ANÁLISE: HyperX Cloud Orbit - Um verdadeiro endgame entre headsets gamer

Um headset projetado para ser o último que você irá comprar

Primeiro de tudo, o HyperX Cloud Orbit não foi projetado e não possui nenhuma tecnologia da HyperX, ele nada mais é do que uma versão "mais acessível" do Audeze Mobius. Foram removidos o Bluetooth e também o sistema de acelerômetro e giroscópio (que detecta o movimento da cabeça do usuário e transforma o áudio de acordo, Head Tracking), este estando presente apenas na versão HyperX Cloud Orbit S.

Isso é ruim? Não, de forma alguma, alguns dos melhores headsets que já analisamos aqui no Adrenaline, eram fones de marcas profissionais de áudio sendo remarcados por empresas gamer, principal exemplo sendo a Takstar, que foi responsável pelos headsets HyperX Cloud e Galax Xanova Juturna.

E falando em "melhores", a Audeze é conhecida justamente por fazer alguns dos melhores fones planar-magnéticos do mercado, tipo de fone que inclui o HyperX Cloud Orbit.

- Continua após a publicidade -

Será que este headset faz jus ao nome da Audeze? Como ele se compara a outros headsets high-end? Quais foram as tecnologias implementadas? E será que vale o preço de R$ 1.600?

É o que veremos.

Construção Externa

Como já havia falado, o HyperX Cloud Orbit nada mais é do que uma versão mais simples do Audeze Mobius, e por incrível que pareça, o Mobius foi o primeiro headset gamer da Audeze, tendo um design completamente diferente de fones que a marca havia projetado até então.

Pesando 368 gramas, é visível que o HyperX Cloud Orbit se baseia em formatos populares de fones de ouvido móveis e gamers disponíveis no mercado, tendo uma estrutura com earcups giráveis, ajuste manual para o tamanho da cabeça, cabo removível, controle de volume, controle de volume do microfone, botão de 3D Áudio, entrada USB-C, entrada P2 e microfone removível.

- Continua após a publicidade -

Um detalhe curioso, é que diferente de basicamente qualquer outro headset do mercado, o HyperX Cloud Orbit não liga ao ser conectado em algo. Ao invés disso, você primeiro precisa conectar algum de seus cabos (P2 ou USB-C) no dispositivo e só então você segura o botão para ligar.

Considerando o peso de 368 gramas deste headset, tenho que dizer que a almofada superior e também a largura do arco, são insuficientes. O HyperX Cloud Orbit pode se tornar um fone desconfortável após algumas horas de uso exatamente devido ao foco de seu peso nesta pequena área:

Embora seja possível "se acostumar" com este desconforto após algumas semanas de uso, o que foi o meu caso, há de se concordar que a Audeze/HyperX poderia ter evitado este problema facilmente.

Sendo o primeiro headset gamer da empresa, a Audeze buscou conhecer características que outros headsets gamer possuíam, e acabou trazendo elas para o Mobius. E talvez essa foi a razão de alguns dos erros do headset, tal como o uso de acabamento soft-touch em sua superfície.

Embora estes acabamentos "emborrachados" gerem uma maior sensação de segurança e até de "qualidade" ao tato para o usuário, a verdade é bem diferente, especialmente após 2~4 anos de uso, quando este acabamento começa "derreter" e grudar sujeira, gerando um aspecto asqueroso e desagradável ao tato. E se há algo que eu espero de um fone de R$ 1.600, é durabilidade.

Outro aspecto relacionado a durabilidade, é o uso de courino sintético, com recheio em memory foam. Embora estas sejam almofadas bastante confortáveis e que auxiliam tanto o isolamento sonoro, quanto a resposta dos graves do fone, o HyperX Cloud Orbit é um fone de R$ 1.600 e há materiais mais duráveis e de melhor qualidade em outros fones desta faixa de preço.

Almofadas com veludo de alta qualidade, camurça sintética, malha esportiva... Alternativas não faltavam e novamente, quem compra um fone tão caro, quer que ele dure por muito tempo, algo que não acredito que irá acontecer com courino sintético, o qual pode começar esfarelar com 2~4 anos de uso.

Aliás, há fones de R$ 250 que acompanham almofadas extras em sua caixa, as quais ficam armazenadas e podem ser trocadas a partir do momento que o fone começar apresentar sinais de desgaste. Embora as almofadas do HyperX Cloud Orbit sejam facilmente substituídas, ele não acompanha nenhuma. O problema do courino sintético talvez já seria mitigado caso ele tivesse um par extra...

Enfim, a construção do HyperX Cloud Orbit seria até "boa" se este fosse um headset de R$ 300~600, mas estamos falando de um headset de R$ 1.600. Nesta faixa de preço, se espera que seja utilizado o melhor do melhor e que erros comuns de fones mais baratos (ex: acabamento emborrachado) não sejam cometidos.

O maior erro do Cloud Orbit, é que sua construção remete headsets de R$ 300, mesmo custando R$ 1.600

Ele poderia ter um arco e almofada superior maior para distribuir melhor o peso, almofadas melhores e mais duráveis, um conjunto de almofadas extras, não deveria ter acabamento emborrachado... Enfim, ficam estas sugestões para um possível Orbit V2.

Qualidade Sonora

Primeiro de tudo, é importante que eu mencione que a forma como o HyperX Cloud Orbit produz sons, é um tanto diferente de fones de ouvido/headsets normais pois este é um fone planar magnético.

E o que diabos é isso?

Bom, para explicar, preciso primeiro explicar como funciona um alto-falante dinâmico (normal), seja em um fone de ouvido ou caixa de som. Um alto-falante dinâmico funciona magnetizando um ímã e utilizando ele para mover o diafragma para cima ou para baixo, de acordo com a corrente. De acordo com a frequência do movimento do diafragma, você consegue sons.

O conceito de um sistema planar-magnético é similar, mas o método utilizado é um tanto diferente, ao invés de termos um ímã no centro do sistema expandindo e contraindo o diafragma, há um conjunto com múltiplos ímãs contraindo e expandindo uma membrana bastante fina, o que acaba gerando sons.

O uso de múltiplos ímãs e a maior complexidade de sua construção, também acarreta em um resultado: preço alto. Por isso que mesmo custando R$ 1.600, o HyperX Cloud Orbit é o fone "mais barato" da Audeze e é um dos "menos caros" dessa categoria.

"Beleza, e o que isso significa na prática?"

Bom, em boa parte dos casos (há exceções), fones planar magnéticos possuem graves melhores do que fones dinâmicos (normais). E não estou falando de "quantia", estou falando de "impacto", "extensão" e principalmente "velocidade".

São graves que não afogam as outras frequências, possuem bastante presença e impacto quando são necessários e não se limitam a apenas alguns tons de frequência, como fazem fones de ouvido que possuem sistemas de "vibração".

Resumidamente, são graves que conseguem reproduzir perfeitamente todos os tons que um contrabaixo consegue fazer, dando impacto e ênfase para cada um deles sem afogar outros instrumentos.

O HyperX Cloud Orbit / Audeze Mobius não possui "mais grave" do que outros fones, ele possui mais qualidade nos graves do que qualquer coisa que eu tenha escutado até agora, e é difícil representar isso seja via texto, vídeo ou imagem.

E eu juro por Deus, mas esta é a resposta sonora do Audeze Mobius / HyperX Cloud Orbit. Ele pode não parecer um fone impressionante nos graves pelo gráfico, mas o gráfico não mostra como você realmente sente que ele seja.


Créditos para www.soundguys.com - Audeze Mobius Review

O gráfico não consegue fazer jus à velocidade, extensão e impacto dos graves deste fone, que são muito superiores a qualquer fone basshead (focado em graves) que eu já tenha escutado, até mesmo comparado com fones feitos especialmente para graves, tal como o Sony MDR XB700.

Mesmo colocando o HyperX Cloud Orbit contra fones como o Kuba Disco, Audio Technica M50x ou Philips Fidelio X2, nenhum se compara no aspecto de graves, é realmente "outro nível".

Em boa parte dos casos, fones planar-magnéticos possuem graves melhores do que fones "normais" (dinâmicos)

Fones planar magnéticos (salvo exceções), possuem alguns dos melhores graves que você vai escutar em um fone de ouvido, não pela "quantia", e sim pela qualidade.

Embora isso faça ele se combinar com basicamente qualquer gênero musical, os gêneros onde senti maior diferença e que possuem uma experiência completamente diferente de outros fones, são o Disco, Funk e Future Funk

Gêneros musicais com ênfase no contrabaixo, aparentam ser os principais beneficiados por este tipo de fone. A excelente resposta, extensão, impacto e velocidade dos graves, fazem o contrabaixo ter um nível de presença e melodia completamente diferente de fones de ouvido e headsets normais.

OK, mas e fora os graves fora do normal, há algo impressionante no restante?

Sim, o fato de que mesmo com graves com muito destaque (embora não pareçam no gráfico das respostas de frequências), não há recuos em outras frequências. E que mesmo sendo um fone fechado, a localização de sons é excelente, todas estas sendo características atreladas a fones planar-magnéticos.

Agora falando sobre desempenho em jogos a simulação de Surround, o HyperX Cloud Orbit não utiliza sistemas Dolby e nem sistemas próprios de Surround 7.1, ao invés disso ele utiliza tecnologias Waves Nx para fazer a conversão do áudio Surround 7.1 para Stereo, processo conhecido como Demuxing, mas tentando simular um espaço 3D ao mesmo tempo.

E a minha opinião sobre o Waves Nx? Fantástico.

O sistema Waves Nx me surpreendeu na sua configuração mais simples, sem nenhum efeito ligado, a forma natural como ele consegue converter o áudio Surround 7.1 para ser reproduzido nos alto-falantes do fone, a precisão que isto proporciona e principalmente ao fato de que nesta configuração ele não adiciona nenhuma espécie de Reverb, é algo que me deixou de queixo caído.

O resultado, assim como outras tecnologias de simulação Surround, depende do jogo, mas o interessante é que os melhores resultados foram obtidos em jogos onde o áudio "Stereo" original do jogo não era impressionante. The Outer Worlds, Halo Master Chief Collection, Terminator Resistance...

Claro, nenhum destes é referência em termos de "tecnologia de áudio", como são por exemplo jogos da série Battlefield, os quais possuem tecnologias para proporcionar o melhor áudio possível até mesmo no modo Stereo, mas é justamente nestes jogos que não possuem as melhores tecnologias de áudio, que o Waves Nx traz os melhores resultados.

Em jogos onde o áudio original não se destaca, o Waves Nx consegue extrair um melhor resultado através da transformação do áudio Surround 7.1. Isso é o mesmo que o Dolby Surround faz e é o mesmo que muitos outros prometem fazer (e nem todos fazem), mas a grande diferença entre o Dolby Surround e o Waves Nx é a naturalidade.

Embora o Dolby Surround realmente ajude em vários casos, sempre ao ativar o efeito, há uma sensação de estar em um "espaço maior" devido ao Reverb. Um corredor de uma casa, se torna um saguão de concertos musicais. Um ambiente externo, começa fazer eco igual um banheiro. Este é o grande mal de efeitos de simulação Surround na minha opinião.

E embora o HyperX Cloud Orbit tenha efeitos que fazem ele ficar assim, se você configurar ele para "Surround 7.1" e não ativar o "3D Audio", o resultado é a melhor forma de "Simulação Surround" que já escutei em um fone de ouvido. Seca, limpa, precisa e natural.

Mas, se você prefere o "Áudio Surround" simulando um ambiente ainda maior do que o que aparece no jogo, há sim a opção de ativar o "3D Audio" e por incrível que pareça você tem controle da quantia de Reverb através do ajuste de "Room Ambience". É possível remover completamente (o que fica um pouco estranho) ou colocar um valor baixo e agradável, ou então da forma como preferir.

Não apenas isto, mas há também ajustes para o tamanho da sua cabeça. O sistema de "3D Audio" do HyperX Cloud Orbit supostamente é capaz de se adequar melhor à sua cabeça se os dados referentes ao tamanho dela forem inseridos. Mas, nos meus testes, o valor padrão já produziu os melhores resultados.

O HyperX Cloud Orbit realmente me surpreendeu, não apenas pela qualidade do seu áudio, pela resposta absurda de seus graves, pelo fato dele ter graves fortes e mesmo assim uma resposta neutra, mas também pelo quão completo e o quão bem feito é o sistema de simulação Surround que ele possui, o qual se provou superior a qualquer outro headset que eu tenha testado até agora, seja da Corsair, Logitech, Sennheiser, SteelSeries, Razer ou até mesmo da própria HyperX.

Não há sombra de dúvidas que ele é superior em desempenho tanto em jogos, quanto em músicas aos headsets da Sennheiser, que eram até há pouco considerados os "melhores headsets do mercado".

Recursos e Extras

Algo que destaca o HyperX Cloud Orbit, é o quão completo ele é em termos de configuração. Ele pode não ter uma base para configurações como o Astro A50 ou LEDs e tantos botões quanto o Logitech G933, mas a quantia de configurações que é possível ajustar pelo próprio headset sem nem instalar o software, é grande.

A primeira e mais básica é o ajuste de configuração de áudio, o qual pode ser selecionado segurando o botão do microfone por alguns segundos. Após segurar, o headset irá alternar entre cada uma das opções, desconectando e reconectando-se ao dispositivo durante o processo.

São elas:

  • 7.1 Channel (Surround 7.1 via tecnologia Waves Nx)
  • 2 Channel (16 bit / 48 kHz / Stereo)
  • Hi-Res (24 bit / 96 kHz / Stereo)

Há duas diferentes opções de Stereo pois o modo Hi-Res possui incompatibilidade com alguns dispositivos, como por exemplo o Sony PlayStation 4, o qual só aceita dispositivos USB com áudio Stereo 16 bit. Até mesmo o modo 7.1 Channel pode causar problemas, como por exemplo no Twitter, onde deixar esta configuração, faz sons saírem apenas pelo canal esquerdo.

Ou seja, você deve escolher o modo de acordo com o que você está fazendo, em jogos de FPS, o modo 7.1 Channel vai trazer o melhor resultado, enquanto em músicas recomenda-se que você assine um serviço de streaming de músicas de alta qualidade (ex: Tidal HiFi) e use o modo Hi-Res para tirar melhor proveito do headset. Não muda nada colocar no Hi-Res se você escutar músicas no YouTube.

Já falamos sobre a questão do 7.1 Channel (Waves Nx) previamente, e há também o 3D Audio, o qual é ativado segurando este botão na parte superior do falante esquerdo, logo acima do microfone:

Outro destaque, é que há configurações de equalização embutidas, e são várias.

  1. Default
  2. Flat
  3. Warm (graves possuem ênfase e agudos são recuados, em muitas músicas resulta em "grave demais")
  4. RPG (supostamente otimizado para jogos de RPG)
  5. Racing (supostamente otimizado para jogos de corrida)
  6. Music (quase a mesma coisa que o Default, mas com mínimo recuo nos médios e agudos)
  7. Ballistics (frequências de sons de tiros, sejam à distância ou próximos, possuem ênfase)
  8. Footsteps (frequências de sons de passos, possuem ênfase)

Para escolher as equalizações, você deve pressionar rapidamente o botão do volume do microfone e mover a roda para cima e baixo. Ao fazer isso, uma voz irá dizer qual é a configuração escolhida. Não é um sistema muito intuitivo de início, mas é possível se acostumar.

Você pode escolher estas opções até mesmo no PS4 ou com o fone conectado no celular pelo plug P2.

Outra opção é utilizar o software:

Embora eu já tenha visto headsets com opções de equalização embutidas, o HyperX Cloud Orbit é um dos modelos com mais opções. Você pode escolher estas opções de equalização até mesmo usando o conector P2, ou então conectado no PS4 pela USB. Há vários headsets que acabam perdendo recursos quando não há acesso ao software, mas felizmente não é o caso do HyperX Cloud Orbit.

Um "problema" porém, é que você não pode criar suas próprias opções de equalização, as opções presentes no HyperX Cloud Orbit são as únicas disponíveis. Mas, como há muitas opções, este não é um problema tão grande.

Falando em P2 e USB, o HyperX Cloud Orbit pode ser usado em dispositivos P2, mas para isso ele precisa ter carga na bateria. O HyperX Cloud Orbit utiliza "falantes" diferentes de fones comuns, e para proporcionar a melhor experiência sonora, a Audeze optou por incluir um amplificador com bateria dentro do fone de ouvido.

A duração desta bateria para usar o headset no cabo P2, é de 10 horas. Ela recarrega pelo cabo USB-C, sendo que se você utilizar o headset apenas pela USB-C, não é necessário se preocupar com a bateria.

Conectado pelo cabo USB-C, o HyperX Cloud Orbit possui um DAC (leia-se: placa de som) embutido, o qual torna completamente desnecessário e até prejudicial (já que não há Waves Nx via P2) o uso de placas de som externas. Não tivemos qualquer ganho usando o HyperX Cloud Orbit na EVGA Nu Audio ou na Sharkoon DAC Pro S.

Microfone

Agora, vamos ao microfone:

O HyperX Cloud Orbit possui um ótimo microfone. Claro, não é algo tão limpo quanto o Sennheiser GSP 550, mas parece que a ênfase de design do seu microfone é na questão de cancelamento de ruído e em captar principalmente o que o usuário está falando até mesmo em ambientes barulhentos.

Agora uma crítica real a algo que foi realmente mal pensado, o HyperX Cloud Orbit possui uma roda de controle do volume do microfone. Até aí tudo bem, mas essa roda também liga e desliga o retorno (você mesmo se escutar).

Embora seja legal ter o controle de retorno, é muito fácil você ligar o retorno acidentalmente quando você está apenas tentando regular a sensibilidade do microfone. O headset chega fazer barulhos quando o retorno liga/desliga, mas é muito fácil acabar esquecendo ou deixando ligado o retorno acidentalmente. Este retorno é uma função do próprio headset e não é possível desligar ele no Windows e nem no software.

Conclusão

Vários reviewers internacionais já declararam o HyperX Cloud Orbit como sendo o "melhor headset gamer", e o que eu tenho a dizer sobre isso? Sim, talvez ele seja digno desse título, pelo menos em termos de áudio e recursos (e não, o headset LCD-GX não é gamer, ele é "entusiasta"). Já no restante, ele faz um ótimo serviço, mas ainda há espaço para melhorias.

A diferença dos drivers sonoros planar-magnéticos em comparação com fones e headsets normais, é brutal, especialmente na resposta dos graves, os quais possuem mais impacto e mais velocidade sem afogar outros sons. A resposta de todas as outras frequências é muito boa, há funções muito interessantes configuráveis pelo próprio headset e o algoritmo de demuxing Waves Nx se provou superior a qualquer outro que eu tenha testado até agora, até mesmo aos da Dolby.

O HyperX Cloud Orbit é um fone caríssimo, mas é um "endgame", talvez o último headset que você irá comprar

Ainda assim, ele é um headset perfeito? Não, de forma alguma. Há falhas, algumas pequenas e outras severas, e convenhamos que quando um headset custa R$ 1.600, esperamos que ele seja o mais próximo possível da perfeição.

As maiores críticas é que a tira do arco superior é fina demais e distribui o seu peso em uma área muito pequena, o que causa desconforto após algum tempo de uso, outra é que o acabamento emborrachado fica com marcas e pode começar desgastar com o tempo, o que pode degradar muito a aparência e usabilidade do fone após 2~4 anos de uso...

 

Outra grande crítica é a utilização de courino sintético. Esse material no longo prazo não possui boa durabilidade, entendo que a HyperX utilizou ele devido ao melhor isolamento e por ele dar ênfase nos graves, mas este tipo de material dependendo as condições de ambiente e uso, tende a "descascar" com 2~4 anos de uso, enquanto uma malha esportiva seria muito mais durável, lavável e melhor em casos onde há calor intenso ou quando o usuário sofre com problemas de suor.

"Ah, mas se acontecer algum problema, é só comprar uma almofada nova pois ela é removível"

Sim, mas e se por acaso não existir à venda no Brasil? E se a HyperX deixar de vender os acessórios do fone daqui uns 4-5 anos?

Aliemos isto ao acabamento emborrachado das laterais e chega parecer que a HyperX/Audeze projetou ele para que sua aparência degrade com 2~4 anos de uso e você tenha que comprar um novo... Espero que não tenha sido o caso.

As críticas menores, é que a roda do microfone regular a sensibilidade e também ligar o retorno após certo nível, não é algo intuitivo e sua estrutura poderia ser mais "flexível", a extrema rigidez de suas peças de plástico, acaba dando a impressão de fragilidade e atrapalhando o uso móvel.

Concluindo a análise, o HyperX Cloud Orbit é um headset que vale os R$ 1.600? Por incrível que pareça, sim. No Brasil, não há nada abaixo do preço dele que consiga competir.

Mesmo entre fones audiófilos, não há muita competição contra ele. Ele é superior sonoramente ao Philips Fidelio X2 (R$ 1.100), o Sennheiser GSP 600 (R$ 1.200) é inferior, enquanto o Audio Technica AD700X é uma total antítese dele e é uma comparação estranha jogar um contra o outro, mas sem dúvidas maioria das pessoas que testarem, irão preferir o Orbit por ter uma assinatura sonora bem mais agradável e mesmo assim ter um desempenho competente em jogos, especialmente naqueles onde o Waves Nx funcionar bem.

Aliemos seu áudio a um DAC embutido, amplificador embutido (com 10 horas de bateria), diversas opções integradas de equalização, e ao sistema de demuxing Waves Nx, e por incrível que pareça, o HyperX Cloud Orbit justifica a sua faixa de preço, pois além do áudio topo de linha, há um bom conjunto de funções e acessórios.

E se contabilizarmos as opções de fones planar magnéticos que existem no mercado, o preço dele não é tão ruim, especialmente considerando seus recursos adicionais. Fones planar magnéticos não são baratos, especialmente feitos pela Audeze, dos quais ele é justamente o "menos caro".

O HyperX Cloud Orbit não é um fone barato, a proposta da Audeze ao projetar este headset era fazer dele um "endgame", o "melhor e último headset que você irá comprar". E com base no que eu pude testar, a Audeze conseguiu algo bem próximo disso, embora ainda há pontos em sua estrutura que podem ser melhorados.


PRÓS
Algoritmo de demuxing Waves Nx é de longe o melhor sistema de simulação Surround que eu já usei
Diversas opções de equalização embutidas
Excelente qualidade sonora
Funciona via cabo USB-C ou P2
Sistema de 3D Audio totalmente customizável
Os melhores graves que já escutei de um fone de ouvido, graças aos falantes planar-magnéticos
Três opções de reprodução (7.1, Stereo e Hi-Res)
CONTRAS
Acabamento emborrachado das earcups pode degradar com o tempo
Almofadas de courino podem degradar com o tempo
Tags
  • Redator: Wellington Diesel

    Wellington Diesel

    Formado em Redes de Computadores, o "wetto" é um entusiasta do ramo de Periféricos. Autor do Guia do Teclado Mecânico, ele carrega consigo mais de 150 análises de mouses, teclados e headsets publicadas, além de diversos Guias e Artigos sobre teclados, mouses e headsets. Respeitado pela comunidade do Adrenaline, ele trabalha à distância como colaborador.

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.