ANÁLISE: Logitech G810

O melhor teclado mecânico da Logitech

Logitech, uma das maiores veteranas do ramo de periféricos, foi fundada em 1981. Ela criou os primeiros mouses sem fio a utilizarem radiofrequências, e é uma das líderes de mercado em webcams, volantes e acessórios gamer. E, acreditem ou não, é uma novata no ramo de teclados mecânicos.

Bajulação à parte, a entrada da Logitech para o ramo de teclados mecânicos só se deu no final de 2012 e foi um verdadeiro FIASCO. O Logitech G710+ foi um teclado que não acrescentou nada, não conseguiu competir com concorrentes e ainda teve problemas graves de qualidade, tal como teclas quebrarem durante o uso, devido à deplorável qualidade do plástico utilizado, e LEDs queimarem.

A entrada da Logitech no ramo de teclados mecânicos em 2012 foi um fiasco.

Eu mesmo fui um infeliz dono de um Logitech G710+, o qual teve 9 teclas quebradas sem nunca ter maltratado o teclado, além de um LED queimado na tecla R. E se procurarem na Internet, verão centenas de casos similares.

Ao longo do tempo e trabalhando em conjunto com a fabricante do teclado, a Logitech conseguiu consertar estes problemas nos lotes finais do teclado, mas o estrago já estava feito e tanto o G710+ quanto o G710, não foram sucessos comerciais. Felizmente, também consegui suporte da marca, sendo que trocaram o meu teclado:

Logitech poderia muito bem ter desistido do ramo de teclados mecânicos neste ponto, já que sua entrada foi um fracasso. Mas, felizmente houve insistência por parte da empresa. E mais: houve inovação, que era o que mais lhe faltava.

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Com ajuda da Japonesa OMRON, a Logitech anunciou o novo switch Romer-G em seu novo teclado, o Logitech G910 no final de 2014. Este, é um switch que, diferente da maioria, não copiou o Cherry MX e trouxe algumas melhorias se comparado com switches tradicionais, tal como a iluminação centralizada e a redundância nos contatos, o que supostamente proporciona uma vida útil de 70 milhões de cliques contra 50 milhões do Cherry MX.

Sei que muitos concorrentes fazem as mesmas declarações, alguns dizendo "60 milhões", outros "80 milhões" e já há absurdos como "100 milhões", mas nenhum destes tem credibilidade, enquanto que estes números da Logitech são garantidos pela OMRON, que é uma das únicas empresas que realmente podem fazer algo melhor que a Cherry.

Então o teclado acima, o Logitech G910, foi o que fez a Logitech ter sucesso no ramo de teclados mecânicos? Não.

Embora tivesse diversos recursos interessantes e um design bastante agressivo, o Logitech G910 acabou dividindo o seu público. Muitos (incluindo o autor) repudiaram algumas escolhas de design, tal como o formato das teclas do G910, que embora o marketing diga que "seja projetado para jogos", não ajuda tanto e atrapalha demais a digitação com o teclado.

Contanto, a maior razão para não ser popular seria o preço. O Logitech G910 foi lançado com o preço sugerido de US$ 200. Para comparação, muitos de seus concorrentes ficavam entre US$ 130 até US$ 150. Um teclado muito caro e com pouco público.

Mas novamente a Logitech não desistiu. Ela decidiu continuar aprendendo com seus erros e notou que para ter sucesso teria que lançar um teclado que tivesse bons recursos, sem detalhes que poderiam desagradar consumidores e, em especial, tivesse um preço competitivo.

E sabem como se chama o teclado feito sob estas exigências? Logitech G810. Mas, para não deixar de fazer fiasco, a Logitech lançou o teclado pelo preço inicial de US$ 180 com uma cópia inclusa do jogo The Division:

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E não preciso nem explicar o motivo para o modelo vendido no Brasil não incluir este jogo e estar mais barato.

Enfim, sem mais delongas, vamos começar a análise:

Construção Externa

Logitech G810 é um teclado bastante simples em seu visual quando visto em imagens, mas ao vivo a sua iluminação e a fonte utilizada dão impressões bastante diferentes.

A sua superfície frontal é feita com um plástico fosco de boa qualidade, que não possui nenhum acabamento adicional e não deve apresentar sinais de uso com o tempo, diferente de outros teclados com acabamento emborrachado.

Suas laterais possuem acabamento Black Piano (Glossy), que são bonitos, mas com menos de uma semana de uso já era possível notar algumas marcas no mesmo, especialmente por eu utilizar um apoio para pulso comprado avulso junto ao teclado. É algo bonito, mas não muito resistente.

No verso do teclado encontramos uma traseira estilizada e os maiores pés de borracha que já vi em um teclado.

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Para ajustar a altura do teclado temos duas opções de ajuste, ambas emborrachados e que impedem o teclado de sair do lugar.

Por utilizar um switch diferente de todos os outros teclados mecânicos do mercado, o Logitech G810 possui keycaps (o plástico com algo escrito que chamamos de "teclas") com conectores bastante diferentes, incompatíveis com keycaps Cherry/Clones.

Um dos maiores medos de especialistas e ex-donos do Logitech G710+, é que o G810 venha a ter os mesmos problemas que o primeiro teclado mecânico da Logitech. Ou seja, que ele tivesse teclas quebrando durante o uso.

Mas o que agrava a situação do G810 é que se por acaso alguma tecla quebrar, diferente do que acontecia no G710+, você não poderá substituir elas por kits vendidos na Internet, pois ninguém produz keycaps para teclados Romer-G, apenas para Cherry/Clones, Topre e ALPS.

Logo, as keycaps do G810 precisam ser boas resistentes, senão este teclado poderia ser uma tremenda bomba relógio. E como são?

Felizmente, a Logitech não negligenciou esta parte e parece ter aprendido com seus erros. Um plástico ABS de boa qualidade e uma pintura que aparentemente é de alta qualidade, embora também não seja nada excepcional.

Logitech G810 é um teclado que embora seja simples, tem uma excelente construção externa, uma ótima atenção a detalhes e keycaps de boa qualidade. Mesmo que ele não tenha um acabamento em alumínio como alguns concorrentes, ele não deve nada para outros teclado que tenham isso.

Construção Interna

Uma das melhores notícias que o Logitech G610 (que também tenho aqui) e G810 trouxeram, é que a Logitech largou de mão da antiga fabricante do G710+. Embora a Solid Year (antiga fabricante) tenha melhorado bastante com o tempo, nenhuma outra marca teve tantos problemas com ela como a Logitech teve.

A nova fabricante dos teclados da Logitech, parece ser a veterana iOne, também responsável pela produção dos teclados mecânicos da Razer, Tesoro, HyperX, Rosewill e outras marcas. Vamos então abrir este teclado:

A começar, a primeira coisa que chama a atenção, são estas três pequenas placas:

Estes, são os Controladores de LEDs do teclado. Assim como diversos outros teclados mecânicos RGB, o Logitech G810 possui três micro-controladoras para gerenciar seus LEDs. A grande diferença, é que parece que a Logitech projetou esta peça, enquanto que maioria dos concorrentes usam componentes já prontos.

Também, há um micro-processador ARM STM32L100 para gerenciar todas as funções do teclado, a comunicação com o computador e os recursos que serão usados pelo software:

Outro ponto a ser analisado, são suas soldas. Estas, são bem feitas, porém, assim como em outros teclados da iOne, temos um excesso de resíduo de limpeza, este que não é nocivo à durabilidade do teclado e apenas fica um pouco "estranho" nas imagens (estas manchas brancas).

O controle de volume fica no canto desta placa, e ao tentar remover a placa completamente da carcaça inferior, acabei danificando uma pequena parte do controle de volume do Logitech G810:

A primeira coisa que pensei, foi: "**** *****". A segunda, foi: "%&$#[email protected] cara!". A terceira foi: "meu Deus, eu estraguei o teclado".

Em seguida, a boa notícia: quebrei apenas um pequeno suporte que não afeta em nada o funcionamento do teclado. As conexões desta peça eram na verdade através de um cabo flat no outro lado do teclado:

Nesta imagem acima, também podemos ver os botões mecânicos (iguais aos usados em mouses e eletrônicos baratos) usados pelos botões de multimídia e também o Codificador responsável por registrar o movimento desse scroll de volume.

A Construção Interna do Logitech G810 é extremamente bem feita, componentes de alta qualidade, bem organizados e com boas soldas. Embora ele não seja um exagero como o Ducky Shine 5, temos exatamente o que se espera de um teclado mecânico topo de linha.

Switch Romer-G

Agora, tratando sobre outro assunto que eu normalmente não menciono em outras análises, pois um modelo da mesma marca pode ser lançado em múltiplas variantes: switches.

Logitech G810 tem apenas uma escolha de switch: Logitech Romer-G

Este é um switch bastante interessante, o qual já discutimos um pouco na Introdução desta análise e agora vamos entrar um pouco mais a fundo.

Diferente dos switches da Razer por exemplo, o switch Logitech Romer-G foi realmente projetado do zero, não tendo nenhuma relação com o Cherry MX e sendo feito especialmente para a utilização em teclados mecânicos gamer da Logitech


Créditos para Daniel Beardsmore e Deskthority

Este novo switch tem uma similaridade com switches da ALPS em seu sistema de ativação, mas difere demais em outras questões, tal como a inclusão de um sistema de iluminação, redundância nos contatos, o sistema de feedback tátil, encaixe de keycaps e o próprio formato de seu projeto.


 

Créditos para Daniel Beardsmore e Deskthority

De acordo com a Logitech, este novo switch é até "25% mais rápido do que switches mecânicos comuns".

Mas, repito o que falei quando analisei um teclado com switches Topre (que são ainda mais rápidos): a diferença é imperceptível.

Porém, algo perceptível é que a distância até o "bump" e o fundo de suas teclas é mais curta do que Cherry/Clones, o que certamente causa uma diferença na digitação e a "impressão" de ser mais "rápida". O switch Matias Quiet também faz o mesmo. Entre os switches da Cherry, se for para escolher o mais parecido,  diria que a MX Brown, mas ainda assim há diferenças notáveis na digitação.

Um dos pontos que separam o Romer-G de outros switches, é a sua iluminação. Assim como o Cherry MX, ela também é alcançada através de pequenos LEDs SMD na placa abaixo do switch, porém a principal diferença está na presença de um duto de luz que permite que a luz seja transmitida ao centro da tecla sem vazamento algum e com uma intensidade maior que seu concorrente.

Créditos para Daniel Beardsmore e Deskthority

Outra diferença do Logitech Romer-G é a redundância em seus contatos. Se por acaso algum dos contatos falhar, seja por oxidação (com o tempo ou devido a mau cuidado por parte do usuário) ou por falha em seu circuito, o outro irá ativar.

Créditos para Daniel Beardsmore e Deskthority

É isto, em conjunto com o Controle de Qualidade absurdo da OMRON, que acaba fazendo com que o Romer-G seja sem sombra de dúvidas um dos melhores switches em termos de durabilidade no mercado, sendo superior ao Cherry MX e soluções da Razer Steelseries neste quesito, mesmo que algumas destas prometam números superiores.

O Romer-G é um dos melhores switches em termos de durabilidade

Mas, para o público entusiasta os principais pontos que fazem alguns evitarem teclados com estes switches são:

  • Apenas a Logitech vende teclados com estes switches.
  • Keycaps Cherry não são compatíveis.
  • Não há escolhas de switches. Não há um modelo com "click", outro sem, outro linear...

Sendo que muitos destes podem não ser pontos negativos para o público geral, que é justamente o alvo da Logitech.

Recursos e Extras

Um dos pontos que mais diferenciam teclados mecânicos com o switch Romer-G com switches Cherry ou clones, é a iluminação.

No switch Romer-G temos uma iluminação bastante centralizada, que ilumina a tecla de forma uniforme e torna o caractere extremamente visível. Enquanto isso, os switches Cherry e seus clones na verdade não foram projetados desde o início com iluminação como foco, sendo que um lado da tecla fica bem iluminado e o outro não tanto.

O resultado, é que o Romer-G tem uma iluminação focada e o switch Cherry/clones tem uma iluminação vazada, sendo que várias fabricantes inclusive aumentam propositalmente o vazamento ao utilizar uma placa de suporte branca, enquanto que nestes teclados da Logitech não há vazamento nenhum entre as teclas.

O problema disso? Em termos de estética, a iluminação vazada dos switches Cherry/clones acaba dando um visual bem marcante, enquanto que o Romer-G...


Em cima o Logitech G810. Em baixo, o Ducky Shine 5.

Sério, nem dá pra reconhecer a bandeira Brasileira no Logitech G810!

Mas, a iluminação do Logitech G810 não é ruim por não ter vazamento, várias pessoas podem inclusive até preferir que seja assim, embora é possível entender a razão de quem prefira a iluminação dos Cherry/clones.

Outro detalhe do Logitech G810, é o seu controle multimídia, localizado no canto superior direito:

Este contém botões para controle multimídia, controle da iluminação, um botão para o "Modo Jogos" (que veremos no seu software) e um scroll para volume. Todos estes botões são botões mecânicos similares aos utilizados em mouses, não sendo membrana como o antigo Logitech G710+ e alguns outros teclados mecânicos. Um detalhe que não causa muita diferença para botões pouco utilizados, mas que é interessante.

Chegando finalmente ao software do Logitech G810, temos aqui o bom e velho Logitech Gaming Software, que é utilizado por basicamente todos os periféricos gamer da marca.

A primeira aba (acima) é utilizada apenas para selecionar o que você gostaria de modificar no teclado. No Logitech G810, apenas as teclas de funções (F1, F2, F3, F4...) são configuráveis para macros. Alguns concorrentes permitem que qualquer tecla tenha esta função.

Em seguida, temos a aba de Macros, onde é possível configurar uma quantia absurda de funções pré-definidas ou customizáveis:

O maior diferencial do software da Logitech em comparação com outros (com exceção do da Roccat, que também possui isso, mas em menor escala), é que este tem perfis pré-definidos para jogos e aplicativos diferentes:

São 608 Perfis que na maioria dos casos acabam sendo selecionados automaticamente de acordo com os jogos/aplicativos encontrados em seu computador. Também é possível adicionar estes manualmente caso o software não encontre algo automaticamente.

O resultado, é que em mouses e teclados da Logitech, você pode configurar os botões de seu periférico de acordo com o jogo sem nem precisar abrir ele, apenas puxando as funções da lateral para as teclas/botões que gostaria de utilizar:

Ao clicar com o Direito em uma das teclas configuráveis e em seguida em Editar, temos acesso a esta janela:

Aqui, é possível configurar uma tecla para corresponder a outra (ex: apertar "R" e ser reconhecido como "H"), criar macros simples ou avançadas, inserir blocos de texto ao pressionar uma única tecla, funções multimídia, funções de mouse... Enfim, se me adentrar demais nisto, a análise vai ficar longa demais:

Em seguida temos a aba de Iluminação, onde é possível customizar a iluminação do teclado:

Na primeira janela, é possível pintar teclas com as cores que o usuário quiser, sendo possível escolher qualquer cor entre as 16.8 milhões de cores disponíveis pelo espectro RGB.

Na segunda janela, diferentes partes do teclado são separadas em diferentes Zonas, sendo que é possível colocar uma cor para cada uma destas Zonas:

Esta nada mais é do que uma versão mais organizada da primeira aba, não oferecendo nada novo.

Agora, o que realmente é interessante, a aba de Efeitos de Iluminação.

Aqui, é possível utilizar os modos:

  1. Modo Cor Fixa para todo o teclado.
  2. Modo Respiração, onde a iluminação do teclado varia a sua intensidade, ligando e desligando.
  3. Modo Efeito Estrela, onde há uma cor de fundo e uma cor que fica "piscando" como estrelas.
  4. Modo Ciclo de Cor, o qual se explica sozinho, o teclado fica realizando a troca gradual de cores.
  5. Modo Onda de Cor, onde há uma onda de cores com velocidade e direções que podem ser selecionadas.
  6. Modo Teclas, que nada mais é do que o modo Reativo, onde ao pressionar uma tecla, esta acende na cor desejada e apaga após um tempo determinado.

Em termos de customização de efeitos de iluminação, embora seja muito intuitivo e fácil de utilizar, o software da Logitech é menos completo do que o Corsair Utility Engine 2 ou o Razer Synapse (que é o melhor nesta parte):

Assim como outras empresas, a Logitech disponibiliza ferramentas de desenvolvimento de novos recursos para o público. Um dos novos recursos feitos por usuários, foi justamente o Logitech Spectrogram, que faz o teclado reagir de acordo com a música.


Créditos deste software para DYNFTW

Embora ele ainda não esteja no mesmo nível que o Corsair Effects Engine feito por Emily Maxwell, que ainda considero como sendo o melhor aplicativo deste tipo para teclados, especialmente por ter opções de equalização para ajustar a iluminação e melhorar a resposta do teclado à música.

Assim como os teclados Razer Chroma e alguns periféricos da Steelseries, a Logitech também possui integração com um pequeno número de jogos, sendo que os efeitos de iluminação do teclado podem corresponder a dados do jogo.

Mas claro, para haver estas compatibilidades, é necessário que a fabricante do teclado pague à desenvolvedora do jogo para que seja adicionado o suporte, sendo que nesta área o Razer Synapse parece ter liderança devido aos acordos comerciais da marca.

Achou pouco? Tem mais: há um software chamado Aurora, que foi feito por usuários de teclados da CorsairLogitech e Razer, que acrescenta uma quantia gigantesca de novas funções, compatibilidade com novos jogos, visualização de uso de CPU, compartilhamento de perfis e efeitos a teclados destas três marcas. Enfim, ele faz 100x mais do que o LGS, mas também é consideravelmente mais complicado para utilizar.

Não vou me adentrar no Aurora por este não ter sido projetado pela Logitech e não fazer parte do teclado. Talvez será feito um artigo sobre ele no futuro.

Continuando, temos agora a aba "Modos de Jogo", onde é possível desativar teclas para cada um dos jogos/aplicativos que possuem um perfil. No exemplo abaixo, foram desativadas as teclas "L" e "Caps Lock" para teste, além de outras que já são desativadas neste modo por padrão:

E por último, há a aba de Estatísticas, onde é possível verificar a utilização de cada uma das teclas do teclado, o que pode gerar gráficos bastante curiosos.

Embora para maioria dos usuários esse tipo de função não tem utilidade alguma. De resto no software, temos algumas configurações, um botão para mídias sociais e outro para ajuda, nenhum relevante à análise.

Um problema do Logitech G810 é a falta de memória interna do teclado. Coloque o teclado em outro computador ou apenas feche o Logitech Gaming Software e você verá esse efeito de iluminação "Onda" até que o software seja aberto novamente ou você faça a troca manual no teclado. E acreditem, isto não demora para se tornar irritante:

Aliás, isso também se aplica quando você for Reiniciar ou Desligar o seu computador. Não queria ter que ser a pessoa a ensinar à marca isso, mas: "Logitech, existem pessoas com um distúrbio chamado Epilepsia, além de outros que ficam bastante incomodados quando há uma troca de cores tão frequente em sua frente, incluindo o autor da análise".

Por tudo que é mais sagrado, lancem uma atualização que diminua a velocidade deste efeito ou então coloquem outro no lugar!

O Logitech G810 é um teclado extremamente completo com vários recursos interessantes: uma iluminação completamente diferente de outros teclados mecânicos e um excelente software, embora a falta de memória interna possa afastar alguns do teclado, assim como também o resultado de alguns de seus efeitos de luz em comparação com concorrentes.

Conclusão

 

Avaliação: Logitech G810

Construção Externa
8.5
Construção Interna
10
Preço
9.5
Recursos e Extras
9

Logitech G810 é a entrada definitiva da Logitech para o ramo de teclados mecânicos. Um teclado de respeito, com tecnologias exclusivas, uma iluminação diferenciada, um tremendo software, um excelente nível de qualidade e, acima de tudo isso, um preço justo para o que ele oferece.

A sua única falha é não ter memória interna e tudo resetar ao desconectar o teclado do computador, inclusive o efeito de iluminação padrão, que chega a embrulhar o estômago. Mas, isto pode ser resolvido pressionando algumas teclas ou deixando o teclado sempre conectado ao computador.

Gostaria que este tivesse sido o primeiro teclado mecânico da marca, mas sei que a Logitech só conseguiu chegar neste ponto após errar bastante e buscar aprender com seus erros. Bom seria se outras empresas também amadurecessem do mesmo jeito.

O Logitech G810 é a redenção dos teclados da Logitech, nele todos os erros anteriores foram corrigidos.

Se compararmos o Logitech G810 a seus concorrentes, ele consegue se destacar muito bem. O seu excelente software, a confiabilidade dos switches da OMRON e em especial o seu preço na faixa de R$ 650, que é abaixo de outros concorrentes com os mesmos recursos, fazem deste uma excelente escolha e um dos melhores em termos de Custo x Benefício para quem procura um teclado mecânico RGB bastante completo.

Mas claro, para quem tem preferência por teclados com ABNT2 ou teclados com uma iluminação mais chamativa, o Logitech G810 pode não ser o ideal. Nestes casos, é melhor partir para outras alternativas como por exemplo o Corsair Strafe RGB (que tem ABNT2), o Ducky Shine 5 (que possui uma iluminação bem marcante), o G.SKILL KM780 RGB (que possui um visual mais agressivo)...

E antes de terminarmos a análise, gostaria de deixar aqui meus agradecimentos para a Rocketz, que disponibilizaram os teclados Logitech G610 e G810 para análise.

Gostaríamos também de deixar claro ao público que as relações do autor (wetto) e do Adrenaline com empresas e lojas, não afetam as nossas análises. Não temos medo algum de reprovar produtos em análises quando não foram bem feitos (ex: G.SKILL RIPJAWS MX780) ou tem um preço totalmente inadequado para seu nível de qualidade (ex: Patriot Viper V760). Pois assim como aconteceu com a Logitech, esperamos que as marcas encarem as nossas críticas de forma construtiva e usem elas para lançar produtos melhores no futuro.

PRÓS
Construção Interna extremamente caprichada
Excelente Custo x Benefício (para um teclado mecânico RGB topo de linha)
Excelente Software
Keycaps de boa qualidade e com uma ótima pintura
Iluminação centralizada, forte e extremamente nítida
Ótima Construção Externa
Switches de alta qualidade feitos pela OMRON
CONTRAS
A falta de memória interna faz com que o teclado resete a sua iluminação toda vez que o computador for desligado/reiniciado
Embora sua iluminação seja de alta qualidade, é notável que alguns efeitos ficam melhores em concorrentes devido ao vazamento de luz proposital
Suas keycaps não podem ser substituídas por conjuntos de maior qualidade
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  • Redator: Wellington Diesel

    Wellington Diesel

    Formado em Redes de Computadores, o "wetto" é um entusiasta do ramo de Periféricos. Autor do Guia do Teclado Mecânico, ele carrega consigo mais de 150 análises de mouses, teclados e headsets publicadas, além de diversos Guias e Artigos sobre teclados, mouses e headsets. Respeitado pela comunidade do Adrenaline, ele trabalha à distância como colaborador.

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