ANÁLISE: AMD Radeon RX 480

Muito mais eficiente e com performance para ir além do FullHD, mas preço é menos competitivo que no exterior

Após o lançamento da arquitetura Pascal, da rival Nvidia, enfim chegou a hora da AMD mostrar suas cartas: a AMD Radeon RX 480 é a estreante da arquitetura Polaris, nova microarquitetura para chips gráficos que chega com promessas impressionantes em termos de evolução de performance e consumo. Assim como o lado verde da força, a AMD conta com um fator importante em suas novas GPUs: a litografia mais compacta, baseada em 14 nanômetros FinFET, por si só já garante uma evolução importante no comparativo com os chips anteriores, baseados em 28 nanômetros. De acordo com a AMD, a nova litografia é apenas parte da equação, e evoluções na arquitetura embalam ainda mais os avanços em termos de performance e eficiência energética.

Artigo: O que é a tecnologia FinFET das novas placas de vídeo de AMD e Nvidia?

Enquanto a rival chegou com uma placa do segmento high-end, a AMD estreia a Polaris em outro segmento: o mainstream, onde se situa a maior parcela dos gamers e o maior volume das vendas. A aposta da empresa não foi impressionar com recordes em benchmarks, mas sim trazer um novo patamar de desempenho na fatia de mercado onde, segundo a AMD, a maioria dos consumidores estão. E as informações preliminares são impressionantes: com preço de US$ 199, a placa foi apresentada como "GPU para realidade virtual". Isso não é pouca coisa: antes apenas a partir da GTX 970 e da R9 290 tínhamos desempenho suficiente para VR, e falamos de placas que foram lançadas com preços de US$ 329 e US$ 399, respectivamente.

Nvidia estreou no segmento high-end, já a AMD mirou onde está a maioria dos gamers

Recebemos para testes o modelo referência da Radeon RX 480 equipada com 8GB de memória GDDR5.

Polaris 10 e 11

A nova arquitetura da AMD estreia com dois chips: a Polaris 10 e 11, ambas baseadas na 4ª geração da arquitetura Graphic Core Next (GCN). O primeiro é o mais robusto, com um total de 36 Unidades de Computação (que atende pela pouco afortunada sigla CUs), com interface de memória de 256-bits e mais de 5 TFLOPS de processamento gráfico. Já o segundo chip, o Polaris 11, é mais compacto e menos poderoso, com 16 CUs, mais de 2 TFLOPS de poder de processamento e interface de memória de 128-bit.

A fabricação das Polaris é baseada em uma litografia de 14 nanômetros FinFET, o que impacta em uma maior densidade de transistores em uma menor área, além de uma maior eficiência energética. Porém não é apenas graças a menor litografia que a geração Polaris alcançou suas evoluções. Ela ficou responsável por um desenvolvimento de 1.7x sobre a geração anterior, porém foram através de otimizações na arquitetura GCN de 4ª geração que possibilitaram o salto de 2.8x comparado à geração passada. Essas evoluções não impactam apenas na eficiência elétrica: cada unidade de computação é capaz de entregar 15% mais performance.

A Polaris entrega 2.8x mais performance por watt consumido comparado à geração anterior

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As reorganizações no chip incluem diversos fatores. As novas placas chegam com o dobro de L2 Cache e recursos para explorar melhor a largura de banda das memórias disponível, reduzindo a dependência por altas quantidades de transferências de dados e consequentemente reduzindo o consumo em 58% comparado ao que acontecia na Radeon R9 290. Outra mudança importante está relacionada a uma maior eficiência dos shaders, além de mecanismos mais avançados de geometria, que possibilitam identificar elementos que não serão exibidos na tela e não realiza seu processamento, o que resulta em saltos de performance e menor consumo de recusros do sistema.

Diferente do que aconteceu na geração anterior, a AMD não economizou na conectividade. Todas as placas baseadas em Polaris serão compatíveis com as tecnologias HDMI 2.0b e DisplayPort 1.4-HDR. Isso resolve limitações como 4K60FPS em HDMI, além de possibilitar até mesmo o 5K60FPS através da conexão DisplayPort. Mas não é somente em resoluções que a AMD se precaveu: a Polaris possui suporte ao HDR em 10-bit e 12-bit, e através do Photon SDK possibilita que games e softwares atinjam novos limites em termos de cores e contrastes.

Sem mais complicações: toda Polaris será compatível com conexões HDMI 2.0b e DisplayPort 1.4-HDR

De olho no VR, a arquitetura também introduz tecnologias como a Asynchronous Time Warp, Ela utiliza a capacidade das placas baseadas em GCN em lidar com a computação assíncrona, gerenciando tarefas em paralelo e, através da tecnologia Quick Response Queue, sendo capaz inclusive de mudar a ordem de renderização e processamento de acordo com a prioridade de cada função. Através desse recurso a AMD afirma ser capaz de garantir a fluidez de forma mais constante em realidade virtual, e garantindo a cadência necessário para garantir uma boa experiência com o VR.

A Radeon RX 480

A Radeon RX 480 é baseada em um chip Polaris 10 em todo seu potencial, com todas 36 as Unidades Computacionais ativadas, contando assim com um total de 2304 processadores stream. É uma placa que chega com memória GDDR5 em duas versões: 4 e 8GB, e interface de memória de 256-bit, com largura de banda de 224 ou 256 GB/s, dependendo do modelo. Com um preço sugerido a partir de US$ 199, sendo que essa placa é apresentada pela AMD como uma placa muito mais acessível capaz de encarar a carga de estresse de um gameplay em realidade virtual.

A placa chega com um clock bastante elevado comparado aos modelos antecessores da empresa. Com frequência base em 1120MHz e com boost que pode alcançar 1266MHz, a promessa da AMD é que essa placa alcança até 5.8TFLOPS de performance em seu pico.Colocando em perspectiva, sua antecessora, a Radeon R9 380, possuía 1792 shadders, operava a 980MHz e entregava em torno de 3,4TFLOPS. Mesmo colocando ao lado de uma placa potente da geração passada, a Radeon R9 290 chegou equipada com 2560 shadders, um clock de 1250MHz e era capaz de desempenhar em torno de 4.8TFLOPS.

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Seu TDP 150W, um forte indicativo da evolução da AMD em termos de consumo: a placa anterior com patamar de performance para VR, a R9 290, possuía TDP e 275W! Na sua antecessora, a R9 380, o TDP era estimado em 180W. Em termos de tecnologias, além de ser "VR Ready", a RX 480 traz as características do restante da linha Polaris em termos de compatibilidade com conexões, operando em DisplayPort 1.3/1.4-HDR e HDMI 2.0b, além do suporte a tecnologia FreeSync.

Em sua apresentação, além do VR, a AMD introduziu a Radeon RX 480 como uma placa para ir "além do HD", indicando uma performance que supera a resolução FullHD, e em slides a empresa indica a placa como capaz de entregar uma "experiência premium" na resolução 1440p (também conhecida como QuadHD ou 2,5K)

Especificações das placas
Abaixo as principais especificações da placa analisada ao lado de outros modelos de alto desempenho.

Comparativo

AMD Radeon RX 480AMD Radeon R9 380AMD Radeon R9 390AMD Radeon R9 FURY

Preços

Preço no lançamentoU$ 229,00 U$ 199,00 U$ 329,00 U$ 549,00
Preço atualizadoU$ 229,00 R$ 910,00 R$ 1.280,00 R$ 2.700,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação14nm FinFET 28nm 28nm 28nm
ChipPolaris 10 XT Antigua Grenada Fiji
Clock do GPU1120 MHz970 MHz1000 MHz1000 MHz
Clock do GPU (Turbo)1266 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR5 GDDR5 GDDR5 HBM
Interface de largura de BUS256 bit 256 bit 512 bit 4096 bit
Quantidade de RAM|4GB||8GB| |4GB||2GB| |8GB| |4GB|
Clock das memóriass2000 MHz1375 MHz1500 MHz500 MHz
Clock efetivo8000 MHz5500 MHz6000 MHz1000 MHz
Largura de banda256 GB/s176 GB/s384 GB/s512 GB/s

Características Gerais

Shading Units2304 1792 2560 3584
TMUs144 112 160 224
ROPs32 32 64 64
Pixel Rate40.5 GPixel/s31.0 GPixel/s64.0 GPixel/s64.0 GPixel/s
Texture Rate182.3 GTexel/s109 GTexel/s160 GTexel/s224 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes5.834 TFLOPS3,476 TFLOPS5,120 TFLOPS7,168 TFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 6 pinos 2x 6 pinos 2x 8 pinos
Suporte à combinação de placasAté duas placas Até duas placas Até quatro placas Até quatro placas
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa241 mm221 mm275 mm300 mm
TDP150 W190 W275 W275 W
Fonte recomendada450 W500 W600 W600 W
Conexões de vídeo1xHDMI, 3xDisplayPort 2xDVI, 1xHDMI, 1xDisplayPort 2xDVI, 1xHDMI, 1xDisplayPort 1xHDMI, 3xDisplayPort

Recursos

DirectX12.0 12.0 12.0 12.0
OpenCL2.2 2.0 2.0 2.0
OpenGL4.5 4.4 4.4 4.5
Shader5.0 5.0 5.0 5.0

Extras

Fotos


Abaixo uma série de fotos da placa, que mostram um design bastante "clean" e minimalista, semelhante ao adotado pelo PCB da Fury X e especialmente da Nano, a RX 480 parece muito a Nano, mas mais comprida e com o FAN diferente.

Como destaque podemos citar a necessidade de apenas um conector de energia de 6 pinos, comprovando um dos maiores benefícios dessa geração que é o baixo consumo de energia. Também vale destacar as "aberturas" na parte de baixo do FAN, de acordo com a AMD melhora a dissipação especialmente em combinação de placas via Crossfire, alias, novamente essa tecnologia não requer conector entre as placas, um grande diferencial frente a solução da NVIDIA.

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Por fim, finalmente a AMD adicionou suporte a HDMI 2.0, possibilitando o 4K em 60Hz via HDMI, situação que não era possível nem nas placas com GPU Fury. As conexões DisplayPort são versão 1.4 com suporte a HDR.

Placa aberta
Nas fotos abaixo mostramos um pouco da parte interna da placa, diga-se de passagem, a carcaça principal pode ser removida facilmente. O projeto interno mostra um sistema bastante tradicional, sem grandes novidades tirando o "bloco" metálico que cobre boa parte da placa, algo que as parceiras devem conseguir melhorar consideravelmente.

Lado a lado com outras placas
Colocamos a RX 480 ao lado de outros modelos da AMD, como a R9 Fury X e a R9 290, além do modelo R9 380 da PowerColor.



Sistema utilizado


Como de costume, utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard ASUS Rampage V Extreme, com processador Intel Core i7 5960X para os testes. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas. Abaixo algumas fotos da placa instalada em nosso gabinete tradicional de reviews.

Mais abaixo, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7 5960X 3.0GHz - Análise
- Placa-mãe Asus Rampage V Extreme - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 16GB 2133Hz (2x8GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX Savage 240GB
- SSHD Seagate 4TB SATA3 - Análise (modelo de 2TB)
- Sistema de refrigeração liquida Cooler Master Nepton 120M
- Fonte de energia Cooler Master V1200 Platinum
- Gabinete Cooler Master HAF EVO XB
- Monitor Samsung U28E590D 4K 60Hz

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 368.39
- AMD Crimson 16.6.2

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11)
- Ashes of The Sigularity (DX11 e DX12)
- Far Cry Primal (D11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Hitman (DX12)
- Rise of Tomb Raider (DX11 e DX12)
- The Division (DX11)
- The Witcher 3 (DX11)

GPU-Z
 

Overclock
A AMD lançou através do pacote de drivers Crimson versão 16.6.2 seu novo sistema de overclock, chamado de WattMan. Esse sistema visa facilitar o overclock das placas de vídeo da empresa, que basicamente proporciona o overclock do gpu e das memórias de forma bastante simplificada.

Após um processo difícil de overclock, constatamos alguns problemas, ao menos do modelo que analisamos, sendo eles a temperatura e tensão. Em todo overclock que aplicávamos sem mexer no power target, mesmo adicionando apenas 20MHz no clock do GPU, o sistema travava. Passamos a aplicar a mudança no power target, subindo aos poucos, mas o sistema só estabilizou quando aplicamos 50%, como aconteceu com outros reviews ao redor do mundo, mesmo setando o clock em 1310MHz, que não é nada muito algo, precisamente 44MHz acima do original que é de 1266MHz.

Bom, feito o overclock do GPU passamos para as memórias, na medida que overclockavamos as memórias, subindo de 2000MHz para 2050MHz(8.2GHz efetivo), novamente nada de mais, em alguns games passava e em outros não e o sistema travava.

Analisando os games que tiveram problema vimos que em vários casos o travamento acontecia após o benchmarks ser finalizado ou depois de um tempo rodando, inclusive o sistema chegou a reiniciar em alguns casos. Indo mais a fundo detectamos que isso acontecia sempre que a placa chegava aos 90º graus, sendo assim para conseguir manter o sistema estável setamos os FANs em velocidades bem acima do padrão, não em modo automático. Isso resolveu os problemas de travamento, mas o ruído ficou insuportável e não da para usar na rotina.

Abaixo a tela do overclock que fizemos, subindo apenas o clock do GPU, sendo que a ideia de nossos overclocks é seguir o procedimento mais básico e não tirar o máximo de uma placa mudando suas tensões, não é esse tipo de overclock que buscamos em nossas reviews, ou seja, fica evidente que as Radoen RX 480 não são boas placas para overclock, apesar de modelos de parceiros apresentarem resultados muito diferentes, com promessa de chegar a 1.4GHz já de fábrica, o que com certeza garantirá alguns bons FPS a mais na briga com a GTX 970 e futura GTX 1060 quando ela chegar.

Testes

Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem um sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, exitem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

É importante destacar que ambos os modelos da AMD nesse comparativo utilizam um sistema de resfriamento líquido, que resulta em muito mais eficiência em reduzir o aquecimento do chip gráfico.

Consumo de Energia
Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS #1.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10w como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.

Testes sintéticos
Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com dois testes, ou melhor, um teste em duas situações, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K. Abaixo, os resultados em modo normal:

Agora o resultado em modo 4K: 

Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60FPS é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30FPS, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "injogável"

Ashes of the Singularity
O primeiro game a trazer suporte ao DirectX 12 é um dos mais adiantados no que diz respeito a otimizado da nova API, sendo assim, vamos aos testes com ele:


Far Cry Primal
O quinto game da série "Far Cry" leva o jogador a outra época, sendo um dos títulos atuais com destaque na boa qualidade gráfica e cenários muito bonitos.


Grand Theft Auto V
O game "GTA V" para PC está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Hitman
A franquia clássica ganhou mais um episódio em 2016, com desenvolvimento por conta da I/O Interactive e distribuição da Square Enix. Entre os destaques do game está o uso da API DirectX 12 já em seu lançamento, sendo um dos primeiros jogos a já contar com essa tecnologia. Com fases complexas, com até 300 personagens em cada cenário, o game é um interessante desafio para o hardware.


Rise of Tomb Raider
O mais recente game da franquia de Lara Croft, "Rise of Tomb Raider" trouxe um grande salto na qualidade sobre a versão anterior, prometendo exigir muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12, mas ainda não consegue tirar proveito dessa API de forma que justifique seu uso(sendo assim não fizemos os testes com essa versão da API), mesma situação de "Hitman", sendo assim os testes são em DirectX 11.


 

Tom Clancy's: The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos.


The Witcher 3: Wild Hunt
"The Witcher 3" chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo.

Gameplay e análise em vídeo

Novamente as evoluções decorrentes da litografia mais compacta mostram seu valor. A Radeon RX 480 é uma placa substancialmente superior a sua antecessora, com ganhos de performance na casa dos 30 a 40% consumindo menos. Outra forma de ver esse comparativo é que ela entrega um desempenho no patamar de uma R9 290, porém consumindo 25% menos, de acordo com nossos testes. Saindo dos números e trazendo para o mundo prático, a RX 480 é uma placa que encara games em qualidade Ultra na resolução FullHD, e tem fôlego para rodar o QuadHD (2560x1440 ou também chamado de 2,5K) em configurações altas, porém aí será necessário um melhor balanceamento de alguns filtros para alcançar uma alta taxa de quadros. Em nossa experiência em gameplay, jogar com essa placa em QuadHD com o preset High resultará em um gameplay na casa dos 45FPS, em muitas franquias.

A RX 480 é uma placa com performance para FullHD/Ultra ou QuadHD/Alto

Além da litografia e das novas tecnologias da Graphic Core Next de 4ª geração, um dos maiores acertos da AMD foi não poupar mais em conectividade e tecnologias adicionais. A RX 480, assim como toda as Polaris, não trazem mais limitações em detalhes como conectividade, sendo que todas suportam o  HDMI 2.0b e DisplayPort 1.4-HDR, acabando com o histórico negativo de utilizar padrões defasados e garantindo suporte a altíssimas resoluções e altas taxas de quadros por mais tempo em todas as suas saídas. Outro fator interessante é ver que todos os modelos anunciados até o momento (RX 480, 470 e 460) são baseados em Polaris, o que quer dizer que não há o tão criticado "requentation" de chips gráficos e não surgirá anomalias como a R7 370, única placa da geração R300 que não suportava o FreeSync. Agora não tem erro: todas as Polaris são compatíveis com essa importante tecnologia aberta (e encabeçada pela AMD).

Fechou a "padaria AMD". Todos os modelos anunciados até o momento são baseados em novos chips Polaris

Enquanto a rival ainda não trouxe placas baseadas em Pascal para o território intermediário, precisamos analisar a disputa com a placa da geração anterior para encontrar um paralelo. A GeForce GTX 970 entra em uma briga direta com esse modelo, com vantagem para uma ou outra placa de acordo com o game testado. No exterior, a placa chegou com um preço bastante competitivo: US$ 199 em sua versão de 4GB, algo excelente ao lado da GTX 970 e seus US$ 270.

A RX 480 chegou com a mesma performance e patamar de preços da GTX 970

No Brasil sempre há uma preocupação sobre seu lançamento, principalmente por conta de exemplos ruins no passado, e novamente a situação no Brasil é menos interessante que a do exterior. Por aqui a placa chega na casa dos R$ 1.349, um valor pelo qual também começa a ser encontrada a GTX 970 nos últimos dias, resultado da redução no preço dessa placa de vídeo após o lançamento da GTX 1070 e 1080. A AMD conta com alguns diferenciais, como maior eficiência da nova tecnologia e também a presença de 8GB, ao invés de 4GB, mas ainda assim ela não chega tão interessante quando comparada com a situação lá fora. Considerando uma característica que vem se repetindo em lançamentos da AMD, não é improvável que esse preço caia nos próximos meses, e assim ela ganhará uma vantagem mais interessante frente a concorrente.

Com esse bom início da Polaris, fica a expectativa por duas coisas: 1) a performance das RX 470 e 460, que podem entregar um desempenho muito interessante e, é claro, 2) quando vamos ver as novas microarquiteturas de AMD e Nvidia "em confronto direto". De acordo com rumores, a chegada de novos modelos topo de linha da AMD pode ser adiado até a geração codinome Vega, que trará o HBM de volta e agora em sua segunda geração e que só surge em 2017. Pelo lado da Nvidia, a GeForce GTX 1060 pode ser uma concorrente baseada em Pascal para RX 480, mas no momento não é nada além de um rumor.

Conclusão

 

Avaliação: AMD Radeon RX 480

Performance
9
Tecnologias
10
Diferenciais
9
Overclock
5
Preço
7

PRÓS
Excelente performance
Baixo consumo de energia
Necessidade de apenas um conector de energia de 6 pinos
Suporte a Crossfire e FreeSync
Conexão HDMI 2.0 e DisplayPort 1.4-HDR
Crossfire sem necessidade de conector
CONTRAS
Preço menos competitivo que no exterior
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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