ANÁLISE: God of War III Remastered

"God of War III" é o capítulo que fecha a trilogia da saga de Kratos, um dos personagens mais icônicos dos consoles da Sony. O jogo foi originalmente lançado em 2010 no Playstation 3 e, cinco anos mais tarde, chega agora ao Playstation 4 com gráficos em resolução de 1080p e fluência de 60 quadros por segundos na jogabilidade. O preço de venda é de R$149. Será que esta remasterização vale a pena? É isso o que você vai descobrir se ler a análise abaixo. 


Ação brutal do começo ao fim a 60 quadros por segundo 

"God of War III" mostra a trajetória final de Kratos na busca de vingança contra os deuses que o fizeram de cobaia desde o primeiro jogo da série (2004, no Playstation 2). O objetivo do "Fantasma de Esparta" é destruir a todos que o deixaram com danos psicológicos e sentimentais irreparáveis, incluindo deuses gregos como Poseidon, Hades, Hélio, Hermes e o próprio Zeus. Absolutamente todas essas divindades, além de outros personagens secundários na trama, são destroçadas das mais variadas formas possíveis, sempre ao uso de muita força bruta e de uma violência descomunal que não cabe totalmente em Kratos, precisando ser extravasada de qualquer jeito. E o jogador é quem está no comando desta fúria sem fim.

Os controles são muito bem otimizados à aventura, transformando o papel de assumir Kratos numa das experiências sanguinárias extremamente prazerosa. Para isso, o sistema de combate dá total resposta às mãos do jogador, possibilitando uma grande variedade de combos e uso de várias habilidades, armas e itens para construir o seu próprio estilo de jogabilidade. Óbvio que ainda é possível fechar o jogo apenas utilizando a manjada combinação do botão quadrado + triângulo, mas isso nem de longe possibilitada experimentar a verdadeira profundidade do gameplay propiciado pelo game. As tradicionais QTEs também marcam forte presença e estão bem contextualizadas como finalizações de batalhas ou de momentos específicos da aventura.

Além disso, as batalhas contra os chefes (os deuses e os outros personagens de menor importância na trama) são sensacionais. Atravessar o peito de Poseidon, arrancar a cabeça do corpo de Hélio, socar Hércules até deixar a sua cara desconfigurada ou derrubar o gigantesco titã Cronos depois de batalhar por diversas partes do seu corpo é inesquecível e, neste último confronto, um dos momentos mais verdadeiramente épicos na história dos jogos eletrônicos. E o legal é que tudo isso agora vem retrabalhado a 60 quadros por segundo. O resultado é bacana e perceptível em relação à versão original, deixando as partidas definitivamente mais fluidas e sem qualquer tipo de engasgo. Em outras palavras, a jogabilidade, que já era ágil, densa e brutal, ficou mais revigorante e impactante.      

Além da épica aventura, a resolução de 1080p e os 60 quadros por segundo na jogabilidade são atrativos suficientes para quem nunca jogou antes. Se este não for seu caso, o preço de R$149 é injustificável

 

Remasterização pouco convincente + trilha sonora épica

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"God of War III" entra facilmente no hall dos games graficamente mais bonitos e bem acabados no Playstation 3. No Playstation 4, o jogo continua muito bonito. Só que um dos pretextos máximos da existência de uma remasterização são as melhorias no visual. E no caso desta, elas são bem tímidas. As texturas estão consideravelmente melhores e a jogabilidade está definitivamente está mais fluida com os 60 quadros por segundo. Mas, no geral o resultado geral é pouco diferente da versão original.

As animações em CG, por exemplo, mal receberam atenção: a qualidade continua exatamente a mesma da geração passada. Além disso, cenários, objetos, personagens (excetuando Kratos) e efeitos de luz e de água receberam pequenos retoques que são bem-vindos, mas que não chegam a impressionar. Vários objetos também apresentam discrepâncias bem nítidas na qualidade das próprias texturas, assim como na iluminação e efeitos de partícula pelos cenários, causando uma estranheza constante que não ajuda a justificar a (re) compra do game. Sobretudo se você já jogou antes.

Já o áudio retorna com toda a sua plenitude. "God of War III" tem uma trilha sonora sensacional, envolvente e impactante. Todas os momentos do jogo são embalados com melodias épicas precisas, que ajudam a ressaltar a brutalidade sanguinária da jogabilidade ou a serenidade das breves passagens de resolução dos quebra-cabeças. Um contra nessa parte: diferente da maioria dos lançamentos nacionais de grande porte, esta remasterização não conta com dublagem em português brasileiro (apenas no de Portugal). Existem, pelo menos, as legendas, que servem bem ao propósito de localizar os jogadores que não dominam outros idiomas. 

"God of War III Remastered" é extremamente indicado para quem nunca teve a oportunidade de jogar no Playstation 3. Além da sanguinária aventura, os gráficos na resolução de 1080p, a jogabilidade a 60 quadros por segundo e a excelente trilha sonora são ótimos pretextos para comprar a conclusão da trilogia de Kratos.

Mas se este não for seu caso e você já debulhou o jogo na geração passada, o preço de R$149 é bastante salgado para uma remasterização que pouco se diferencia da versão original. Fora isso, também não existe um conteúdo extra sequer, e nem mesmo o inédito Modo de Fotografia é suficiente para justificar a compra de "God of War III Remastered", mesmo sendo um jogo excelente.

Conclusão

 

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Avaliação: God of War III Remastered

História
7
Jogabilidade
10
Gráficos
8
Áudio
9

 

PRÓS
Resolução gráfica de 1080p
Gameplay fluido a 60 quadros por segundo
Modo Fotografia: os fãs vão gostar
Brutalidade característica na jogabilidade traz ação do começo ao fim
Batalhas épicas contra chefes são inesquecíveis 
Trilha sonora sensacional
CONTRAS
Melhorias gráficas singelas
Sem dublagens em português brasileiro (apenas legendas)
Puzzles simplórios
Nenhum conteúdo extra (nem modos e nem arenas de combates novos)
Preço elevado para uma remasterização (R$149)
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  • Redator: Andrei Longen

    Andrei Longen

    Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Andrei Longen é entusiasta por videogames desde os 7 anos, quando ganhou um Odyssey 2, seu primeiro console. Hoje tem PS4, PS3 e PS Vita e adora caçar troféus em todos os jogos. Colabora no Adrenaline com notícias, análises, artigos, colunas e vídeos.

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