ANÁLISE: AMD Ryzen 5 1600X

Modelo é um dos melhores Ryzen disponíveis para games

A linha Ryzen 5 chega para atender os consumidores do segmento intermediário, mantendo as novidades da microarquitetura Zen, porém em um produto com uma quantidade menos massiva de núcleos e threads, como presente na linha Ryzen 7, composta por octa-cores. Já experimentamos o modelo mais modesto da linha, o Ryzen 5 1400, e agora é hora de ver o que é capaz o mais "parrudo": o Ryzen 5 1600X.

O Ryzen 5 1600X chega equipado com 6 núcleos e 12 threads, e seu preço de US$ 249 em cenário internacional dá exatamente no patamar onde a Intel situa o Core i5-7600K (ou situava, já que agora o modelo da Intel aparece por US$ 239, essas maravilhas que a concorrência faz).

No Brasil o Ryzen 5 1600X está disponível por R$ 1.060, acima do Core i5-7600K que é vendido por valores na casa dos R$ 950. Isso coloca essa CPU em uma situação de maior pressão, comparado ao que vimos com o Ryzen 5 1400, que chegou mais barato que seu rival direto, o Core i5-7400. Aqui temos um processador que custa 100 reais a mais que o rival Intel Core. Será que vale o investimento adicional? 

Confira nossa análise do AMD Ryzen 7 1800X
Confira nossa análise do AMD Ryzen 7 1700X

Confira nossa análise do AMD Ryzen 5 1400

Comparativo

AMD Ryzen 5 1600XAMD Ryzen 5 1600AMD Ryzen 7 1700AMD Ryzen 7 1800X

Preços

Preço no lançamentoU$ 249,00 U$ 219,00 U$ 329,00 U$ 499,00
Preço atualizadoR$ 699,90 R$ 860,00 R$ 999,90 R$ 1.900,00

Especificações

CodinomeSummit Ridge Summit Ridge Summit Ridge Summit Ridge
SoqueteAM4 AM4 AM4 AM4
Fabricação em14nm 14nm 14nm 14nm
Instruções64-bit 64-bit 64-bit 64-bit
Núcleos6 6 8 8
Threads12 12 16 16
Clock3600 MHz3200 MHz3000 MHz3600 MHz
Clock (Turbo)4000 MHz3600 MHz3700 MHz4000 MHz
DesbloqueadoSim Sim Sim Sim
Canais de memóriadual-channel dual-channel dual-channel dual-channel
MemóriasDDR4 @ 2666MHz DDR4 @ 2666MHz DDR4 DDR4
Cache16 16 16 16
PCI Express3.0 3.0 3.0 3.0
Canais PCI Express24 24 24 24
TDP95 65 65 95

Vídeo Integrado

GPUSEM V͍DEO INTEGRADO SEM V͍DEO INTEGRADO SEM V͍DEO INTEGRADO SEM V͍DEO INTEGRADO

Características Gerais

Acompanha cooler?Não Sim Sim Não

A virada para a AMD

A microarquitetura Zen representa um ponto crucial de mudança para a AMD e um marco em um mercado estagnado dos processadores para PCs domésticos. Após anos com apenas evoluções gradativas em novos produtos tanto de Intel quanto AMD, o “lado vermelho da força” traz a maior renovação para o mercado dos últimos tempos.

Artigo: AMD Bulldozer: O Bom, o Mau e o Feio

E há um bom motivo para isso: ela precisa. A última grande mudança da empresa foi a introdução dos processadores baseados na microarquitetura Bulldozer, que traziam um conceito de produtos com grandes quantidades núcleos e compartilhamento de recursos entre pares deles, o que ficou conhecido como módulo Bulldozer. Essa arquitetura não se mostrou eficiente no contexto da computação pessoal nos últimos anos, com muitos aplicativos fazendo péssimo uso de múltiplos núcleos e onde a capacidade de cada núcleo (performance em single thread) se mostrou mais determinante em muitos momentos do que a presença de multithreads abundantes. Os softwares não evoluíram para um uso eficiente de múltiplos núcleos, e o resultado foi catastrófico: vários anos em que a AMD simplesmente abandonou o segmento high-end, e até rolaram processos contra a empresa por "propaganda enganosa".

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Os microprocessadores Zen, mais que uma evolução, são uma necessidade para a AMD

Nos últimos 4 anos, de forma discreta, a empresa “apagou o quadro” e começou do zero um novo chip. A prioridade era óbvia: precisava melhorar as instruções por clock (IPC) que seus processadores são capazes de executar, e com isso aumentar a capacidade de cada um dos núcleos. A meta era atingir um incremento impressionante de 40% comparado a geração passada, e a empresa foi capaz de exceder essa meta: a AMD afirma que um processador baseado em Zen é em torno de 52% mais eficiente que um modelo da geração anterior.

Os estreantes da arquitetura Zen, os modelos Ryzen 7 1800X7 1700X e 7 1700 mostram que além da preocupação com o IPC, a empresa não abandonou o conceito de uma quantidade vasta de núcleos: todos possuem oito núcleos, e com a introdução do Simultaneous Multithreading (SMT), uma tecnologia análoga ao Hyperthreading presente na Intel desde 2002, esses modelos são capazes de entregar um total de 16 threads (dois por núcleo), uma quantidade bastante rara no mercado de CPUs para consumidores domésticos. A linha Ryzen 5 escalona para modelos mais modestos, com 4 e 6 núcleos, porém mantém as mesmas tecnologias e recursos presentes na linha Ryzen 7.

A arquitetura Zen

Os processadores Ryzen são baseados na nova microarquitetura Zen, fabricada na litografia de 14nm FinFET e uma estrutura completamente refeita, quando comparado com o que era feito com Bulldozers e microarquiteturas baseados nela (Piledriver, Steamroller e Excavator). Na época do lançamento dos Bulldozers (2011), introduzidos com uma litografia de 32 nanômetros, havia limitações na capacidade de inserir múltiplos núcleos em um processador, e por conta dessas restrições, a AMD projetou um chip com recursos compartilhados entre os cores.

As tecnologias dos processadores Ryzen: clocks mais precisos, mais performance e capacidade de "predizer" o futuro

As coisas mudaram no Zen. Além de um conjunto dedicado para cada núcleo, para "alimentar a besta" com os dados que precisa de forma mais eficiente, a AMD dedicou uma área de seu die para "predizer o futuro": a Neural Net Prediction usa algoritmos que "aprendem" os padrões dos dados que trafegam nos processamento, e começam a antecipar as demandas dos núcleos, colocando o próximo conjunto de dados necessários em um local apropriado para uso dos núcleos. Mas nem só através da adivinhação a empresa pretende inundar os núcleos de processamento com os dados que precisam: uma grande quantidade de memória cache foi introduzida, com um L2 Cache massivo de 512kb (o dobro que a concorrência) e com o L1 e L2 Cache com uma largura de banda 2x maior comparado com a geração passada.

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No Zen a AMD consegue alimentar uma quantidade massiva de dados aos núcleos de CPU

Os núcleos de processamento compartilham o L3 Cache em grupos de quatro, formando o CPU Complex (CCX). Essa memória vai aumentar sua frequência para atingir o mesmo nível de desempenho do núcleo que estiver operando em maior performance. Todos os núcleos do CCX acessam qualquer área do L3 Cache com uma latência relativamente semelhante.

Como é comum em uma nova geração que traz reduções na litografia utilizada na fabricação há saltos na eficiência energética. Os Ryzen são 3.7x mais eficientes por watt consumido! Mas há outros elementos envolvidos na evolução da eficiência energética do Zen, sendo que a nova litografia responde por um incremento de 1.7x, a nova arquitetura atende por 1.3x e o design físico do chip mais eficiente atendem por 2.29x.

Os microprocessadores Ryzen entregam 3.7x mais performance por watt consumido

O die Zen vem equipado com 48 monitores de consumo de alta velocidade (atualizados a cada milissegundo) e 20 monitores de temperatura, com um total de sensores que ultrapassa os 1000 por CCX. Isso possibilita outra tecnologia importante para sua eficiência: o Pure Power, que atende por os 1.4x restantes da evolução na relação performance por watt consumido.

Graças a sua alta precisão no monitoramento do die, com mais de mil sensores por núcleo, um microchip Zen consegue reagir de forma mais eficiente a demandas e pode alterar o funcionamento de seus núcleos de forma precisa. A frequência, por exemplo, pode ser alterada em incrementos de 25MHz, ao invés dos quatro estágios gerenciados pelo sistema operacional, como é feito em muitas CPUs hoje. Assim um microchip Zen pode atingir qualquer nível que achar o mais adequado para desempenhar a função que tem pela frente.

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Com esse controle preciso, os microchips Zen também podem regular suas frequências para o nível ideal através do Precision Boost, ou inclusive exceder suas frequências padrão: o Extended Frequence Range (XFR) pode levar até dois núcleos para patamares acima do que o chip foi programado no modo Turbo, monitorando fatores como consumo e aquecimento para evitar que o chip ultrapasse níveis pré-programados. Assim o Ryzen 7 1800X pode levar sua frequência a 4.1GHz em dois núcleos mesmo com seu clock em Turbo Core sendo 4.0GHz. Quanto mais eficiente o sistema de resfriamento, mais longe o processador conseguirá chegar.

Todos os processadores Ryzen estão desbloqueados para overclock, o que significa que dá para levá-los além do Turbo Core ou mesmo o XFR. Mas para quem não pretende ficar mexendo em frequências e tensões elétricas, o XFR está disponível em todos os modelos e irá automaticamente fazer um uso do sistema de resfriamento, caso seja mais eficiente e entregue temperaturas mais baixas.

O Ryzen 5 1600x

Assim como todos os modelos da linha, a estrutura básica do Ryzen 5 1600X é a mesma comparado aos demais modelos Ryzen, com dois CPU Complex (CPU) porém com dois núcleos desativados. Tanto o 1600X quanto o 1500X, apesar de possuir parte de seus CCX desativados, possuem núcleos ativos nas duas porções, sendo que o único modelo a operar com apenas um CCX é o Ryzen 5 1400. Graças a essa característica, o 1500X e o 1600X trazem um total de 16MB de L3 Cache, enquanto o 1400 traz apenas 8MB.

O Ryzen 1600X compartilha muitas características com o Ryzen 1800X, o modelo topo da linha Ryzen. Ambos possuem TDP de 95W, frequência base de 3.6Hz com boost para 4.0GHz e possibilidade de atingir frequências maiores com o Extended Frequency Range (XFR), que eleva os clocks obedecendo limites térmicos e de consumo. A principal diferença entre ambos é mesmo a quantidade de núcleos disponíveis: o 1800X possui todos os quatro núcleos dos dois CCX em ação, enquanto o 1600X irá manter apenas seis ao total.

Outra característica que ele compartilha é a ausência de cooler box. Assim como os modelos Ryzen 7, a AMD tem direcionado esse produto para os consumidores que irão optar por soluções mais avançadas para o resfriamento do que um cooler básico. 

 


Fotos
Em se tratando do tamanho físico, os novos processadores Ryzen possuem exatamente as mesmas medidas dos modelos socket AM3+, porém mudou a quantidade de pinos. Agora no AM4 são 1331, enquanto modelos AM3+ possuem 942.

Tamanho físico é semelhante aos modelos AM3+, porem Ryzen traz mais pinos

Abaixo uma série de fotos do processador, que veio em sua caixa original, sem cooler, fator importante para quem está pensando em comprar esse modelo, já que é necessário adquirir um cooler separado.

Na foto abaixo temos a parte de baixo, com a pinagem do 1600X comparado a um FX-8370, como já destacado em outas análises de CPUs Ryzen, com 1331 pinos no Ryzen e 942 no FX.

Nas fotos abaixo as caixas do 1500X e do 1600X, como podem ver, a caixa do 1500X é maior justamente por acompanhar o cooler.

Instalação
O processo de instalação continua idêntico ao anterior, com o mesmo procedimento para encaixar o processador e o cooler. É importante destacar que para utilizar coolers lançados antes dos processadores Ryzen, será necessário um novo adaptador do bracket compatível com placas-mãe socket AM4. Para maior detalhes a respeito desse assunto confira nosso artigo.

Veja como funciona o suporte a coolers do socker AM4


Sistema Utilizado


Abaixo, detalhes sobre o sistema utilizado para os testes, antes uma foto do sistema montado:

Máquinas utilizadas nos testes:
Todas os sistemas utilizaram os mesmos hardwares para os testes:

- Placa-mãe Gigabyte X370-Gaming 5
- Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1080 Founders Edition
- Memórias: 16 GB Kingston HyperX Predator DDR3/DDR4 2133MHz (2x8GB)
- SSD: Kingston HyperX 3K 240GB Sata 6Gb/s
- HD: Seagate Barracuda 2TB 7200RPM Sata 6Gb/s
- Cooler: Noctua NH-U12S em TODOS os sistemas
- Fonte de energia (PSU): XFX ProSeries 850W PSU

Em todos os testes utilizamos a configuração PADRÃO da BIOS, sem fazer modificações

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 64 Bits com Updates
- GeForce 378.92

Aplicativos/Games:
- CPU-Z Bench
- CineBench R15
- x264 Full HD Benchmark
- HWBot x265 1080p/4K Benchmark
- wPrime 2.10
- WinRAR 5.40

- 3DMark (DX11)
- Grand Theft Auto V (DX11)
- Hitman (DX11 e DX12)
- The Division (DX11)

CPU-Z / AIDA
Abaixo a tela principal do CPU-Z e do AIDA64 mostrando algumas das características técnicas do CPU. É importante destacar que o CPU utilizado para os testes é uma versão de engenharia, sendo assim traz algumas informações através de códigos utilizados internamente pela AMD, como o CPUID Name no AIDA e Specification no CPU-Z:

Utilizamos uma nova versão de BIOS recomendada pela própria AMD para os testes

Overclock


Assim como todos os Ryzen que testamos até agora, o Ryzen 5 1600X overclockou bem até 4GHz, assim como o 1400, sem necessidade de nenhuma modificação de tensão paa se manter estável. Porém como aconteceu com o 1800X, ele parece estar próximo ao seu limite, sem oferecer grandes ganhos com todos seus núcleos trabalhando em 4000MHz

Em outro artigo que estamos preparando vamos fazer ele trabalhar com memórias em 3200MHz, para ver o quanto essa situação pode impactar na melhora de seu desempenho.

Abaixo as telas do CPU-Z, AIDA64 e também da BIOS com o overclock aplicado:


Consumo de energia


Fizemos os testes do sistema em modo ocioso e rodando o 3DMark, aplicativo que exige bastante do sistema.

É importante destacar que o consumo de energia depende bastante da placa-mãe

IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso.

Rodando o 3DMark
Quando colocamos os sistemas rodando o 3DMark, temos os consumos abaixo:

Temperatura


Começamos pelos testes de temperatura, como o sistema em modo ocioso e rodando o wPrime, aplicativo que "estressa" todos os núcleos dos processadores.

IDLE (Sistema ocioso)
Começamos pelo teste com o sistema em modo ocioso, com o Windows em espera sem estar executando nenhuma tarefa além das tradicionais do sistema.

Rodando o wPrime
Quando colocamos os sistema rodando o aplicativo wPrime, que faz todos os núcleos trabalhem em modo full, temos os aquecimentos abaixo. É impressionante os bons resultados do 1400, operando em temperaturas bastante baixas, e quando overclockado bate as mesmas temperaturas que o Core i5-7400 atinge em seu clock padrão.

Em Full Load  o Ryzen 5 1400 opera em temperaturas excelentes, mesmo com overclock

OBS.: Todos os testes de temperatura com o mesmo cooler em todos os sistemas, exatamente o modelo Noctua NH-U12S, compatível com todos os sockets.

Testes sintéticos


Abaixo temos uma série de testes de desempenho com o sistema, comparando o processador com outros modelos do mercado, sempre considerando testes com a mesma placa de vídeo, mesma capacidade e clock das memórias, 8GB(2x4GB) @ 2133MHz.

É importante deixar bem claro que alguns testes podem tirar maior proveito de processadores com clocks mais altos, independente da arquitetura e do número de núcleos/threads

CPU-Z Bench
Abaixo resultados dos modo "Single" e "Multi Thread" do aplicativo CPU-Z.

CineBENCH R15
Iniciamos os testes de desempenho em aplicações com o CineBench, que testa o processador convertendo uma imagem. Fizemos teste em Single e Multi Core também:

x264 Full HD Benchmark
Em um teste de conversão de vídeo Full HD, temos os seguintes resultados:

HWBOT x265 Benchmark 2.0
Outro teste de conversão de vídeo, agora além de conversão em FullHD (1920x1080), também um teste de conversão em 4K.

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WinRAR
Outro bom teste para medir o comportamento do processador é o WinRAR, que consegue fazer bom uso de todos os cores.

wPrime
Rodando o wPrime, teste que estressa todos os cores do processador, temos os resultados abaixo:

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3DMark
Começamos nossos testes com foco em vídeo com o 3DMark, mas por enquanto com a placa de vídeo dedicada.

Hitman (CPU)
O benchmark do Hitman da resultados em FPS referente ao CPU, sendo assim também estamos informando os resultados desse game em se tratando do CPU, confiram abaixo:

Primeiro os testes rodando em DirectX 11:

Agora os testes rodando em DirectX 12:

Teste em games com foco na placa de vídeo


Nos testes em games o mais interessante é ver quanto o processador pode estar segurando o desempenho da placa de vídeo, por isso utilizamos um modelo TOP de placa, no caso uma GeForce GTX 1080. Abaixo alguns games rodando em mesma configuração utilizada para as análises de VGA, tanto em FullHD como em 4K:

Grand Theft Auto V
O game GTA V para PC está entre os mais exigentes da atualidade, trazendo ótima qualidade gráfica e bastante consumo do processador. Confiram abaixo o comportamento dos processadores rodando o game:

Hitman (Resultados dos FPS da VGA)
O novo Hitman foi lançado esse ano e é um bom teste para mostrar o comportamento do sistema em DirectX 12:

The Division
Para finalizar os games, mais testes com o Tom Clancy´s The Division, novamente em Full HD e 4K.

O Ryzen 5 1600X é um excelente exemplo do pouco impacto que quantidades massivas de núcleos e threads causam em games. Com muitas características idênticas ao 1800X (clock base, TDP, Clock Turbo) ele trouxe resultados praticamente idênticos em jogos, mesmo possuindo dois núcleos e quatro threads a menos. Na disputa com a Intel, ele não ficou distante da concorrência, mesmo com os modelos mais potentes como o Core i7-7700K.

O gameplay em altas taxas de quadros (situação que acontece ao usarmos a GTX 1080 em FullHD) é terreno onde a Intel tem mostrado vantagem na disputa com os Ryzen, e mesmo nessa situação, em GTA V, a diferença entre o 1600X e o Core i7-7700K foi de apenas 6%, e a maior diferença que surgiu em nosso testes foram de 11% em Hitman. Isso fica bem interessante quando colocamos na conta que o Ryzen custa em torno de 200 a 300 reais mais barato. A propósito: pessoal impressionando pelo Core i7 4770K e 4790K, sim, o Haswell e Haswell Refresh são excelentes CPUs, com resultados que impressionam ainda hoje.

O Ryzen 5 é capaz de entregar excelente performance em games

Novamente o modelo da AMD conta com a vantagem quando o assunto é performance multi-thread. Com 12 threads, versus os oito presentes nos Core i7 ou, pior, os quatro presentes no Core i5-7600K, essa diferença de núcleos e threads mostra seu valor em testes complexos de renderização e softwares que fazem bom uso de múltiplos threads. Mesmo para gamers essa característica traz vantagens, sendo que CPUs com mais threads tendem a sentir menos impacto na performance realizando atividades paralelas, como compressão para streaming, por exemplo.

Quando falamos de temperaturas e overclock, novamente há muitas semelhanças entre o 1800X e o 1600X. Em ambos não foi possível subir muito as frequências comparado aos clocks padrão, mostrando mais uma vez que 4.0GHz é o patamar que a microarquitetura Zen entrega em seu estado atual, e como consequência não foi possível ganhos expressivos em desempenho. As temperaturas também foram bem "menos simpáticas" que as vistas no 1700 e no 1400, mas ainda dentro de patamares que vemos em modelos Core i7 mais recentes.

O 1600X não vai muito mais longe com overclock

Nosso selo nessa análise não leva o "recomenda" porque estamos na expectativa sobre o Ryzen 1600. Como vimos no Ryzen 1700X, há boa possibilidade do modelo com frequência mais baixa e custo inferior trazer excelente níveis de desempenho e até mesmo alcançar o modelo mais potente com overclock, logo podemos ter no 1600 a melhor opção da linha.

Por fim, o Ryzen 5 1600X é um processador excelente para quem está cogitando montar um PC Gamer potente. Custa metade do preço do 1800X e entrega um resultado semelhante em games, sendo uma escolha muito mais sensata para quem pretende comprar um Ryzen para jogos. Na disputa com a Intel, o consumidor deve definir suas prioridades para decidir por um modelo ou outro. Se o foco é altas taxas de quadros, os modelos Intel ainda atingem FPS mais elevados, enquanto os Ryzen tiram benefício de mais núcleos e threads, uma boa pedida para aplicações que exploram essa característica.

Conclusão

 

Avaliação: AMD Ryzen 5 1600X

Performance
9.0
Tecnologias
9.5
Overclock
7.0
Preço
8.5

PRÓS
Ótimo desempenho (mesmo em single thread)
Baixo consumo
Suporte a tecnologias recentes
Desbloqueado para overclock
Preço competitivo
Plataforma com tecnologias atualizadas
CONTRAS
Não tem vídeo integrado
Não alcança a Intel em altas taxas de FPS
Baixo poder de overclock
Alta latência em memórias
Sem cooler box
Tags
amd
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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