ANÁLISE: Seagate BarraCuda SSD

Se procura um SSD padrão SATA, esse é mais um bom modelo

Hoje iremos analisar o SSD Seagate Barracuda de 500GB, primeiro da empresa a utilizar o nome de uma de suas mais famosas linhas de HD. O SSD Barracuda é baseado em conexão SATA3 com o tradicional formado 2.5 inch, possuindo 7 mm de espessura, visando também notebooks.

Essa linha tem modelos com 250GB, 500GB, 1TB e 2TB, todos com características técnicas bem parecidas, com tempo de leitura de 560 MB/s em todas as versões, e tempos de escrita de 540 MB/s para as versões de 1 e 2TB, 535 MB/s para a versão de 500GB que estamos analisando, e 530 MB/s para a versão de 250GB. Outra especificação que todos compartilham é o IOPS de leitura e escrita, 90K em todos os modelos.

Site oficial dos SSDs Seagate Barracuda

 


Especificações técnicas

Na tabela abaixo é possível conferir as especificações técnicas de todos os quatro modelos da linha Barracuda SSD da Seagate. Como já destacamos, uma diferença bem pequena entre alguns deles dependendo a capacidade de armazenamento. Essa diferença é bem comum em SSDs de praticamente todas as empresas.

Não temos muito mais o que falar de especificações de SSDs SATA, sendo que o limite de velocidade da tecnologia foi atingido. Hoje as memórias utilizadas estão entre os maiores diferenciais por questão de durabilidade,na prática SSDs com memórias lançadas nos últimos anos tendem a ter ciclos de vida muito longos, diferente do que acontecia anos atrás, com alguns modelos inclusive deixando de funcionar após poucos anos, algo bem incomum hoje.

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O controlador utilizado é um Phison PS5010 combinado com memórias Toshiba 3D TLC.


O que é TLC e MLC?


Para explicar o que é TLC (triple-level cell flash) o ideal é, antes, explicar do que se trata o MLC, padrão ainda utilizado pela maioria dos SSD atualmente apesar da mudança que o mercado está passando para o TLC. A sigla significa multi-level cell flash (MLC) e é utilizada para descrever memórias NAND flash que tenham a capacidade de armazenar 2 bits de dados por célula. O TLC é uma evolução dessa tecnologia, e permite armazenar 3 bits de dados por célula. Há ainda o single-level cell (SLC), onde cada célula armazena apenas um bit de dados. Cada uma tem vantagens e desvantagens, que veremos a seguir.

Vantagens e as desvantagens
A grande vantagem dos SSDs com tecnologia TLC está em seu menor preço. Isso porque drives com a tecnologia são mais densos, armazenando mais dados com a mesma quantidade de espaço. Ou seja, eles acabam tendo uma eficiência de custo maior. Mas isso, como tudo na vida, tem um preço (sem trocadilhos).

Os SSDs com a tecnologia TLC acabam não sendo tão rápidos e nem tão duráveis quanto os modelos com MLC e SLC. Por isso, eles não são indicados para uso profissional e nem para uso empresarial. Na verdade, os SSDs com TLC são mais indicados para usuários domésticos. Para esse pessoal não há uma diferença de desempenho perceptível, ao menos na grande maioria dos casos.


IOPS

IOPS se refere ao número de operações por segundo que um drive de armazenamento consegue realizar. Trata-se de um medidor de desempenho bem comum quando se trata de discos rígidos (HDD), drivers de estado sólido (SSD) ou até armazenamento em rede (SAN). Quanto maior o IOPS, mais rápido se realiza leitura e gravações.

A quantidade de IOPS de uma tecnologia é muito importante para o sistema. Por mais que muitos digam que o número de operações por segundo só interfere no desempenho de aplicações, um IOPS baixo pode impactar diretamente no funcionamento de um aplicativo, podendo até inviabilizar a sua implementação.

Desde os SSDs baseados em SATA, houve uma grande evolução na velocidade para os atuais drives NVMe, pulando de números como 100.000 para 500.000.


Fotos


O SSD é no tradicional formado 2.5 inch, sem nenhum destaque visual. A Seagate fez algo bem sóbrio utilizando apenas a cor preta, com os detalhes ficando pelo selo com informações do produto.

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Ele tem 7 mm de espessura, a "altura" mais indicada para uso em notebooks, alguns inclusive não suportam os modelos de 9 mm.

Abaixo a foto do Barracuda ao lado do primeiro SSD da Seagate lançado faz alguns anos, da linha 600.

Praticamente toda nova mainboard que chega ao mercado atualmente traz a conexão M.2 com suporte ao protocolo NVMe, possibilitando alcançar velocidade de leitura e escrita muito superiores ao SATA. Outro detalhe é o tamanho dos drives, muito menores no formato M.2 como podem ver abaixo.

Vejam também nessa foto, que esse modelo de SSD M.2 traz dois "recortes" na conexão, isso porque se trata de um modelo SATA, os modelos baseados em conexão NVMe trazem apenas um "recorte" no meio dos pinos de conexão.

Por fim colocamos lado a lado alguns modelos de SSDs. Nas fotos tem o Barracuda SSD junto com um T-Force Delta RGB de 9mm e dois modelos de SSD em formato M.2, sendo o Samsung EVO 960, um modelo muito rápido baseado em protocolo NVMe e o Kingston um SSD M.2, baseado em protocolo SATA. Durante os testes utilizamos todos esses modelos nos comparativos para dar uma noção exata da diferença.


Sistema utilizado


Abaixo, detalhes completos do sistema utilizado. Atualizamos TODOS os testes, também estamos fazendo um grande artigo comparando tudo que temos aqui na redação em se tratando de drives de armazenamento.

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Essa é nossa nova máquina padrão para análises de SSDs

Máquina utilizada nos testes
- Mainboard MSI MEG Z390 ACE [análise]
- Processador Intel Core i7-8700K [análise]
- Placa de vídeo Gigabyte GeForce RTX 2080 Ti [análise]
- Memórias G.Skill TridentZ RGB 16GB (2x8GB)
- SSD Samsung 960 EVO 500GB
- HD Seagate Barracuda 2TB 
- Fonte Thermaltake 850W Toughpower Gold

O SISTEMA NÃO RODA NENHUM ANTI VÍRUS OU
APLICATIVO QUE POSSA INTERFERIR NOS TESTES

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 10 Pro 64 Bits

Aplicativos/Games:
- AS SSD Benchmark 2.x
- ATTO Benchmark 4.x
- Battlefield 1 (DX11)
- BootRacer 7.x
- CrystalDiskMark 6.x
- DiskBench


Firmware


A Seagate lançou junto com o Barracuad SSD o Seatools  trazendo algumas funcionalidades, entre elas a atualização de Firmware e informações como tempo de vídeo útil do SSD entre outras informações.

Para quem quiser mais informações e baixar os softwares da Seagate, acesse esse link. O Seatoos SSD pode ser baixado diretamente através desse link.


Temperatura


Como sempre destacamos nas análises de SSD, modelos baseados em conexão Sata praticamente não geram calor, com o SSD ficando com a temperatura ambiente de onde está instalado. Em SSDs de conexão M.2 isso pode mudar bastante, sendo normal ficarem na casa de 60º, 70º quando em operação. A temperatura desses drives vai depender do controlador, memórias e especialmente onde o SSD ficará posicionado, se direto na mainboard ou em uma placa dedicada vertical, solução também muito utilizada atualmente, ou mesmo se a mainboard ou placa adaptadora tiver algum sistema de dissipação ajudando a resfriar.

A temperatura dos SSDs em formato 2.5 inch
depende principalmente de onde estão instalados

Abaixo, tela do Crystal Disk Info com alguns detalhes técnicos do SSD analisado, em seguida gráficos comparativos de temperatura com o sistema em modo ocioso e também com a temperatura máxima atingida quando rodando o aplicativo ATTO v4.x.

É importante destacar que em nossos testes não utilizamos nenhum dissipador ou solução que possa interferir a favor do SSD em formato M.2 no quesito temperatura, visando ter um cenário mais próximo do real em quanto o SSD "esquenta" sem interferência de outro componente.

Também mudamos o sistema e a disposição de onde o SSD M.2 fica para evitar que algum outro componente afetasse a temperatura dele.


Testes sintéticos


Para os comparativos utilizamos SSDs de diferentes protocolos de conexão. Os modelos Barracuda, Savage, Delta RGB e SM2290S3G2 são baseados em protocolo SATA3, já o modelo Predator N.2 PCIe é um SSD baseados em PCIe Gen2 x4, e o EVO 960 em NVMe PCIe Gen3 x4, sendo assim será possível ver a diferença real na prática entre todos os protocolos, ou também onde não teremos diferenças.

Adiantamos que na grande maioria dos casos a diferença ficará por conta de testes sintéticos. Outro detalhe importante é que para tirar o máximo de situações como cópia de arquivo entre diferentes SSDs, os dois modelos precisam ser rápidos, caso contrario o modelo mas lento será o limitador da velocidade.

AS SSD Benchmark
Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD, HD etc.

O aplicativo faz uma série de testes em diversas situações de leitura e escrita e, no final, gera uma pontuação com a média entre todos os testes. Confiram abaixo:

ATTO Disk Benchmark
Outro famoso aplicativo para teste de desempenho de unidades de armazenamento é o ATTO. Vejam abaixo o comportamento dos modelos comparados:

CrystalDiskMark
Com o aplicativo CrystalDiskMark versão 6, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar dois resultados indicados pelos próprios desenvolvedores, o teste "SeqQ32T1" e p "4KiB Q32T1". Abaixo, os resultados em modo leitura e escrita:


Testes práticos


Carregando um game (Battlefield 1)
Outro teste interessante é o carregamento de um game. Para isso, utilizamos o Battlefield 1 com teste em cima do mesmo mapa que utilizamos em boa parte de nossas reviews de placas de vídeo. O conceito do teste foi simples: medir o tempo que levou da hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa, porém executamos o teste e depois carregamos novamente o mesmo mapa na sequencia, para ver como fica o comportamento após o sistema já ter o mapa "pre carregado" na memória.

A segunda vez que se carrega um mesmo mapa
demora o mesmo tempo em um SSD ou em um HD

Tempo de BOOT (Windows 10 Pro 64 bits)
Com o software BootRacer, medimos o tempo necessário para inicializar o sistema operacional, um dos principais atrativos de drives SSD.

O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo, por isso é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho.


Cópia de arquivo - SSD NVMe
Abaixo os testes de desempenho em cópia utilizando um SSD padrão NVMe de alto desempenho para enviar e também receber, sendo assim tiramos o fator limitador de velocidade de um drive mais lento como aconteceria com um HD padrão Sata3, já que o SSD utilizado, um Samsung 960 EVO, tem velocidade de leitura de até 3.200 MB/s e escrita de 1.800MB/s.

O teste utiliza o aplicativo DiskBench para o processo.

Para o cenário ideal de cópia ambos os drives precisam ser rápidos

Drive analisado para SSD Samsung 960EVO M.2 500GB NVMe (leitura)
Neste teste copiamos os arquivos do drive analisado para um SSD NVMe de alto desempenho. Este seria o teste de leitura, já que ele não escreve nada no drive analisado.

Samsung 960EVO M.2 500GB NVMe para drive analisado (escrita)
Invertendo o processo, agora copiamos os arquivos do 960EVO para o drive analisado, consistindo em um teste prático de escrita, já que os dados estão sendo gravados no drive. 


Atualmente temos uma infinidade de modelos de SSDs no mercado, com um marketing forte em cima de novos modelos NVMe, sendo que esse protocolo traz velocidades muito superiores ao padrão SATA3, porém na prática a maior diferença é o sistema ter ou não um SSD, seja ele um SATA com velocidade na casa de 500 MB/s, ou um NVMe com velocidades acima de 3000 MB/s, porque isso? Porque um dos maiores atrativos de um SSD é o ganho de desempenho com o sistema operacional, que fica muito mais rápido, send assim, um SSD SATA3 com sua limitação de velocidade vai ser incomodar apenas quem realmente vai fazer cópias de muitos arquivos, caso contrario eles ainda são muito indicados, especialmente para quem não tem um SSD.

Dito isso, o Barracuda pode ser considerado um bom SSD, tem espessura de 7mm que pode ser importante se for instalado a um notebook, alguns modelos com 9mm ou mesmo 10mm podem ser incompatíveis pela espaço disponibilizado.

O modelo que testamos é de 500GB, com características técnicas quase idênticas aos demais modelos da linha Barracuda. Como temos destacado em todas as análises de SSDs nesse formato, atualmente modelos de marcas boas não trazem grandes diferenças, tanto e velocidade como no tipo de memórias. Sim, MLC é melhor, mas modelos como esse com memórias TLC tendem a durar a vida inteira para a maioria dos usuários, especialmente porque se trata de um tipo de produto que tende a continuar evoluindo e 10 anos muita coisa pode mudar.

Modelo de 1TB está entre os mais rápidos do mercado

Apesar da limitação de velocidade dos SSDs Sata frente aos modelos M.2 NVMe, o lado positivo é que os modelos Sata tem a temperatura máxima definida pela temperatura ambiente, já os modelos M.2 além de esquentarem também são dependendo do local onde estão instalados na mainboard, qu também gera calor em muitos modelos.

Seu preço por ter sido lançado não faz muito tempo está levemente acima de modelos concorrentes, mas diferente de outros tipos de produtos não varia muito. É um modelo indicado para quem pretende ter um primeiro SSD, os testes comprovam que em vários casos tirando testes sintéticos ele é praticamente igual um modelo NVMe de alta velocidade, especialmente em situações rotineiras como BOOT de sistema de loading de game.

Novamente frisamos que para usufruir de toda a velocidade que modelos NVMe podem alcançar, dependendo o uso, como em cópias de arquivos por exemplo, tanto que envia quanto quem recebe precisa ser "rápido", caso contrario o modelo mais lento será o limitado da velocidade, ou seja, de nada adianta ter um SSD NVMe e copiar arquivos para um HD, já que o HD vai limitar a velocidade de cópia.

Estamos fazendo uma base de testes bem grandes com cerca de 20 SSDs e HD´s, em diferentes protocolos e formatos, sendo muito interessante para quem está pensando em comprar um novo drive de armazenamento, em especial SSDs.

Conclusão

 

Avaliação: Seagate BarraCuda SSD

Tecnologias
8
Desempenho
8
Preço
7

PRÓS
Bons tempos de leitura e escrita
Alta longevidade
Garantia de 5 anos
CONTRAS
SATA3 tem velocidades limitadas para quem precisa de alto tráfego de dados
Tags
ssd
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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