporcionando uma boa experiência tanto durante digitação, quanto em jogos, mas isso não é de forma alguma uma invenção da Cooler Master ou algo especial.

Então com qual switch mecânico o "Mem-chanical" parece? Sinceramente, nenhum dos principais.

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Ele tem um feedback tátil mais acentuado e é no início da tecla, diferente dos switches Brown. Ele não é linear (mesmo dizendo ser) e nem faz clique, logo não tem nada a ver com Blue, Red ou Black. Claro, se trouxermos switches ALPS, Matias ou outros switches pouco utilizados para a conversa, provavelmente vamos achar algo com uma resposta bem parecida, mas é justamente isso que torna o uso da frase de marketing "sensação de um teclado mecânico" tão vazia, existem milhares de switches mecânicos.

Avaliando a fundo o design, realmente não há nada de especial nos switches "Mem-chanical" do MS-111. Não há nenhum mecanismo de feedback tátil além da própria membrana, não há uma espécie de "clickbar" para gerar feedback tátil e auditivo como alguns outros teclados mecânicos e "semi-mecânicos" possuem (ex: Fallen ECO). Curiosamente a Cooler Master possui um teclado com um switch "híbrido" bem mais complexo, o teclado do combo Cooler Master MS121, o qual não está disponível no Brasil no momento:

Enfim, o teclado do combo Cooler Master MS-111 é apenas um bom teclado de membrana iluminado com perfil alto que utiliza uma backplate de plástico para proteger a membrana de pó ou líquidos, e um slider para proporcionar maior firmeza e estabilidade nas teclas, assim como já fazia o teclado de membrana da Compaq no primeiro computador que tive em 1999.

E não há nada de errado nisso.

Entre um teclado mecânico de construção duvidosa e switch de baixa qualidade por R$ 150 e um teclado de membrana como o Cooler Master MS-111, por incrível que pareça, a segunda opção é mais durável. Não por ele "ser melhor do que teclados mecânicos", mas sim porque há muita coisa que pode dar errada em um teclado mecânico quando tenta-se baratear ao máximo.

Construção - Mouse

O mouse do combo Cooler Master MS-111 é apenas mais uma versão do Cooler Master MasterMouse S, porém com um sensor inferior e um cabo mais simples. Assim como o teclado, é um mouse bastante sóbrio quando desligado, mas basta conectar na USB e sua aparência muda completamente.


O Cooler Master MS-111 pesa 90 gramas (sem o cabo), boa parte deste peso sendo focado na sua traseira, onde está presente um chumbo (peso adicional) de 14 gramas. É possível remover ele após abrir o mouse, mas fazer isso viola os termos da garantia.

Assim como outros mouses da Cooler Master com o mesmo formato, o MS-111 é um mouse com uma traseira empinada, o que auxilia muito a utilização da pegada Claw e possibilita a pegada Palm para pessoas com mãos pequenas e médias. Também, não há problema algum para a pegada Fingertip com o mouse, pois seu comprimento permite, mas ele seria ainda melhor para essa pegada se não tivesse o peso adicional no seu interior.

Enfim, é um ótimo formato e que ainda é explorado em mouses melhores e mais recentes como o Cooler Master MS-710 e MS-711. Os cliques principais são macios, os laterais são um pouco mais resistentes para evitar pressionamentos acidentais, o botão do scroll não é duro e nem leve demais e o scroll possui uma excelente fluidez e precisão, idêntico a como é no MasterMouse S.

Assim como o MasterMouse S, o mouse MS-111 possui iluminação em seu scroll e também um underglow logo abaixo da logo da Cooler Master, o que dá ao mouse uma boa aparência. É possível controlar essa iluminação pelo próprio mouse, embora a nossa unidade não acompanhou manual para explicar isso e o site oficial da Cooler Master nem menciona e existência do combo.

Seguem as instruções de como controlar a iluminação do mouse MS-111:

  • Botão de DPI + Direito = Liga/Desliga os efeitos
  • Botão de DPI + Meio = Altera os efeitos, só há dois: Ciclo de cores ou Cores Fixas
  • Botão de DPI + Voltar (lateral anterior) = No modo ciclo de cores, define a velocidade. No modo Cores Fixas, altera as cores

Abrindo o Cooler Master MS-111, encontramos uma construção quase idêntica à segunda versão do MasterMouse S, salvo pelo sensor. Curiosamente a Cooler Master trocou os switches OMRON por switches da marca Fraly durante a metade da produção do MasterMouse S, e no caso do MS-111, já acompanha eles desde sua primeira versão.


Os switches não aparentam ser ruins. Não há muitos relatos de problemas com os switches principais do MasterMouse S e os plásticos utilizados por ele não aparentam ser de baixa qualidade, fora que a OMRON não é a única empresa capaz de fazer bons switches para mouses.

Prosseguindo, nos botões laterais encontramos switches táteis "square" sem nenhuma marca identificável, mas são os mesmos que os vários modelos do MasterMouse utilizavam e não são ruins. A única peça "polêmica" na minha opinião, é o codificador da F-Switch.

Embora estes sejam codificadores com excelente fluidez e resposta nos primeiros meses, em vários mouses que testei a lubrificação começou falhar após alguns meses de uso e o scroll começou a "ranger". Claro, abrir o mouse e aplicar um pouco de WD-40 em cima do codificador resolveu o problema completamente nestes mouses, mas este é um procedimento que o usuário não deveria ter que fazer. O codificador da F-Switch não é ruim em termos de durabilidade, resposta ou precisão, apenas essa questão da lubrificação pode incomodar alguns usuários.

Enfim, o Cooler Master MS-111 é um ótimo mouse, mas ele poderia ser um mouse "excelente" se tivesse um melhor sensor, peso mais balanceado e um cabo melhor. E esse "mouse melhor" já existe, se chama Cooler Master MM710 / MM711.

Desempenho - Mouse

O Cooler Master MS-111 é um mouse que opera exclusivamente em 1000 Hz e utiliza o sensor AVAGO 3050, o qual é basicamente o "i3" do mundo dos mouses.

Entre sensores para jogos, é o sensor mais "básico" e "entrada" possível, sendo adequado apenas para mouses gamer de baixo custo, pois ele possui algumas limitações:

  • A precisão em valores altos de DPI (ex: 2.000 ou acima) é baixa
  • A velocidade máxima de rastreio em 2000 DPIs (e acima) é baixa
  • As DPIs padrões são limitadas em 500-1000-1500-2000, embora é possível atingir outros valores via interpolação (o que não é a melhor forma de fazer isso)
  • O LOD é alto devido ao próprio design do sensor e a ênfase em compatibilidade com a maior quantia de superfícies possíveis

Ou seja, é um sensor que, no caso do Cooler Master MS-111, recomenda-se usar em 500 ou 1.000 DPIs apenas. Outros valores fazem ele ter um desempenho abaixo do ideal, com distorções e falhas de rastreio. O Cooler Master MS-111 é capaz de alcançar 500, 1.000, 2.000 e 3.500 DPIs.

Algo que deve ser esclarecido porém, é que embora estas limitações possam incomodar jogadores competitivos de FPS por exemplo, estes não são grandes problemas para quem se foca apenas em MOBA e outros jogos que não requerem um nível de precisão tão grande quanto FPS.

Embora as limitações do A3050 não o tornem a melhor escolha para jogos de FPS, em outros gêneros de jogos, podem não haver problemas

Até mesmo jogadores iniciantes de FPS podem utilizar este combo e talvez não notar problema algum, mas jogadores experientes irão notar que há algo "diferente" ou falhar "flicks", especialmente se usarem DPIs maiores.

Vamos aos testes, primeiro um teste que não faço há um bom tempo, pois maioria dos sensores dos mouses que testamos são capazes de passar, mas infelizmente o AVAGO 3050 acaba apresentando falhas, que é o teste no MS-Paint.

500 DPI:

1000 DPI

2000 DPI

3500 DPI

Como podem notar, conforme vamos aumentando as DPIs, vão aumentando as distorções no rastreio, as "tremidas" ao tentar fazer círculos ou ondas. Temos um ótimo resultado em 500 DPIs ou 1.000 DPIs, mas quando chegamos em 2.000 DPIs, que é a DPI máxima nativa deste sensor, os problemas começam ficar evidentes. E quando aumentamos esta DPI para um valor artificial, neste caso, 3500 DPIs, a quantia de distorção se torna absurda.

Há sensores no mercado que possuem um excelente rastreio em 3.500 DPIs, tal como o Pixart PMW 3360 e suas variantes, mas este certamente não é o caso do AVAGO 3050.

Agora vamos ao teste de consistência de rastreio, o qual visa notar se há algo errado na consistência como o mouse rastreia a superfície. Este não é um teste difícil de passar, qualquer sensor que preste não terá problema, e certamente não foi o caso do AVAGO 3050, que teve bons resultados neste teste em todas as DPIs.

Agora estes são os testes de aceleração, que visam verificar se há algum problema na velocidade máxima de rastreio (o que afeta especialmente movimentos rápidos) ou se há algum tipo de aceleração.

Primeiro os resultados em 500 e 1.000 foram iguais, ambos bons, sem aceleração alguma e o mouse é perfeitamente capaz de rastrear "flicks" nestas DPIs:

Já em 2.000 DPIs, o limite nativo deste sensor, houveram inconsistências. Em algumas tentativas, ele rastreou perfeitamente, em outras ele falhou, deixando de rastrear parte do mousepad, como mostra abaixo:

E em 3.500 DPIs, não houve problema algum. Isso porque na verdade o sensor do mouse está operando em 1.500 CPIs, só que multiplicado este valor por 3 pela controladora do mouse, através de um processo chamado de interpolação.

Além do valor de DPI ser multiplicado por este processo, qualquer falha ou distorção também é multiplicada, por isso temos os piores resultados de rastreio do mouse com esta DPI.

Enfim, independentemente do que você for jogar, só use o Cooler Master MS-111 em 500 ou 1.000 DPIs. Qualquer outro valor vai resultar em uma menor velocidade de rastreio e em distorção.

Mas wetto, e se eu quero jogar com DPI alta? E se eu quero uma outra DPI além de 500 ou 1.000?

Não há o que fazer. Agora você entendeu porque eu chamo o AVAGO 3050 de "o i3 do mundo dos mouses". Dentro das limitações dele, ele é um bom sensor, mas se você exigir muito dele, ele vai decepcionar.

O Cooler Master MS-111 não possui software.

Recursos e Extras - Teclado

Primeiro, vamos fazer o teste de anti-ghosting, algo que não faço em teclados mecânicos pois basicamente todos eles passam no teste (salvo teclados antigos), mas que é um problema real em teclados de membrana de baixo custo. Embora não seja o "termo ideal" para isso, ghosting é o termo que a indústria chama para o que ocorre quando o usuário pressiona diversas teclas ao mesmo tempo e uma ou mais acabam não respondendo.

Por exemplo, pressionar W+S+D para tentar fazer um "cavalinho de pau" e uma das teclas parar de funcionar. Ou então Pressionar SHIFT + W + Espaço e o seu personagem parar no lugar ou então não pular por falha do teclado.

Realizando o teste da Redragon, pode-se notar que todas as teclas do conjunto QWERASDFZXCV podem ser pressionadas simultaneamente sem problema algum, assim como também qualquer combinação destas com as teclas SHIFT, CTRL ou Espaço.

Até mesmo combinações como ASDFZXCV + Setas podem ser usadas sem problema nenhum, algo que muitos emuladores fazem. Ou seja, não haverá problemas na maioria das combinações mais populares, embora é possível fazer ele falhar em algumas "combinações estranhas" (ex: S + D + F9)

Continuando os recursos do teclado, as teclas F1 até o F5 fazem o controle da iluminação. Pressionando FN + F6, você pode travar o teclado, o que pode impedir que curiosos mexam no seu computador (a menos que eles saibam dessa combinação ou usem o mouse). FN + F7 trava a tecla do Windows.

Também, há teclas multimídia no Insert, Home, Pg Up, Del, End e Pg Down, além de teclas para controle de velocidade e direção dos efeitos de iluminação nas setas.

Enfim, o Cooler Master MS-111 não possui software ou coisas do tipo, mas ele possui exatamente o que se espera de um teclado de membrana da faixa dos R$ 150. Anti-ghosting, alguns efeitos de iluminação e uma boa construção.

Conclusão

O combo Cooler Master MS-111 é um combo bastante "honesto". Ele não promete ser o melhor e realmente não é, mas o que ele promete é um conjunto com boa durabilidade e com o desempenho básico necessário para jogos, e isso ele realmente entrega.

Comparado a combos anteriores da Cooler Master, o mouse melhorou absurdamente, são utilizados componentes de boa qualidade para garantir durabilidade, o sensor finalmente atende o que jogos requerem (embora só recomendo usar em 500 ou 1.000 DPIs), enfim, a qualidade dos combos da Cooler Master certamente melhorou muito. É um combo de entrada, para quem está recém entrando neste mundo dos periféricos.

Quanto ao preço, o combo Cooler Master MS-111 está situado atualmente na faixa dos R$ 250. E atualmente está muito complicado discutir sobre preços, meio ano atrás eu diria que o mouse vale R$ 80 e o teclado R$ 150, portanto o "Custo x Benefício" do combo não estaria bom para o mercado daquela época.

Mas hoje, com um dólar a quase R$ 6 e preços de periféricos aumentando cada vez mais e mais, fica difícil dizer se este valor está bom ou ruim, quem vai precisar avaliar isso é o leitor no momento da compra, que vai precisar comparar o preço de mouses de entrada de marcas como Redragon (ex: Redragon Pegasus) e Nox (ex: Krom Kenon), junto com o preço de teclados de membrana que possuem RGB por zonas (ex: Sharkoon SGK4, Gamdias Ares P1).

Se o preço de um dos combos citados está abaixo do preço do Cooler Master MS-111, ele não está valendo a pena.

É possível comprar teclados mecânicos na faixa de preço dos R$ 150? Sim, é possível, mas a qualidade é bastante duvidosa. Entre um teclado de R$ 150 com switches Outemu ou alguma outra marca desconhecida, ou um teclado de membrana como o Cooler Master MS-111 / SGK4 / Ares P1, eu coloco minhas fichas nos teclados de membrana na questão de durabilidade. Claro, se subirmos para a faixa dos R$ 200~250, há excelentes teclados mecânicos com bons switches, mas nesse caso já estouramos o orçamento.

Então se o preço estiver bom comparado com concorrentes, o Cooler Master MS-111 é a melhor escolha? Depende o seu foco. Se você é focado em uso geral, MOBAs, MMORPG e só joga FPS casualmente, este kit não vai te deixar na mão.

Mas para o público jogador de FPS mais exigente, especialmente em jogos que requerem a realização de "flicks", o combo não é a melhor escolha devido ao sensor AVAGO 3050. Este não é um sensor "ruim" (ruim mesmo é o AVAGO 5050, que o MS-110 utiliza), mas ele tem aspectos que tornam ele uma escolha inferior.

Se o seu orçamento for o mesmo que o valor do MS-111 e o seu foco for FPS competitivo, eu sugiro que invista todo o seu orçamento em um bom mouse (ex: Cooler Master MM710 ou Logitech G305...) e utilize qualquer teclado que conseguir.

Enfim, o Cooler Master MS-111 é basicamente um "i3" dos periféricos, é um bom kit de entrada com um bom teclado, mouse durável, sensor adequado e preço convidativo, mas dependendo qual for o foco do usuário, vale a pena investir mais e optar por outra opção, pelo "i5/i7/Ryzen", que seria comprar mouse e teclado separadamente.

Mas, para quem quer algo que atenda o básico para jogos e não tenha problemas de durabilidade (como costumam ter teclados mecânicos super-baratos), este combo é uma boa escolha.


PRÓS
ABNT2
Anti-ghosting
Boa construção (teclado)
Boa construção tanto externamente quanto internamente (mouse)
Sensor adequado para seu preço
CONTRAS
A visibilidade da iluminação do teclado depende muito do ângulo de visão
As limitações do sensor AVAGO 3050 podem atrapalhar quem quer algo para FPS competitivo
Dependendo do preço que estiver o combo, compensa mais comprar teclado e mouse separadamente
  • Redator: Wellington Diesel

    Wellington Diesel

    Formado em Redes de Computadores, o "wetto" é um entusiasta do ramo de Periféricos. Autor do Guia do Teclado Mecânico, ele carrega consigo mais de 150 análises de mouses, teclados e headsets publicadas, além de diversos Guias e Artigos sobre teclados, mouses e headsets. Respeitado pela comunidade do Adrenaline, ele trabalha à distância como colaborador.

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