ANÁLISE: Avell Titanium G1540 MAX

ANÁLISE: Avell Titanium G1540 MAX

O Avell Titanium G1540 Max é um notebook gamer de alta performance, voltado aos jogadores que não se importam em adquirir um modelo mais "parrudo" para conseguir mais desempenho. Equipado com uma placa de vídeo GTX 870M (nosso modelo veio com o upgrade para a GTX 880M) e processadores Intel Core de quarta geração, este modelo promete encarar qualquer franquia de jogos em alta qualidade.

Comparativos



MSI GT70 2OC
Avell Titanium G1540 MAX
ASUS ROG G750JX
Processador
Intel Core i5 4700MQ Intel Core i7 
4900MQ
Intel Core i7
4700HQ
Chip Gráfico
Nvidia GTX 770M Nvidia GTX 880M Nvidia GTX 770M
Memória RAM
8GB 16GB 32GB
VRAM
3GB GDDR5
8GB GDDR5 3GB GDDR5
Tela
17.3' FullHD (1920x1080) Antirreflexiva

15.6" FullHD  (1920x1080)
Antirreflexiva 

17.3' FullHD (1920x1080) 
Dimensões (AxPxL)
42,8 x 28,8 x 5,5
cm
37,5 x 25,6 x 4,2
cm
41 x 31,8 x 1,8~5
cm
Peso
3,9 Kg 3,98 Kg 4,5 Kg
Armazenamento

1TB HDD

120GB SSD 1TB HD e
2x 256GB SSD
Bateria
9 células Li-Ion
8 células Smart Lithium-Ion 5900 mAh /
89 Whrs
Preço (15/09)
R$ 6.499,00 R$ 7.629,00
(R$ 4.769 modelo básico)
R$ 13.999,00


Design e tela

A Avell mantém sua linha de produtos com visual bastante neutro, utilizando carcaças genéricas para a montagem nos notebooks. Como resultado, se por um lado temos um design não muito atraente, na hora de pagar o alívio financeiro sempre é bem-vindo.

- Continua após a publicidade -

O visual é simples, reto e pragmático. O formato caixa preta só é interrompido por alguma eventual luz exótica no touchpad. O corpo do notebook tem um acabamento emborrachado na tampa, que acho bem interessante: não deixa marcas de dedos, os riscos ficam pouco evidentes e até carregá-lo fica mais firme, algo bem importante considerando seu tamanho e peso.

Como todo hardware de alta performance em notebook, o G1540 tem saídas de ar enormes, que ficam localizadas na parte traseira. O projeto é eficiente em manter os componentes em baixas temperaturas, mesmo quando rodando aplicativos pesados. Ao mesmo tempo, resulta em um modelo nem um pouco discreto na espessura e peso – um efeito colateral inevitável em todo notebook de alto desempenho.

Apesar da simplicidade, o principal problema do G1540 está na ergonomia. O touchpad não é dos maiores que já vi, resultado dos botões não estarem integrados, além do grande desnível entre o corpo do modelo e a área para operá-lo atrapalhar bastante os gestos do tipo SWYPE das laterais, um comando importante do Windows 8. Minha segunda ressalva é o acabamento para os pulsos: apesar de emborrachado, o apoio dos braços no notebook é um tanto desconfortável por conta da borda reta. Em poucos minutos de gameplay, os pulsos ficam marcados. 

A tela do G1540 tem ótimos contrastes, brilho e, com a ajuda do acabamento do tipo fosco (Mate). A resolução FullHD não impressiona mais na era das telas Retina e do Quad HD, mas também não é algo tão ruim em um display de 15.6".

Aquecimento e autonomia

O drama de todo notebook gamer, junto com seu tamanho que desafia o conceito do que "é ser portátil", é a capacidade de ficar longe da tomada. Nosso benchmark de bateria consiste em rodar o PCMark 8 no modo Office, onde ele executa ações como navegar na internet e editar planilhas, tudo com brilho mínimo de tela e no modo economia de energia. Assim, temos uma ideia do máximo que dá para fazer com este notebook "pegando leve" – afinal, não são muitos que estão interessados em jogar fora da tomada, seja pela baixa autonomia, seja pela perda de performance. 

- Continua após a publicidade -

Apesar de não fazer milagre (afinal, falamos de um notebook gamer), o G1540 Max se sai bem na autonomia quando comparado a outros modelos para jogos. Ele segurou três horas de atividades moderadas, algo que tem sido a média deste tipo de dispositivo. Se você busca boa autonomia, precisará comprar outro modelo – de preferência não no segmento gamer topo de linha – para conseguir mais tempo de operação na bateria.

Operando em alta performance, o sistema de resfriamento do G1540 Max se saiu bem. Colocamos o PC em estresse rodando Metro: Last Light em configuração máxima diversas vezes e o aumento de temperatura ficou sob controle: os componentes não passaram muito dos 80 graus. Considerando a potência dos chips deste modelo, este é um bom resultado, consequência direta do sistema duplo de fans presentes neste modelo, sendo uma dedicada ao processador e outra ao chip gráfico.  A carcaça do modelo ficou ainda mais "gelada", com um ponto de aquecimento maior apenas no topo do teclado, e mesmo assim um aquecimento discreto.

Performance

Vamos ao que realmente importa para quem está interessado neste tipo de notebook: o desempenho. Nosso modelo do Avell G1540 Max é uma versão "anabolizada", com um "up" no processador e na placa de vídeo. Temos a nossa disposição a "coisa" mais potente da Nvidia em termos de chip gráfico para notebooks, a GTX 880M.

- Continua após a publicidade -

Em games, a GTX 880M conseguiu por uma vantagem muito expressiva sobre a GTX 680M. Em vários casos, conseguimos praticamente o dobro de quadros em games, como Bioshock e Tomb Raider. É sempre bom lembrar que há uma diferença considerável nas versões de drivers utilizados na época que testamos o Avell G1743. Em termos gerais, a GTX 880M se situa entre o desempenho do SLI de duas GTX 680M e apenas uma GTX 680M.

Nos momentos em que pegamos mais pesado, conseguimos derrubar os FPS para casa dos 40fps médias, em situações extremas com qualidade gráfica no limite e muita coisa ativa. Ou seja: é uma máquina que vai segurar o gameplay com grande quantidade de quadros e em qualidade gráfica altíssima. Atualmente, o GTX 880M é o que há de mais potente no quesito de chip gráfico que testamos até o momento.

No comparativo com o "mundo dos desktops", acontece algo parecido com o que vimos na geração 600: a topo de linha dos notebooks se alinha em performance com o modelo GTX 760.

Recursos Adicionais

O Titanium G1540 Max traz alguns recursos extras interessantes. O primeiro deles é um detalhe que sempre me agradou, mas que não se tornou um padrão da indústria: o leitor de digitais. A biometria sempre é bem-vinda para aumentar a segurança e reduzir o incômodo de memorizar milhões de senhas, ou mesmo o problema trivial – porém constante – de precisar destravar o notebook com sua senha.

O teclado retroiluminado com múltiplas cores é uma quebra interessante do visual totalmente sóbrio do G1540 Max, e será uma forma de dar um estilo mais chamativo para os gamers que preferem que seus notebooks se destaquem. Com customização no padrão de "piscagem e cores" dá para ir desde um visual totalmente sóbrio com a retroiluminação completamente branca, passando por um mais chamativo em alguma cor forte até o carnaval de cores diferentes piscando em cada área do teclado.

O notebook vem equipado com um sistema de som Onkyo, o que inclui um subwoofer na parte inferior. O resultado é um áudio com boa intensidade e definição, que deve quebrar um galho para os momentos que você decidir usar o notebook para reproduzir multimídias. No gameplay, creio que a preferência dos gamers segue com seu headset de confiança. 

Conclusão
O Avell Titanium G1540 Max é a nossa principal referência em performance em notebooks com apenas um chip gráfico. Em alguns momentos ele chega a superar o topo de linha da GTX de duas gerações atrás, o GTX 680M, em até 100%, mas é sempre bom lembrar que além da melhoria do chip temos também drivers bem mais recentes operando em favor neste benchmark.

O sistema duplo de fans deste notebook consegue lidar muito bem com o aquecimento dos componentes potentes presentes neste modelo – especialmente neste que recebemos para análise, com alguns upgrades – sem gerar ruídos excessivos nem chegar a temperaturas muito altas.

O design não é o ponto forte da Avell, em geral. Este modelo não escapa disto, com pouco capricho nos acabamentos e alguns inconvenientes como o apoio para os pulsos e o touchpad. Não é algo comprometedor, mas fica abaixo do cuidado maior que outros notebooks gamers recebem.

No quesito preço temos o ponto forte dos modelos da empresa, que contrapõe as perdas no design. Concorrentes da MSI e Asus com o chip gráfico topo de linha se situam na casa dos 10 mil reais ou mais, enquanto nosso modelo da análise, com o upgrade para GTX 880M, sai por 2.500 reais a menos. Se você busca o máximo de desempenho e prefere um preço mais amigável a um design rebuscado, esta é a sua opção de notebook.

O Avell Titanium G1540 Max é o modelo ideal para quem quer um notebook de alta performance, e não se apega muito a estética ou detalhes do design

{break::Benchmarks: CineBench e WinRAR}Abrimos nossa série com testes "sintéticos" do sistema, mostrando com notebook lida com diversas atividades. Para começar, utilizamos o CineBench, uma ferramenta de benchmark que mede a capacidade do sistema (processador e placa de vídeo) em lidar com a API OpenGL, importante para quem deseja usar aplicações profissionais que trabalham neste padrão.

WinRAR
Com o programa de compactação de arquivos, temos um ótimo teste para a capacidade de atuação do processador, a peça de hardware mais demandada por este aplicativo.

{break::Benchmarks: PCMark e 3DMark}Começamos a segunda parte de testes sintéticos com o PCMark 8, software que verifica o desempenho geral do sistema em uma série de atividades como rodar vídeos e converter arquivos.

3DMark
Hora de colocar as GPUs para esquentar com o software da Futuremark. Nesta bateria de três testes temos vários recursos pesados rodando e vendo como a placa se comporta, desde as animações mais simples até renderização de elementos complexos, como fumaça e tesselação.

{break::Benchmark: Autonomia, HD Tune e Photoshop CS5} Rodamos o software PCMark 8 no modo Office, com o notebook em modo de economia de energia e com pouco brilho na tela, para tentar verificar o "máximo" que dá para tirar da bateria do aparelho.

Adobe Photoshop CS5
Aplicamos o filtro Extrude, em uma imagem com resolução 5182x9754 e 4.5GB, para verificar o tempo que o notebook leva para aplicar este efeito.

HD Tune

Neste benchmark verificamos a velocidade de operação do dispositivo de armazenamento presente no aparelho. Este componente é importante principalmente nos tempos de resposta do notebook, como velocidade para abrir programas, arquivos ou ligar o sistema, sendo assim uma parte importante da experiência como gadget.

{break:: Benchmark: Metro: Last Light}

Nosso primeiro benchmark em games é o exigente Metro: Last Light. Ele está entre os jogos que mais demandam do hardware, junto com franquias como Battlefield 4. Nossa opção por Metro tem dois motivos: a existência de uma ferramenta de benchmark e a possibilidade de ativar tecnologias proprietária da Nvidia, como o PhysX.

O teste foi executado com a ferramenta própria de benchmark de Metro: Last Light. Para recriar os testes, você pode baixar a configuração neste link.

{break:: Benchmark: Bioshock Infinite}

O game "BioShock Infinte" é um grande sucesso de crítica (inclusive aqui no Adrenaline) desenvolvido pela 2K Games. Para os testes com o este jogo utilizamos a ferramenta "Adrenaline Action Benchmark Tool"

FullHD
Aumentamos a qualidade gráfica para 1920x1080 de resolução, o que impacta no desempenho do sistema.


Para fazer estes testes em seu computador/notebook, é preciso possuir o jogo e baixar o Adrenaline Action Benchmark ToolAs filas de testes rodados estão disponíveis em duas resoluções, de acordo com a tela do notebook: 1366x768 e em modelos que suportam o FullHD.

{break::Benchmark: Tomb Raider}

O game marca o reboot da histórica franquia de Lara Croft, desenvolvido pela Crystal Dynamics com sua engine própria, a Crystal Dynamics Engine. Este game tem apoio da AMD, e inclusive contém recursos exclusivos voltados aos chips da empresa. Para os testes com o este jogo, utilizamos a ferramenta "Adrenaline Action Benchmark Tool".

FullHD
Aumentamos a resolução para os 1080p, e rodamos novamente a bateria de testes.

 

Para fazer estes testes em seu computador/notebook, é preciso possuir o jogo e baixar o Adrenaline Action Benchmark ToolAs filas de testes rodados estão disponíveis em duas resoluções, de acordo com a tela do notebook: 1366x768 e em modelos que suportam o FullHD.

PRÓS
Alta performance
Preço abaixo de concorrentes
Tela e aúdio com boa qualidade
Sensor de digitais
CONTRAS
Design com falhas na ergonomia
Preço muito alto deste tipo de notebook
Assuntos
Tags
  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.