ANÁLISE: Cooler Master MK850 - Tudo sobre o melhor teclado da empresa

Teclas sensíveis a pressão em um dos teclados mais completos do mercado

Teclados "flagship" são teclados tidos como o "topo de linha" de uma marca, onde são colocados o que supostamente são os "melhores componentes e recursos que a marca consegue colocar", o que também acaba tornando ele o teclado mais caro da empresa. Exemplos não faltam, Razer Huntsman Elite, Corsair K95 Platinum, SteelSeries Apex Pro e o teclado da análise, Cooler Master MK850.

E o que a Cooler Master colocou no MK850, apenas mais LEDs assim como muitos concorrentes fazem, ou será que implementou algum diferencial interessante?

Sim, a Cooler Master colocou mais LEDs, há LED até na parte de baixo onde o apoio para punho se conecta. Mas, além disso, ela colocou novos recursos que outros teclados não possuíam até seu lançamento, como o sistema de teclas sensíveis a pressão "Aimpad", foi aparentemente o primeiro a tirar proveito do conector removível USB-C para adicionar um HUB USB 3.0, e possui dois scrolls totalmente configuráveis.

E como funcionam estes recursos? Eles foram bem implementados? Há alguma vantagem em ter teclas sensíveis a pressão em jogos? Como funciona este sistema?

É o que veremos a seguir.

Construção Externa

O Cooler Master MK850 certamente não é um teclado "discreto", seu visual é bastante agressivo graças à sua backplate (a placa de metal), a qual é moldada e estendida tanto para os lados, quanto para cima, tornando este um teclado grande, medindo 49.5 cm de comprimento por 26.8 cm de largura.

- Continua após a publicidade -

Adicionemos a isto os seus dois scrolls configuráveis (por padrão brilho e volume), teclas multimídia dedicadas, teclas adicionais para configuração do Aimpad no lado esquerdo e teclas opcionais roxas em PBT Double-Shot, e temos um teclado com um visual bastante único.



Além destes detalhes, há também listras de LEDs nas laterais e na parte inferior do teclado, todos estes configuráveis via software. Beleza é algo subjetivo, por isto não vou opinar, mas certamente posso categorizar este teclado como "chamativo".



Outro acessório deste teclado, é o seu apoio para punho, o qual é magnético, ou seja, ao aproximar ele ao teclado, seus ímãs irão conectar e fixas ambas as peças.

Este apoio para punho é feito em courino sintético e memory foam. E será que esse courino sintético não vai acabar desgastando em alguns anos? E a resposta é com certeza, ainda mais em uma área com bastante contato com suor, ácido úrico e fricção constante.

Por isso acho que teria sido até melhor se a Cooler Master tivesse feito ele exclusivamente em plástico (mas sem usar acabamento emborrachado como já fizeram no CM Storm Trigger, que também desgastava). A Cooler Master buscou copiar a ideia do apoio do Razer Huntsman Elite, e embora sejam apoios realmente confortáveis e agradáveis aos olhos, a durabilidade ao longo prazo de qualquer apoio para punho deste tipo, é extremamente questionável.

Chegando nas keycaps, o Cooler Master MK850 utiliza dois tipos diferentes. As keycaps padrões, são keycaps ABS Laser, muito aquém ao que se espera pelo seu preço. Não acredito que sejam keycaps que irão desgastar ao ponto de sumirem com o tempo, mas utilizam material e pintura de qualidade inferior a maioria dos outros teclados de sua faixa de preço.

- Continua após a publicidade -

Mas, além destas, há também keycaps adicionais em PBT Double-Shot para as teclas de troca de perfil, ESC, QWERASDF (que são as teclas sensíveis a pressão) e setas. Estas são keycaps de boa qualidade dentro desta categoria, havendo até o cuidado para não existir os "recortes" em letras e símbolos fechados, algo que requer um processo de produção mais demorado e mais caro.

Se estas são keycaps de alta qualidade, a primeira pergunta acaba sendo: "por quê diabos não fizeram todas as keycaps assim?".

Para um teclado tão caro e que se posiciona como "flagship", faria total sentido utilizar keycaps de alta qualidade. Até mesmo concorrentes como o Razer Huntsman Tournament ou o Corsair K70 MK II SE já estão fazendo isso e ver a Cooler Master, que sempre teve grande interesse nesta questão ficar para trás, é estranho.

Felizmente, o Cooler Master MK850 possui um bottom row padrão (as teclas na linha do CTRL, Windows, Alt, Espaço... seguem o tamanho padrão da indústria), então pelo menos é fácil conseguir conjuntos de keycaps de melhor qualidade para reposição caso você quiser, diferente do caso de concorrentes da Corsair, Logitech ou Razer* mas convenhamos que ele já deveria acompanhar isso.
*Alguns teclados da Razer, especialmente modelos compactos recentes, já possuem bottom row padrão

Enfim, a construção externa do Cooler Master MK850 é boa, mas não é impressionante para sua faixa de preço, especialmente por não acompanhar um conjunto de keycaps Double-Shot para todas as suas teclas.

Construção Interna

Vamos deixar esta parte da análise curta pois a seguinte já será comprida demais. O Cooler Master MK850 é um teclado com uma quantia absurda de peças no seu interior, PCB com múltiplas camadas, LEDs escondidos entre as camadas, sistemas refletores de luz para a iluminação das laterais, há os ímãs para o apoio para punho, PCBs dedicadas para o controle multimídia e também para os dois scrolls... Mas, vamos nos focar no principal.

- Continua após a publicidade -

Um detalhe importante a se notar, é que o Cooler Master MK850 não foi projetado para suportar ABNT2 e nem JIS (layout Japonês). Esta placa não possui suporte para a tecla adicional ao lado do Shift Direito. Ainda assim, não é raro ver teclados da Cooler Master utilizando placas exclusivas para os modelos ABNT2 e/ou JIS.

Pelos sinais das keycaps e a ausência de limpeza dos resíduos de solda, o Cooler Master MK850 parece ser feito pela veterana iOne, que também é responsável pela produção dos teclados mecânicos da HyperX, SteelSeries e Razer. Embora a iOne realmente não faça PCBs "lindas" como fazem alguns concorrentes, isso não impacta a durabilidade dos teclados.

Outro ponto importante a ser mencionado na imagem acima, é que o Cooler Master MK850 utiliza LEDs 3528 RGB, os quais são bastante fáceis de adquirir e relativamente fáceis de substituir em casos de problemas, diferente dos LEDs fora do padrão usados nos teclados da Corsair por exemplo.

É o mesmo tipo de LED e montagem que a Ducky utiliza e é algo que facilita muito a manutenção, pois infelizmente é normal LEDs RGB queimarem, independente a marca ou teclado.

No coração do teclado temos uma MCU Holtek HT32F1655, a qual também é utilizada por teclados recentes da Ducky. Além desta, há quatro controladoras de LEDs MBIA045GP espalhadas pelo teclado, algo que já é quase padrão em teclados com um "sistema de iluminação high-end" e também feito por muitos outros concorrentes.

Outra peça interessante, é a controladora USB "Genesys Logic GL3523", a qual é uma controladora USB 3.1 responsável pelo funcionamento do HUB USB 3.0 do teclado. Realmente nunca vi uma destas sendo usada em um teclado.

E agora a principal peça e o diferencial deste teclado, são estas "peças escuras" na direita da imagem, que ficam posicionadas em cima de um buraco que dá acesso ao switch. Estes são os encaixes dos sensores ópticos, que estão presentes apenas nas teclas QWERASDF:

O funcionamento é simples, o sensor óptico envia luz para a parte inferior do switch e conforme a quantia de luz refletida no inferior do switch, ele é capaz de detectar o movimento da tecla.

Chegando ao que é considerado a principal peça do teclado, temos switches Cherry MX Red RGB, mas por incrível que pareça, eles possuem uma resposta muito diferente de outros teclados com o mesmo switch.

Os switches do Cooler Master MK850 são mais macios do que os Cherry MX Red normais ou do que versões comuns de switches Reds de concorrentes (ex: Gateron, Kailh, Outemu...), o atrito dos contatos é mínimo e até parece que há um pouco mais de resistência na mola, dando maior "suavidade" ao switch.

Eu realmente não sei o que a Cooler Master fez nestes switches Cherry MX Red, se este é um lote "especial" com um novo método de produção ou se a própria Cooler Master aplicou lubrificante nos switches, mas eles realmente são diferentes (e na minha opinião, melhores) em resposta do que outros Cherry MX Red.

Recursos e Extras

E chegamos à parte mais extensa e interessante da análise, a impressão é que a Cooler Master colocou tudo o que poderia colocar nesse teclado.

Começando pela traseira, o Cooler Master MK850 possui um conector USB-C removível, o que já está se tornando comum em teclados mecânicos. O que não é comum porém, é além disto, tirar proveito da USB 3.0 e adicionar um HUB USB 3.0 de duas portas, este é realmente o primeiro teclado que vejo tendo ambos os recursos ao mesmo tempo.


E o mais impressionante, é que esta realmente aparenta ser uma porta USB 3.0 Full-Speed, os testes não mostram qualquer perda de velocidade no Kingston DataTraveler 3.0 em comparação com a entrada USB 3.0 da minha placa-mãe (ROG Strix X570F).

Muita gente já me falou "teclados deveriam tirar proveito da USB 3.0 e adicionar HUBs USB 3.0 Full-Speed", mas a razão por isso não ser comum, é a questão do custo que isto acrescenta ao teclado. Mas, como o Cooler Master MK850 é um teclado "flagship", o fato de que isto deixaria o teclado mais caro, não importa. Ele já seria caro com ou sem.

Chegando ao software, não vamos adentrar demais a parte de macros/iluminação/perfis pois o segmento do Aimpad já vai ser comprido demais, então fica o resumo:

Pros:

  • Quatro perfis internos
  • Ótima quantia de efeitos de fábrica, tendo até mesmo sistema de camadas
  • SDK aberto e compatibilidade com o Aurora (embora infelizmente os LEDs laterais não funcionem com o Aurora ainda)
  • Todas as teclas (até as multimídia!) e os dois scrolls são configuráveis (menos no modo Aimpad, nesse modo as teclas relacionadas não podem ser configuradas para outras funções)

Contras:

  • Interface de troca de funções de teclas é extremamente confusa
  • Problemas de tradução para PT-BR

E se o software da Cooler Master não tiver opções de iluminação o suficiente para você ou você quer sincronizar ele com periféricos de outras marcas, o Cooler Master MK850 é compatível com o Project Aurora.

Agora, vamos ao mais interessante, o sistema Aimpad, que permite que oito teclas (QWERASDF) tenham sensibilidade a pressão e possam ser usadas como analógicos ou gatilhos de botões de consoles.

Outras teclas também podem ser configuradas como "botões", mas apenas as teclas QWERASDF podem ser configuradas como analógicos ou gatilhos.

Como este sistema funciona? Basicamente o que ele faz é simular um controle do Xbox. Para fazer isso, são usados os sensores ópticos posicionados logo embaixo dos switches das teclas QWERASDF:

Outras teclas podem ser configuradas para botões do controle do Xbox, mas apenas o QWERASDF, que possui o sistema Aimpad, pode ser configurado como sendo analógicos ou gatilhos.

Para ativar ou desativar o Aimpad, você precisa pressionar o botão referente a ele, que fica logo acima do Numpad, bem na esquerda (o símbolo "<|>"). Os outros botões regulam a sensibilidade.

E qual o efeito disso em jogos? Bom, um exemplo é o CS:GO, onde há dois efeitos bem interessantes:

  1. Você pode caminhar até 130 sem fazer barulho, bem acima dos 100 que você consegue ao segurar o SHIFT com a AWP
  2. Você pode caminhar até 70 sem ter penalidade de spread (basicamente a mesma velocidade que você consegue com o CTRL, mas sem limitar sua visão)

Claro, ele não é compatível apenas com o CS:GO, nos nossos testes ele funcionou perfeitamente com o GTA V, Ion Fury, Apex Legends, Wolfenstein Young Blood, Forza Horizon 4 e até em emuladores. Há uma lista de jogos com suporte no seguinte link: http://aimpad.com/compatibility/

E claro, ele funciona em muitos jogos que nem estão presentes nesta lista, tal como o recém lançado Doom Eternal.

Embora simular um controle do Xbox faça esse sistema funcionar em uma quantia absurda de jogos, para se ter o melhor efeito em jogos de FPS, é necessário que o jogo de FPS/TPS suporte controle e mouse simultaneamente, caso contrário algum dos dois (normalmente o mouse) não vai funcionar.

Além do Aimpad, há várias outras alternativas para implementar teclas sensíveis a pressão, algumas que já estão sendo implementadas e outras que irão aparecer em teclados em breve.

A primeira alternativa é o switch que começou com isso, os switches ópticos Flaretech, que utilizam um sensor de luz para detectar a posição da tecla, mas eles não são a opção ideal devido à complexidade e dead-zone que possuem, eles só começam responder depois que você pressiona 1.5mm, dos 4mm totais de percurso:

A Razer também trabalha com um sistema óptico Razer Analog, usado no Tartarus Pro, mas sem toda essa complexidade de "lentes e prismas" do Flaretech, usando apenas um sensor fotossensível capaz de detectar o quanto de luz está recebendo e um "recorte" no switch que libera mais luz para o sensor conforme a tecla é pressionada. Mais simples, mais barato.

O problema porém dos Razer Analog, é que parece que eles são "sensíveis demais" e atingem o ponto mais alto do valor analógico com apenas 2mm, dos 4mm de percurso que possuem. É o contrário do problema dos Flaretech.

Também, há protótipos de switches utilizando sensores magnéticos para detectar a compressão da mola em switches convencionais, também permitindo que algumas teclas sejam sensíveis a pressão em qualquer teclado mecânico ou óptico. Atualmente este sistema está registrado pela empresa Alltrons.

Dentre todas as alternativas, esta é a minha favorita, espero que este sistema se popularize e se apresente como uma alternativa mais barata ao Aimpad.

E existem sistemas como o Hall Effect, que são switches que acionam pelo campo magnético de ímãs presentes nos switches. Estes já existiram em teclados no passado, já voltaram para o mercado em teclados como o SteelSeries Apex Pro (embora ele não tenha teclas sensíveis a pressão, mas a SteelSeries pode implementar quando quiser) e também estão presentes nos gatilhos do controle do Xbox One.

Switches com sistema Hall Effect são ainda mais duráveis do que switches Cherry, a carcaça do switch pode ser projetada para ser removível igual a switches ópticos, são mais precisos do que sistemas ópticos, não apresentam de-bounce e por isso acionam mais rápido, são à prova de double-click, e por natureza são resistentes a líquidos e poeira.

E o mais importante de tudo, todas as teclas podem ser sensíveis a pressão. Atualmente a Wooting está desenvolvendo a próxima versão de seus teclados com esta tecnologia.

Já existem cinco diferentes sistemas para detecção de pressão (Flaretech, Razer Analog, Aimpad, Alltrons e Hall Effect) a única coisa impedindo isso de se popularizar, é o custo das patentes

Enfim, veremos mais teclados com teclas sensíveis a pressão no futuro, não apenas pela questão de poder simular um controle do Xbox, mas também pelo fato de tais sistemas permitirem que o ponto de acionamento da tecla seja ajustável.

Através de sistemas como estes, é possível deixar teclas mais sensíveis para serem usadas em certos jogos, e menos sensíveis para serem usadas para digitação. É isto que o SteelSeries Apex Pro faz com seus switches e provavelmente também veremos outros concorrentes fazendo o mesmo.

Teclas sensíveis a pressão: justo ou injusto?

A questão da "legalidade" do uso de teclas sensíveis a pressão, é um tópico complicado, pois isto não é de forma alguma um cheat, tudo o que teclados como o Cooler Master MK850 fazem, é utilizar de um recurso que o próprio jogo já disponibiliza. Se isso vai gerar vantagem ou não, vai depender do jogo. De forma igual, se o uso vai ser permitido ou não, vai depender do jogo.

Se o jogo já permite que você utilize um controle ao invés de teclado/mouse, será que o uso de um teclado com teclas sensíveis a pressão deve ser considerado injusto/ilegal? Se eu utilizar um controle na mão esquerda e o mouse na direita, eu vou ter o mesmo controle de sensibilidade que teria com o Cooler Master MK850.

"Então deve-se bloquear o uso de mouse e controle ao mesmo tempo!", mas e se eu não tiver a mão ou os dedos no braço esquerdo e uso o analógico como WASD e o mouse na mão direita? Devemos prejudicar pessoas que necessitam de recursos de acessibilidade?

O caso do Counter Strike: Global Offensive é o mais grave e é causado pela forma como o "limite de som para passos" foi programado. É um problema do próprio jogo e já foi levantado múltiplas vezes nos últimos dois anos, mas até o momento nenhuma atitude foi tomada.

Não se sabe a razão para isto, será que é porquê a Valve não considera tal recurso tão vantajoso ou será que é porquê ele ainda não foi utilizado para criar vantagens em partidas profissionais? Será que veremos este recurso sendo utilizado em partidas agora que o Razer Tartarus Pro está disponível no mercado e também possui teclas sensíveis a pressão?

É extremamente fácil "bloquear" o uso de "teclas sensíveis a pressão", basta o jogo limitar para que você possa usar apenas controle ou apenas mouse/teclado e não os dois ao mesmo tempo. Vários jogos acabam fazendo isto sem esta intenção e o uso deste recurso acaba se tornando inviável.

Ao mesmo tempo, bloquear o recurso desta forma pode acabar impedindo ou limitando sistemas de acessibilidade (ex: Xbox Adaptive Controller) que pessoas com certas limitações podem utilizar.

Será que é correto e ético bloquear este tipo de recurso, ou será que os jogos devem ser programados sabendo que teclados sensíveis a pressão existem, para que eles não tenham uma vantagem desleal sobre teclados comuns?

São várias as opiniões sobre o assunto, mas a única certeza que podemos falar é: Valve, please fix.

Conclusão

O Cooler Master MK850 é um produto "flagship", um teclado projetado para ser anunciado como sendo o "topo de linha" da marca, tendo o máximo de recursos possíveis. E quando falei "máximo", não estava brincando.

É o único com sistema Aimpad para teclas sensíveis a pressão em jogos, é um dos poucos teclado com dois scrolls configuráveis, é um dos poucos com HUB USB 3.0 e aparentemente o único que combina isto com cabo USB-C removível.

Dentre as opções de teclas sensíveis a pressão disponíveis no mercado (o que inclui Flaretech e Razer Analog), o Aimpad é a melhor solução, pois não possui deadzones (como é o caso do Flaretech) e nem problemas de sensibilidade excessiva (como é o caso do Razer Analog), mas seu software poderia possuir um ajuste de curva, o sistema atual é limitado e não muito intuitivo.

Além destes recursos exclusivos, há teclas multimídia dedicadas, teclas adicionais para troca de perfis do Aimpad, algumas keycaps adicionais em PBT Double-Shot de alta qualidade, iluminação ao redor do seu corpo e um apoio para punho magnético em courino e memory-foam.

Ainda assim, é decepcionante que um teclado desta faixa de preço não utilize keycaps Double-Shot em todas as suas teclas. Sim, ele acompanha algumas e são keycaps de alta qualidade, mas realmente deveriam ser todas considerando sua faixa de preço.

O Cooler Master MK850 é o teclado que vai popularizar teclas sensíveis a pressão? Não, com certeza não, especialmente não com o seu preço, que atualmente se situa na faixa dos R$ 1.600.

A ideia da Cooler Master, ou de muitos outros produtos "flagship", não é tornar este um dos produtos "mais vendidos pela marca" e nem "ter lucro" em cima deles (já que nem vendem direito), mas sim mostrar que certas tecnologias e recursos podem ser aplicadas/inclusos caso a empresa quiser, puxar o limite da tecnologia, e obviamente também para questões de marketing, similar ao que ocorreu no caso das Nvidia Titan por exemplo.

Qualquer um sabe que estes produtos não possuem qualquer "Custo x Benefício" e que em breve estarão defasados, mas chamar eles de "inúteis" seria exagero. Eles possuem seu propósito, mesmo que possa não aparecer evidentemente.

Assim como as Nvidia Titan foram utilizadas como base para construção das melhores placas de vídeo das próximas gerações, o Cooler Master MK850 é um teclado "exagerado" que busca apresentar tecnologias que podem, ou não, estar em teclados mais acessíveis ou até melhores no futuro.

Outro propósito, é para ser usado para marketing, para mostrar a relevância da Cooler Master no mercado, apresentando um teclado mais completo e com um sistema de teclas sensíveis a pressão ainda melhor do que os concorrentes da Wooting, e ao mesmo tempo, algo que suas principais concorrentes, Corsair, Logitech, Razer e SteelSeries, não possuíam no momento do lançamento.

Cabe ao leitor da análise decidir se quer pagar o altíssimo preço pela exclusividade destes recursos que o teclado possui, ou então esperar algum tempo até que teclados e keypads mais acessíveis se tornem disponíveis, tal como o Cooler Master ControlPad, um keypad contendo o mesmo recurso de teclas sensíveis a pressão.

Ou então você pode deixar a questão de "recursos" de lado e comprar um teclado pré-montado high-end (ex: Leopold, Durgod, etc...) ou até montar um teclado "custom" com as especificações que quiser. Opções não faltam no mercado, mas tenho que admitir que entre os teclados "cheios de recursos", o Cooler Master MK850 é realmente um dos mais completos e interessantes.


PRÓS
Dois scrolls configuráveis
Compatibilidade com o Aurora devido ao SDK aberto
Excelente construção interna
Excelente software
Keycaps adicionais em PBT Double-Shot
Possivelmente o único teclado que possui USB-C removível em conjunto com HUB USB 3.0
Switches Cherry MX
Teclas multimídia dedicadas
Tecnologia de teclas sensíveis a pressão
CONTRAS
Apenas algumas das keycaps são PBT Double-Shot, quando na verdade TODAS deveriam ser, considerando seu preço
Preço absurdamente alto
Tags
  • Redator: Wellington Diesel

    Wellington Diesel

    Formado em Redes de Computadores, o "wetto" é um entusiasta do ramo de Periféricos. Autor do Guia do Teclado Mecânico, ele carrega consigo mais de 150 análises de mouses, teclados e headsets publicadas, além de diversos Guias e Artigos sobre teclados, mouses e headsets. Respeitado pela comunidade do Adrenaline, ele trabalha à distância como colaborador.

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.