ANÁLISE: Need for Speed Shift: fotos do BMW M3 GT2

Smartphone ganha design mais refinado e excelentes câmeras

O Zenfone 4 é um smartphone do segmento intermediário premium, composto por aparelhos que buscam entregar todas as qualidades de um bom celular, como excelente design, performance e câmera, porém sem chegar aos preços exorbitantes do segmento topo de linha, resultando assim numa melhor relação entre custo e benefício. A nova geração do Zenfone conta com um design mais refinado, introdução de duas câmeras traseiras e atualizações no hardware.

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Design e Tela


Acabamentos mais refinados e um pouco mais pesado

A linha Zenfone mantém  uma abordagem semelhante a que vemos em empresas como Samsung e Sony: na parte traseira há um acabamento em vidro, enquanto as laterais usam o metal para entregar maior resistência e melhor ergonomia. Apesar de não ser um material dos mais resistentes (mesmo contando com a proteção Gorilla Glass) e ser sucetível a riscos e especialmente a ser quebrado, é inegável que os aparelhos com traseira em vidro têm alguns dos melhores visuais, e o Zenfone 4 aposta em um efeito circular que ficou bonito e elegante. Seu peso é um pouco maior que o de rivais, mas não chega a níveis comprometedores.

O grande destaque do Zenfone 4 é seu acabamento. O uso de Gorilla Glass 2.5D deixou a tampa traseria e o display frontal com um final arredondado, e o encaixe com as bordas está muito mais preciso e melhor integrado do que víamos no Zenfone 3, o que torna esse aparelho mais agradável ao toque e traz a sensação de ser mais uníssono. As duas câmeras traseiras estão totalmente integradas ao corpo do aparelho, então pode dizer adeus àquela lombada no local onde fica a câmera. 

Zenfone 4 (esquerda) e Zenfone 3 (direita)

Outra novidade no design dessa geração é que o sensor de digitais "pulou para frente", algo que deve agradar os consumidores que preferem essa posição e que possibilita destravar o aparelho sem levantá-lo da mesa, por exemplo. Aqui temos uma abordagem mista entre o que há nos aparelhos Moto e Galaxy. Há um sensor de digitais frontal que serve também como botão home sensível ao toque, como vemos em aparelhos recentes da Motorola. Porém a Asus aproveitou o espaço nas laterais e colocou botões capacitivos para as funções voltar e o multitarefa, assim como faz a Samsung e está também presente em aparelhos como o OnePlus. Acho isso muito mais eficiente e interessante que os gestos que a Motorola vem colocando, e pontos extras pois enfim a Asus tornou esses botões retroiluminados.

O display utilizado é do tipo IPS, o que significa que não traz cores tão vibrantes quanto rivais equipados com tecnologia AMOLED. Apesar dessa desvantagem, acho o resultado final bom, com pouca distorção da imagem independente do ângulo de visão, bom nível de brilho da tela e cores bastante equilibradas. O modo padrão, inclusive, veio com o balanço de cores mais neutro, o que é mais interessante para uso prolongado do aparelho por ser menos "cansativo" olhar para a tela. Quem prefere mais saturação pode deixar as cores mais "berrantes" nas configurações da ZenUI. A saturação faz mais falta na hora de ver filmes ou olhar as fotos, que ficam com menos vivacidade se comparado ao que temos em rivais com AMOLED, como o Galaxy A7 ou o Moto Z2 Play.

A tela tem bom balanço de cores e luminescência, mas não alcança a saturação de cores dos modelos com AMOLED

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Outro aspecto relevante do design do Zenfone 4 é seu sistema de som. Ele possui duas saídas: uma na parte de baixo, junto com o carregador USB Tipo-C, e outra na tradicional caixinha onde são feitas as ligações. Como resultado, temos um som estéreo, porém ele não é equilibrado: a saída de som na base é mais potente e tem uma presença mais notável dos tons graves, enquanto a do outro lado é mais fraca e sem ênfase no grave. Apesar desse desequilíbrio, a solução é mais interessante que outros aparelhos com som apenas na base, principalmente se você bloquear uma delas na hora que segurar o aparelho. 

Câmera


Asus traz a melhor câmera do segmento

O Zenfone 4 chega com uma campanha publicitária bastante clara: o "We love Photos" ("nós amamos fotos") deixa evidente que o foco dessa linha de aparelhos são suas câmeras fotográficas, e essa geração do Zenfone chega com muitos recursos para fotos e vídeos.

A fotografia no aparelho fica por conta de duas câmeras traseiras, uma câmera de 12MP mais "tradicional" com abertura de 83 graus, velocidade de foco de 0,03 segundos com foco dual pixel PDAF, abertura de f/1,8, estabilização óptica em 4 eixos e digital de 3 eixos. A segunda câmera de 8MP aumenta o ângulo de captura para 120 graus. 


Boa luz


Pouca luz


Flash

As duas câmeras atuam de forma complementar: a câmera principal tem as melhores especificações técnicas e é a capaz de captar mais luz, com resultados superiores especialmente em situações ruins de luminosidade. Já a grande-angular entra em ação nas situações em que o ângulo de 83 graus não é suficiente para captar a cena toda, algo bem comum especialmente em fotos internas:

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Esse recurso é muito interessante para quando não cabe todo mundo na foto, ou quando queremos mostrar mais do ambiente sem apelar para uma panorâmica. Essa câmera grande-angular também possibilita alguns enquadramentos e cenas bem diferentes, sendo um excelente adicional aos "truques na manga" do Zenfone.

A lente grande-angular adicional faz a galera caber

Em contrapartida, ao optar pela grande-angular, o Zenfone 4 não possui o recurso de Zoom como no Zenfone 3 Zoom, e também não foi implementando o estilo bokeh para fotos. O que existe é um modo retrato que tem resultados bastante desanimadores, em muitas situações, com fotos excessivamente artificiais e com falhas no desfoque do fundo.

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A Asus apostou em um pós-processamento da imagem que em alguns momentos fica evidente, com cores um tanto saturadas e especialmente um efeito de desfoque nas cenas com granulação muito aparente, como em situações ruins de luz. Pode desagradar quem busca uma foto mais realista, porém tem muito potencial de agradar a maioria dos consumidores, que buscam fotos com cores vivas e com excelentes contrastes. Outro destaque é a grande captação de detalhes em situações favoráveis de luz.

Zenfone 4 tem uma das melhores câmeras do segmento

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Há uma granulação evidente nas imagens em condições ruins de luz, além de uma redução na capacidade do aparelho em captar detalhes da imagem. Apesar desse efeito negativo, ele é inevitável em situações mais desafiantes de luz, e em geral ele se sai melhor que rivais diretos.

Além dos modos tradicionais, o Zenfone conta com captação de vídeos em [email protected] ou 240FPS em qualidade HD no modo câmera lenta. O resultado é legal, mas tem que usar com cautela em cenas ruins de iluminação:

Outro recurso sempre bem-vindo é o modo Pro, que deixa liberado para o usuário brincar à vontade com configurações como tempo de exposição (dá pra por até 32 segundos!), ISO, temperatura de cor, etc. É uma boa pedida para usuários mais experientes em fotografia, ou mesmo novatos querendo experimentar. Além desses modos, o Zenfone 4 conta com diversos filtros em uma interface já bastante consagrada de outras fabricantes, com opções como "retrô", "nostálgico", "desvanecido", etc. Também vem pré-instalado o "selfie master", que faz, bem, apliquei ele com intensidade máxima pra vocês tirarem suas conclusões:

Aproveitando para comentar da câmera frontal, ela não tem o mesmo nível de qualidade que temos disponível na câmera traseira, especialmente no foco. Ele é um pouco mais lento, e pode desfocar mais fácil se você não segurar firme o aparelho. Em situações de baixa luz ele sofre por ter uma abertura um pouco menor (f/2.0), logo deve dar preferência para sua câmera traseira principal em situações ruins de luz. Se é um entusiasta de selfies, talvez seja melhor pegar o Zenfone 4 Selfie, que "joga pra frente" suas melhores tecnologias.

A câmera selfie faz seu trabalho, mas é menos eficiente que a traseira

Performance


Desempenho imbatível e memória de sobra

O Zenfone 4 conta com duas versões de processadores: Qualcomm Snapdragon 630 e 660, e com versões de 4 ou 6GB de RAM, ambos patamares excelentes para um dispositivo Android.  Como já é hábito das fabricantes, a Asus mandou o aparelho com a configuração mais potente para "fazer bonito" no nosso comparativo.

A versão com Snapdragon 630 não possui NFC

Para quem está de olho em um aparelho com o Snapdragon 630, ele traz leves evoluções comparados à pontuação do Snapdragon 625 presente no Zenfone 3. Isso também rola no processamento gráfico, já que o S630 usa a Adreno 508 ao invés da Adreno 506 usada no S625.

O Snapdragon 660 traz ganhos significativos de desempenho comparado ao Snapdragon 625 da geração anterior e ao 626 presente em modelos como o Moto Z2 Play. Na prática temos o resultado esperado de um bom SoC que, combinado com grandes quantidades de RAM, resulta em um aparelho muito ágil, capaz de alternar entre aplicativos praticamente sem delays e com muita agilidade para lidar com qualquer aplicação.

O Zenfone 4 abre e alterna entre aplicativos sem nenhum sinal de lentidão ou delays

 

Autonomia


Capaz de garantir um dia fora da tomada

Se por um lado os smartphones intermediários não têm todo aquele desempenho dos topo de linha, por outro esses modelos com componentes mais "ponderados" costumam se sobressair em outro aspecto: duração de bateria. Assim como outros modelos do segmento, o Zenfone 4 tem uma autonomia bastante sólida, capaz de segurar um dia de uso com uns 20 a 25% de bateria restando. 

Usando o app AccuBattery temos uma estimativa de "uso combinado" — aquele do cotidiano com momentos de tela apaga e aparelho em modo de espera e momentos de uso mais intenso — total de 21h14min. Uso com tela constantemente acesa é de até 8h24min, de acordo com o app, o que mostra que se você "forçar a barra", ainda consegue descarregar seu aparelho antes do final do dia.

Se o seu foco é mais na autonomia que na performance, a opção como Snapdragon 630 é a melhor pedida. Esse processador tem o melhor balanço entre desempenho e consumo, e tem potencial para fazer seu trabalho consumindo menos energia e garantindo mais tempo longe da tomada.

Recursos e extras


ZenUI apresenta boas evoluções

Um ponto crítico para muitos consumidores quando o assunto é Zenfone são as modificações da Asus na interface do Android e suas funcionalidades. A ZenUI, uma interface que é sobreposta ao Android tradicional, já foi bastante agressiva nas suas alterações e, principalmente, na grande quantidade de aplicações pré-instaladas (os famigerados bloatwares) tanto da Asus quanto de terceiros.

A ZenUI 4.0 traz um design de interface melhorado

Felizmente as coisas estão melhores no Zenfone 4. Ele chega equipado com a versão 4.0 da ZenUI, com melhorias importantes no visual do sistema. Muitos dos ícones ganharam um design mais leve, seguindo melhor as tendências de interface mais recentes, e até menus de configuração estão com a organização mais similar ao Android em sua versão padrão.

O Zenfone 4 enfim chegou com muito menos bloatware

O mais importante é ver o aparelho menos "atochado" de aplicações. Tanto a pasta com aplicativos da própria Asus quanto o Apps4U está bastante enxuta, e inclui alguns softwares bastante úteis como calculadora e gravador de som. Os "aplicativos pra você" se resume à santa tríade de Zuckerberg: Instagram, Facebook e Facebook Messenger. O aparelho à venda no país deve incluir mais apps, como a loja de aplicativos nacionais, mas se for semelhante ao que recebemos para testes, vai trazer uma quantidade muito menor de aplicativos indesejáveis pré-instalados. Além da ZenUI, o Zenfone traz no pacote alguns itens extra como 100GB de armazenamento na nuvem no Google Drive.

Outro recurso adicional que vem se tornando um padrão da indústria é a presença do sensor de digitais. O Zenfone 3 e 3 Zoom se destacaram por seu excelentes sensores de digitais, com leituras instantâneas e pouquíssimas falhas. O Zenfone 4 trouxe um leitor um pouco menor para caber na parte frontal do aparelho, e como resultado o nível de acertos está um pouco menor. Apesar dessa qualidade um pouco reduzida em comparação aos antecessores, ele ainda é bem mais eficiente que a experiência que tenho com modelos Galaxy, e fica em par com outros aparelhos com sensores nessa posição, como os modelos da Lenovo/Motorola.

O Zenfone 4 traz algumas melhorias importantes comparado ao aparelho do ano passado. O design tem refinamentos evidentes, com um visual mais bonito e encaixes mais precisos, deixando o aparelho com uma aparência mais uníssona que o modelo antecessor. O display tem boa luminescência, boa densidade de pixels e fica devendo apenas as cores mais vivas que vemos em modelos rivais, como o Galaxy A7 ou o Moto Z2 Play, que chegaram equipados com display AMOLED.

A Asus prometeu foco na fotografia e entregou. O Zenfone 4 é, em diversos aspectos, o melhor smartphone para fotos do segmento, com excelentes resultados em condições favoráveis de luz e bons resultados em cenas mais escuras. A adição de uma segunda câmera traseira com maior abertura abre novas possibilidades de enquadramentos e, principalmente, de imagens que conseguem colocar mais gente na foto ou mostrar mais do ambiente, mesmo nas situações onde não há muito espaço disponível. Nas demais situações, a câmera tradicional contará com melhor qualidade, maior captação de luz e um bom sistema de estabilização.

A performance não decepciona graças à combinação de um bom SoC e bastante memória, o que deve garantir um bom tempo antes do aparelho ficar lento. Unindo design, câmera e performance, o Zenfone 4 consegue todos os principais aspectos que buscamos em um bom smartphone. E agora que o ZenUI em sua versão 4.0 enfim pegou leve na interface e nos aplicativos pré-instalados, a Asus parou de sabotar a si mesma nesse aspecto.

Zenfone 4 bate rivais entregando mais performance e com câmeras melhores

O Zenfone 4 chegou com preço sugerido de R$ 1.899,00, ou seja, ele chegou por R$ 100 mais barato que seu rival direto Moto Z2 Play e bem abaixo dos R$ 2.299 do lançamento do Galaxy A7 2017. Esse é um bom valor de começo, mas é bom ficar de olho, já que o modelo da Motorola pode ser encontrado por valores abaixo dos R$ 1.7 mil, e o Galaxy A7 até por menos de R$ 1.5 mil. Não tem como prever oscilações nos preços no futuro, mas com valores mais próximos, o Zenfone 4 tem plenas condições de ser a melhor opção para os consumidores que buscam um aparelho com mais performance e uma câmera superior ao dos rivais, ficando devendo só uma tela AMOLED para quem deseja cores mais vivas no display, ou resistência a água, como está presente no A7.


Conclusão

 

Avaliação: Need for Speed Shift: fotos do BMW M3 GT2

Design
9.0
Câmera
9.0
Desempenho
9.0
Autonomia
8.0
Recursos
9.0
Preço
8.0

PRÓS
Ótimo acabamento e belo design
Boa tela
Excelentes câmeras
Boa performance e autonomia
Já traz uma capinha no kit
CONTRAS
Acabamento em vidro é mais frágil que outros materiais
Uso de IPS na tela traz cores menos vibrantes
NFC ficou de fora da versão com Snapdragon 630
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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