ANÁLISE: Xiaomi Redmi 2

O Redmi 2 é a estreia da Xiaomi no Brasil - ou, como a empresa chinesa preferiu construir a marca por aqui, a Mi. A escolha de seu estreante é bem acertada: como uma empresa com fama de trazer preços competitivos, ela entra no mercado brasileiro brigando pelo custo x benefício, com um aparelho dual-SIM e especificações do segmento intermediário. 

Comparativo

Xiaomi Redmi 2Motorola Moto E (2ª Geração) 4G DTVAsus Zenfone 5Samsung Galaxy Win 2 Duos

Preços

Preço no lançamentoR$ 729,00
Preço atualizadoR$ 629,00

Especificações

Armazenamento interno|8GB| |16GB| |8GB||16GB| |8GB|
Cartão microSDaté 32GB até 32GB até 64GB
Memória RAM1GB 1GB 2GB 1GB
Número de núcleos4 4 2 4
Portas de conexão|Micro-USB| |Micro-USB| |Micro-USB|
Sistema OperacionalAndroid 4.4 Android 5.0 Android 4.4 Android 4.4
Update disponível para o sistema- - Android 5.0 Android 5.0
ProcessadorQualcomm MSM8916 Snapdragon 410 Qualcomm Snapdragon 410 Intel Atom Z2580 Qualcomm Snapdragon 410
Clock1.2 GHz1.2 GHz2 GHz1.2 GHz
GPUAdreno 306 Adreno 306 PowerVR SGX544MP2 Adreno 306
BateriaLi-Po 2200 mAh mAhLi-Ion 2390 mAH mAh Li-Po 2110 mAh mAh2000 mAh mAh
Dimensões134 x 67.2 x 9.4 mm mm129,9 x 66,8 x 12,3 mm mm148.2 x 72.8 x 10.3 mm mm131.3 x 68.3 x 8.8 mm mm
Peso133 g g145g g145 g g130 g g

Recursos

GPSSim Sim Sim Sim
Leitor de DigitalNão Não Não
LTESim Sim Não Sim
NFCNão Não Não
Número de cartões SIM2 2 2 2
RadioSim Sim Sim Sim
Tipo de cartão SIMMicro SIM Micro SIM Micro SIM Micro SIM
TV DigitalNão Sim Não Sim
Bluetooth4.0 v4.0 v4.0, A2DP, EDR v4.0
ExtrasMIUI 6.0 Motorola Bands coloridas Zen UI

Display

Resolução720 x 1280 540 x 960 720 x 1280 480 x 800
Tamanho4.7 polegadas 4.5 polegadas 5 polegadas 4.5 polegadas
TecnologiaIPS IPS IPS TFT LCD
ProteçãoDragontrail Corning Gorilla Glass 3 Corning Gorilla Glass 3

Câmera

Vídeos1080p 30 fps 720p 30fps - 720p 30fps
Traseira8 MP 5MP 8 MP 5MP
Frontal2 MP VGA 2 MP 2MP
 

Design
Ótimo para quem gosta dos smartphones mais compactos

Enquanto praticamente todos os Androids partiram para a casa das cinco polegadas de tela ou mais, é bom ver modelos que ainda atendam os consumidores que preferem um aparelho mais compacto. Tanto o Moto G de 2ª Geração quanto o Zenfone 5 - referências de modelos Android com alta relação entre custo e benefício - possuem telas de 5 polegadas, enquanto o Moto E de 2ª Geração chegou com uma ainda mais compacta tela de 4.5".

 

O Redmi 2 fica no meio do caminho, com o tamanho de tela de 4,7", que já foi o mais amplamente usado nos Androids nos tempos do Galaxy S3. É um porte de tela bastante interessante, pois resulta em um aparelho compacto que ainda mantém uma área de tela suficiente para um uso confortável de apps.

O Redmi 2 é excelente para quem busca um aparelho portátil e fácil de ser usado com uma mão

 

A carcaça do Redmi 2 é bastante simples e direta, com uma capa em plástico cobrindo a maior parte da área do aparelho. Além de facilmente trocada - o que abre muitas possibilidades de novas cores e estilos - a capa traseira vem em um material plástico com um acabamento fosco, o que melhora a pegada, enquanto seu porte mais compacto torna excelente a pegada e operação do smartphone com apenas uma mão. Seus 133 gramas tornam o Redmi um aparelho leve e prático de ser manuseado.

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Apesar de se tratar de um modelo de baixo custo, os acabamentos do Redmi 2 são bastante satisfatórios, com encaixe preciso da tampa traseira. O aparelho ficou devendo apenas alguns detalhes, como uma retroiluminação dos botões da interface na base do aparelho, por exemplo. 

Performance
A hora que o aparelho engasga

O Redmi 2 vem com um hardware bastante comum para o segmento: 1GB de memória RAM e um processador Qualcomm Snapdragon 410. Essa quantidade de memória não é a ideal para quem abusa do multitarefa, mas costuma ser mais que o suficiente para uma boa experiência com o Android, como percebemos na análise do Moto E de 2ª Geração.

Porém as mexidas profundas no Android (vamos falar disso mais abaixo) parecem ter trazido efeitos negativos ao desempenho do sistema. A performance do Redmi fica consideravelmente abaixo do Moto E e fica emparelhada com outro modelo também equipado com o Snapdragon 410, o Galaxy Win 2 Duos.

 

A performance replica o que vemos nos benchmarks. O aparelho cumpre bem as funções, mas a abertura de apps e principalmente o multitarefa fazem o celular "pedir água", com travamentos evidentes e transições na base dos solavancos entre um aplicativo e outro. Este não é um aparelho bom para ser indicado aos usuários que fazem múltiplas coisas ao mesmo tempo, como pular da navegação web para o Whatsapp enquanto ouvem música, por exemplo.

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Isolando softwares, como jogando ou fazendo menos coisas simultaneamente, o Redmi 2 se dá bem, com uma performance mais consistente porém nada que impressione. Mesmo trocando o modo mais econômico "equilibrado" pelo "performance", que consome mais bateria, não é suficiente para deixar a experiência com o aparelho 100% fluida.

 

Quando o assunto passa a ser autonomia, o Redmi 2 fica "no meio do caminho" de nosso teste, não alcançando um Moto E, mas pelo menos entregando uma boa vantagem frente a um Zenfone 5. Em nosso uso, abusando de sensores, tela e apps, o aparelho conseguiu fechar o dia com 20% de bateria após 15 horas fora da tomada. 


Consumo de bateria no modo equilibrado (esquerda) e performance (direita)

Câmera
O que é possível para o seu segmento

Quando temos o orçamento cortado, na maioria das vezes a câmera é um dos componentes que "paga o pato". O resultado é todo um segmento em que as fotos não são excepcionais. Porém, considerando seus concorrentes, o desempenho do Redmi 2 é bom na hora de fotografar.

Dentro de seu segmento, a câmera do Redmi 2 tem um bom desempenho

 

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Mesmo nas piores condições de luz, onde os aparelhos baratos mais sofrem para entregar boas fotos, o Redmi 2 se sai bem em gerar uma imagem que, apesar de um tanto granulada, não compromete excessivamente a qualidade.

Boa luz

Redmi 2, Moto E 2ª Geração, Zenfone 5, Xperia E4 e Lumia 535

Pouca luz

Redmi 2, Moto E 2ª Geração, Zenfone 5, Xperia E4 e Lumia 535

Flash

Redmi 2, Zenfone 5, Xperia E4 e Lumia 535

 
Fotos da câmera traseira


Foto da câmera frontal

MiUI
Praticamente um Android da Xiaomi 

Estamos acostumados a ver as fabricantes mexerem no Android, mas poucos se sentem tão à ontade para revirar tudo quanto a Xiaomi. A chinesa remodelou totalmente o sistema do Google. Em alguns momentos, deixando-o irreconhecível. 

Isso é um contra forte para os usuários fãs de um Android puro. Mas quem não vê problema em se acostumar com um sistema diferente, pode curtir a MiUI, nome da interface totalmente customizada da Xiaomi. A empresa uniu alguns conceitos do iOS e simplificou algumas interações, resultando em um sistema interessante e eficiente.


A MiUI traz alguns recursos interessantes, como uma biblioteca bastante ampla de temas, tornando fácil e ágil mudar a aparência de todo o sistema. Ela também acompanha uma suíte de serviços da Mi, como o armazenamento na nuvem, navegador ou agenda de contatos. Em geral, esses apps cumprem bem sua função mas não chegam a ser um diferencial importante, sendo que é muito possível que você continue em seu Dropbox ou OneDrive, ao invés de usar o Mi Cloud.

A MiUI traz dois recursos bem interessantes. O primeiro é a possibilidade de escolher modos de performance, semelhante ao que temos em notebooks ou implementados em smartphones como o Galaxy S6, onde você pode poupar bateria reduzindo o desempenho ou abrir mão de autonomia em troca de mais peformance. Outra boa pedida é o "modo simplificado" que reduz o smartphone a suas funções mais básicas e substitui a interface por menus com botões amplos e bem intuitivos. Essa é uma boa pedida para quem deseja presentear algum conhecido que não domina muito os gadgets e tecnologias em geral e quer algo mais simples e funcional. 

A estreia da Xiaomi no país é bem interessante, ao escolher um segmento muito aquecido do mercado brasileiro para começar: os aparelhos de bom custo x benefício e com dois chips SIM. O Redmi 2 chega pronto para brigar de frente com Moto G e Zenfone 5 por esse consumidor mais conciente em termos de custos. O smartphone aquece ainda mais o mercado ao oferecer o preço muito competitivo de R$ 499 por um hardware eficiente.

Em diversos aspectos o aparelho nos agradou, com um design compacto, uma tela de excelente resolução com boas cores e constrastes e uma câmera que pode não ser o expoente definitivo da fotografia móvel, mas que dentro de seu segmento não está de todo mal. A bateria não impressiona nem decepciona, conseguindo um uso consistente de um dia mesmo com uso de diversas funções como GPS e Bluetooth.

Nossa maior ressalva é a performance. Os 1GB de memória RAM já são um gargalo bem conhecido no Android, implicando em um efeito negativo principalmente no multitarefa ou no uso simultâneo ou alternado de vários aplicativos. Porém, o Snapdragon 410 não entregou a fluidez que percebemos em outros modelos como o Moto E de 2ª Geração, com especificações semelhantes.

Apesar de não ser comprometedor, o desempenho acaba se tornando o principal diferencial negativo quando comparamos com seus concorrentes do mesmo segmento. Ele ainda entrega um excelente produto considerando seu custo, mas usuários que fazem uso mais intenso do smartphone ou que não têm paciência para eventuais engasgos, devem cogitar gastar um pouco mais e levar um Zenfone 5 ou um Moto E, que são mais consistentes nesse aspecto.

Redmi 2 é um excelente aparelho considerando seu custo, com design compacto e ótima tela, mas seu principal problema é a performance pouco convincente

 

Conclusão

 

Avaliação: Xiaomi Redmi 2

Design
8.5
Tela
9.0
Performance
6.0
Autonomia
7.0
Funcionalidades
8.0
Câmera
8.0
Preço
10

PRÓS
Preço muito competitivo
Design leve e fácil de se usar com uma mão
MiUI bastante organizada e com atualizações constantes
CONTRAS
Performance inferior a concorrentes
Android bastante alterado
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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