ANÁLISE: EVGA GTX 950 SC (sem conector de energia)

Uma opção interessante, mas chegou tarde ao mercado

Recebemos da EVGA uma de suas placas com GPU GeForce GTX 950 que não precisa de conector de energia extra, ou seja, funciona sem a necessidade de força além da alimentação que vem pelo conector PCI-Express. Esses modelos são o que a empresa chama de "Low Power", que quer dizer modelo com baixo consumo de energia, justamente por não precisar de alimentação extra. Placas com esta característica possuem TDP de 75W, ao contrário de 90W como os modelos originais que possuem ao menos um conector de 6 pinos.

Modelos EVGA GeForce GTX 950 de baixo consumo

O modelo exato que vamos analisar é a EVGA GeForce GTX 950 SuperClocked (Part NO: 02G-P4-0956), com 2GB. Para conferir todos os modelos da linha "Low Power" clique aqui. Em cenário internacional, a placa chega custando US$ 154,99, no Brasil deve aparecer nos principais sites de vendas online nos próximos dias.

Especificações das placas
Abaixo as principais especificações da placa comparada a outros modelos semelhantes no mesmo segmento, assim como com a GTX 750 Ti, que também não requer alimentação de energia extra.

Comparativo

PNY GeForce GTX
750 Ti OC
NVIDIA GeForce
GTX 950
EVGA GTX 950 SC
(sem conector
de energia)
Gigabyte GTX
950 Xtreme
Gaming

Preços

Preço no lançamentoU$ 159,00 U$ 159,00 U$ 154,99 U$ 169,00
Preço atualizadoR$ 535,00 R$ 650,00 U$ 154,99 R$ 920,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação28nm 28nm 28nm 28nm
ChipGM107 (Maxwell) Maxwell GM206 GM206 GM206
Clock do GPU1202 MHz1024 MHz1076 MHz1203 MHz
Clock do GPU (Turbo)1281 MHz1188 MHz1253 MHz1405 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR5 GDDR5 GDDR5 GDDR5
Interface de largura de BUS128 bit 128 bit 128 bit 128 bit
Quantidade de RAM|2GB| |2GB| |2GB| |2GB|
Clock das memóriass1502 MHz1653 MHz1653 MHz1750 MHz
Clock efetivo6008 MHz6612 MHz6610 MHz7000 MHz
Largura de banda96.1 GB/s105.8 GB/s105.76 GB/s112 GB/s

Características Gerais

Shading Units640 768 768 768
TMUs40 48 48 48
ROPs16 32 32 32
Pixel Rate19.23 GPixel/s32.8 GPixel/s32.8 GPixel/s38.5 GPixel/s
Texture Rate48.1 GTexel/s49.2 GTexel/s49.2 GTexel/s57.7 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes1538.6 TFLOPS1.573 TFLOPS1.573 TFLOPS1,848 TFLOPS

Design

Pinos de alimentaçãoNão requer alimentação via PCI-E 1x 6 pinos Não requer alimentação via PCI-E 1x 6 pinos
Suporte à combinação de placasNenhuma Até duas placas Até duas placas Até duas placas
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa166 mm202 mm172 mm240 mm
TDP60 W90 W75 W90 W
Fonte recomendada330 W350 W350 W350 W
Conexões de vídeo1xDVI, 1xVGA, 1xMini HDMI 1xDVI, 1xHDMI 2.0, 3xDisplayPort 1xDVI, 1xHDMI 2.0, 1xDisplayPort 1xDVI, 1xHDMI 2.0, 3xDisplayPort

Recursos

DirectX12 12.0 12.0 12.0
OpenCL1.1 1.2 1.2 1.2
OpenGL4.5 4.5 4.5 4.5
Shader5.0 5.0 5.0 5.0

Extras

ExtrasNão requer alimentação de energia via cabo PCI-E Sistema de cooler com 2 FANs

 

Fotos


Abaixo uma série de fotos da placa. Por ser uma placa de entrada ela tem tamanho reduzido com sistema de cooler utilizando apenas um FAN (assim como deveria ser todos os modelos com esse GPU em nossa opinião), apesar de algumas marcas insistirem em aumentar o tamanho de modelos visando maior impacto visual. Além do modelo não ter o conector de energia de 6 pinos, as conexões de vídeo também são diferentes do modelo referência da GTX 950, que adota uma DVI, 3xDisplayPort e uma HDMI 2.0. Como é possível ver abaixo, ao menos nesse modelo da EVGA, a placa tem uma conexão de cada tipo: DVI, DisplayPort e HDMI 2.0.

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Nas fotos abaixo colocamos lado a lado a GTX 950 analisada com outra placa sem conector de energia, uma GTX 750 Ti, modelo que reina por muito tempo no PC Baratinho. Inclusive esperamos que esse modelo da GTX 950 analisada possa ser a candidata ao futuro upgrade do PC Baratinho, já que também não requer uma fonte tão forte. Será que conseguirá? Veremos nos testes mais adiante.

Como principal diferença entre esses modelos temos as conexões de vídeo; na nova GTX 950 já temos uma HDMI tamanho padrão, inclusive com suporte a versão 2.0.

Já nas fotos abaixo colocamos a placa ao lado de outra GTX 950, mas de um modelo com conector de energia - diga-se de passagem, uma das melhores placas com esse gpu que se aproxima muito de uma GTX 960 como mostramos em sua análise.

Pela Gigabyte ter optado por um sistema de cooler com dois FANs, o tamanho da placa ficou maior do que o normal. Outro detalhe é que a placa da Gigabyte segue o padrão de conexões das GTX 950 tradicionais com conector de energia.

Sistema utilizado


Como de costume, utilizamos uma máquina topo de linha baseada em uma mainboard ASUS Rampage V Extreme, com processador Intel Core i7 5960X para os testes. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas. Abaixo foto da placa instalada em nosso gabinete tradicional de reviews.

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Por se tratar de um modelo pequeno, não deverá trazer problemas na grande maioria dos gabinetes, sendo inclusive uma opção interessante para gabinetes mais compactos. Em desempenho veremos agora através dos nossos testes.

Mais abaixo, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7 5960X - Análise
- Placa-mãe Asus Rampage V Extreme - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 16GB 3000MHz (4x4GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX Savage 240GB - Análise
- SSHD Seagate 2TB SATA3 - Análise
- Sistema de refrigeração liquida Cooler Master Nepton 120M
- Fonte de energia Cooler Master V1200 Platinum
- Gabinete Cooler Master HAF EVO XB
- Monitor Samsung U28E590D 4K

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- NVIDIA GeForce 368.22
- AMD Crimson 16.5.3

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11)
- Far Cry Primal (D11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Hitman (DX12)
- Rise of Tomb Raider (DX11 e DX12)
- The Division (DX11)
- The Witcher 3 (DX11)

GPU-Z
Abaixo a tela do aplicativo GPUZ mostrando as principais características técnicas da placa:

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Overclock das placas
A geração GeForce 900 tem excelentes críticas quando o assunto é overclock, sendo uma das melhores para essa prática. Sendo assim, não poderíamos deixar de overclockar a GTX 950 Low Power da EVGA, e o resultado seguiu o padrão de outros modelos com GPU Maxwell.

Sem fazer nenhuma mudança na tensão da placa, apenas aumentando o power target em 5%, subimos o clock do GPU de 1076MHz para 1226MHz, exatos 150MHz. Já as memórias subimos de 6.6GHz para 8GHz, aumento considerável em ambos os casos. Vamos ver nos testes o ganho que teremos com esse overclock.


Testes


Abaixo uma bateria de testes; desde temperatura e consumo a testes sintéticos. Há testes também em cenário real através de games.

Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um critério muito importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem um sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, exitem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

 

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.


Consumo de Energia
Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS #1.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 5w como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Testes sintéticos
Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo da Futuremark com dois testes, ou melhor, um teste em duas situações: o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K. Abaixo, os resultados em modo normal:

Agora o resultado em modo 4K: 

Testes em games


Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60FPS é o ideal. Quanto mais próximo dos 30FPS, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "injogável"


Far Cry Primal
O quinto game da série "Far Cry" leva o jogador a outra época, sendo um dos títulos atuais com destaque na boa qualidade gráfica e cenários muito bonitos.


Grand Theft Auto V
O game "GTA V" para PC está entre os maiores sucessos dos últimos anos, trazendo entre seus destaques ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:


Hitman
A franquia clássica ganhou mais um episódio em 2016, com desenvolvimento por conta da I/O Interactive e distribuição da Square Enix. Entre os destaques do game está o uso da API DirectX 12 já em seu lançamento, sendo um dos primeiros jogos a já contar com essa tecnologia. Com fases complexas, com até 300 personagens em cada cenário, o game é um interessante desafio para o hardware.


Rise of Tomb Raider
O mais recente game da franquia de Lara Croft, "Rise of Tomb Raider" trouxe um grande salto na qualidade sobre a versão anterior, prometendo exigir muito das placas de vídeo, mesmo os modelos de alta performance. O game também tem suporte a DirectX 12, mas ainda não consegue tirar proveito dessa API de forma que justifique seu uso, mesma situação de "Hitman". Abaixo testes em DX11 e DX12:


 

Tom Clancy's: The Division
O game da Ubisoft é uma proposta bastante ambiciosa de criar uma Nova Iorque "viva" em partidas com multiplayer totalmente online. The Division usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, e precisa lidar com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela, com destaque para a neve que ocasionalmente cai em alguns momentos.


The Witcher 3: Wild Hunt
"The Witcher 3" chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo.

Quando a GeForce GTX 950 foi lançada, sua principal critica foi precisar de conector de energia extra, diferente da GTX 750 Ti que foi lançada sem precisar de alimentação via cabo de energia. Depois de alguns meses, a NVIDIA finalmente resolveu corrigir esse "problema" e lançou uma versão dessa GPU com TDP menor, 75W, possibilitando o lançamento de modelos sem necessidade do alimentador de energia. A placa GeForce GTX 950 SC Low Power que recebemos da EVGA se mostrou um modelo muito interessante, consumindo um pouco menos e com desempenho levemente acima do modelo referência da GTX 950, já que essa placa tem um "pequeno" overclock de fábrica. A GTX 950 deveria ter nascido dessa forma desde o princípio, não obrigaria o uso de uma fonte de energia de maior capacidade, o que tornaria ela uma alternativa mais interessante frente aos modelos de desempenho superior, como a GTX 960, que inclusive tem preço bastante próximo de sua irmã "menor".

A GTX 950 SO Low Power consegue rodar bem quase todos os games do mercado em FullHD e qualidade alta. Em nossos testes utilizamos uma metodologia padrão e setamos os gráficos no que de melhor os games utilizados podem oferecer. Em alguns casos como no Witcher 3 não foi possível atingir 30FPS, mas abaixando alguns filtros já é possível rodar o game bem, na casa de 40FPS.

Um ponto bem positivo é seu potencial de overclock, sendo que subimos sem maiores problemas o clock do GPU para 1226MHz e das memórias para 8GHz, clocks consideravelmente acima dos números da placa referência. Esses clocks deram um bom gás à placa, fazendo ela ficar próxima a GTX 950 Xtreme Gaming, uma das melhores que existem com o GPU GTX 950, muito próxima dos modelos mais simples com GPU GTX 960.

Seria uma potencial substituta para a GTX 750 Ti que reina como a placa do PC Baratinho, mas como é possível notar em vários casos, a diferença é tão pequena que optar por um modelo melhor como a GTX 960 pode ser mais interessante. Os próximos videos da série vão confirmar o que acontecerá com o PC Baratinho e os games que estão por vir.

Uma boa placa de entrada, mas chegou tarde ao mercado

A placa chegou custando apenas US$ 5 dólares menos que a versão original, US$ 155 no total, preço que deve cair bastante nos próximos meses com a chegada da nova geração Polaris 10 da AMD. No final de maio a Radeon RX 480 com 4GB foi anunciada por US$ 199, possuindo desempenho semelhante a uma GTX 980. Hoje durante a E3 2016, a AMD anunciou as placas Radeon RX 460 e RX 470, ou seja, modelos mais simples que a RX 480 e que por lógica terão preços inferiores. Se a RX 470 ficar com preço na casa de US$ 150, será um problema sério tanto para a GTX 950 como para a GTX 960, atualmente ambas custando mais.

No Brasil uma GTX 950 não custa menos do que R$750, preço que deve chegar uma Radeon RX 470, colocando fogo no mercado e esquentando novamente a briga com a Nvidia. Placas com esse GPU deveriam custar entre R$ 500 e R$ 700 no máximo. Como os modelos de baixo consumo com GPU GTX 950 chegam como lançamento, seus preços tendem a chegar inflados dificultando bastante sua vida por aqui.

Conclusão

 

Avaliação: EVGA GTX 950 SC (sem conector de energia)

Performance
8.0
Tecnologias
9.0
Diferenciais
9
Overclock
9.5
Preço
6.0

PRÓS
Sem necessidade de alimentador de energia
Baixo consumo de energia
Bom desempenho
Suporte a SLI (2 placas)
Conexão HDMI 2.0
CONTRAS
Chegou tarde demais ao mercado
Preço alto
  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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