ANÁLISE: Patriot Viper V360

Um bom começo para a Patriot no segmento de headsets

Conhecida por seus produtos da área de memórias de alta desempenho, a Patriot está começando a se arriscar por outras áreas. Para isso, eles estão invadindo os mercados de teclados, mouses e até mesmo headsets com produtos que "gritam" gamer em seus designs. Uma dessas apostas é o Viper V360, que tenta se diferenciar com um preço consideravelmente baixo e dois diferenciais: som Virtual Surround 7.1 e 2 sub-drivers de 30 mm que funcionam como subwoofers, trazendo as frequências mais baixas para o ouvido do usuário. Mas se isso tudo funciona, você descobre a seguir, em nossa análise.

Especificações do headset:
Drivers: Dinâmico 40 mm com ímãs de neodímio
Sub-Drivers: 30mm
Resposta de frequência: 20Hz- 20KHz
Impedância: 32 ‎Ω a 1kHz
Sensibilidade: 97dB ± 3dB a 1kHz máx
Potência de entrada: 100mW
Comprimento do cabo: 2,2 metros/ 7 pés
Peso: 360 g
Conector USB

Especificações do microfone:
Frequência de Resposta: 100Hz-10KHz
Sensibilidade: -44db ± 3 dB
Padrão Polar: omnidirectional

Design

Como já é até de se esperar dos headsets gamer a este ponto, o Viper V360 possui um design chamativo com direito a iluminação e tudo mais. Seus fones possuem um formato poligonal agressivo, com destaque para o logo da Viper em vermelho. As espumas possuem boa transpiração e portanto não esquentam muito e evitam que você fique suando, mas uma memory foam definitivamente cairia bem por aqui. Ou ao menos uma solução de veludo ou de couro sintético, já que o Viper V360 por vezes forçando um pouco os ouvidos por ter fones mais rígidos. Não é que ele não seja confortável, pois ele é suficiente para encarar sessões de jogatina relativamente longas. Mas o real problema é que existem opções bem mais confortáveis no mercado. Porém, elas custam mais caro, e nem todas são tão leves quanto os 360 g do fone da Patriot.

O arco do produto segue o mesmo padrão de periféricos como o HyperX Cloud Revolver e o SteelSeries Siberia V3 e portanto ajusta-se automaticamente ao à cabeça do usuário, sem necessidade de ficar ajustando para encontrar o ponto ideal. É só colocar o fone e usar. O problema, como acontece em produtos desse tipo, é que pessoas com cabeças muito grandes podem encontrar dificuldade para se adaptar. Mas, no meu caso, foi tranquilo e o fone ficou bastante confortável na parte de cima da cabeça. As hastes de metal na parte superior do produto são revestidas com plástico, o que dá mais unidade ao headset e reduz um pouco um dos maiores problemas do Cloud Revolver: transmitir cada batida nas hastes diretamente para o seu ouvido. Isso também acontece no Viper V360, mas definitivamente em menor escala. O microfone fica escondido na parte frontal esquerda do headset e pode ser utilizado em várias posições de altura diferentes, mas infelizmente não é flexível e nem oferece alguma maneira de aproximá-lo da boca. Pelo menos ele se desliga automaticamente quando está retraído.

Ao invés de ter um controle de áudio que fica conectado no cabo do headset, o Viper V360 coloca os comandos no próprio fone. Demora um tempo para se acostumar, mas essa definitivamente é a minha solução favorita. Isso porque, ao invés de ter que puxar o cabo até achar um botão, você apenas precisa colocar a mão na parte de trás de sua cabeça – o que é muito mais rápido e prático. No caso deste produto, os controles ficam na parte traseira esquerda, e são 3: volume, iluminação e o ativador do sistema Ultra Bass Response (UBR), recurso do qual vamos falar na parte de áudio. Falando na iluminação, eu considero a escolha da Patriot bastante questionável ao utilizar LEDs vermelhos atrás de uma malha preta. Na minha opinião – e na de muitos aqui da redação – isso acaba lembrando muito uma grelha. Por sorte, há a opção de desativar as luzes, deixando o headset com um design mais sóbrio.

  

  

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Áudio

De certa forma, a Patriot jogou de maneira segura com os drivers de 40 mm do headset, que são exatamente o que se espera de um produto de som comercializado como gamer. Ele reproduz de maneira limpa com boa qualidade – ainda mais se considerarmos sua faixa de preço – os sons mais agudos e os mais graves, sacrificando levemente a faixa intermediária, como costuma acontecer com fones da categoria. Mas a carta na manga da empresa é o modo Ultra-Bass Response (UBR), que ativa seus sub-drivers de 30 mm.

Jogando The Witcher 3, é possível distinguir até que bem de onde vêm os gritos de inimigos, sons de espadas duelando e, em momentos mais calmos, os efeitos sonoros do ambiente, como o barulho da maré subindo e descendo, dos cidadãos conversando e dos cavalos galopando, por exemplo. Ainda assim, muitos desses barulhos ficam um pouco colados um no outro, por causa da natureza fechada do Viper V360. Olhando pelo lado positivo, é claro, ao menos isso garante que o som não vaze. E esse é um headset que isola muito bem o áudio – portanto você quase não ouve os sons externos, e os outros dificilmente vão ouvir sua música ou seu game.

Isso faz com que este seja uma boa opção para se ouvir músicas, mais até do que para jogar, já que seu soundstage não é tudo aquilo. Mas, para músicas, não há dúvidas de que trata-se de um dos melhores produtos da sua faixa de preço. Gêneros mais populares, como rock, rap ou pop, se beneficiam bastante do equilíbrio entre graves, médios e agudos. O Viper V360 faz um bom trabalho para preencher de maneira eficiente, mesmo que não espetacular, todas as faixas sonoras. E, claro, ao ativar o Ultra-Bass Response, ele fornece uma força extra para aproveitar gêneros mais próximos da música eletrônica, especialmente Drum and Bass.

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Enquanto isso, em Grand Theft Auto V, o UBR faz muito mais diferença. Tiros fazem sua cabeça vibrar, as explosões trazem maior impacto e o motor dos carros se faz bem mais presente. De resto, a experiência não é muito diferente do que se vê em The Witcher. O ambiente – que agora se torna contemporâneo ao invés de medieval – é bem reproduzido, e dá para diferenciar um carro passando do lado direito de um gato miando no beco do lado esquerdo. Mas, até mesmo pela limitação de soundstage, ele não vai muito além disso. Não que esse seja o tipo de jogo que exija capacidade de saber que onde vem determinado barulho. O caso menos recomendado é jogar um FPS competitivo como Counter-Strike: Global Offensive nesse headset. Afinal, o fato dos sons não serem tão amplos atrapalha quem quiser escutar os passos dos inimigos para tirar máxima vantagem competitiva.

Microfone

Antes de falar do desempenho do microfone em si, é válido comentar sobre o projeto que o esconde dentro do fone. À primeira vista, realmente fica difícil de identificar onde está a entrada de som. Mas logo percebe-se que ele fica no lado esquerdo do headset, e basta puxá-lo para poder falar através dele. E ele também tem uma função bem legal de ficar desativado quando está retraído, o que facilita quando você quer deixá-lo no mudo.

O microfone em si consegue capturar a voz de maneira clara e com a qualidade que se espera de um headset gamer. Ou seja, é o suficiente para se comunicar com alguém em jogos multiplayer ou fazer chamadas no Skype, mas não muito mais do que isso. A única crítica que fica é para a quantidade de estática que pode ser ouvida no fundo. Abaixo você pode conferir testes com os microfones de todos os headsets que passaram aqui pela redação nos últimos tempos:

 Viper V360

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 HyperX Cloud Core

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HyperX Cloud Drone

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Razer Kraken Chroma 7.1

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Hyper Cloud II

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HyperX Cloud Revolver

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O Viper V360 é uma bela estreia da Patriot no segmento de headsets gamer, provando mais uma vez que vale a pena sim tomar riscos em novas áreas. A companhia trilhou muito bem o caminho aberto pela HyperX em 2014, quando foi lançado o primeiro Cloud. Assim como o hedaset da HyperX, o Viper V360 também é um rebrand de um modelo já existente, no caso o Sentey Artix Black Gs-4561.

Isso definitivamente não é um problema, já que se trata de um sólido periférico. Ele é bastante confortável, tem som equilibrado com boa qualidade e ainda traz o diferencial dos sub-drivers de 30 mm. Ao ativá-los, você realmente ganha uma faixa levemente mais completa com frequências graves que os headsets gamers raramente oferecem.

Apesar disso, muitos podem esbarrar no seu caro preço de R$ 330 no momento. Isso o coloca a apenas R$ 70 do HyperX Cloud Core, que é um dispositivo mais confortável e de melhor qualidade. Nessa faixa de preço, há algumas outras opções que já analisamos por aqui, como o Sharkoon GSone ou o Ozone Rage 7HX. Mas o grande diferencial do Viper V360 está no Ultra Bass Response. Se você acha que os sub-drivers de 30 mm compensam a qualidade levemente inferior dos dois drivers principais, então este headphone é uma excelente opção.

Conclusão

 

Avaliação: Patriot Viper V360

Áudio
8
Design
9
Acabamento
8
Microfone
8
Preço
7

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  • Redator: Carlos Felipe Estrella

    Carlos Felipe Estrella

    Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation 1. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia. Formado jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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