ANÁLISE: Asus ZenFone 3 Zoom

Bateria impressionante com duas boas câmeras atrás e uma ruim na frente

A linha Zenfone 3 Zoom tem como objetivo ser o câmeraphone para os amantes de fotografia e de boas fotos. Ele sucede o Zenfone Zoom, aparelho que não nos agradou por utilizar um "gastão de energia" Intel Atom como SoC e um complexo mecanismo de zoom óptico com pouca abertura para a luz. O Zenfone 3 Zoom corrige de cara esses dois erros ao substituir o chip Intel por um Qualcomm Snapdragon e o complexo sistema de movimento das lentes por uma dupla de objetivas, uma normal com muita abertura para luz e outra com zoom um pouco mais fechada. Será que agora a Asus acertou a mão?

Comparativo

Asus ZenFone 3 ZoomLenovo Moto Z PlaySamsung Galaxy A5 (2017)Zenfone 3 5.5"

Preços

Preço no lançamentoR$ 1.899,90 R$ 2.199,00 R$ 2.099,00 R$ 1.799,00
Preço atualizadoR$ 1.585,00 R$ 1.499,90 R$ 1.620,00 R$ 1.599,00

Especificações

Armazenamento interno|128GB||32GB||64GB| |32GB| |32GB| |64GB|
Cartão microSDAté 2TB Até 2TB Até 256GB Até 2TB
Memória RAM3GB 3GB 3GB 4GB
Número de núcleos8 8 8 8
Portas de conexão|USB Tipo-C| |USB Tipo-C| |USB Tipo-C| |USB Tipo-C|
Sistema OperacionalAndroid 6.0 Android 6.0 Android 6.0 Android 6.0
ProcessadorQualcomm Snapdragon 625 Qualcomm Snapdragon 625 Samsung Exynos 7880 Qualcomm Snapdragon 625
Clock2.0 GHz2,0GHz GHz1.9 GHz2.0 GHz
GPUAdreno 506 Adreno 506 Mali-T830MP3 Adreno 506
Bateria5000 mAh3.510mAh mAh3000 mAh3000 mAh
Dimensões152 x 75 x 7 mm156,4 x 76,4 x 6,99 mm146.1 x 71.4 x 7.9 mm152.59 x 77.38 x 7.69 mm
Peso170 g165 g157 g155 g

Recursos

GPSSim Sim Sim Sim
Leitor de DigitalSim Sim Sim Sim
LTESim Sim Sim Sim
NFCNão Sim Sim Não
Número de cartões SIM2 2 2 2
RadioSim Não Sim Sim
Tipo de cartão SIMNano SIM Nano SIM Nano SIM Micro SIM
TV DigitalNão Não Não Não
Bluetooth4.1 4.1 v4.2 4.1
ExtrasZen UI Suporte a módulos Moto Snaps Display always-on, IP68, Samsung Pay Asus ZenUI 3.0

Display

Resolução1080 x 1920 1080 x 1920 1080 x 1920 1080 x 1920
Tamanho5.5 polegadas 5.5 polegadas 5.2 polegadas 5.5 polegadas
TecnologiaAMOLED Super AMOLED Super AMOLED IPS
ProteçãoGorilla Glass 5.0 Corning Gorilla Glass 4 Gorilla Glass Corning Gorilla Glass 2.5D

Câmera

Vídeos2160p 30 fps 2160p 30 fps 1080p 30 fps 2160p 30 fps
Traseira12 12 16 16 16MP
Frontal13 5 16 8MP

Design


Bastante parecido com o iPhone, e muito bonito

O ZenFone 3 Zoom tem um belo design. Apesar de ser um aparelho de grande porte, resultado de uma bateria enorme e de um display amplo, ele é confortável na pegada e tem um visual muito bonito. A comparação com o iPhone 7 Plus é inevitável, com o mesmo posicionamento das lentes das câmeras traseiras, caixa de som na parte de baixo, corpo em metal e linhas bem semelhantes ao modelo da maçã. Não é muito original, mas não o impede de ser bonito.

O design não é muito original, mas isso não o impede de ser bonito

Minha única restrição é um detalhe nas bordas da tela. Há um pequeno relevo dividindo o corpo do aparelho com a tela, e isso forma uma descontinuidade do modelo que é sensível ao toque. Está longe de ser um problema ou algo que impacte muito negativamente na experiência, mas fica menos interessante que aparelhos que conseguem integrar bem as linhas do corpo do aparelho com a tela.

Seu peso e dimensões são grandes, mas não chegam a um nível exagerado. O Galaxy S7 Edge entrega também uma tela de 5,5" em uma área menor e sendo um pouco mais leve, mas o Zenfone 3 Zoom não fica muito longe, com um porte parecido com o do iPhone 7 Plus e menor que o Zenfone 3 Deluxe e sua tela de 5,7". Considerando a grande quantidade de bateria presente nesse modelo, a Asus fez um excelente trabalho não o deixando muito grande ou pesado.

Apesar da bateria enorme, o design não é pesado ou grande demais

A tela utiliza a tecnologia AMOLED, o que traz um display com cores muito vívidas e com excelentes contrastes. Na configuração padrão a Asus "não pegou leve" na saturação e o resultado são cores bastante estouradas que, felizmente, podem ser reguladas nas configurações do aparelho. Outra característica importante é a resolução FullHD, configuração que traz uma densidade de pixels suficiente para uma imagem em boa definição. A tela também traz alto nível de luminescência, o que garante um uso confortável mesmo em um ambiente muito claro como em um dia ensolarado, por exemplo.

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O sistema de som está na parte de baixo do aparelho, o que resulta em um áudio que pode ser abafado quando você segura o smarpthone na horizontal para jogar ou ver vídeos. A qualidade e intensidade do áudio está acima da média, tanto que mesmo tampando a saída do som ainda é possível ouvir o áudio. Não é qualidade suficiente para você querer transformar o smartphone em uma caixinha de som para animar um ambiente, pois não tem intensidade suficiente (o popular "volume"), mas é de melhor qualidade que o presente na maioria dos aparelhos.

Meu maior contra com a construção desse aparelho são os botões na lateral. O botão que trava a tela e os dois de regulagem do volume dão "falso feedback" se você aperta leve demais. Isso faz com que eventualmente você descubra que o smarpthone está destravado dentro do seu bolso. Com o uso me habituei com esse defeito, e passei a ser mais cuidadoso e pressionar o botão até o final, não só até receber o feedback do clique, e não tive mais problemas.

O feedback dos botões da lateral é ruim e eventualmente falha

Outro elemento que já é comum nos Zenfones é a falta de retroiluminação dos botões dedicados. O Zenfone 3 Deluxe é um dos poucos aparelhos a dedicar luzes ao botão home, voltar e multitarefa, algo que é bem útil quando você está usando o aparelho em um local pouco iluminado. 

Performance


Desempenho e consumo na medida certa

Assim como muitos aparelhos desse segmento de intermediários "nos esteroides", o Zenfone 3 Zoom utiliza como SoC o Qualcomm Snapdragon 625, o mesmo que equipa o Moto Z Play, Moto G5 Plus e inclusive o Zenfone 3. É um chip muito interessante por trazer bom desempenho e também alta eficiência, já que esses modelos listados fazem parte do topo de nossa de "quem fica mais tempo longe da tomada". 

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Com tantos aparelhos equipados com hardwares semelhantes, não é nenhuma surpresa que a variação nas pontuações que encontramos sejam mínimas. O Snapdragon 625 é um SoC com oito núcleos e uma GPU Adreno 560, e representa uma das melhores opções do mercado devido seu excelente balanço entre performance e consumo. Ele é capaz de performance suficiente para uso ágil do Android, e mesmo em aplicações pesadas, como games, ele dá conta do recado.

No uso prático, mesmo com as várias alterações da Asus no sistema, a Zen UI não comprometeu o desempenho, e o Zenfone 3 Zoom não apresentou engasgos ou travamentos durante o nosso período de testes. Por conta de sua boa quantidade de memória RAM (testamos a versão de 4GB) foi totalmente dispensável ficar gerenciando aplicativos abertos. Durante o período de testes não fechei nenhum app, e após duas semanas de uso o aparelho não deu sinais de lentidão. Em alguns momentos, inclusive, foi muito interessante ver que apps que estavam em uso várias horas atrás ainda abriam rapidamente por estarem disponíveis na memória RAM.

Autonomia


Bateria para atropelar todos os rivais do segmento

Quando olhamos a tabela de especificações do Zenfone 3 Zoom, definitivamente o número que mais chama a atenção é a quantidade de bateria. São no total 5000 mAh, bem acima dos 3000~3500 mAh que vem sendo a quantidade mais comum atualmente, mesmo nos smartphones de maior porte. Os mais "parrudos" até o momento traziam 4000 mAh, como o Galaxy A9 e o LG X Power.

Essa quantidade massiva de bateria se faz valer em nossos testes. Com um uso cotidiano, ele é o primeiro aparelho que testo capaz de chegar a dois dias completos de uso, sem deixar de manter o 4G, bluetooth, WiFi e tudo mais que tem direito ligado o tempo todo. O modelo que chegou mais perto e que até o momento era "o rei da bateria" nesse segmento era o Moto Z Play, modelo que consegui pouco mais de um dia e meio nessas mesmas condições de uso.

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Essa quantidade de bateria deu confiança para a Asus fazer algo curioso: o aparelho traz a função de carregamento reverso, ou seja, ele carrega outros dispositivos. Esse recurso não chega a ser novidade, e já está presente em modelos como o Zenfone Max e no OUKITEL K6000, mas é sempre curioso ver ele sendo implementado em smartphones, dispositivos famosos mais por ter energia faltando do que sobrando. A propósito, o OUKITEL é um dos poucos aparelhos com mais bateria que o Zenfone 3 Zoom: ele tem 6000 mAh.

Em nossos testes, só um aparelho ainda ganha do Zenfone 3 Zoom. Mesmo tendo menos bateria, o hardware mais modesto do LG X Power tornam ele o aparelho mais impressionante que já testamos na capacidade de ficar longe da tomada. Mesmo não levando o primeiro lugar, o Zenfone 3 Zoom está muito acima da média quando o assunto é ficar longe da tomada. 

Infelizmente nosso benchmark de autonomia mais confiável, o PCMark for Android, está apresentando falhas no Zenfone 3 Zoom e não chega a finalizar. Assim que conseguirmos detectar o motivo do problema iremos atualizar com sua pontuação:

Um detalhe importante: com tanta bateria, um carregamento rápido é indispensável para conseguir recarregar em um tempo aceitável. O Zenfone 3 Zoom tem o Quick Charge de primeira geração, o que ajuda a acelerar o carregamento, mas não resolve: são necessárias mais de 2h30min para carregar totalmente a bateria, beirando as 3 horas se você carregar praticamente do zero.

Câmera


Excelente câmeras traseiras, mas selfies decepcionantes

O foco do Zenfone 3 Zoom é a fotografia, logo é aqui que vamos jogar mais de nossa atenção na análise. Em hardware temos componentes muito promissores: duas lentes na traseira, uma com abertura de f/1.7 (bastante grande, excelente para captar muita luz) e outra f/2.7, sendo a primeira com um enquadramento mais aberto e a outra com um zoom de 2,3x, e por esse motivo, com menor abertura. Ambas possuem um sensor de 12MP, não sendo um dos maiores disponíveis nesse segmento mas que compensa pelo uso de pixels maiores, com 1.4µm (maior é melhor, o iPhone 7 Plus tem 1.22µm, e o Google Pixel tem 1.55µm, por exemplo).

Boa luz


Zenfone 3 Zoom, Galaxy A5 (2017), Moto Z Play e Zenfone 3

Flash


Zenfone 3 Zoom, Galaxy A5 (2017), Moto Z Play e Zenfone 3

Pouca luz


Zenfone 3 Zoom, Galaxy A5 (2017), Moto Z Play e Zenfone 3

Nossa experiência geral é bastante positiva. A câmera tem boa definição, respostas rápidas e boa qualidade de imagem, cores e contrastes. A tecnologia que combina a imagem das duas usa a melhor definição da lente tele e combina com a maior entrada de luz da lente convencional. O resultado é bem interessante, como podem ver na imagem abaixou usando o modo em 2.3x:

O Zenfone 3 Zoom também é capaz de combinar as duas imagens para dar um zoom digital de até 12x, com um resultado superior graças ao pós-processamento de duas imagens. O resultado é melhor que esticar a imagem posteriormente no PC, mas dizer que fica bom... acho que aí já é exagero.


Foto com lente 1x, 2.3x e 12x

O sistema de foco é composto por três elementos, com uso de detecção por phase (PDAF) dual pixel, sensor laser e também o motion tracker, capaz de detectar a movimentação de um objeto e realizar a correção do foco em tempo real. Na nossa experiência, esse modo se mostrou muito eficiente e capaz de acertar o foco em pouco tempo e com bom índice de acerto, principalmente no modo automático e usando o zoom de 1x. No modo 2.3X a resposta parece um pouco mais lenta e menos precisa, porém ainda com uma boa performance média.

 

Ambos os sensores possuem estabilização óptica em 3 eixos e também digital, algo que ajuda bastante em fotos com exposição mais longa e que faz toda a diferença durante os vídeos, especialmente se você utilizar a lente de 2.3x. Uma pena que, durante os vídeos, o zoom seja tão desengonçado, alternando de forma muito brusca e até meio descontrolada.

Minha maior restrição está relacionada o pós-processamento das cores. Como é notável nas fotos comparativas, a Asus "desce a mão" na saturação das cores. O resultado é o logo do Adrenaline, na parede, aparecendo em uma cor quase "rosa marca-texto" ao invés de vermelho. A nitidez também parecer ser ampliada de forma exagerada, algo que fica evidente em alguns detalhes das fotos e com a formação de algumas anomalias. Em algumas fotos eu pareço até estar desidratado, de tanto que as ranhuras dos meus lábios aumentaram por conta do processamento excessivo para aumento de nitidez. Em baixa luz a granulação natural causada pelo ISO mais alto também foi agravada em alguns momentos.

A câmera frontal é ruim

Quando trocamos para a câmera frontal... bem, aqui está a maior falha desse aparelho. Considerando sua alta resolução (13MP) e o uso de um bom sensor, o Sony IMX214 (muitas fabricantes nem nos dizem qual sensor estão usando), a expectativa era ter excelentes selfies. Mas a realidade é outra. Em muitos momentos a foto fica tremida, como se a exposição utilizado foi excessivamente longa. Mesmo quando o foco e o tempo de exposição dão certo, o resultado é inferior ao de concorrentes diretos como o Moto Z Play e seu 5MP (pífios, segundo a própria Asus). Como sabe bem o pessoal que acompanha o Adrena, megapixels e especificações não contam toda uma história, quando o assunto é foto. Falando do enquadramento, o modelo da Motorola também ficou a vantagem de ter um ângulo um pouco maior, capturando mais elementos na foto.


De que adianta mais megapixels se até nos detalhes o resultado é pior?

Megapixels importam? 8MP versus 20MP colocados à prova em fotos e vídeos

O mais curioso é que o Zenfone 3 Zoom não apanha apenas para os rivais, a surra acontece até "dentro de casa", com o Zenfone 3 tradicional entregando resultados melhores, principalmente com granulação menos excessiva. Considerando o bom hardware presente, não é de duvidar que refinamentos no software podem trazer grandes melhorias (quem sabem com a atualização do Android Nougat), mas análises não podem viver de promessas ou de futuro. Hoje, a câmera frontal do Zenfone 3 Zoom não entrega bons resultados, e está abaixo do nível apresentando por aparelhos de seu segmento.

Extras


Um Android "Asusficado" 

A Asus equipa seus aparelhos com sua própria interface, a Zen UI, que opta pelo uso de ícones e elementos visuais maiores e maior presença de cores em algumas de suas interfaces. O sistema também traz uma serie de apps adicionais de gerenciamento de bateria e de performance, que atuam alertando sobre softwares em segundo plano consumindo energia, consumindo RAM ou fazendo o sistema perder performance. Essa interface também conta com alguns comandos por gestos úteis, como abertura da câmera com dois toques no botão volume, gestos na tela para destravar o smartphone e abrir aplicativos específicos, girar o aparelho com a tela para baixo para recusar uma ligação, etc.

O Zenfone 3 Zoom tem um Android bastante mexido, e vários bloatwares pra você desabilitar

Nos famigerados blotwares, há uma quantidade moderada de coisas pré-instaladas. Além dos já citados aplicativos de gerenciamento de desempenho e bateria, há apps da Asus como o Zen Talk (comunicador da Zen UI), Zen Circle (uma espécie de rede social) os games Need for Speed e SimCity, aplicativos essenciais para muitos como Instagram, Facebook e Messenger, entre outros pequenos utilitários. Usuários que não gostam que seu celular venha apinhado de coisas podem se incomodar, mas em geral basta desabilitar esses aplicativos para que eles "sumam". Mas, até lá, pode aparecer muito pop-up de jogos pra jogar, RAM para liberar e configurações para acionar, o que é chato no começo do uso com o aparelho.

Entre os apps pré-instalados há ferramentas interessantes de gerenciamento e performance

Apesar da nova roupagem e de uma mudança da posição de alguns elementos, a Zen UI não vai tão longe como uma MIUI, da Xiaomi, que modifica algumas interações básicas do Android deixando o sistema mais parecido com o iOS. Elementos básicos estão "em seu devido lugar", como a gaveta de aplicativos e a barra de notificações, por exemplo. Felizmente, para quem quer uma experiência mais próxima a do Android tradicional pode instalar o Google Launcher (ou qualquer outro que prefira) e mudar algumas das interfaces para algo mais convencional do Android.

O Zenfone 3 Zoom é um excelente smartphone. O Qualcomm Snapdragon 625 tem se mostrado um excelente SoC, e combinado com uma tela AMOLED FullHD, boa quantidade de memória RAM e armazenamento tornam a experiência de uso excelente.

Mesmo com a quantidade impressionante de bateria que Asus colocou nesse modelo, o design não ficou excessivamente grande ou pesado, e a bateria massiva mostrou seu serviço e entregou uma das autonomias mais impressionantes que já testamos.

No grande enfoque desse aparelho, que é a câmera, há evoluções notáveis comparado ao Zenfone Zoom original. A abordagem de duas lentes trouxe um resultado muito superior, e resolveu os problemas de baixa entrada de luz. As fotos com a câmera traseira ficaram boas, mas o resultado das selfies e fotos usando a câmera frontal ficaram bem abaixo da expectativa. Há espaço para melhorias na parte de software, especialmente no pós-processamento dos contrastes e nitidez das imagens. O update para o Android Nougat está a caminho, e há a possibilidade da Asus corrigir essas falhas via software. Caso aconteça, atualizaremos a análise.

Mesmo com esses problemas, as fotos do Zenfone 3 Zoom (das câmeras traseiras) têm boa qualidade, e o smartphone como um todo entrega uma experiência competente e eficaz com o sistema Android, sendo assim uma ótima opção para o consumidor que quer um aparelho com excelente autonomia, uma bela tela AMOLED, bom desempenho e uma câmera com o recurso de zoom em 2.3x, tudo com uma das mais altas relações entre custo e benefício disponível no mercado. E, apesar de já fazer boas fotos, vamos esperar para ver se o update para o Nougat trará também ajustes necessários para que a câmera supere seus rivais.

Conclusão

 

Avaliação: Asus ZenFone 3 Zoom

Design
9.0
Câmera
8.5
Desempenho
9.0
Autonomia
10
Recursos
9.0
Preço
8.0

 

PRÓS
Excelente display e design
Boa dupla de câmeras traseiras
Boa performance
Funcionalidades adicionais da Zen UI
CONTRAS
Fotos ruins da câmera frontal
Zoom durante as filmagens "desengonçado"
Pós-processamento das fotos exagerado da nitidez e cores
Interface do Android bastante alterada
Botões frontais sem retroiluminação
Sem WiFi 5.0GHz
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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