ANÁLISE: FLIR C2

Gadget é um excelente sensor mapeador portátil de temperatura

Temperatura das coisas é uma preocupação recorrente da galera gamer e fãs de eletrônicos de alto desempenho em geral, e naturalmente entra na roda de assuntos que precisamos ficar de olho aqui no Adrena. Essa análise será sobre um gadget que tem sido muito útil por aqui: a Flir C2, uma câmera compacta que tem capacidade de medir a temperatura de um ambiente, gerando um mapeamento em tempo real.

Seu foco não é a comunidade gamer, apesar de toda sua utilidade para entusiastas e geradores de conteúdos como nós: ela tem seu principal enfoque em áreas como construção civil ou prestação de serviços em geral, onde ela pode atuar de forma eficiente na identificação de vazamentos, pontos de aquecimento ou qualquer outro indicativo que mudanças de temperatura tornam evidentes, e que ela é capaz de captar.

Análise em vídeo

Especificações técnicas

Resolução da imagem: 640 x 480 pixels
Tela de 3" colorida 320 x 240 pixels
Distância Mínima de Foco Térmica: 0.15 m, MSX: 1.0 m
Sensor IR 80 × 60 (4,800 pontos de medição), Sensibilidade Térmica < 0.10°C
​Faixa de Temperatura do Objeto-10°C a +150°C
Conexão USB Micro-B
Bateria 3.7 V Li-ion
Tempo de Operação de bateria: 2 horas
Medidas: 0.13 kg, 125 x 80 x 24 mm

Design


Pequena, resistente e prática

Como uma câmera que faz as vezes de uma ferramente da trabalho, a FLIR aposto na simplicidade e acertou muito. Ela tem o porte de uma point-and-shoot tradicional e é facilmente colocada em um bolso, e não é trabalho nenhum carregá-la com seus apenas 130 gramas. Ela possui apenas dois botões: um para ligar e desligar e outro para bater uma foto, sendo que outros ajustes são feitos através da tela sensível a toques.  A câmera é muito leve e construída em um corpo emborrachado, o que torna a pegada bastante firme e traz uma sensação de robustez, com destaque para a proteção em torno das lentes.

No uso, só achei inconveniente o feedback do botão para bater a foto, que é um pouco duro. Falando nele, ele é bem grande e ocupa praticamente metade da porção de cima do aparelho, o que ajuda muito a encontrá-lo. Outro detalhe que poderia ser muito útil é incluir o padrão tradicional de tripés presente em muitas câmeras, o que tornaria a Flir C2 compatível com muitos equipamentos de fotografia e vídeo.

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O design é simples e muito eficiente

A tela possui 3 polegadas e tem resolução de 320 x 280, algo que não impressiona no mundo dos smartphones QuadHD de 5,5 polegadas AMOLED, mas que é mais que o suficiente para ver com clareza os pontos de calor em uma cena. O destaque é a responsividade da tela sensível a toques: ela é bastante responsiva e é fácil navegar pelas interfaces de configuração do Flir C2.

O carregamento e troca de dados é feita através de uma porta microUSB tipo B bem protegida por uma portinha emborrachada. Falando em carregamento, a Flir não pegou leve no carregador e colocou praticamente todos os formatos existentes de tomada no mundo. Vai ser difícil você não conseguir carregar esse aparelho, independente do país que estiver.

Performance


Ágil mas a imagem tem baixa resolução

A câmera não tem uma resposta imediata, sendo que leva em torno de 7 segundos para estar pronta para uso após ser ligada, um período em que além de se ativar, ela calibra o sensor. Esse recalibramento também acontece durante o uso, mas não toma muito mais que 2 ou 3 segundos, normalmente. Quando em uso, as respostas são excelentes, e é bem prático mover essa câmera ao longo de um ambiente e ir verificando as diferenças de temperatura.


A Flir C2 não é totalmente automática, você precisa alimentá-la com algumas informações. É preciso definir que tipo de superfície será rastreada (das foscas até as semi-brilhantes) e também a temperatura refletida, dois elementos que influenciam na medição precisa da temperatura através dessa câmera. A imagem final é resultado da combinação de duas imagens. Uma é o próprio sensor de temperatura, enquanto as linhas gerais são capturadas através de uma câmera tradicional. O resultado são imagens onde fica claro pontos de aquecimento, sendo que as imagens podem ser usadas na hora para facilitar a identificação de problemas de superaquecimento ou até mesmo onde em uma parede está passando um cano, por exemplo.

A imagem é gerada rapidamente, porém não tem uma boa resolução e nem é capaz de gerar vídeos sem um PC

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Na captura das imagens, tem uma limitação considerável na imagem gerada: a resolução. A captura fechada tem apenas 640 x 480, algo que não impressiona muito quando vemos na tela do PC. Outro elemento que faz falta, em nossa situação é a capacidade de filmar de forma independente: até dá pra fazer vídeos, mas é preciso ligá-la no computador e utilizar o software Flir Tools. Esse software tem várias funções bem interessantes, como mostrar estatísticas da captura, criar novos pontos de verificação de temperatura, mudar o padrão de cores entre outra opções, isso depois da foto ter sido batida.

O software também torna possível ver em tempo real a imagem da câmera, além de gravar vídeos. Falando em vídeos, assim como a baixa resolução, é importante estar ciente que a baixa taxa de quadros (a frequência de operação é de 9Hz na imagem) não geram cenas com muita fluidez. 

A Flir C2 é uma câmera térmica compacta e muito prática. Em poucos segundos pode ser tirada do bolso, ligada e mostrar uma mapa da temperatura da cena. Sua portabilidade torna ela excelente com uma ferramenta de campo, para algum profissional que precise de mais informações do ambiente fazendo um rápido estudo, como um engenheiro eletricista buscando um ponto de aquecimento excessivo na rede elétrica (e, por consequência, um desperdício de energia) ou mesmo nós aqui do Adrenaline, tentando verificar a eficiência de algum eletrônico. Sua principal limitação é a resolução das imagens e a impossibilidade de gravar vídeos sem depender do computador, e quem busca algo mais avançado terá que partir para soluções mais avançadas e consideravelmente mais caras.

Flir C2 não é um gadget barato, porém compensa por sua eficiência e praticidade

Apesar de não estar no mesmo patamar de preço dos produtos mais avançados, a Flir C2 não é um aparelho barato: é encontrado pelo valor de R$ 3.500, consideravelmente acima de outros aparelhos como a Flir One, gadget que é ligado a um smartphone e traz uma função semelhante, ou o Flir Tg165, que também faz o mapeamento térmico de uma cena. Porém, a praticidade de ter um aparelho indepentende de celular e sua capacidade de gerar relatórios e composições posterioremente no computador tornam a C2 em um produto muito interessante, pronto para atender quem precisa desses recursos para gerar relatórios ou, como nós por aqui, gerar conteúdos para vocês. 

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Conclusão

 

Avaliação: FLIR C2

Design
9
Performance
9
Imagem
7
Funcionalidades
8
Preço
8

PRÓS
Resistente e compacta
Interface simples e intuitiva
Muitas funções adicionais no app para PC
Imagens em tempo real da temperatura
CONTRAS
Baixa resolução da câmera
Captura em poucos FPS
Preço alto
Poderia ter encaixe tradicional de câmeras para tripés
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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