ANÁLISE: Asus ZenWatch 3

Boa opção para quem quer um belo smartwatch

A Asus trouxe (quase) toda a família Zen 3 ao Brasil durante o evento Z3nvolution, e isso inclui até mesmo os vestíveis da empresa, que passaram em branco na geração anterior. Agora são duas opções: o ZenWatch 2, um vestível da geração passada que chega ao país com um preço mais competitivo e o ZenWatch 3, aparelho dessa análise e com um custo um pouco mais alto, focado no consumidor que quer um smartwatch com acabamento premium. Será que temos enfim aqui um smartwatch elegante para substituir seu relógio tradicional?

Especificações técnicas

- CPU: Qualcomm Snapdragon Wear 2100
- 512 MB RAM
- 4GB eMMC Flash
- Display: AMOLED 1.39”, 400 x 400, 287ppi
- 6 eixos (giroscópio e acelerômetro)
- Sensor de luminosidade
- Bluetooth V4.1 e WiFi
- Bateria: 340mAh com quick-charge
- Cores: Silver, Gunmetal, Rose Gold
- Tamanho: 45 x 45 x 9.95 ~ 10.75 mm

Análise em vídeo

Design


Um belo aparelho que realmente parece um relógio

O objetivo do ZenWatch 3 é atender o consumidor que quer um vestível com design capaz de rivalizar com a beleza dos relógios tradicionais. Seu corpo metálico utiliza aço inoxidável e possui acabamentos muito precisos, resultando em um visual excelente e resistente através de forjamento a frio, algo que de acordo com a Asus torna o dispositivo até 82% mais resistente. Além de sua estrutura, o smartwatch possui certificação IP67, o que significa que será capaz de resistir à chuva ou poeira sem problemas.

O ZenWatch possui uma tela arredondada, bordas estreitas e um perfil não muito alto. Ele é compacto o bastante para ser discreto. Apesar disso, ainda é um relógio do tipo grande e pode não agradar a quem busca algo mais compacto, especialmente pessoas que possuem um pulso muito estreito. Nesses acasos, ele pode "sobrar um pouco" nas laterais devido à sua estrutura metálica no encaixe das pulseiras, deixando uma folga em quem tiver o pulso menor.

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O ZenWatch 3 utiliza excelentes materiais e um design que rivaliza com relógios convencionais

Enquanto muitos vestíveis Android utilizam apenas um botão, a Asus equipou o ZenWatch 3 com três botões na lateral. Outro elemento que chama a atenção no design é a borda dourada, presente nas três opções de cores do vestível (Gunmetal, Silver e Rose Gold). As pulseiras estão disponíveis em um material emborrachado ou couro italiano, e o mecanismo para troca delas é o tradicional dos relógios, o que abre uma gigantesca possibilidade de combinações com outras pulseiras e dá muita liberdade ao consumidor.

A tela possui uma leve curvatura, para facilitar os movimentos de swype e conta com a proteção Gorilla Glass. O display utiliza a tecnologia AMOLED com 1,39 polegadas, mais que suficiente para ver de forma clara as informações independente do ângulo em que for observado. e seu brilho máximo é suficiente para lidar mesmo com situações muito iluminadas. Porém, a visualização de interfaces muito escuras e com pouco contraste fica dificultada.

O sistema de carregamento é feito com um acessório que se conecta ao vestível por meio de um sistema de ímãs - e fica bastante firme. Um recurso importante é o carregamento rápido: com o carregador disponível na caixa, o ZenWatch 3 é capaz de recarregar 60% de sua energia em apenas 15 minutos, uma excelente pedida para quem não tem muito tempo e quer deixar o vestível com carga suficiente para aguentar o dia todo.

Performance e autonomia


Ágil e capaz de "segurar" facilmente um dia

O ZenWatch utiliza o SoC Qualcomm Wear 2100, um atual chip topo de linha da empresa desenvolvido especialmente para dispositivos vestíveis. O produto é composto por um quad-core capaz de chegar a 1.2Ghz, combinado com 521MB de memória RAM e 4GB de memória interna, resultando em specs bastante eficientes graças às otimizações do Android Wear, que opera muito bem com esses componentes. 

No uso cotidiano as respostas são praticamente instantâneas nas interfaces, e os comandos por gestos ou por voz operam com os delays tradicionais do próprio Android Wear. Quando fazemos o movimento para olhar a tela, é normal ficar quase um 1 segundo olhando para ela apagada antes das informações serem exibidas, enquanto os comandos por voz precisam de um intervalo entre o gatilho que aciona a escuta (o comando Ok, Google) e o que realmente é a instrução por voz. Tirando de lado essas limitações do sistema, a performance do vestível é bastante eficiente, e é muito confortável navegar pelas telas da interface do ZenWatch 3. Ao longo de nosso período de testes não houve travamentos ou lentidões evidentes no sistema.

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Um dos elementos mais importantes da experiência com um vestível é sua autonomia. Em nossos testes, utilizando o modo em que a tela fica apagada e é acionada com o gesto de "olhar as horas", o ZenWatch conseguiu terminar o primeiro dia com 40% de carga, energia restante para chegar a quase o meio da tarde do dia seguinte. Isso indica que é possível chegar a dois dias de autonomia utilizando o modo economia (durante a noite, por exemplo) ou mesmo utilizar a tela sempre ativa durante um dia todo.

Funcionalidades


Alguns adicionais, mas não é um acessório indispensável

Como se trata de um smartwatch Android Wear, ele traz o conjunto de funcionalidades do ecossistema desse sistema operacional. Houve um crescimento no número de apps disponíves, com funções que vão desde lembretes, informativos, apps de fitness e até games. Procurando bem na loja, dá para encontrar apps úteis como recursos para bater foto remotamente ou localizar seu smartphone. É possível conferir os aplicativos disponíveis da plataforma nesse link aqui. Além desse conjunto de apps comuns do sistema Android Wear, a Asus incluiu um novo software próprio, o ZenWatch Manager, com algumas configurações adicionais para os temas e para o funcionamento do ZenWatch.

Mais botões físicos são boas adições do ZenWatch 3

Em meio a tantos sensores e tecnologias de ponta, um bom e velho recurso me agradou: os dois botões adicionais, além do tradicional da experiência com o Android Wear. O botão de baixo é utilizado para acionar o modo ECO, que reduz em até 200% o consumo de bateria ao desabilitar notificações - uma das vantagens desse modo é que você pode usá-lo quando não quiser ser notificado por mensagens. O botão superior é customizável, e pode disparar diferentes apps ou funções. Ambos são muitos úteis.

É capaz de medir seus exercícios, mas sem sensor de batimentos ou GPS, não é o produto ideal para isso

A Asus não focou muito na parte fitness desse smartwatch, sendo que ele não inclui um sensor de batimentos cardíacos ou GPS, recursos presentes em modelos mais esportivos como o Moto 360 Sport. Para medir os exercícios físicos de seu usuário, o ZenWatch 3 utiliza o giroscópio e acelerômetro combinados com seu software próprio, o ZenFit, que promete um alto grau de precisão. Apesar de já trazerem algumas estatísticas interessantes, a falta de sensores GPS e de batimentos tornam esse produto menos interessante para alguém que pretende comprar um bom vestível focado em exercícios. Nesse caso, melhor partir para o Moto 360 Sport mesmo ou a smartband Samsung Gear Fit 2, que também conta com GPS integrado e capacidade de aferir sua frequência cardíaca.

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O ZenWatch 3 foi anunciado como um dispositivo Android Wear 2.0, porém, nada da Google lançar o sistema, o que nos leva a uma situação curiosa: ele na verdade vem com o Android Wear 1.5, a versão mais recente disponível no momento. Como foi anunciado como um dispositivo 2.0, não há dúvidas que a Asus deve atualizar o ZenWatch quando essa versão for oficialmente disponibilizada pela Google, mas, no momento de nossos testes, o vestível sofria das limitações da versão anterior Android:

O Android Wear 1.5 é bem limitado, dependendo do smartphone para muitas coisas. Como o ZenWatch 3 possui WiFi, ele é capaz de conectar em redes de forma autônoma, mas na versão atual do sistema você não consegue entrar na rede porque... ele não tem teclado pra digitar a senha, então é preciso digitar no smartphone. E teclado é justamente uma das novidades do Android Wear 2.0. 

Com um custo de R$ 1.799, o ZenWatch 3 possui um preço competitivo dentro do cenário de smartwatches, com concorrentes como o LG G Watch Urbane (que já tem um tempinho de mercado) custando R$ 1.4 mil e outros concorrentes acima dos R$ 2 mil, como o Moto 360 Sport. Seu principal mérito é seu design, digno de um belo relógio, e vai atender muito bem o usuário que deseja um vestível bonito. O único detalhe sobre seu visual é sua largura: por conta das estruturas na lateral, ele pode não encaixar bem em um pulso mais estreito, e é interessante testar como ele fica se você estiver na dúvida. 

Em funcionalidades, ele é um dispositivo Android Wear bastante eficiente, mas não será a melhor opção para quem quer um dispositivo focado em atividades físicas devido a ausência de um GPS embutido ou de um sensor de batimentos cardíacos - dois recursos muito úteis para quem deseja usá-lo como um companheiro para corridas ou outros exercícios. Ele até pode cumprir essa função, mérito de sua resistência à água e poeira e a presença de diversos sensores de movimento para registrar seus passos, por exemplo, mas não é dos smartwatches mais completos nesse aspecto.

O ZenWatch 3 cumpre bem o seu papel de ser um vestível com visual clássico de um relógio, e vem equipado com as principais funcionalidades do Android. É interessante a Asus ter lançado no país também o ZenWatch 2, vestível que não tem um visual tão clássico, mas que com seu preço de R$ 1.299 está entre os dispositivos Android Wear mais baratos do mercado. Mais barato que ele só o Moto 360 (o primeiro modelo), que já aparece por menos de mil reais.

Conclusão

 

Avaliação: Asus ZenWatch 3

Design
9.5
Funcionalidades
8.0
Desempenho
8.0
Preço
8.5

 

PRÓS
Belo design
Boa performance
Resistência IP67
Carregamento rápido
Uso do padrão tradicional de pulseiras
CONTRAS
Sem sensor de batimentos ou GPS
Deveria ter um recurso para melhorar visibilidade no sol
Respostas por gestos com delay
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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