ANÁLISE: ASUS Radeon RX 480 Strix OC

Design robusto e sistema de cooler é eficiente, porém não representa grandes ganhos em desempenho

No final de junho analisamos o modelo referência da Radeon RX 480, placa que chegou ao mercado entregando uma boa relação custo benefício para quem busca uma placa de vídeo para rodar games em FullHD e até QuadHD, o porém é que o modelo referência traz algumas limitações, entre elas seu sistema de cooler e também o potencial para overclock. Recebemos da ASUS a Radeon RX 480 Strix OC, placa de vídeo que traz um sistema de cooler com 3 FANs e overclock de fábrica (GPU trabalhando em 1310MHz, o modelo referência tem clock de 1266MHz), sendo assim pode resolver algumas das principais limitações do modelo referência com esse incremento de performance e o projeto melhorado.

Análise: AMD Radeon RX 480 - Muito mais eficiente e com performance para ir além do FullHD, mas preço é menos competitivo que no exterior

O porém desse modelo é que ele deve chegar custando acima de R$1.600, ou seja, em média mais de R$200 reais acima do modelo referência, valor que coloca a placa em briga direta com a GTX 1060 de 6GB. Nessa review mostraremos se a diferença de preço compensa e como ficou a briga com a GTX 1060.

Site oficial da placa ASUS Radeon RX 480 Strix

Polaris 10 e 11


A nova arquitetura da AMD estreia com dois chips: a Polaris 10 e 11, ambas baseadas na 4ª geração da arquitetura Graphic Core Next (GCN). O primeiro é o mais robusto, com um total de 36 Unidades de Computação (que atende pela pouco afortunada sigla CUs), com interface de memória de 256-bits e mais de 5 TFLOPS de processamento gráfico. Já o segundo chip, o Polaris 11, é mais compacto e menos poderoso, com 16 CUs, mais de 2 TFLOPS de poder de processamento e interface de memória de 128-bit.

A fabricação das Polaris é baseada em uma litografia de 14 nanômetros FinFET, o que impacta em uma maior densidade de transistores em uma menor área, além de uma maior eficiência energética. Porém não é apenas graças a menor litografia que a geração Polaris alcançou suas evoluções. Ela ficou responsável por um desenvolvimento de 1.7x sobre a geração anterior, porém foram através de otimizações na arquitetura GCN de 4ª geração que possibilitaram o salto de 2.8x comparado à geração passada. Essas evoluções não impactam apenas na eficiência elétrica: cada unidade de computação é capaz de entregar 15% mais performance.

A Polaris entrega 2.8x mais performance por watt consumido comparado à geração anterior

As reorganizações no chip incluem diversos fatores. As novas placas chegam com o dobro de L2 Cache e recursos para explorar melhor a largura de banda das memórias disponível, reduzindo a dependência por altas quantidades de transferências de dados e consequentemente reduzindo o consumo em 58% comparado ao que acontecia na Radeon R9 290. Outra mudança importante está relacionada a uma maior eficiência dos shaders, além de mecanismos mais avançados de geometria, que possibilitam identificar elementos que não serão exibidos na tela e não realiza seu processamento, o que resulta em saltos de performance e menor consumo de recursos do sistema.

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Diferente do que aconteceu na geração anterior, a AMD não economizou na conectividade. Todas as placas baseadas em Polaris serão compatíveis com as tecnologias HDMI 2.0b e DisplayPort 1.4-HDR. Isso resolve limitações como 4K60FPS em HDMI, além de possibilitar até mesmo o 5K60FPS através da conexão DisplayPort. Mas não é somente em resoluções que a AMD se precaveu: a Polaris possui suporte ao HDR em 10-bit e 12-bit, e através do Photon SDK possibilita que games e softwares atinjam novos limites em termos de cores e contrastes.

Sem mais complicações: toda Polaris possui conexões HDMI 2.0b e DisplayPort 1.4-HDR

De olho no VR, a arquitetura também introduz tecnologias como a Asynchronous Time Warp, Ela utiliza a capacidade das placas baseadas em GCN em lidar com a computação assíncrona, gerenciando tarefas em paralelo e, através da tecnologia Quick Response Queue, sendo capaz inclusive de mudar a ordem de renderização e processamento de acordo com a prioridade de cada função. Através desse recurso a AMD afirma ser capaz de garantir a fluidez de forma mais constante em realidade virtual, e garantindo a cadência necessário para garantir uma boa experiência com o VR.

A Radeon RX 480


A Radeon RX 480 é baseada em um chip Polaris 10 em todo seu potencial, com todas 36 Unidades Computacionais ativadas, contando assim com um total de 2304 processadores stream. É uma placa que chega com memória GDDR5 em duas versões: 4 e 8GB, e interface de memória de 256-bit, com largura de banda de 224 ou 256 GB/s, dependendo do modelo. Com um preço sugerido a partir de US$ 199, sendo que essa placa é apresentada pela AMD como uma placa muito mais acessível capaz de encarar a carga de estresse de um gameplay em realidade virtual.

A placa chega com um clock bastante elevado comparado aos modelos antecessores da empresa. No modelo referência ela traz frequência base em 1120MHz e com boost que pode alcançar 1266MHz para o GPU, a promessa da AMD é que essa placa alcança até 5.8TFLOPS de performance em seu pico.Colocando em perspectiva, sua antecessora, a Radeon R9 380, possuía 1792 shadders, operava a 980MHz e entregava em torno de 3,4TFLOPS. Mesmo colocando ao lado de uma placa potente da geração passada, a Radeon R9 290 chegou equipada com 2560 shadders, um clock de 1250MHz e era capaz de desempenhar em torno de 4.8TFLOPS.

Seu TDP de 150W é um forte indicativo da evolução da AMD em termos de consumo: a placa anterior com patamar de performance para VR, a R9 290, possuía TDP e 275W! Na sua antecessora, a R9 380, o TDP era estimado em 180W. Em termos de tecnologias, além de ser "VR Ready", a RX 480 traz as características do restante da linha Polaris em termos de compatibilidade com conexões, operando em DisplayPort 1.3/1.4-HDR e HDMI 2.0b, além do suporte a tecnologia FreeSync.

Em sua apresentação, além do VR, a AMD introduziu a Radeon RX 480 como uma placa para ir "além do HD", indicando uma performance que supera a resolução FullHD, e em slides a empresa indica a placa como capaz de entregar uma "experiência premium" na resolução 1440p (também conhecida como QuadHD ou 2,5K)

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Especificações das placas
Abaixo as principais especificações da placa analisada ao lado de outros modelos do segmento entrada/intermediário.

Comparativo

ASUS Radeon RX
480 Strix OC
AMD Radeon RX
480
AMD Radeon RX
470
AMD Radeon R9
390

Preços

Preço no lançamentoU$ 259,00 U$ 229,00 U$ 179,00 U$ 329,00
Preço atualizadoR$ 1.200,00 U$ 229,00 R$ 730,00 R$ 1.280,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação14nm FinFET 14nm FinFET 14nm FinFET 28nm
ChipPolaris 10 XT Polaris 10 XT Polaris 10 Pro Grenada
Clock do GPU1266 MHz1120 MHz926 MHz1000 MHz
Clock do GPU (Turbo)1310 MHz1266 MHz1206 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR5 GDDR5 GDDR5 GDDR5
Interface de largura de BUS256 bit 256 bit 256 bit 512 bit
Quantidade de RAM|8GB| |4GB||8GB| |4GB| |8GB|
Clock das memóriass2000 MHz2000 MHz1650 MHz1500 MHz
Clock efetivo8000 MHz8000 MHz6600 MHz6000 MHz
Largura de banda256 GB/s256 GB/s211 GB/s384 GB/s

Características Gerais

Shading Units2304 2304 2048 2560
TMUs144 144 128 160
ROPs32 32 32 64
Pixel Rate41.9 GPixel/s40.5 GPixel/s38.6 GPixel/s64.0 GPixel/s
Texture Rate188.6 GTexel/s182.3 GTexel/s154.4 GTexel/s160 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes6036 TFLOPS5.834 TFLOPS4940 TFLOPS5,120 TFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 8 pinos 1x 6 pinos 1x 6 pinos
Suporte à combinação de placasAté quatro placas Até duas placas Até quatro placas Até quatro placas
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa298 mm241 mm170 mm275 mm
TDP150 W150 W120 W275 W
Fonte recomendada450 W450 W400 W600 W
Conexões de vídeo2xHDMI 2.0b, 2xDisplayPort, 1xDVI 1xHDMI, 3xDisplayPort 1xHDMI 2.0b, 3xDisplayPort 1.4 2xDVI, 1xHDMI, 1xDisplayPort

Recursos

DirectX12.0 12.0 12.0 12.0
OpenCL2.2 2.2 2.2 2.0
OpenGL4.5 4.5 4.5 4.4
Shader5.0 5.0 5.0 5.0

Extras

ExtrasSistema de cooler com 3 FANs

Tecnologias


Abaixo algumas das principais tecnologias, incluindo tecnologias exclusivas da ASUS, na RX 480 STRIX:

DirectCU III Triple-Wing Blade com tecnologia Fan 0dB
A tecnologia DirectCU III inclui dois heatpipes exclusivos de 10 mm, que transportam 40% mais calor para longe da GPU. O novo design dos fans da Asus fazem eles gerarem 105% mais pressão do ar sobre os dissipadores de calor. Mesmo assim, eles são 3 vezes mais silenciosos que os modelos de referência. Além disso, se a temperatura da placa de vídeo estiver abaixo de um valor pré-determinado, os coolers param completamente, ficando totalmente silenciosos e aumentando a sua vida útil.

ASUS FanConnect - Refrigeração complementar direcionada
Durante o jogo, a temperatura da GPU frequentemente é maior que a da CPU. Contudo, as ventoinhas do gabinete geralmente atuam somente em referência ao CPU, o que resulta em um resultado ineficiente de refrigeração do sistema. Para otimizar a performance térmica, as placas de vídeo ROG Strix possuem dois conectores de 4 pinos que podem ser conectados às ventoinhas do gabinete, tornando possível um gerenciamento das fans do gabinete para atender as demandas da placa de vídeo.

Processo de fabricação automatizado Auto-Extreme
Hoje, todas as placas de vídeo da Asus são produzidas com a tecnologia Auto-Extreme. Trata-se do primeiro processo de produção 100% automatizado da indústria, removendo assim possíveis falhas humanas. Isso resulta em placas de vídeo consistentes, com melhor desempenho e maior longevidade. O processo também é ecologicamente correto, pois elimina o uso produtos químicos mais agressivos e reduz o consumo energético em 50%.

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Iluminação Aura RGB 
A iluminação Aura RGB com Blindagem Modular garante uma personalização única do seu PC. São várias opções para personalizar a luzes como quiser. Além da customização feita pela Asus, o usuário pode fazer as próprias. Veja a apresentação das funcionalidades da placa na Computex 2016.

Portas HDMI para a experiência imersiva na Realidade Virtual (VR)
As placas de vídeo ROG Strix possuem duas portas HDMI para conexão de dispositivos de Realidade Virtual (VR) e Monitor ao mesmo tempo, então você pode se divertir com experiências imersivas o tempo todo sem a necessidade de trocar cabos.

8+2 Fases com Super Alloy Power II + GPU Tweak II
Os componentes Super Alloy Power II aumentam a performance, reduzem a perda de eficiência, oferecem 2X menos ruído de componente e alcança níveis térmicos aproximadamente 50% mais refrigerados que os designs anteriores. Já a GPU Tweak II é uma ferramenta de overclock e streaming que permite que o usuário melhore o desempenho da placa e compartilhe o que está passando por sua tela em tempo real.

Fotos


Abaixo algumas fotos da Radeon RX 480 Strix, placa que tem um visual bastante imponente e traz todas as últimas novidades do sistema de cooler mais recente dessa linha, composto por 3 FANs, LEDs personalizáveis e sistema DirectCU III, que promete 30% mais eficiência na temperatura e também 3 vezes menor ruído do que o sistema referência. Reparem que a Asus adicionou duas conexões para FANs na placa, possibilitando assim que ventoinhas normalmente ligadas na mainboard ou mesmo direto na fonte possam ser ligadas na placa de vídeo e ela faça o controle/gerenciamento dos FANs de acordo com o aquecimento da placa de vídeo.

Ressaltamos ainda que a AMD adicionou suporte ao HDMI 2.0b, possibilitando o 4K em 60Hz via HDMI, situação que não era possível nas placas com GPU Fury. As conexões DisplayPort são versão 1.4 com suporte a HDR.

RX 480 Strix vs RX 480 referência
Abaixo algumas fotos com a Strix ao lado do modelo referência, mostrando que os projetos são muito diferentes. Além do cooler, nota-se o PCB maior da placa da Asus, um alimentador de 8 pinos ao contrário de 6 pinos e também mudanças nas conexões. Reparem que a placa da Asus trás uma conexão DVI e também mudou uma das conexões DisplayPort para HDMI, ficando com duas HDMI no total, o motivo disso provavelmente está relacionado ao suporte a óculos de realidade virtual. Outro detalhe como comentamos acima são as conexões para a placa de vídeo gerenciar 2 FANs do sistema.


Sistema utilizado


Como de costume, utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard ASUS Rampage V Extreme, com processador Intel Core i7 5960X para os testes. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas.

Abaixo algumas fotos da placa instalada em nosso gabinete tradicional de reviews, alias, deixando o sistema muito bonito visualmente devido os LEDs da placa.

Mais abaixo, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7 5960X 3.0GHz - Análise
- Placa-mãe Asus Rampage V Extreme - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 16GB 2133Hz (2x8GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX Savage 240GB - Análise
- SSHD Seagate 2TB SATA3 - Análise
- Sistema de refrigeração liquida Cooler Master Nepton 120M - Site oficial
- Fonte de energia Cooler Master V1200 Platinum - Site oficial
- Gabinete Cooler Master HAF EVO XB - Site oficial
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz - Site oficial

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 368.95
- AMD Crimson 16.8.2

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11)
- Far Cry Primal (D11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Hitman (DX12)
- Rise of Tomb Raider (DX11 e DX12)
- The Division (DX11)
- The Witcher 3 (DX11)

GPU-Z
Abaixo tela do GPU-Z mostrando algumas das principais características da placa analisada, que tem overclock de 50MHz no GPU sobre o modelo referência.

Overclock
O modelo analisado vem com overclock de fábrica, por possuir um sistema de cooler mais eficiente que o modelo referência em teoria pode conseguir ir além através de overclock. Subimos o clock do GPU da placa de seus 1310MHz para 1350MHz, acima disso ela ficou instável. Já as memória subimos apenas 160MHz efetivos, já que esse era o limite do aplicativo GPU Tweak da própria Asus. 

Um detalhe importante é que atualmente poucos softwares foram atualizados para overclock em cima de placas da nova geração Polaris da AMD, utilizamos o GPU Tweak II da Asus e como destacamos acima, possui limitações no overclock de algumas características como das memórias, não sendo possível fazer um desbloqueio dessa limitação de acordo com a própria Asus.

Abaixo a tela principal do GPU Tweak II com o over setado e também a tela principal do GPU-Z mostrando as características da placa após o overclock.

Testes

Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem um sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, exitem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

Consumo de Energia
Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS #1.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10w como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.

Testes sintéticos
Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com três testes, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K além do novo Time Spy baseado em API DirectX 12. Abaixo, os resultados:

Agora o resultado em modo 4K: 

Abaixo o novo teste Time Spy que roda sobre a API DirectX 12:

Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60FPS é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30FPS, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "injogável"


Far Cry Primal
O quinto game da série "Far Cry" leva o jogador a outra época, sendo um dos títulos atuais com destaque na boa qualidade gráfica e cenários muito bonitos.


Grand Theft Auto V
O game "GTA V" para PC está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Hitman
A franquia clássica ganhou mais um episódio em 2016, com desenvolvimento por conta da I/O Interactive e distribuição da Square Enix. Entre os destaques do game está o uso da API DirectX 12 já em seu lançamento, sendo um dos primeiros jogos a já contar com essa tecnologia. Com fases complexas, com até 300 personagens em cada cenário, o game é um interessante desafio para o hardware.


Rise of Tomb Raider
O mais recente game da franquia de Lara Croft, "Rise of Tomb Raider" trouxe um grande salto na qualidade sobre a versão anterior, prometendo exigir muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12, mas ainda não consegue tirar proveito dessa API de forma que justifique seu uso(sendo assim não fizemos os testes com essa versão da API), mesma situação de "Hitman", sendo assim os testes são em DirectX 11.


 

Tom Clancy's: The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos.


The Witcher 3: Wild Hunt
"The Witcher 3" chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo.

Novamente um modelo de uma parceira mostrou como os projetos próprios das empresas entregam resultados muito mais interessantes que o modelo referência. Enquanto a Radeon RX 480 em seu design padrão da AMD operou na casa dos 77 ºC, a Strix foi capaz de manter as temperaturas abaixo dos 60ºC na maioria dos momentos, mesmo os de alta carga na GPU. Essa margem térmica superior impactou em outro fator: a frequência de operação. Enquanto a RX 480 referência, em nosso gameplay, estabiilizou na casa dos 1200MHz, o modelo Strix operou em 1300MHz, tudo com baixo aquecimento e produção de ruído.

A Strix traz evoluções importantes no sistema de resfriamento e nos clocks

Além das questões térmicas e a estabilidade, o projeto Strix conta com diferenciais bem interessantes para o gamer que deseja montar um sistema parrudo, com uma estética chamativa. Seu sistema de LEDs customizável e com capacidade de operar em conjunto com outros componentes compatíveis com a tecnologia da ROG são uma excelente pedida para a construção de um hardware imponente, daqueles para usar em sistemas abertos ou com acrílicos deixando os componentes bastante expostos. Outros adicionais são muito úteis, como a possibilidade de ligar os fans do gabinete da placa e, dessa forma, deixar que a placa de vídeo (o componente que mais aquece, na maioria dos casos) definir quando mais circulação de ar está se fazendo necessária.

Quando trazemos a disputa para o campo do preço, temos o ponto mais desfavorável para a Strix. Seu projeto diferenciado eleva muito o custo desse modelo. Analisando apenas do ponto de vista prático, as tecnologias embarcadas aumentam o desempenho da placa, porém não são suficientes para superar modelos com GeForce GTX 1060, que podem ser encontradas por valores menores. Mesmo o modelo referência, consideravelmente mais barato, também não fica muito atrás da Strix, com diferenças na casa dos 5%. A grande vantagem é a temperatura de operação e a menor produção de ruído, que tornam o gameplay mais confortável e aumentam a durabilidade dos componentes.

Apesar de não trazer ganhos significativos em performance, o investimento adicional se justifica pelo design robusto e a maior eficiência no resfriamento

Portanto, os aproximadamente R$ 200 a mais comparado ao modelo referência não representarão um ganho expressivo em desempenho, mas são justificados para quem quer um projeto muito mais eficiente, em termos de resfriamento e pouca produção de ruído, e também deseja uma placa com um design mais arrojado para a criação de um sistema atraente.  Uma boa dica na hora de pesquisar o preço de placas de vídeo é ficar de olho no Adrenaline FOR SALE, tópico no forum onde os usuários compartilham as melhores ofertas.

Fique de olho no ADRENALINE FOR SALE para promoções em placas de vídeo e outros produtos

PRÓS
Sistema de resfriamento eficiente e silencioso
Overclock de fábrica
Design robusto e com sistema customizável de LEDs
Conexão HDMI 2.0 e DisplayPort 1.4-HDR
Crossfire, FreeSync e Asynchronous Time Warp
CONTRAS
Baixo ganho com overclock devido limitações de over no GPU e nas memórias
Preço alto
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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