ANÁLISE: Gigabyte GeForce GTX 1050 G1 Gaming 2G

Excelente projeto visual, sem grandes benefícios práticos aliado a preço mais alto

Chegou a vez dos chips gráficos modestos baseados em Pascal, e depois da GeForce GTX 1050 Ti, chegou também a ainda mais discreta GeForce GTX 1050. Essas placas tem como objetivo atender o público gamer de entrada, que deseja performance para games mas não pode ou não quer investir muito na placa de vídeo ou no hardware do PC como um todo.

Análise: ZOTAC GeForce GTX 1050 Ti Mini
Análise: Gigabyte GeForce GTX 1050 Ti G1 Gaming
Análise ZOTAC GeForce GTX 1050 Mini

A NVIDIA até o momento só havia focado em segmentos de mais alto desempenho com a sua nova microarquitetura Pascal. A dupla GTX 1050 e 1050 Ti enfim trazem a nova litografia "para as massas", com um custo muito mais acessível. Assim como antecessoras (GTX 950 e 750 Ti), temos aqui placas de alta eficiência, com baixo consumo e aquecimento, chegando a dispensar o uso de um conector adicional de energia e requerendo apenas uma fonte de 300 watts, algo que vemos em praticamente qualquer PC doméstico, inclusive os não gamers.

NVIDIA anuncia GeForce GTX 1050 e 1050 Ti
Artigo: O que é a tecnologia FinFET das novas placas de vídeo de AMD e Nvidia?

De acordo com o anúncio da NVIDIA, as placas com GPU GTX 1050 chegam ao Brasil com preço médio de R$599, 150 reais a menos que a GTX 1050 Ti, mas com certeza será possível encontrar modelos mais baratos. Ainda não sabemos o preço final desse modelo analisado da Gigabyte, que com certeza não estará entre esse modelos mais baratos, mas sim entre os mais caros pelo seu projeto diferenciado com sistema de cooler com 2 FANs, mais conexões de vídeo e até backplate.

Site oficial da placa Gigabyte GeForce GTX 1050 G1 Gaming 2G

Por conta de seu de seu preço acessível e a facilidade de instalar em um PC (praticamente qualquer computador cumpre os requisitos), a Nvidia está focando dois mercados para esse produto: o chinês e o brasileiro. Será que temos aqui uma placa pronta para massificar o PC gaming? Ou até uma forte concorrente para equipar o PC Baratinho? Vejamos no restante da análise!

A GTX 1050


As novas placas de entrada da NVIDIA chegam equipadas com um novo chip, o GP107. Ele é um chip bastante compacto, com apenas 132 mm² de área, sendo ainda menor que o presente na GTX 750 Ti, com 148 mm². Apesar da pouca área, ele faz bom uso da nova microarquitetura Pascal e por consequência consegue colocar mais núcleos CUDA nessa área menor, resultado do uso de transistores em 14 nanômetros FInFET. São no total 768, mesma quantidade presente na GTX 950 e 128 a mais que na GTX 750 Ti.

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Dois produtos são baseados na GP107: a GTX 1050 Ti e GTX 1050. A primeira é o chip em todo seu potencial, com todos os seus núcleos CUDA, ROPs (64) e TMUs (48) ativadas. A GTX 1050 desabilita um SM, resultando em um total de 640 núcleos CUDA, 32 ROPs e 40 TMUs, características que a tornam mais semelhante a GTX 750Ti em specs. As duas placas também diferem em outros fatores: a GTX 1050 opera em frequência base mais elevada (1354 vs 1290 MHz), já quando o assunto é memórias a GTX 1050 Ti possui mais, com um total de 4GB GDDR5 enquanto a GTX 1050 possui apenas 2GB GDDR5. Considerando os games atuais, jogar em FullHD com apenas 2GB já começou a ser um tanto arriscado.

De acordo com a NVIDIA, ambas as placas possuem muita margem para overclock, sendo que peças de engenharia alcançaram com facilidade frequências na casa dos 1900MHz, um aumento de frequências que observamos em outros produtos da linha Pascal de GPUs. Essas placas também tem outra característica em comum: ambas operam com TDP de 75W, o que significa que são capazes de funcionar sem necessidade de conectores adicionais de energia. Esse baixo consumo também se reflete em baixos requerimentos de fonte, sendo que a empresa recomenda uma de 300 watts, e também sistemas modestos de resfriamento, afinal placas que consomem menos tendem a aquecer menos. Isso viabiliza placas bastante compactas com essas GPUs.

Novas tecnologias Pascal

O grande destaque da geração Pascal é a troca da litografia. Com o uso dos 14nm FinFET, as placas baseadas nessa microarquitetura conseguem colocar mais transistores em menor área, entregando dessa forma mais performance. As placas baseadas nessa tecnologia também apresentam saltos em eficiência, aquecendo e consumindo menos energia que modelos das gerações anteriores. Curiosamente, o chip GP107 da GTX 1050 e 1050 Ti não são feitos pela TSMC e em 16nm como os demais modelos lançados até o momento: elas são feitas pela Samsung com um processo de fabricação um pouco mai compacto, o 14nm FinFET.

Artigo: O que é a tecnologia FinFET das novas placas de vídeo de AMD e Nvidia?

Uma tecnologia bastante interessante da nova geração é o Simlutaneous Multi-Projection (SMO), recurso que torna as placas Pascal mais eficientes na hora de renderizar múltiplas imagens com diferentes pontos de vista. Esse recurso possibilita a uma placa de vídeo baseada na nova arquitetura renderizar até 16 pontos de vista simultaneamente e de forma mais ágil que chips gráficos anteriores. Essa tecnologia tem duas aplicações muito interessantes: a realidade virtual e múltiplos monitores. Um detalhe importante: as GTX 1050 são as primeiras da linha Pascal a não trazer o selo "VR Ready", indicando que a Nvidia não considera essas placas potentes o suficiente para lidar com a realidade virtual.

A 1050 assim como a 1050 Ti traz os recursos da linha Pascal, mas não possui a certificação para a Realidade Virtual

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O SMP também torna viável correções em imagens de usuários que utilizam mais de um monitor. Em combinações de múltiplos monitores é comum distorção nos cantos da imagem, com resultados pouco interessantes especialmente nas telas das laterais, que costumam exibir uma imagem "bastante esticada" por conta da renderização dos games estar mais focada em apenas uma tela. O SMP possibilita correções de perspectiva através do driver da placa, melhorando a perspectiva da imagem baseado na quantidade de monitores em uso e seu posicionamento.

Imagem Original


Imagem corrigida

Imagem corrigida através do Nvidia SMP

Outro recurso introduzido é o Ansel, uma tecnologia com um objetivo "artístico": se tornar uma ferramenta de captura de imagens com muito mais possibilidades que o tradicional "print screen". O Ansel é capaz de renderizar novos pontos de vista, fazer capturas em altíssima resolução e até mesmo capturar uma cena em 360º, tornando possível visualizar uma cena através de óculos de realidade virtual.

O Ansel é de fácil implementação em games, sendo que o SDK é aberto. Porém a Nvidia afirma que pode existir desenvolvedores que não irão implementar o recurso pois pode ser usado de forma indevida para ganhar vantagens em games competitivos, como ganhando maiores campos de visão ou perspectivas que possam ser exploradas. De acordo com a Nvidia, a tecnologia estará disponível em games como The Division, The WitnessNo Man's SkyUnreal Tournament e a próxima DLC de The Witcher 3.

Especificações
Abaixo as principais especificações da placa analisada ao lado de outros modelos.

Comparativo

Gigabyte GeForce GTX 1050 G1 Gaming 2GNVIDIA GeForce GTX 1050NVIDIA GeForce GTX 1050 TiNVIDIA GeForce GTX 950

Preços

Preço no lançamentoU$ 109,00 U$ 109,00 U$ 139,99 U$ 159,00
Preço atualizadoU$ 109,00 R$ 519,00 R$ 749,00 R$ 650,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação14nm FinFET 14nm FinFET 14nm FinFET 28nm
ChipPascal GP107 Pascal GP107 Pascal GP107 Maxwell GM206
Clock do GPU1417 MHz1354 MHz1290 MHz1024 MHz
Clock do GPU (Turbo)1531 MHz1455 MHz1392 MHz1188 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR5 GDDR5 GDDR5 GDDR5
Interface de largura de BUS128 bit 128 bit 128 bit 128 bit
Quantidade de RAM|2GB| |2GB| |4GB| |2GB|
Clock das memóriass1752 MHz1752 MHz1752 MHz1653 MHz
Clock efetivo7008 MHz7008 MHz7008 MHz6612 MHz
Largura de banda112.1 GB/s112 GB/s112 GB/s105.8 GB/s

Características Gerais

Shading Units640 640 768 768
TMUs40 40 48 48
ROPs32 32 32 32
Pixel Rate45.3 GPixel/s43.3 GPixel/s41.3 GPixel/s32.8 GPixel/s
Texture Rate56.7 GTexel/s54.2 GTexel/s61.9 GTexel/s49.2 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes1.813,8 TFLOPS1,733.1 TFLOPS1,981.4 TFLOPS1.573 TFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 6 pinos Não requer alimentação via PCI-E Não requer alimentação via PCI-E 1x 6 pinos
Suporte à combinação de placasSem suporte Sem suporte Sem suporte Até duas placas
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa219 mm145 mm145 mm202 mm
TDP75 W75 W75 W90 W
Fonte recomendada350 W300 W300 W350 W
Conexões de vídeo1x DisplayPort 1.4, 3x HDMI 2.0B, 1xDVI 1x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI 1x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI 1xDVI, 1xHDMI 2.0, 3xDisplayPort

Recursos

DirectX12.0 12.0 12.0 12.0
OpenCL1.2 1.2 1.2 1.2
OpenGL4.5 4.5 4.5 4.5
Shader5.0 5.0 5.0 5.0

Extras

ExtrasSistema de cooler com 2 FANs

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Fotos


A Gigabyte GTX 1050 G1 Gaming é idêntica a GTX 1050 Ti G1 Gaming, mesmo com a diferença na quantidade de memória, como a placa é toda coberta, não é possível detectar quem é quem, a única forma é mesmo através do "selo" com as descrições da placa.

Como destacamos na 1050 Ti, a placa chama bastante atenção pelo projeto com sistema de cooler com 2 FANs, 5 conexões de vídeo, backplate traseiro e também um alimentador de energia de 6 pinos, característica que serve para dar mais energia a placa e melhorar seu desempenho especialmente em overclock, mas que não combina bem com uma placa com esse GPU como já colocamos na análise da 1050 Ti G1 Gaming, e que no caso da 1050 tem ainda menos sentido.

Em se tratando das conexões, como colocamos acima a placa pode "receber" 5 vídeos através de três HDMI 2.0b, possibilitando o 4K em 60Hz via HDMI, uma conexão DisplayPort versão 1.4 com suporte a HDR assim como o HDMI. Completando as conexões, uma DVI totalizando o suporte a 5 telas.

GTX 1050 G1 Gaming vs GTX 1050 Ti G1 Gaming
Nas fotos abaixo temos lado a lado duas G1 Gaming, uma é a GTX 1050 analisada e outra uma GTX 1050 Ti, ambas com projetos idênticos e sendo possível diferenciar visualmente apenas pelo selo.

Gigabyte GTX 1050 G1 Gaming vs ZOTAC GTX 1050 Mini
Nas fotos abaixo temos lado a lado a G1 Gaming com um modelo Mini da ZOTAC, mostrando que são projetos bem diferentes, como colocamos, nossa opinião é que para esse GPU o ideal é o adotado pela ZOTAC, mas diga-se de passagem, a Gigabyte também costuma ter modelos semelhantes, não é o caso desse modelo analisado.

Análise ZOTAC GeForce GTX 1050 Mini


Sistema utilizado


Como de costume, utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard ASUS Rampage V Extreme, com processador Intel Core i7 5960X para os testes. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas.

Mais abaixo, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7 5960X 3.0GHz - Análise
- Placa-mãe Asus Rampage V Extreme - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 16GB 2133Hz (2x8GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX Savage 240GB - Análise
- SSHD Seagate 2TB SATA3 - Análise
- Sistema de refrigeração liquida Cooler Master Nepton 120M - Site oficial
- Fonte de energia Cooler Master V1200 Platinum - Site oficial
- Gabinete Cooler Master HAF EVO XB - Site oficial
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz - Site oficial

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 375.70
- AMD Crimson 16.10.1

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11)
- Far Cry Primal (D11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Hitman (DX12)
- Rise of Tomb Raider (DX11 e DX12)
- The Division (DX11)
- The Witcher 3 (DX11)

GPU-Z
Abaixo tela do GPU-Z mostrando algumas das principais características da placa analisada, que tem um leve overclock de fábrica, com GPU trabalhando 13MHz acima da referência quando o assunto é o GPU.

Overclock
A GTX 1050 e a 1050 Ti assim como demais placas GeForce serie 10 se comportam muito bem em overclock, apesar de ter a limitação de 75W devido não possuir conector de energia. Em outras placas semelhantes, como a GTX 750 Ti da PNY, que também não possui conector de energia, não era um limitador frente a uma placa com mesmo GPU que tinha o conector, sendo que essas placas que em teoria recebem mais energia deveriam ir além em overclock, em alguns casos não acontece, então não vejo como um grande problema, pelo contrario, continuamos achando que esse tipo de placa não deve ter alimentação extra.

O overclock é semelhante a 1050 G1 Gaming, assim como aconteceu com a 1050 Ti G1 Gaming é muito bom,conseguimos setar o clock do GPU em 1550MHz sem nenhum problema, inclusive com possibilidade de aumentar o power target devido a placa possui alimentador de energia, diferente de alguns modelos com esse GPU que não trazem o alimentador, o porém de tudo é que o ganho é muito pequeno, mesmo o clock subindo mais, assim como as memórias, não acontece ganho de desempenho que justifique quando comparamos a um modelo como a GTX 1050 Mini da ZOTAC, algo que já tínhamos falado na review da GTX Ti G1 Gaming. Sendo assim, achamos melhor setar o clock em 1525MHz, exatos 171MHz acima da referência, já as memórias subimos para 8GHz, também chegamos a subir para 8.2GHz, mas sem diferença de ganho de desempenho.

Abaixo podem conferir a tela do GPU-Z mostrando os clocks aplicados.

Testes

Consumo de Energia
Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS #1.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10w como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso.

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo. Aqui novamente a temperatura da placa quando overclockada ficou mais baixa devido os FANs ficarem trabalhando em 60% sempre, e não em modo automático como por padrão.

O motivo da placa quando overclockada ficar com temperaturas abaixo de quando tem seus clocks normals é que o sistema da placa funciona de acordo com a demanda, que nesse caso é o calor, então na medida que ele vai subindo mais rapidamente os FANs tendem a trabalham de forma mais rápida também, aumentando suas rotações e consequentemente acaba fazendo a temperatura ficar inferior, em teoria gerando mais ruído, mas não foi perceptível nesse caso.

É importante destacar que algumas placas possuem um sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, exitem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.


Testes sintéticos
Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com três testes, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K além do novo Time Spy baseado em API DirectX 12. Abaixo, os resultados:

Agora o resultado em modo 4K: 

Abaixo o novo teste Time Spy que roda sobre a API DirectX 12:

Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60FPS é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30FPS, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "injogável"


Far Cry Primal
O quinto game da série "Far Cry" leva o jogador a outra época, sendo um dos títulos atuais com destaque na boa qualidade gráfica e cenários muito bonitos.


Grand Theft Auto V
O game "GTA V" para PC está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Hitman
A franquia clássica ganhou mais um episódio em 2016, com desenvolvimento por conta da I/O Interactive e distribuição da Square Enix. Entre os destaques do game está o uso da API DirectX 12 já em seu lançamento, sendo um dos primeiros jogos a já contar com essa tecnologia. Com fases complexas, com até 300 personagens em cada cenário, o game é um interessante desafio para o hardware.


Rise of Tomb Raider
O mais recente game da franquia de Lara Croft, "Rise of Tomb Raider" trouxe um grande salto na qualidade sobre a versão anterior, prometendo exigir muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12, mas ainda não consegue tirar proveito dessa API de forma que justifique seu uso(sendo assim não fizemos os testes com essa versão da API), mesma situação de "Hitman", sendo assim os testes são em DirectX 11.


 

Tom Clancy's: The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos.


The Witcher 3: Wild Hunt
"The Witcher 3" chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo.

Como já colocamos na análise da ZOTAC GTX 1050 Mini, o GPU trouxe as mesmas qualidades essenciais da GTX 1050 Ti: é uma placa de baixíssimo aquecimento e consumo, com requisitos baixos de alimentação que a torna compatível com praticamente qualquer PC. Sua principal vantagem é que consegue ser ainda mais barata, sendo 150 reais de diferença para a GTX 1050 Ti, o que representa uma economia considerável.

Em termos de performance, a queda desempenho não é acentuada: vemos diferenças de 10% entre esse modelo e a GTX 1050 Ti em muitos casos, o que torna a relação entre custo e benefício da GTX 1050 mais interessante, já que não ficou longe da "versão completa do chip GP107". Frente a RX 460 também conseguiu abrir uma margem interessante, sendo que após a redução dos preços a placa da AMD aparece até abaixo dos R$ 499.

O problema da GTX 1050 frente tanto a GTX 1050 Ti quanto a RX 460 é a quantidade de memória. Ela está limitada a 2GB, uma quantidade que é insuficiente em alguns games para a resolução FullHD. Aqui ela sofre do mesmo mal que a GTX 950, placa da geração passada com performance próxima: o chip gráfico até tem desempenho para ir mais longe, mas a falta de memória força o gamer a baixar qualidade de texturas e, em momentos mais drásticos, até ter que reduzir a resolução para 900p. Nesse aspecto, a RX 460 fica em vantagem: dá para encontrar versões com 4GB por preços mais baratos que os R$ 599 da GTX 1050.

A maior limitação da GTX 1050 são seus 2GB de memória

A falta de memória não é algo que irá afetar sempre, mas coloca em risco a performance em games mais recentes. O maior problema é a falta de opção: se o consumidor quiser 4GB, terá que comprar uma GTX 1050 Ti. No "lado vermelho da força", basta investir uns 50 reais a mais para ter uma RX 460 com 4GB, uma escolha que é bem sensata para quem quer jogar em 1080p, e ao mesmo tempo quem prefere economizar um pouco mais pode se arriscar com a RX 460 de 2GB.

Por conta dessa limitação, a GTX 1050 acaba perdendo um pouco de sua força. Ela é uma opção para quem quer jogar games recentes em qualidade média na casa dos 50FPS ou mais, e está disposto a fazer ajustes na qualidade gráfica para "fazer caber" as texturas e tudo mais em 2GB. Alguns games estão gerenciando isso de forma bastante automatizada, como acontece com Gears of War 4, mas em outros casos vai ser preciso mexer nas configs e maneirar nos gráficos para evitar que o gargalo surja. Ela acaba se tornando assim a opção para quem não pode fazer o investimento adicional de 150 reais para levar a GTX 1050 Ti, lembrando que apesar de ter um pouco menos de desempenho, a RX 460 de 4GB "está logo ali" custando menos e sendo bem mais generosa em questão de memória. Em nossas experiências em gameplays, já vemos uma pressão muito grande nas placas de 2GB, e a GTX 1050 já "nasce" com esse problema. Isso é um dos motivos que limita nosso selo ao prata.

A GTX 1050 encara games em 1080p e qualidade média, mas vai precisar de cuidados por conta da memória disponível

Por esse inconveniente das memórias, a RX 460 se torna um produto mais atraente, já que não sofre dessa limitação em seu modelo de 4GB e muitas vezes consegue isso com um preço mais baixo que o sugerido na GTX 1050. A placa da AMD tem como principal desvantagem menos performance gráfica que a GPU da GTX 1050, algo na casa dos 10 a 30% dependendo do jogo. 

Por fim, a GTX 1050 é uma placa interessante do segmento de entrada, e pode atender ao consumidor que quer mais performance que uma RX 460 e não vê problema das limitações de estar apenas com 2GB, mas deve pensar se o investimento a mais em uma GTX 1050 Ti e a segurança de ter mais memória não compensa o gasto adicional, ou se não é melhor ir para uma RX 460 de 4GB e ter a tranquilidade que não vai faltar VRAM, quem sabe até gastando menos. É chato reduzir de qualidade média para baixa em alguns games por falta de performance da GPU, mas é muito pior ver travamentos e quedas de frames porque faltou memória. E estamos falando de um upgrade que só dá pra fazer trocando a placa de vídeo toda.

A GTX 1050 G1 Gaming tem um belo projeto visual, mas sem ganhos práticos e com preço alto frente a modelos concorrentes com mesmo GPU

A GTX 1050 G1 Gaming com certeza é uma das melhores placas do mercado com esse GPU, mas como já colocamos durante a análise e também na análise da GTX 1050 Ti G1 Gaming, é um projeto que naturalmente eleva o preço da placa a valores que são complicados na competição com outros modelos como a própria ZOTAC GTX 1050 Mini que analisamos, que tende a ser uma das placas mais baratas com o GPU GTX 1050 e tem desempenho semelhante mesmo em overclock, com o diferencial de ter um projeto mais compacto, não precisar de alimentador de energia e ainda conseguir ótimas temperaturas, inclusive menores do que a própria G1 Gaming, que acabou se tornando apenas uma placa mais imponente no final das contas, sem nenhuma lógica prática. A estimativa de preço para a G1 Gaming é ficar na casa de R$100 acima dos modelos mais simples.

PRÓS
Alta eficiência
Baixo consumo e aquecimento
Belo projeto visual
3 conexões HDMI 2.0b e 1 DisplayPort 1.4
CONTRAS
Preço muito acima de modelos que já entregam bons resultados
Apenas 2GB de memória é pouco para FullHD
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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