ANÁLISE: Avell G1513 Max SE

ANÁLISE: Avell G1513 Max SE

O G1513 Max SE representa uma das estreias da nova geração de chips da Nvidia codinome Maxwell, sendo este um dos primeiros notebooks disponíveis no Brasil a trazer a série 900M da Nvidia. Enquanto a Maxwell se limitou aos chips de entrada, na série 800M, nas GTX 900M temos esta tecnologia em chips mais potentes, como o GTX 970M e 980M. A Nvidia jÁ afirmou que esta nova geração, aproveitando todos os benefícios do menor aquecimento e consumo, as principais características da arquitetura Maxwell, irÁ encurtar a diferença entre os chips grÁficos de notebooks e computadores convencionais. SerÁ que chega lÁ? Vamos mostrar no restante da review!

Artigo: O quanto a geração Maxwell da Nvidia encurtou a diferença entre Desktops e Notebooks?

Design e tela

A Avell utiliza carcaças importadas, o que significa que temos aqui um design bastante genérico. Especificamente falando do G1513 Max SE, a estrutura é feita quase que totalmente em um material plÁstico, sem muitos detalhes e se limitando a trazer o logo da Avell e o lema "High Performance". Esta é uma característica dos produtos da marca, que não foca no design para entregar produtos com preço mais competitivos que concorrentes como MSI e Asus.

Em termos gerais, o design é bastante discreto, e irÁ atender bem quem não estÁ buscando um dispositivo para "chamar a atenção". 

 

Na tela temos um display de 15.6" com resolução FullHD com acabamento do tipo fosco. A tela possui boas cores e contrastes, apesar de não ter alta precisão de cores para quem necessita deste tipo de configuração, como designers ou fotógrafos. Mas, para games, estÁ excelente. O grande destaque são os ângulos de visão: este é um dos notebooks com menor distorção da imagem, independente do ângulo que observamos a tela, em par com os melhores modelos que analisamos e acima de outros notebooks Avell que testamos, até o momento.

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O display possui excelente contrastes, cores e amplos ângulos de visão

Este tamanho de display tem vantagens e problemas: na hora de carregar, é mais fÁcil de colocar um notebook deste porte dentro de uma mochila, porém uma tela de 17" seria melhor para games, com uma Área mais ampla. Uma boa alternativa é possuir um monitor para ligar o notebook quando estÁ em casa, e usar a tela apenas em deslocamentos.


Mesmo visto da diagonal, a tela ainda exibe bem as informações e distorce pouco as cores 

Com 3.2kg e espessura de 5.5cm, estÁ dentro da média dos aparelhos nem um pouco portÁteis do segmento de alta performance gamer. Apesar de ser consideravelmente espesso, ele não é tão pesado, jÁ que muito da estrutura é composta por espaços para circular o ar ou mesmo dar espaço a ventoinha. Não é leve, mas também não possui um peso que vÁ inviabilizar deslocamentos esporÁdicos, caso você não fique carregando ele por longos períodos.

O touchpad tem melhorias em relação a outros modelos que testamos. Diferente de modelos como o Avell Titanium G1540 MAX, que possui um desnível em relação à carcaça do aparelho, este modelo possui o touchpad muito mais integrado, o que facilita gestos das laterais, comuns no Windows 8, além de melhor a usabilidade. O problema é a Área útil: o G1513 Max SE não tem muito espaço em seu touchpad, e sempre que possível é melhor optar por um mouse USB, mesmo no uso cotidiano.

O design do G1513 Max SE é neutro, sem muitos detalhes e com linhas discretas. Não é um aparelho pra quem faz questão de uma estética trabalhada em seus gadgets

Um ponto positivo deste modelo é o teclado, completo e incluindo numerais na lateral direita. Além de ser confortÁvel para games, ele é retroiluminado, um recurso muito útil na hora de jogar e também digitar no escuro. O botão "Windows" foi retirado do lado esquerdo e, apesar de não ser mecânico, o as teclas tem uma boa resposta, dentro que vemos normalmente em notebooks gamers e seus teclados sempre do tipo membrana (tirando esta exceção).

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Aquecimento e autonomia

Como costuma acontecer com notebooks Avell, a temperatura fica sob controle com o sistema duplo de fans, um dedicado ao processador e outro ao chip grÁfico dedicado. Rodando o game Metro Last Light de forma sucessiva, com tudo configurado no mÁximo, o sistema chegou a aquecer, mas localizou o aquecimento na saída de ar no canto direito, não aquecendo em excesso Áreas como o teclado e o encosto para os pulsos, o que tornaria o uso do notebook desconfortÁvel.

O chip grÁfico bateu os 78ºC em seu auge de aquecimento, o que pode parecer bastante no mundo dos desktops mas que estÁ dentro da média em notebooks. Este aparelho conta com uma fan, diferente de outros modelos da Avell equipadas com duas fans, uma dedicada ao processador e outra ao chip grÁfico dedicado. Com apenas uma ventoinha precisando lidar com o aquecimento de CPU e GPU, este notebook não alcançou a eficiência térmica de outros modelos da empresa que avaliamos.

 

Na autonomia, o Avell G1513 Max SE segurou 3h39min na bateria, rodando atividades leves no modo economia de energia e com brilho da tela no mínimo. Não é um resultado impressionante, neste mundo de tablets e ultrafinos cada vez mais eficientes no consumo de bateria, mas fica dentro da média do que vemos em seu segmento de notebooks com componentes de alta performance.

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Performance

A nova geração de placas Maxwell para notebooks trazem uma promessa e tanto: diminuir a diferença entre os chips grÁficos para notebooks e computadores de mesa. Por conta da maior eficiência, a Nvidia promete chips com mais performance e ao mesmo tempo menor consumo e aquecimento, sendo que estes dois últimos aspectos são críticos em um notebook com pouco espaço para resfriar a GPU e limitado ao que a bateria e a fonte compacta tem para oferecer de energia.

Os nossos benchmarks mostram que a Nvidia consegui atingir sua proposta. Apesar de uma GTX 970M ainda passar longe de uma GTX 970, o notebook conseguiu se inserir no meio de uma GTX 760 e 960 (sendo que a última é um placa com overclock de fÁbrica por conta da MSI), mostrando um excelente potencial para games:

Em outras situações, vemos que a resolução FullHD não é problema para o Avell G1513 Max SE. Com o exigente Metro: Last Light e com todos os recursos no Ultra e com PhysX e Tesselation ativos, conseguiu uma média respeitÁvel acima dos 40 quadros por segundo. Basta desligar um ou outro filtro para termos os games mais pesados rodando na casa dos 60fps. Apesar de ser possível o Ultra em algumas franquias, o mais seguro é setar os jogos no High, e mesmo os mais pesados irão rodar com boa fluidez.

O notebook é capaz de rodar games na resolução FullHD em configuração mÁxima, precisando no mÁximo desativar algum eventual filtro para alcançar manter de forma mais constante 60fps, nos games mais exigentes

Comparando dentro do mundo dos próprios notebooks, o desempenho do chip GTX 970M também é excelente: em nosso teste com o Fire Strike, no 3DMark, o chip se equiparou ao SLI de duas GTX 680M e deixando todos os chips testados até o momento bem para trÁs. A margem é tanta que jÁ estÁ possível ir além do FullHD: ligamos três monitores em FullHD, com uma resolução total de 5760 x 1080, e conseguimos rodar Tomb Raider em qualidade alta, com um gameplay com oscilações entre 35 a 45fps, suficientes para jogar confortavelmente. Baixando a qualidade para o normal, deu para segurar perto dos 60fps de forma mais constante. Games mais exigentes, porém, o GTX 970M não segura o tranco, como Metro: Last Light, que fixa acima dos 30fps mas é preciso desativar diversos filtros e jogar na configuração grÁfica média.

O chip GTX 970m entrega desempenho para ir além do FullHD: dÁ até para arriscar um Nvidia Surround com três monitores a ainda manter a boa qualidade e fluidez no gameplay, dependendo do game

 

Recursos Adicionais

Uma das principais vantagens dos notebooks da Avell é a versatilidade de configuração. Além de ser possível modificar as configurações de processador, RAM, armazenamento e até mesmo o chip grÁfico, por exemplo, muitos modelos da empresa costumam dar uma certa flexibilidade ao consumidor. O Avell G1513 Max SE tem como vantagem muitos espaços para dispositivos de armazenamento, sendo possível colocar dois drives de armazenamento, uma boa pedida para quem quer fazer o combo SSD + HDD.

Outro recurso adicional é o subwoofer localizado na parte de baixo do notebook. Graças a ele, o Áudio ganha uma boa intensidade sonora nos tons mais graves, e vai ser de ótima ajuda nos momentos em que o notebook for utilizado para ver vídeos ou reproduzir música. Na hora dos games, porém, nada supera um bom headset.

Como vem equipado com um chip com arquitetura Maxwell, o G1513 Max SE traz recursos específicos dessa nova tecnologia da Nvidia, como o suporte ao Multi-Frame sampled AA (MFAA), que combina vÁrias amostras de antialiasing em posições diferentes dentro de um mesmo quadro para produzir um resultado que tenha maior qualidade com melhor desempenho. Outro novo recurso chama-se Dynamic Super Resolution, e serve para aqueles jogos que o PC jÁ estÁ rodando no mÁximo com sobra. Quando isso acontece, a placa de vídeo começa a renderizar o game numa resolução maior, e então é feito um downscale para a resolução do monitor do usuÁrio. Apesar de interessante nos PCs, nos notebooks a margem estÁ menor. Portanto, esta tecnologia só deverÁ ser usada neste modelo para melhorar os grÁficos de jogos mais antigos.

O mais interessante mesmo, no caso deste produto, é o Battery Boost. Com ele, o notebook busca poupar energia quando fora da tomada, capando os quadros por segundo gerados pela placa de vídeo, que podem ser entre 30 e 60 de acordo com o gosto do usuÁrio e quantidade de energia que ele pretende poupar.

Testamos o recurso com o game Dragon Age: Inquisition. Testamos em duas configurações: em High, com o game em alta qualidade grÁfica, e Low, onde a placa de vídeo fica com uma maior "margem" para reduzir performance e poupar energia.

Como dÁ para perceber, hÁ um ganho significativo de tempo de bateria, sendo que o G1513 Max SE "segurou a onda" por mais 30 minutos, quando em baixa qualidade grÁfica. Em games mais leves, e se o usuÁrio não vê problema em travar nos 30FPS, este recurso é um jeito de ter mais tempo de gameplay longe da tomada. Em jogos mais pesados ou quando o notebook estÁ operando perto de sua capacidade mÁxima, porém, a margem de economia é mínima e o resultado é praticamente imperceptível. Em Dragon Age no High e na bateria - algo que jÁ reduz naturalmente a performance do notebook por conta da alimentação na bateria - o G1513 roda com uma média 34fps, logo capar para 30fps não representa muita energia sendo salva.

Na maioria dos casos, creio que os gamers vão preferir mesmo encontrar uma tomada e não poupar nenhum watt na hora de por o G1513 para rodar jogos. Dragon Age, por exemplo, em configuração High, irÁ rodar acima dos 50fps se ligado na energia.

Uma observação: rodamos o teste com VSync desligado. Ativando o recurso, que dÁ aquelas "folgas" para a GPU para alinhar melhor a produção e exibição do frame, você pode ganhar alguns minutos a mais. 

Conclusão

Avaliação: Avell G1513 Max SE

Design
7.0
Multimídia
9.0
Performance
9.5
Autonomia
8.0
Preço
9.0

O Avell G1513 Max SE é um ótimo notebook para quem estÁ buscando uma mÁquina para jogar, e não vê problema de comprometer um pouco da portabilidade em troca de mais potência. Graças ao chip GTX 970M, este notebook encara qualquer game em qualidade mÁxima, e basta maneirar em alguns filtros e configurações para alcançar os 60 quadros por segundo tão almejados pelos fãs da fluidez em games.

A geração Maxwell jÁ havia mostrado seu potencial nos dispositivos de entrada, e agora com os modelos high-end provam que realmente têm potencial para reduzir a distância dos notebooks para os computadores de mesa. Com os chips grÁficos conseguindo encarar com "mais folga" a resolução FullHD, jogar em alta qualidade em 1080p na casa dos 60fps estÁ se tornando uma realidade para muitos notebooks, e não apenas para os modelos específicos com perfil workstation que comprometeram totalmente sua portabilidade. 

Nos demais aspectos, este notebook segue com a característica dos dispositivos da Avell: um design simples e direto, que irÁ atender o consumidor interessado principalmente na performance do aparelho e que não pretende gastar mais pelo custo agregado de outras marcas, que investem mais na parte estética de seus notebooks. Tem pontos altos como a excelente tela, mas também esbarra em limitações como o touchpad muito estreito. Em termos estéticos, irÁ atender ao consumidor que não foca na aparência de seus aparelhos, e se contenta com algo mais discreto.

O principal problema deste dispositivo é o eterno conflito entre portabilidade e performance. Apesar de não ser dos piores dentro de seu perfil, o G1514 Max SE ainda é um modelo pesado, com mais de 3kg. Pode ser transportado em uma mochila, mas não é algo que deve ser feito por longos períodos, atendendo a alguém que quer todo o PC à mão em um eventual deslocamento, mas não sendo um PC para carregar constantemente no cotidiano.

Com preço de R$ 5.399, este modelo não é barato, mas se considerarmos o perfil de hardware e seu desempenho, ele possui um preço bastante competitivo.

O Avell G1513 Max SE é um notebook gamer para quem quer performance para jogar qualquer game em alta resolução e qualidade

Testes sintéticos

Cinebench
Abrimos nossa série com testes "sintéticos" do sistema, mostrando com notebook lida com diversas atividades. Para começar, utilizamos o CineBench, uma ferramenta de benchmark que mede a capacidade do sistema (processador e placa de vídeo) em lidar com a API OpenGL, importante para quem deseja usar aplicações profissionais que trabalham neste padrão.

WinRAR
Com o programa de compactação de arquivos, temos um ótimo teste para a capacidade de atuação do processador, a peça de hardware mais demandada por este aplicativo.

PCMark 8
Começamos a segunda parte de testes sintéticos com o PCMark 8, software que verifica o desempenho geral do sistema em uma série de atividades como rodar vídeos e converter arquivos.

3DMark
Hora de colocar as GPUs para esquentar com o software da Futuremark. Nesta bateria de três testes temos vÁrios recursos pesados rodando e vendo como a placa se comporta, desde as animações mais simples até renderização de elementos complexos, como fumaça e tesselação.

PCMark 8 - Autonomia
Rodamos o software PCMark 8 no modo Office, com o notebook em modo de economia de energia e com pouco brilho na tela, para tentar verificar o "mÁximo" que dÁ para tirar da bateria do aparelho.

Adobe Photoshop CS5
Aplicamos o filtro Extrude, em uma imagem com resolução 5182x9754 e 4.5GB, para verificar o tempo que o notebook leva para aplicar este efeito.

HD Tune
Neste benchmark verificamos a velocidade de operação do dispositivo de armazenamento presente no aparelho. Este componente é importante principalmente nos tempos de resposta do notebook, como velocidade para abrir programas, arquivos ou ligar o sistema, sendo assim uma parte importante da experiência como gadget.

Testes com games 

Metro: Last Light

Nosso primeiro benchmark em games é o exigente Metro: Last Light. Ele estÁ entre os jogos que mais demandam do hardware, junto com franquias como Battlefield 4. Nossa opção por Metro tem dois motivos: a existência de uma ferramenta de benchmark e a possibilidade de ativar tecnologias proprietÁria da Nvidia, como o PhysX.

O teste foi executado com a ferramenta própria de benchmark de Metro: Last Light. Para recriar os testes, você pode baixar a configuração neste link.

Bioshock Infinite

O game "BioShock Infinte" é um grande sucesso de crítica (inclusive aqui no Adrenaline) desenvolvido pela 2K Games. Para os testes com o este jogo utilizamos a ferramenta "Adrenaline Action Benchmark Tool"

Para fazer estes testes em seu computador/notebook, é preciso possuir o jogo e baixar o Adrenaline Action Benchmark ToolAs filas de testes rodados estão disponíveis em duas resoluções, de acordo com a tela do notebook: 1366x768 e em modelos que suportam o FullHD.

Tomb Raider

O game marca o reboot da histórica franquia de Lara Croft, desenvolvido pela Crystal Dynamics com sua engine própria, a Crystal Dynamics Engine. Este game tem apoio da AMD, e inclusive contém recursos exclusivos voltados aos chips da empresa. Para os testes com o este jogo, utilizamos a ferramenta "Adrenaline Action Benchmark Tool".

Para fazer estes testes em seu computador/notebook, é preciso possuir o jogo e baixar o Adrenaline Action Benchmark ToolAs filas de testes rodados estão disponíveis em duas resoluções, de acordo com a tela do notebook: 1366x768 e em modelos que suportam o FullHD.

Middle Earth: Shadow of Mordor

Rodamos também o recente Middle Earth: Shadow of Mordor, game jÁ com "um pé" na nova geração de consoles e que jÁ é mais exigente com o hardware. Não aliviamos por aqui, rodando com as texturas no Ultra e todas as configurações "no talo". Por falta de outros notebooks no comparativo, colocamos o notebook junto com placas de desktop, para dar uma perspectiva de performance.

PRÓS
Alta performance
Preço competitivo
Tela de ótima qualidade e excelente ângulos de visão
Ótima quantidade de conexões
FÁcil de abrir e fazer upgrade de peças
Suporte a até 3 monitores
CONTRAS
Pesado e espesso
Aquece mais que modelos dual-fan
Touchpad pequeno
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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