ANÁLISE: AMD Radeon R9 FURY X

A R9 Fury X chega com plenas condições de rodar games em 4K, disputando em igualdade com a GTX 980 Ti

A AMD anunciou no dia 16 de junho, durante a E3 2015, sua nova geração de placas de vídeo, composta pelas linhas R300 e Fury. Depois de analisarmos diversos produtos da série 300, composta principalmente por chips anteriores com "melhorias", enfim chegou o primeiro modelo completamente novo por parte da AMD, baseado no chip Fiji: a R9 Fury X. Além dessa placa, também chegam com a nova GPU os demais produtos da linha Fury e a R9 Nano.

Além de realmente trazer um novo chip, a Fury X é um modelo muito importante por representar a estreia de uma nova tecnologia de memórias em placas de vídeo. O HBM chega para substituir as já antigas memórias GDDR5, com os destaques de entregarem uma grande largura de banda, um consumo menor de energia e a possibilidade de formatos muito mais compactos, graças a seu tamanho mais discreto.

Outra característica importante da R9 Fury X - e uma importante diferença em relação a R9 Fury - é seu sistema de resfriamento. Depois da boa aceitação da R9 295X2, a empresa voltou a investir em um sistema de resfriamento líquido, agora em parceria com a Cooler Master. A placa chegou levantando uma polêmica: alguns consumidores reclamaram do nível de ruído da Fury X, especialmente no modo ocioso. A AMD já contornou o problema, e as novas placas chegam com uma revisão nos componentes que reduz a emissão de sons. A Fury X utiliza exclusivamente este sistema de resfriamento, sendo que os consumidores que desejam placas com a solução de parcerias da AMD e resfriamento a ar devem ficar de olho na R9 Fury.

A Radeon R9 Fury X tem o objetivo de voltar a equilibrar o jogo com a Nvidia, brigando de frente com seu modelo mais potente, a GeForce GTX 980 Ti. A placa inclusive se posicionou de forma idêntica no preço: chegou ao mercado com preço sugerido de US$ 649, rigorosamente o mesmo da GeForce GTX 980 Ti. No Brasil seu valor segue um mistério, mas baseado nos valores inflacionados da primeira leva de placas, é muito provável que seu preço no lançamento não será dos mais cativantes. A GeForce GTX 980 Ti chegou ao país com valor sugerido para o consumidor final de R$ 3.900 (e tem ficado mesmo nessa casa, atualmente).

A R9 Fury X chega para brigar de frente com a GTX 980 Ti, com preço semelhante e prometendo encarar jogos em 4K

Entenda o funcionamento das memórias HBM da AMD

O Chip Fiji


As placas Fury X são as estreantes em uma nova tecnologia de memórias, o HBM. As memórias de grande largura de banda prometem novos níveis de performance ao aproximar seus módulos da GPU, mantendo todos no mesmo interpositor e dessa forma agilizando em muito a comunicação entre estes componentes. Desta forma, as memórias conseguem larguras de banda de 512GB/s, em uma interface de memória de... 4096 bit!

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Isso significa que mesmo operando em meros 500MHz (com 1000MHz efetivos), a frequência de 1250MHz (5000MHz efetivos) de uma R9 290X com GDDR5 não é capaz de entregar a largura de banda desta memória. O salto é significativo: a placa da geração passada entrega 320 GB/s, enquanto a Fury X alcança 512GB/s.

Entenda o funcionamento das memórias HBM da AMD

A Fury X chega equipada com o chip Fiji XT, um chip robusto por diversos motivos. O primeiro por conta da presença dos módulos de memória no mesmo interpositor, que tornam suas dimensões relativamente grandes. Outro motivo é a quantidade de processadores stream: com 4096, ela tem uma área de die de 596 mm², gigantesco ao lado de uma R9 290X e seus 438 mm² (e também mais modestos 2816 processadores stream), mas nada fora do normal ao lado da concorrência, já que uma GTX Titan X com o chip GM200 possui área de die de 601 mm².

Especialista em Hardware da AMD fala sobre série 300 e Fury da AMD - Videocast Bônus

Comparativo

AMD Radeon R9 FURY XAMD Radeon R9 390XAMD Radeon R9 290XNVIDIA GeForce GTX 980 Ti

Preços

Preço no lançamentoU$ 650,00 U$ 649,00
Preço atualizadoR$ 3.500,00 R$ 3.100,00

Especificações da GPU

Processo de fabricação28nm 28nm 28nm 28nm
ChipFiji XT Grenada Hawaii XT GM200 (Maxwell 2.0)
Clock do GPU1050 MHz1050 MHz1000 MHz1000 MHz
Clock do GPU (Turbo)1076 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMHBM GDDR5 GDDR5 GDDR5
Interface de largura de BUS4096 bit 512 bit 512 bit 384 bit
Quantidade de RAM|4GB| |8GB| |4GB| |6GB|
Clock das memóriass500 MHz1500 MHz1250 MHz1753 MHz
Clock efetivo1000 MHz6000 MHz5000 MHz7012 MHz
Largura de banda512 GB/s384 GB/s320 GB/s337 GB/s

Características Gerais

Shading Units4096 2816 2816 2816
TMUs256 176 176 176
ROPs64 64 64 96
Pixel Rate67.2 GPixel/s67.2 GPixel/s64.0 GPixel/s96.0 GPixel/s
Texture Rate269 GTexel/s185 GTexel/s176 GTexel/s176.0 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes8,602 TFLOPS5,914 TFLOPS5,632 TFLOPS5.632 TFLOPS

Design

Pinos de alimentação2x 8 pinos 1x 6 pinos + 1x 8 pinos 1x 6 pinos + 1x 8 pinos 1x 6 pinos {mais} 1x 8 pinos
Suporte à combinação de placasAté quatro placas Até quatro placas Até quatro placas
Tipo de SlotDual-slot Dual-slot Dual-slot Dual-slot
Comprimento da placa191 mm275 mm275 mm mm267 mm
TDP275 W275 W290 W250 W
Fonte recomendada750 W600 W600 W600 W
Conexões de vídeo1xHDMI, 3xDisplayPort 2xDVI, 1xHDMI, 1xDisplayPort 2x DVI, 1x HDMI, 1x DisplayPort 1xDVI, 1xHDMI 2.0, 3xDisplayPort

Recursos

DirectX12.0 12.0 12.0 12.1
OpenCL2.0 2.0 2.0 1.2
OpenGL4.5 4.4 4.4 4.5
Shader5.0 5.0 5.0 5.0

Extras

ExtrasSistema de liquid cooler

Fotos


De inicio já notamos que se trata de uma placa com características bem diferentes do padrão, primeiro por vir com sistema de cooler liquido, e depois por ter o seu tamanho físico consideravelmente menor do que o comum em placas de vídeo de alto desempenho.

Além do sistema de cooler e tamanho, a Radeon R9 Fury X se destaca pelo seu acabamento de alta qualidade, ficando nítido que é um projeto diferenciado. Lembramos que a principio não veremos modelos personalizados da Fury X, as personalizações ficaram para placas "Fury", sem o X.

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Reparem que além do seletor de BIOS, a placa ainda possui alguns LEDs que mostram o quanto a placa está sendo exigida pelo sistema. Ainda é possível personalizar um pouco esses leds através do outro seletor na parte de traz da placa.

Em se tratando das conexões, 3 DisplayPort e 1 HDMI, a frustração ficou por conta da HDMI ser baseada na versão 1.4a e não 2.0, consequentemente recomenda-se o uso de 4K via DisplayPort, caso contrario temos a limitação de 30Hz do HDMI 1.4a. Em partes não é um problema para quem usa monitores 4K, afinal todos eles trazem DisplayPort, por outro lado quem pretende montar um computador gamer para jogar em uma TV 4K será obrigado a recorrer a adaptadores, afinal TVs não costumam vir com conexões DisplayPort. Alias, tiraram todos os conectores DVI, não é um grande problema, mas pode incomodar alguns.

Tiramos algumas fotos da placa sem a "capa" protetora do block posicionado sobre o GPU/memórias, mostrando como é parte do sistema interno do cooler, que sofre algumas criticas sobre o ruído que tem gerado. Como é possível ver na placa que foi enviada pra nós, a mesma não possui o adesivo sobre o block, sendo que o adesivo da Cooler Master nas cores branco/verde é o que pode apresentar problemas, já o adesivo prateado é de uma revisão onde o tal problema de ruído foi resolvido.

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Nas fotos abaixo colocamos a Fury X ao lado de uma GTX 980 Ti referência e de uma Radeon R9 290X da XFX, onde fica evidente a diferença de projeto entre a nova placa da AMD e as soluções até então padrão de placas de alto desempenho, especialmente no que diz respeito a tamanho do PCB. Apenas a placa da Nvidia possui conexão HDMI 2.0.

Já na foto abaixo, comparamos com uma placa em tamanho Mini-ITX da Gigabyte, especificamente o modelo GeForce GTX 970 Mini OC.

 

 

Sistema Utilizado


Sistema Utilizado
Como de costume, utilizamos uma máquina top de linha baseada em uma mainboard ASUS Rampage V Extreme, com processador Intel Core i7 5960X overclockado para 4GHz para os testes. A ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas. Abaixo algumas fotos da placa instalada em nosso gabinete tradicional de reviews.

Mais abaixo, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

Máquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7 5960X 3.0GHz @ 4.0GHz - Análise
- Placa-mãe Asus Rampage V Extreme - Análise
- Kit de memórias Kingston HyperX Predator DDR4 16GB 3000MHz (4x4GB) - Análise
- SSD Kingston HyperX 3k 240GB
- SSHD Seagate 4TB SATA3 - Análise (modelo de 2TB)
- Sistema de refrigeração liquida Cooler Master Nepton 280L
- Fonte de energia Cooler Master V1200 Platinum
- Gabinete Cooler Master HAF EVO XB
- Monitor ASUS PB287Q 4K

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 8.1 Pro 64 Bits
- Intel INF 10.0.27
- AMD Catalyst 15.7
- NVIDIA GeForce 353.06

Aplicativos/Games:
- 3DMark (DX11) 
- Unigine HEAVEN Benchmark 4.0 (DX11)
- Battlefield 4 (DX11)
- BioShock Infinite (DX11)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Metro: Last Light (DX11)
- Middle Earth Shadow of Mordor (DX11)
- The Witcher 3 (DX11)

GPU-Z
Abaixo, a tela principal do aplicativo GPU-Z mostrando as principais características técnicas da placa analisada.

Ruído
Antes de começarmos os testes, vejam algumas fotos com o ruído máximo de três placas na seguinte ordem da esquerda para a direita: PowerColor R9 290X PCS+, GeForce GTX 980 Ti referência e Radeon R9 Fury X referência.

Os testes consistem em rodar o benchmark do game Metro Last Light em resolução 4K, captando o ruído mais alto gerado pelo sistema.


PowerColor R9 290X PCS+, GeForce GTX 980 Ti referência e Radeon R9 Fury X
 

Overclock
Com a mudança do conceito na construção do gpu e das memórias, devido a nova tecnologia HBM, o processo para overclock da placa de vídeo também sofreu alterações. Para overclockar a placa utilizamos o Overdrive do CCC, sendo possível alterar apenas o clock do GPU, com possibilidade máxima de aumento em 10%. Quando setamos esse aumento, evitamos passar de 20% no PowerDrive, e a placa não estabilizou de forma alguma.

No final das contas conseguimos estabilizar a placa com aumento de 8% no clock e 15% no limite de energia como pode ser visto na tela abaixo.

Testes com a placa overclockada: Temperatura em uso, Consumo em uso, 3DMark, GTA 5 e The Witcher 3. 

Temperatura e consumo


Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um bastante importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples, por isso a temperatura consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que, na prática, não comprometem a placa, e de acordo com as fabricantes, aumenta o tempo de vida útil, além de consumir menos energia.

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso: 

 

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

Consumo de Energia
Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos em cima da máquina utilizada na análise, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

Para o teste de carga, rodamos o 3DMark - aplicativo que exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS #1.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos 10w como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.

Testes sintéticos
Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark
Rodamos a versão mais recente do aplicativo de testes da Futuremark com dois testes, ou melhor, um teste em duas situações, o Fire Strike em modo normal e também em modo 4K. Abaixo, os resultados em modo normal:

Agora o resultado em modo 4K: 

Unigine HEAVEN Benchmark 4.0
Agora em sua nova versão, o HEAVEN 4.0 é um dos testes sintéticos mais “descolados” do momento, pois tem como objetivo medir a capacidade das placas 3D em suportar os principais recursos da API gráfica DirectX 11, como é o caso do Tessellation.

O teste foi dividido em duas partes: uma sem e outra com o uso do Tessellation em modo "extreme", ambas a 1920x1080 com o filtro de antialiasing em 8x e anisotropic em 16X.

O primeiro teste, com o Tessellation desativado:

E o segundo com o Tessellation ativado em modo EXTREME:

Testes em games - FullHD


Testes em games - FullHD (1920x1080)
Agora vamos ao que realmente importa, os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60FPS é o ideal. Quanto mais próximo dos 30FPS, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar injogável

Battlefield 4
"Battlefield 4" é um referencial da plataforma PC quando se trata de gráficos de alta qualidade. O game foi todo desenvolvido sobre a Frostbite 3, nova engine da produtora DICE.

BioShock Infinite
O game "BioShock Infinite" é outro grande sucesso de crítica desenvolvido pela 2K Games. Abaixo está seu o desempenho das placas comparadas rodando ele:

Grand Theft Auto V
A versão de GTA V para o PC está entre os games mais exigentes da atualidade, trazendo ótima qualidade gráfica. Confiram abaixo o comportamento das placas rodando o game:

Metro Last Light
Outro excelente teste que exige o máximo das placas de vídeo é o game "Metro: Last Light" que também é referência de qualidade gráfica em games para PC.

Middle Earth Shadow of Mordor
O novo game inspirado no universo da franquia "O Senhos dos Anéis" chegou sem gerar muita expectativa e se tornou um dos grandes lançamentos do ano, com destaque para seus gráficos muito refinados. Nosso teste utiliza a melhor qualidade possível do game.

The Witcher 3 Wild Hunt
The Witcher 3 chegou como nova referência em qualidade gráfica para PC, sendo um dos games mais interessantes da atualidade para medir desempenho de placas de vídeo.

 

Testes em games - 4K


Testes em games - 4K (3840x2160)

Agora vamos aos testes de desempenho na resolução 4K, com os mesmos títulos dos testes em FullHD. Agora o estresse sobre os componentes é muito maior, que precisam renderizar quatro vezes mais pixels que na mesma situação, em FullHD.

Battlefield 4

BioShock Infinite

Grand Theft Auto V

Metro Last Light

 

Middle Earth Shadow of Mordor

The Witcher 3 Wild Hunt

A Radeon R9 Fury X chegou tornando a resolução 4K em algo viável com apenas uma placa, e aquecendo a disputa com a Nvidia ao voltar a ter um modelo com capacidade de brigar de forma equilibrada com a topo de linha da rival. Apesar de não tomar a liderança nos testes em FullHD, o desempenho da placa na resolução UltraHD é excelente e, considerando o nível de performance destas placas, é aqui que o comparativo realmente importa. Se você vai jogar em FullHD, não precisa nem de uma, nem de outra.

A GeForce GTX 980 Ti e a Radeon R9 Fury X se alternam no topo dos comparativos em 4K, com diferenças que raramente ultrapassam os 10% de uma em relação a outra. Por conta disso, também traz uma característica semelhante à GTX 980 Ti: é uma placa capaz de encarar o gameplay em 4K, porém em games mais pesados podemos encarar uma flutuação entre os 30 e 50FPS se configurado em qualidade Ultra. Apesar de não fechar a tríade 60FPS - Ultra - 4K, temos aqui uma placa que, desabilitando alguns filtros, vai entregar o 4K em fluidez e qualidade excelente.

Jogamos com a Fury X e mostramos a performance da placa em 4K

No comparativo direto, a R9 Fury X é interessante ao entregar, pelo mesmo valor que a GTX 980 Ti (no exterior), uma placa equipada com resfriamento líquido, o que resulta em temperaturas de operação excelentes. O ruído tem seus momentos e, em geral é silenciosa, mas apresenta alguns sons agudos intermitentes, e não temos a revisão para ter certeza que isso foi solucionado. Eles não chegam a ser excessivamente altos, mas ficam acima da média que vemos em outros sistemas de resfriamento líquido, tirando um pouco da vantagem da baixa emissão de barulho desta tecnologia. Eles são mais perceptíveis no modo ocioso, quando você está mexendo no sistema apenas, afinal basta por um fone ou qualquer ruído adicional no ambiente, como um vídeo, para esse ruído ficar imperceptível. Mesmo estando um pouco acima do que vemos em outros water coolers, ainda é consideravelmente mais silenciosa que a maioria dos sistemas baseados em ventoinhas.

A AMD já apresentou uma solução para este som, em uma nova revisão. Quem acompanhou nosso unboxing e gameplay sabe que não temos certeza qual é nossa revisão, apesar de que nossas suspeitas são de que se trata da primeira revisão por conta do ruído característico, agudo e intermitente, que alguns consumidores identificaram. Perceptível, mas longe de ser comprometedor.

Nossa maior decepção, em relação ao sistema de resfriamento, é mesmo direcionado ao overclock. Com um equipamento mais eficiente na hora de dissipar calor, ganhamos mais margem para forçar frequências e tensões sem precisar se preocupar com superaquecimento. Porém, em nossos testes, não conseguimos estabilidade em nada superior a 8% no aumento da frequência. Temos aqui uma tecnologia nova de GPU e memórias no mesmo interpositor, e drivers ainda não amadurecidos, logo o potencial de overclock pode aumentar no futuro, porém no momento esta não é a realidade.

Análise Sapphire R9 390 Nitro 8GB
Análise ASUS Radeon R9 380 Strix 2GB
Análise ASUS Radeon R7 370 Strix 2GB

 

Ainda se tratando de desempenho, todos os nossos testes são baseados em DirectX 11, e a AMD aponta a performance em DirectX 12 de suas placas baseadas em GCN como seu grande trunfo. Assim, caímos nessa incógnita: como a disputa irá ser rebalanceada na nova API? Para averiguarmos isso, além do Windows 10 e de uma versão final do DX 12, ficamos dependente de jogos e benchmarks baseados na nova API. Por hora, só podemos fazer "a disputa" usando o DX 11, e na medida que o ecossistema em torno da versão 12 se consolidar, traremos novos testes para vocês.

Um ponto importante é a conexão HDMI. A R9 Fury X utiliza o HDMI 1.4a, padrão incapaz de transmitir a resolução 4K a mais de 30 quadros por segundo, algo que em teoria a placa é capaz de entregar mesmo em games de alta qualidade. A limitação não é total, afinal a conexão DisplayPort 1.2a disponível na placa torna viável a transmissão do [email protected], mas o consumidor precisa ficar de olho se seu monitor ou TV possuem esta conexão. Entendemos este tipo de limitação em placas do segmento de entrada - quem nem são capazes de rodar adequadamente esta resolução - mas este tipo de economia é algo sem sentido em uma placa topo de linha. E a sugestão de adaptadores é até ofensivo, mas muito possivelmente o consumidor será obrigado a utilizar caso use em uma TV por exemplo, afinal DisplayPort não é comum nesse tipo de aparelho. O fato de não vir com conexão DVI pode incomodar alguns usuários também.

A R9 Fury X chega com plenas condições de rodar games em 4K, disputando em igualdade com a rival GTX 980 Ti nessa alta resolução e entregando a vantagem do resfriamento líquido

Por fim, há muito o que se comemorar em relação a Fury X. Apesar de alguns contratempos iniciais com o ruído do sistema de resfriamento, é muito interessante a AMD entregar um produto competitivo em performance, com o mesmo preço e equipado com essa tecnologia mais eficiente na dissipação de calor. Para quem preferia as boas soluções de resfriamento das parceiras da AMD, utilizando o tradicional sistema através de fans, não vai ficar desabastecido: só vai precisar optar pelos modelos Radeon R9 Fury, que também possuem o chip Fiji (com alguns processadores stream a menos) e as memórias HBM por um preço mais barato.

Conclusão

 

Avaliação: AMD Radeon R9 FURY X

Performance
10
Tecnologias
9.5
Diferenciais
10
Overclock
6.0
Preço
9.0

PRÓS
Excelente temperatura de operação, a mais baixa que já testamos
Sistema de cooler liquido
Tamanho da placa bastante compacto
Ótima performance em 4K
Tecnologia HBM
Suporte a AMD FreeSync, Virtual Super Resolution e Framerate Target Control
CONTRAS
Sem conexão HDMI 2.0
Pouca capacidade de overclock, inclusive sem possibilidade de overclock memórias
Poderia ser mais silenciosa com o sistema ocioso
Tags
amd
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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