ANÁLISE: Gigabyte GeForce GTX 1060 G1 Gaming 6GB

Placa traz salto de desempenho e supera a barreira do 1080p/ULTRA/60FPS

Depois de sua estreia em chips gráficos mais potentes, a Nvidia traz a microarquitetura Pascal a um modelo de GPU mais modesto. A GeForce GTX 1060 é uma placa de vídeo do segmento mainstream, e seu custo de US$ 249 posiciona a placa em uma porção que representa uma boa parte do mercado. Ela chega no mercado internacional com preço sugerido pouco acima dos US$ 229 cobrados na AMD Radeon RX 480 8GB, tornando esses modelos concorrentes diretos pelos consumidores que buscam uma placa de vídeo com boa relação entre custo e benefício.

Análise: AMD Radeon RX 480 8GB

Assim com os outros modelos baseados em Pascal, essa placa tira os benefícios da litografia menor, com direito a uma quantidade maior de transistores e uma maior eficiência energética. De acordo com a Nvidia, essa é uma placa capaz de entregar um desempenho no patamar da GTX 980, uma placa que é facilmente encontrada ainda hoje por valores acima dos US$ 350 (no país, acima dos R$ 2.300), e que foi lançada em 2014 por US$ 549. O que será capaz o novo chip gráfico da Nvidia?

O que é a tecnologia FinFET das novas placas de vídeo de AMD e Nvidia?

Comparativo

NVIDIA GeForce GTX 1060 6GBGigabyte GeForce GTX 1060 G1 Gaming 6GBNVIDIA GeForce GTX 960NVIDIA GeForce GTX 980

Preços

Preço no lançamentoU$ 299,00 U$ 249,00 U$ 199,00 U$ 549,00
Preço atualizadoR$ 860,00 R$ 1.200,00 R$ 900,00 R$ 2.350,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação16nm FinFET 16nm FinFET 28nm 28nm
PCI-Express bus3.0
ChipPascal GP106 Pascal GP106 Maxwell GM206 GM204
Clock do GPU1506 MHz1594 MHz1127 MHz1127 MHz
Clock do GPU (Turbo)1708 MHz1809 MHz1178 MHz1216 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR5 GDDR5 GDDR5 GDDR5
Interface de largura de BUS192 bit 192 bit 128 bit 256 bit
Quantidade de RAM6GB 6GB |4GB|2GB |4GB|
Clock das memóriass2002 MHz2002 MHz1753 MHz1753 MHz
Clock efetivo8008 MHz8008 MHz7012 MHz7012 MHz
Largura de banda192.2 GB/s192.2 GB/s112.2 GB/s224 GB/s

Características Gerais

Shading Units1280 1280 1024 2048
TMUs80 80 64 128
ROPs48 48 32 64
Pixel Rate72.3 GPixel/s76.5 GPixel/s36.1 GPixel/s72.1 GPixel/s
Texture Rate120.5 GTexel/s127.5 GTexel/s72.1 GTexel/s144 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes3.855 GFLOPS4081 GFLOPS2,308 GFLOPS4.616 GFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 6 pinos 1x 8 pinos 1x 6 pinos 2x 6 pinos
Suporte à combinação de placasSem suporte Sem suporte Até duas placas Até quatro placas
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa250 mm278 mm241 mm267 mm
TDP120 W120 W120 W165 W
Fonte recomendada400 W400 W400 W500 W
Conexões de vídeo3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B, 1xDVI 1xDVI, 1xHDMI 2.0, 3xDisplayPort 1xDVI, 1xHDMI 2.0, 3xDisplayPort

Recursos

DirectX12.0 12.0 12.0 12.1
OpenCL1.2 1.2 1.2 1.2
OpenGL4.5 4.5 4.5 4.5
Shader5.0 5.0 5.0 5.0

Extras

ExtrasSistema de cooler com 2 FANs

O chip GeForce GTX 1060

A GeForce GTX 1060 chega equipada com o terceiro chip gráfico baseado em Pascal. Após a P100, a GP104 (GTX 1070 e 1080), o novo produto da Nvidia é baseado na GP106. Esse chip utiliza a litografia em 16 nanômetros FinFET, e como resultado consegue uma maior estabilidade, menor consumo e uma maior quantidade de transistores. Há um total de 4,4 bilhões de transistores, quantidade consideravelmente superior aos 2,9 bilhões presentes em sua antecessora, a GeForce GTX 960. Como resultado, as demais especificações também são mais robustas: são 1280 núcleos CUDA e 48 ROPs (GTX 960 possui 1024 e 32, respectivamente).

Mantendo um padrão da linha Pascal, até o momento, a GTX 1060 chega com clocks mais altos, operando com a frequência base da GPU em 1506MHz e memórias em 2002MHz (8008MHz efetivos) quando falamos do modelo Founders Edition(referência). Falando em memórias, a Nvidia muniu da GTX 1060 de VRAM mais eficiente, com uma interface de 192-bit, uma largura de banda de 192 GB/s e um total de 6GB. A arquitetura Pascal possui um recurso de compressão dos dados que trafegam entre a GPU e as memórias, o que aumenta a eficiência e reduz o consumo desse componente.

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Como uma placa da família Pascal, a GTX 1060 também traz tecnologias como o Ansel, uma ferramenta de captura de imagens com muito mais possibilidades que o tradicional "print screen", O Simlutaneous Multi-Projection (SMO), recurso que a torna mais eficiente na hora de renderizar múltiplas imagens com diferentes pontos de vista. Esse recurso possibilita a uma placa de vídeo baseada na nova arquitetura renderizar até 16 pontos de vista simultaneamente e de forma mais ágil que chips gráficos anteriores. Essa tecnologia tem duas aplicações muito interessantes: uso de múltiplos monitores com ajustes de posicionamento e os saltos de desempenho em realidade virtual, os quais possibilitam essa placa ser marcada como "VR Ready" pela própria Nvidia.

Tecnologias G1 Gaming


Abaixo algumas das principais tecnologias exclusivas da placa GTX 1060 G1 Gaming da Gigabyte:

Sistema de resfriamento Windforce3x

A placa de vídeo conta com o sistema de resfriamento exclusivo da Gigabyte chamado Windforce3x, com heat-pipes feitos em cobre puro que garantem 29% mais eficiência na dissipação de calor. Os fans possuem um design semi-triangular que também auxilia no resfriamento. De acordo com a empresa, o desenho das hélices do Windforce3x permite um fluxo de ar 23% maior do que um fan convencional.

O sistema de resfriamento possui, ainda, a tecnologia 3D-Active, que torna os fans semi-passivos: quando a temperatura da GPU está estável, os fans param de trabalhar e um indicador LED é acesso no topo da placa de vídeo para avisar o usuário do estado de baixo-consumo.

Com um sistema mais eficiente de resfriamento e alimentação, a GeForce GTX 1060 G1 Gaming já chega com um overclock de fábrica, comparado ao modelo referência da Nvidia. O clock base opera em 1594Mhz com Boost para 1809MHz em seu modo padrão, enquanto o modo OC eleva as frequências para 1620/1847MHz. Os clocks das memórias não foram alterados em relação ao modelo referência.

Sistema de iluminação com cores customizáveis

A GTX 1060 G1 Gaming utiliza LEDs coloridos que podem ser customizados através do software XTREME Engine. O sistema utiliza o espectro RGB e conta com mais de 16.8 milhões de cores disponíveis, que podem ser visualizadas no corpo da placa de cinco maneiras diferentes (cycling, Breathing, Flash, Dual Flash e Consistent).

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Software Xtreme Engine
Através do software exclusivo para uso com as placas da empresa, é possível fazer overclock manual, utilizar perfis de overclock pré-programados, controlar a velocidade dos FANs e é claro, controlar o funcionamento dos LEDs da placa, onde será possível escolher tanto as cores que vão aparecer, assim como o modo que elas funcionam. Para quem não gosta das "luzinhas", basta desligá-las.

Fotos


Abaixo algumas fotos da GTX 1060 G1 Gaming, que diferente de outros modelos da linha G1 Gaming traz sistema de cooler com "apenas" 2 FANs ao contrário de 3. Visualmente mesmo com essa diferença, podemos ver a semelhança com outros modelos dessa linha.

GTX 1060 G1 Gaming vs GTX 960 G1 Gaming
Nas fotos abaixo colocamos a GTX 1060 G1 Gaming ao lado da GTX 960 G1 Gaming de 4GB. A primeira grande diferença fica por conta do sistema de coolers e a quantidade de FANs como já colocamos. A nova placa com GPU pascal também ficou menos comprida, o que é um ponto bastante positivo, mas poderia ficar ainda menor em nossa opinião. Outro detalhe é que mesmo sendo uma placa consideravelmente mais potente, consome menos energia graças a arquitetura pascal, sendo assim possui apenas um conector de 8 pinos, a GTX 960 G1 Gaming possui um de 8 e outro de 6 pinos. Por último a nova placa vem com uma conexão DVI a menos.

Sistema utilizado


Como de costume, utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard ASUS Rampage V Extreme, com processador Intel Core i7 5960X para os testes. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas. Abaixo algumas fotos da placa instalada no nosso gabinete tradicional de reviews.

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Mais abaixo, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7 5960X 3.0GHz - Análise
- Placa-mãe Asus Rampage V Extreme - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 16GB 3000MHz (4x4GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX 3k 240GB
- SSHD Seagate 4TB SATA3 - Análise (modelo de 2TB)
- Sistema de refrigeração liquida Cooler Master Nepton 120M
- Fonte de energia Cooler Master V1200 Platinum
- Gabinete Cooler Master HAF EVO XB
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 368.95
- AMD Crimson 16.7.2

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11 e DX12)
- Far Cry Primal (D11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Hitman (DX12)
- Rise of Tomb Raider (DX11 e DX12)
- The Division (DX11)
- The Witcher 3 (DX11)

Refizemos testes com nova configuração da máquina e alguns games sofreram updates que impactam no desempenho final, logo vários testes de análises anteriores não podem mais ser comparados

GPU-Z
Abaixo a tela principal do GPU-Z, que mostra que a p´laca teve GPU overclockado em 89MHz quando comparada ao modelo Founders Edition. As memórias não foram overclockadas.

Outro detalhe importante, é que apesar dos rumores pre-lançamento, por enquanto sequer foi anunciado um modelo de 3GB, nem pela NVIDIA nem por nenhuma parceira, assim como o modelo GTX 1060 G1 Gaming, todos os demais por enquanto possuem 6GB de memórias GDDR5.

Overclock das placas
Esse modelo analisado já vem overclockado de fábrica, mas assim como toda placa com projeto semelhante tende a suportar mais overclock, sendo assim aumentamos o GPU para 1725MHz em clock base com Turbo indo a 1940MHz(em gameplay ele subiu para 2100MHz), e as memórias subimos em 1GHz, ou seja, 9GHz.

Vale lembrar que o aplicativo da Gigabyte tem perfis de overclock, velocidade dos FANs, além é claro do controle dos LEDs. Para o overclock que fizemos optamos por configurações manuais com clocks superiores.

Abaixo a tela do GPU-Z mostrando características do overclock aplicado:

Testes

Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem um sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, exitem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

Consumo de Energia
Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS #1.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10w como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.

Testes sintéticos
Começamos pelos testes sintéticos, utilizando um aplicativo específico para medir o desempenho das placas, o 3DMark.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark em três testes, ou melhor, em três situações, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K, além do novo Time Spy. Abaixo, os resultados em modo normal:

Agora o resultado em modo 4K: 

Por fim, o novo teste Time Spy que usa a API DirectX 12:

Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60FPS é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30FPS, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "injogável"

Destacamos também que estamos começando a adicionar testes em resolução QuadHD nas análises.


Far Cry Primal
O quinto game da série "Far Cry" leva o jogador a outra época, sendo um dos títulos atuais com destaque na boa qualidade gráfica e cenários muito bonitos.


Grand Theft Auto V
O game "GTA V" para PC está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Hitman
A franquia clássica ganhou mais um episódio em 2016, com desenvolvimento por conta da I/O Interactive e distribuição da Square Enix. Entre os destaques do game está o uso da API DirectX 12 já em seu lançamento, sendo um dos primeiros jogos a já contar com essa tecnologia. Com fases complexas, com até 300 personagens em cada cenário, o game é um interessante desafio para o hardware.


Rise of Tomb Raider
O mais recente game da franquia de Lara Croft, "Rise of Tomb Raider" trouxe um grande salto na qualidade sobre a versão anterior, prometendo exigir muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12, mas não consegue tirar proveito dessa API de forma que justifique seu uso, mesma situação de "Hitman", sendo assim os testes são em DirectX 11.


 

Tom Clancy's: The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos.


The Witcher 3: Wild Hunt
"The Witcher 3" chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo.


Enfim a microarquitetura Pascal chegou ao segmento mais importante para os gamers: o segmento intermediário, onde se concentram boa parte das atenções dos consumidores. Assim como já havia acontecido com o chip topo de linha, o GP104 da GTX 1080 e 1070, o GP106 da GeForce GTX 1060 trouxe saltos muito impressionantes comparado a geração anterior de placas de vídeo da Nvidia. Enquanto uma GTX 960 é uma placa voltada para gameplay em FullHD com configurações intermediárias, a GTX 1060 elevou a performance para um nível capaz de ultrapassar os 60FPS rodando qualquer game em configuração Ultra e sobra "um gás" para arriscar gameplays em QuadHD.

As evoluções em performance não é a unica mudança impressionante. Essa placa possui menos núcleos de processamento CUDA e um TDP inferior que a GeForce GTX 980, porém consegue igualar e as vezes superá-la por uma margem estreita, mostrando a evolução da tecnologia por parte da Nvidia, que conseguiu entregar (um pouco) mais desempenho consumindo menos, algo que é mais impactante se fizermos a relação entre performance por watt consumido.

Análise: Gigabyte GeForce GTX 1070 G1 Gaming

A Geforce GTX 1060, apesar de ser uma placa de um segmento inferior a dupla GTX 1070/1080, trouxe quase todas as tecnologias presentes nas placas topo de linha, como o G-Sync, Simultaneous Multi-Projection e Ansel. Seu nível de performance, situado no mesmo patamar da GTX 980, também garante a essa placa o selo "VR-Ready".

Em termos de performance, temos uma placa que rodou qualquer game superando a faixa dos 60FPS em qualidade Ultra e FullHD, ao longo dos testes. Esse poder de processamento gráfico torna possível arriscar o gameplay na resolução QuadHD (1440p, ou também chamada de 2,5K). Aqui, porém, não é possível cravar 60FPS/Ultra: em games mais pesados é preciso gerenciar a qualidade gráfica para encontrar um bom balanço entre fluidez e gráficos, sendo que muitos games rodam na casa dos 50FPS se configurados em qualidade Alta.

A GTX 1060 é capaz de rodar qualquer game em 1080/Ultra ou 1440p/Alto ou Médio

Na hora de comparar com a concorrência, temos uma média de 10 a 20% de performance a mais comparada com a Radeon RX 480 8GB em seu modelo referência, a placa de vídeo que tivemos acesso para testes até o momento. Essa margem de performance não chega a criar, em termos práticos, uma grande lacuna entre os dois modelos: na experiência prática temos duas placas capazes de entregar a resolução FullHD em qualidade Ultra e QuadHD com ajustes para encontrar boa taxa de quadros, com a GTX 1060 entregando 5 ou 6 quadros por segundo a mais em 1440p, no máximo, algo de pouco impacto na experiência final.

Aqui entra um ponto determinante para a análise: o preço que a GTX 1060. Com custo de US$ 249 no exterior, ela chega apenas 20 dólares mais cara que a RX 480 8GB, uma margem baixa o bastante para compensar o investimento adicional. Como não sabemos o preço aqui no país, no momento, fica difícil analisar se o investimento compensa. A Radeon RX 480 pode ser encontrada por preços na casa dos R$ 1.399, logo qualquer coisa que supere muito os 200 reais de diferença pode tornar o gasto adicional desinteressante, mesmo considerando o incremento em desempenho e as margens bem interessantes de overclock. As placas com chip GeForce GTX 1060 devem chegar ao país na próxima semana, então saberemos o preço e podermos atualizar essa análise.

Ao lançamento dessa análise, ainda não sabíamos o preço no Brasil da placa. Esse conteúdo será analisado assim que soubermos o valor

A decisão mais polêmica da Nvidia em relação a essa placa foi a retirada do suporte ao multi-GPU. A empresa afirma que essa tecnologia é mais utilizada no segmento de alto desempenho, não havendo muito sentido na inclusão de um conector para ponte SLI na GTX 1060. A justificativa até ganha uma verosimilhança baseado inclusive no feedback que tivemos em nossa enquete abaixo, onde (até o momento que escrevemos a análise) o público que busca uma combinação de placas para um upgrade girava em torno de 10%. O porém é que, mesmo com a justificativa que se trata de um nicho, tirar um recurso de um produto é sempre algo negativo, ainda mais quando a concorrência, caso da Radeon RX 480, não traz essa limitação. E mesmo sendo pouco usado, tirar o SLI da GTX 1060 tirou essa "carta no baralho" nas possibilidades de uso da placa.

Quando você pensa em upgrade na sua placa de vídeo, pensa primeiro em:

Vender a placa anterior e compra uma mais potente
89.01%
Procura a mesma placa novamente para um SLI/Crossfire
10.99%

Total de 983 votos

A Nvidia tirou o suporte ao SLI na GTX 1060, e esse é um detalhe importante para quem se interessa por eventuais upgrades com multi-GPU

Falando do modelo G1 Gaming em si, o uso de apenas duas fans, ao invés de três como acontece no modelo equipado com o chip GTX 1070 e 1080, não parece ter impactado muito a eficiência do sistema de resfriamento da Gigabyte. A placa não superou a marca dos 65ºC em sua configuração padrão de fábrica, sendo que mostrou a excelente margem que possui ao estabilizar o clock da GPU na casa dos 1950Mhz em boa parte do tempo em que jogamos com ela. Nessas situações, a placa manteve as ventoinhas operando abaixo dos 50% de sua capacidade, o que resultou em uma produção de ruído praticamente imperceptível. Seu potencial para overclock também é muito bom, setamos o GPU em 1725MHz em modo normal e 1940MHz em modo turbo, atingindo 2100MHz em gameplay, já as memórias setamos em 9GHz, tudo de forma bastante simples sem mudar tensões e com o sistema totalmente estável.

O sistema de resfriamento da Gigabyte manteve as temperaturas muito baixas, mesmo subindo consideravelmente as frequências, tudo produzindo pouquíssimo ruído

Resumindo, a GTX 1060 atropelou a geração anterior, tornando produtos como a GTX 970 e 980 em opções não mais válidas, praticamente matando essas placas, graças aos saltos de desempenho ela é capaz de entregar ao segmento mainstream games na resolução 1080p em Ultra e até mesmo arriscar um QuadHD, tudo com baixíssimo consumo e muita eficiência. Olhando para o topo da linha na nova geração, há uma lacuna considerável de desempenho entre a 1060 e a 1070 (entre 30% e 40%), logo esse modelo precisa de uma margem grande de preço abaixo para compensar.  Comparado a concorrência, porém, a margem adicional de desempenho não irá se justificar caso a diferença de preço seja muito grande, já que tanto a RX 480 quanto a GTX 1060 entregam experiências relativamente próximas, e a vantagem de 10 a 20% não compensa se o investimento for muito mais alto na GeForce comparado ao da Radeon.

A GeForce GTX 1060 traz uma margem interessante sobre a RX 480, mas não é justificável se a diferença de preço for muito grande

UPDATE: Começaram a ser comercializadas as GeForce GTX 1060 com valores na casa dos R$ 1.500 (tirando alguns modelos bem fora da curva). Considerando esse preço, temos aqui uma placa que entrega em torno de 10% mais desempenho que a RX 480 referência, mas em contrapartida é pouco mais de 10% mais cara, já que a RX 480 referência é encontrada por valores na casa dos R$ 1.350. Assim temos um empate entre essas duas placas, se consideramos a relação entre performance e preço, levando a um empate também em nossa nota ao preço.

Outra atualização da análise é relacionada a nota de tecnologias. Foi mudado o 10 para 9 por conta da ausência da tecnologia SLI nesse modelo.

Conclusão

 

Avaliação: Gigabyte GeForce GTX 1060 G1 Gaming 6GB

Diferenciais
10
Tecnologias
9
Performance
10
Overclock
10
Preço
7

PRÓS
Salto de performance comparado a geração passada
Capaz de rodar qualquer game em 1080/Ultra ou 1440p/Alto-Médio
Opera em alta frequência com pouco aquecimento e ruído
G-Sync, VR-Ready, Simultaneous Multi-Projection, Ansel
Conexão HDMI 2.0b e DisplayPort 1.4-HDR
Modelo G1 Gaming tem ótimo sistema de cooler
Excelente potencial de overclock
CONTRAS
Não possui suporte ao multi-GPU (SLI)
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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