ANÁLISE: Motorola Moto G (2ª Geração)

ANÁLISE: Motorola Moto G (2ª Geração)

[+update]: Menos de 24 horas depois da publicação desta anÁlise, a Asus lançou o Zenfone 5 no país, nos forçando a alterar a nota deste produto no quesito preço.

A segunda geração do Moto G chega com a missão de manter o alto nível de qualidade e o preço competitivo apresentado no Moto G original, um dos aparelhos mais bem avaliados por aqui no Adrenaline. O novo Moto G chega com pequenas mudanças no design em relação ao primeiro modelo, sendo que a novidade mais marcante é a nova tela, agora com 5 polegadas.




Moto G (2013)

Moto G (2014)

Zenfone 5
Processador
Snapdragon 400, quad-core, 1.2GHz Snapdragon 400, quad-core, 1.2GHz Atom Z2560, dual-core 1.6GHz
GPU
Adreno 305 Adreno  305 PowerVR SGX544MP2
Armazenamento
8GB (interna)
(4G adicionou microSD)
8/16GB (interna) + 64GB (microSD) 8GB (interna)+
64GB (microSD)
Memória RAM
1GB 1GB 2GB
Sistema operacional
Android 4.3
(com upgrade para 4.4.4)
Android 4.4.4 Android 4.3
(com upgrade para 4.4.2)
Câmeras
Traseira 5MP /
Frontal 1.3MP
Traseira 8MP/
Frontal 2MP
Traseira 8MP/
Frontal 2MP
Tela
4.5" LCD
720x1280
5" IPS LCD
720x1280
5" IPS LCD
800 x 1280
Dimensões
129.9 x 65.9 x
11.6 mm
141.5 x 70.7 x
11 mm
148.2 x 72.8 x 5.5~10.3 mm
Peso
143g 149g 145g
Bateria
Li-Ion 2070 mAh Li-Ion 2070 mAh

Li-Ion 2110 mAh
LTE

NFC
Dois chips SIM

Preço (04/10/14)
R$ 649
R$ 799
R$ 599

Maior não é necessariamente melhor

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Apesar das discretas mudanças no hardware, a diferença no design é bem evidente em relação ao modelo do ano passado. Por conta da tela maior, agora de 5 polegadas, o Moto G de segunda geração traz mudanças interessantes na usabilidade, vÁrias bem positivas e outras nem tanto.

Moto X da geração passada
ao lado do 
Novo Moto G 

A tela maior mostra a que veio no consumo de mídias. Assistir vídeos é muito melhor no novo aparelho, por conta da tela mais ampla e por ter mantido o nível de qualidade do display do modelo anterior,  com ótimas cores, contrastes e a resolução HD. Nestes momentos, outra mudança no projeto do Moto G se mostra muito acertada: as caixas de som na parte frontal, como no Moto E. Esta mudança de posição melhora muito o Áudio, evitando que ele seja abafado por suas mãos - comum em aparelhos com a caixa de som na parte traseira - ao mesmo tempo que direciona melhor o som.

Mesmo ter uma resolução de tela maior que a modelo anterior, o celular estÁ mais confortÁvel de usar – graças a sua tela maior. Especialmente quando falamos da navegação pela web, de games e no uso dos aplicativos, Apesar da densidade de pixels ser menor, a resolução HD ainda é suficiente para que as imagens sejam exibidas com uma ótima qualidade neste display de 5". O recurso de televisão digital é uma ótima adição, afinal temos aqui uma ótima tela, pronta para ter mais um ótimo uso.

 

Mas não dÁ para aumentar o aparelho sem trazer um problema: este modelo é maior e mais "desengonçado" que o Moto G de 2013. Para quem possui uma "mão grande", o tamanho e formato curvado encaixa perfeitamente. Mas não é qualquer um que usa este aparelho de forma confortÁvel, com apenas uma mão. Neste aspecto, o Moto G anterior era um modelo mais vantajoso para quem quer um smartphone compacto e fÁcil de ser manuseado e transportado, por estar localizado na confortÁvel Área das 4.5 polegadas de tela.

O acabamento do Moto G segue excelente, com um ótimo encaixe da tampa traseira (que pode ser trocada por estilos mais coloridos), e traz uma ergonomia bem encaixada na mão. Meu único porém são os botões das laterais, feitos de plÁstico e com aparente folga, que parecem ser de menor qualidade do que os presentes no modelo anterior. A Motorola também optou por não deixar remover a bateria, 

Moto G segue sendo o Moto G

Não foi só na tela que o Moto G manteve sua qualidade. Outro ponto bÁsico da qualidade de uso do Android foi mantido: a ótima performance. Equipado com basicamente os mesmos componentes do smartphone anterior, ele apresenta praticamente a mesma performance, com leves melhorias – que possivelmente são resultado da versão mais recente do sistema operacional (o Moto G 2013 de nosso benchmark estava com o 4.3).

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Considerando apenas a pontuação, os benchmarks dos Moto Gs não impressionam, ficando ali pela altura dos aparelho do segmento entrada/intermediÁrio. Na grande maioria dos usos, esta performance é mais que o suficiente, rodando de forma Ágil os aplicativos, lidando bem com o multitarefa e trazendo uma experiência de uso com o Android muito fluída.

Este gargalo se faz sentir em momentos específicos: nos games. A Adreno 305 é um chip grÁfico com desempenho intermediÁrio, e a performance é suficiente para a maioria dos jogos. Algumas franquias mais pesadas pode não ter um resultado excepcional, mas serÁ difícil você não conseguir jogar alguma coisa. Vídeos em alta resolução, felizmente, rodam sem problema algum.

Câmera melhorada

Além do novo display e design, uma das poucas modificações adicionais neste modelo é a câmera, que agora foi de 5 MP para 8 MP.


Moto G vs Moto G 2ª geração


Lumia 925 vs Moto G 2ª geração

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É sempre bom lembrar que mais megapixels não quer dizer fotos melhores. No novo Moto G, além do aumento na resolução das fotos, houve melhorias nas imagens capturadas. Apesar da evolução, algumas fotos trazem os problemas do modelo anterior, como muita granulação e, principalmente em situações de baixa luminosidade, fotos pouco interessantes. Ainda assim, hÁ evoluções notÁveis entre as câmeras do Moto G geração 2013 e 2014, principalmente nas cores e na definição da imagem.

Em vídeos, a câmera estÁ restrita a resolução HD, o que não é impressionante mas vai servir para alguma eventual gravação. A qualidade de imagem é mais ou menos o que vemos nas fotos: boa em situações adequadas de luz, e com granulação bastante evidente em locais menos iluminados. Também tem o recurso de gravação em slow motion, bacana para cenas com muito movimento.

Autonomia e customizações

Com a mesma bateria e uma tela maior, a primeira preocupação com este modelo se torna sua autonomia. E, infelizmente, as preocupações tem fundamento. A bateria do Moto G de segunda geração consegue segurar o aparelho, com uso relativamente intenso, por um dia apenas. Quem abusa das multimídias e de games pode ficar sem energia antes do final de um dia. Com mais moderação, dÁ para chegar ao final do segundo dia, mas é preciso pegar leve no uso de aplicações e ativar recursos de economia de energia. Caso contrÁrio, passar uma noite sem carregar o dispositivo é correr o risco de ficar sem celular.



Apps discretos e praticamente nenhuma modificação no Android

Nas modificações do sistema e apps proprietÁrios, a Motorola manteve a filosofia do modelo anterior: o Android estÁ praticamente sem modificações. Para os "puristas" do sistema, esta é uma notícia excelente. Afinal, muitas vezes as fabricantes acabam atrapalhando do que ajudando quando decidem fazer seus excre incrementos no Android. Da Motorola, temos apenas alguns apps bem pontuais para migrar seus dados de outro dispositivo da empresa, e o Assist, que automatiza algumas funções do celular em situações como na direção ou em uma reunião, como enviar resposta por SMS automatizadas ou ler em voz alta novas mensagens.

Conclusão

Apesar de algumas diferenças, não se engane: este é o Moto G que tanto gostamos em 2013. Tanto performance e qualidade de tela, quanto a base da experiência sólida deste modelo seguem sem perdas. A tela maior tirou um pouco da portabilidade, mas em contrapartida transformou o Moto G de segunda geração em um modelo excepcional para o consumo de multimídias, e mais confortÁvel para navegar na internet e apps.

O Moto G não estÁ entre os aparelhos mais baratos, se colocando na casa dos 700 reais. Mas seu preço é mais que justificado pela excelente experiência de uso, que o colocam no nível dos topo de linha em quesitos como fluidez e qualidade do display. Este smartphone segue com apenas uma restrição, típica dos aparelhos mais baratos e a mesma cina do modelo 2013: uma câmera. Ainda assim, o modelo anterior tinha uma câmera ruim, portanto, esta regular no novo modelo não deixa de ser uma evolução.

O Moto G não estÁ entre os mais baratos do mundo Android, sendo que existem outros que chegam na casa dos 300 reais. Porém, a grande maioria destes smartphones estão na categoria do "barato que sai caro", com hardware e recursos limitados demais para valer a pena a economia. O Moto G desta geração ainda representa o mesmo tipo de produto que o Moto G de 2013: o modelo que mais soube cortar em especificações, mantendo um nível de qualidade próximo dos topo de linha, representando assim um custo x benefício imbatível.

O único contra deste modelo, comparado ao 2013, é o tamanho. A tela maior é mais confortÁvel para uso, especialmente com aplicativos e multimídias. Porém, esta crescida torna ele mais difícil de ser manuseado, e não é todos que conseguirão usÁ-lo com apenas uma mão de forma eficiente. Nestes casos, e para aqueles que preferem a portabilidade dos modelos na casa das 4.5", o Moto G 2013 é um produto mais interessante, e que sairÁ de linha assim que acabarem os estoques. SerÁ uma pena se a Motorola não trouxer algum substituto, ocupando este segmento de telas mais compactas - sem ser o Moto E, que não consegue manter o nível do Moto G.

O Moto G 2014 continua sendo o Moto G: uma das melhores experiências possível no mundo Android, por um dos menores preços

 

 

PRÓS
Experiência fluída do Android
Tela excelente
Ótimos acabamentos
CONTRAS
Menos portÁtil que o Moto G anterior
Duração da bateria
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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