ANÁLISE: Review da Powercolor 4770 PCS 512 MB

Um intermediário mais ou menos com um preço desproporcional

A Quantum teve uma estreia interessante no mercado com smartphones fortemente focados no custo x benefício, como o seu muito elogiado Quantum GO. Agora, com seu novo Quantum Sky, a empresa quer arriscar no segmento intermediário-premium de preço, mas não necessariamente oferecendo um hardware condizente com o valor cobrado. No site oficial do aparelho, somos recebidos com essa mensagem atípica: "Megapixels, Megabytes, Megahertz. Há muito os smartphones vivem em um mundo governado por números. Mas, no dia a dia, o mais importante são as experiências que esses aparelhos nos oferecem." E como, então, é a experiência que o Quantum Sky oferece? Vamos ver na análise.

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Design e Tela


Um acabamento de qualidade, com um design bem simples

O Quantum Sky tem uma ótima construção, com um acabamento de qualidade em metal. Os botões de volume e de desligar ou travar a tela ficam localizados do mesmo lado, como acontece com muitos aparelhos Android. O botão de travar, inclusive, é destacado por um detalhe sutil, numa cor metálica entre o laranja e o cobre que fica bem bonito.

Mas a qualidade do acabamento não chega a dar uma sensação de "aparelho premium" para o Quantum Sky. As bordas ainda são um tanto espessas deixando o aparelho um pouco grande. Além disso, o smartphone é relativamente espesso, algo que não é tão problemático porque ele acompanha uma boa quantidade de bateria para justificar.

a qualidade do acabamento não chega a dar uma sensação de "aparelho premium" para o Quantum Sky

A câmera do Sky é um pouco (quase nada) protuberante. A "lombada" é tão pequena que usar a capinha que acompanha o smartphone já deixa ele completamente nivelado, então isso não chegaria a contar como um ponto muito negativo. Mas nem por isso a Quantum ganha um passe livre por não ter incorporado a câmera completamente na carcaça porque ela não é das melhores e, como dito antes, o smartphone é um tanto grosso. Espaço tinha.

o nível de brilho da tela é bastante poderoso e chama a atenção

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A tela do aparelho merece elogios. As cores são vivas e a imagem tem ótima qualidade para um aparelho LCD Full HD. Além disso, o nível de brilho é bastante poderoso e chama a atenção. O smartphone parece um holofote em ambientes escuros e garante boa usabilidade nos lugares mais claros. E seu tamanho está de acordo com a média das opções no segmento.

Performance


Desempenho mediano com alguns bugs desnecessários

Processadores MediaTek não são necessariamente problemáticos, como o LG X Power já nos provou, mas uma má otimização pode trazer bugs e falhas bastante frustrantes para o usuário. Este é o caso do Quantum Sky, que enfrenta alguns problemas no seu funcionamento.

O smartphone funciona bem e de maneira fluida na maior parte do tempo, inclusive com vários apps abertos ao mesmo tempo, mas alguns jogos podem fechar do nada, sem aviso e, aparentemente, sem motivos. E, pior que isso, durante meu uso encontrei bugs em dois dos apps mais populares do mundo: Netflix e WhatsApp. O Netflix começou a dar um "erro 5.2", primeira vez que me acontece dentre inúmeros aparelhos testados.

O WhatsApp, por sua vez, constantemente desconecta e para de receber mensagens. Aparentemente o bug acontece por eu ter testado o aparelho com o SIM no slot 2 e não no slot 1, algo simples de se contornar. Mas se o Sky não dá conta de usar o slot 2 como SIM principal sem falhas, ele não deveria dar essa opção ao usuário.

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Autonomia


Uma grande bateria garante boas horas longe da tomada

A autonomia conta como ponto positivo no Quantum Sky. Seus 4.010mAh garantem uma usabilidade tranquila, durando até mais de um dia quando não forçamos o aparelho. Não dá pra garantir que ele vai durar dois dias para o uso comum de qualquer pessoa, mas é possível ter certeza que ele não vai deixar quase ninguém na mão. O smartphone acompanha um recurso de carregamento rápido, que se faz necessário por causa da grande capacidade de sua bateria.

O resultado do benchmark, um tanto abaixo dos concorrentes, pode ser por causa da potência de brilho da tela, que está muito acima da média, como citado anteriormente. Este resultado teórico não é bem o que vemos na prática do uso do aparelho, em que o display passa a maior parte do tempo com metade da sua capacidade de luminescência.

Câmera


Possivelmente a pior do segmento

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A câmera do Quantum Sky é ruim. Bem ruim. Sua qualidade deixa tanto a desejar que antes mesmo de colocar suas fotos lado a lado no comparativo já foi possível ver que o smartphone não se sairia bem, como o leitor mesmo pode observar abaixo:

A câmera do Quantum Sky é ruim. Bem ruim.

O mínimo movimento já borra as fotos, mesmo quando o fotógrafo está completamente parado. Colocando o Sky para competir com seus concorrentes do segmento, o resultado não parece nada bom para o smartphone da Quantum.

Boa luz

Pouca luz

Flash

E isso acontece porque o Sky, na verdade, é um "selfie phone". Sua câmera frontal tem mais qualidade que a traseira, entregando fotos que não chegam a ser incríveis, mas que são bem mais satisfatórias do que as mostradas anteriormente:

o Sky, na verdade, é um "selfie phone".

Isso acompanhado ao flash frontal do aparelho garante um diferencial nas selfies. Abaixo, uma tentativa de comparativo entre as câmeras traseira (esquerda) e frontal (direita).

As fotos da análise foram redimensionadas e tratadas para não pesarem demais. Para ver uma foto no formato original, clique neste link.

Recursos e Extras

O Quantum Sky traz uma "experiência quase pura" do Android, como a própria empresa promove na página oficial do produto. Não há quase recursos extras além do pouco confiável leitor de digitais. A câmera é que conta com a maioria dos diferenciais, trazendo um modo de foto noturna que estoura as cores para a imagem parecer melhor e um "embelezador". O recurso de embelezar está cada vez mais popular em smartphones e no caso do Sky seu diferencial é que ele pode ser usado também na câmera traseira, não só na frontal, permitindo ainda regular cada uma de suas opções (afinar o rosto, clarear, etc) ao gosto do freguês. A foto abaixo mostra o que acontece se você usa todas essas opções no máximo:

Conforme comentei por cima, o leitor de digitais do Quantum Sky não é dos mais confiáveis. Trata-se de um botão físico que também atua como home, então fica situado na base do aparelho, que não é minha posição preferida, mas isso varia bastante pra cada usuário. O que todo mundo concorda é que este sensor tem que ser rápido e preciso, o que não é o caso. Nem sempre ele consegue ler as digitais, principalmente com um movimento mínimo do dedo.

o leitor de digitais do Quantum Sky não é dos mais confiáveis

Ao lado do botão home/sensor de digitais estão os outros botões do Android, capacitivos e não retroiluminados. 

Contando como "extra" aqui também podemos citar a capinha de silicone que acompanha o aparelho. É transparente e bem simples, mas sendo algo totalmente opcional e que não vem junto com a maioria dos smartphones, certamente conta como um ponto muito positivo.

Apesar das críticas nesta review, o Quantum Sky não é um aparelho ruim. De maneira alguma. Sua bonita tela, com iluminação poderosa e cores vivas, acompanhada de ótima autonomia, até compensam seu sensor de digitais abaixo da média e ocasionais bugs.

O verdadeiro problema do Quantum Sky é seu preço

O verdadeiro problema do aparelho é seu preço, que nos faz ficar muito mais exigentes com o aparelho e menos inclinados a perdoar sua decepcionante câmera. Chegando por R$ 1.500 o Quantum Sky não tem condição nenhuma de competir com os outros aparelhos que podem ser encontrados por este preço. Para fins de comparação, evitamos usar aparelhos mais antigos do que o ano passado, mas pra quem não liga de ir mais pra trás nos anos, é possível encontrar diversos e excelentes topos de linha de 2014/2015 por um valor parecido.

E mesmo quando o Sky cair de preço para uma faixa dos R$ 900, como eu imagino que vai acontecer, ainda haverá aparelhos mais interessantes que ele.

Conclusão

 

Avaliação: Review da Powercolor 4770 PCS 512 MB

Design
8.0
Tela
9.0
Performance
6.5
Autonomia
8.0
Câmera
5.0
Recursos e Extras
6.0
Preço
4.0

PRÓS
Acabamento caprichado em metal
Tela bonita com brilho forte
Acompanha capinha de silicone
Flash frontal
CONTRAS
Leitor de digitais pouco confiável
Câmera deixa muito a desejar
Bugs ocasionais em aplicativos populares
Preço elevado para a qualidade do aparelho
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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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