ANÁLISE: PowerColor R9 290X PCS+

ANÁLISE: PowerColor R9 290X PCS+

A R9 290X é atual chip topo de linha da AMD, baseado nas novas GPUs codinome Hawaii. Como resultado, trazem inovações importantes sobre a R9 280X ainda baseada nos chips Tahiti, como a arquitetura Graphic Core Next 1.1, além de uma quantidade mais farta de alguns recursos, como os 2816 processadores Stream, 176 unidade de processamento de textura e 64 ROPs (na R9 280x são, respectivamente, 2048, 128 e 32). Outros saltos importantes deste chip é o Memory Bus, com agora possui largura de 512-bit, e 6.2 bilhões de transistores, quase 2 bilhões a mais que o presente na R9 280X.

Mas nem tudo é flores: o preço também traz um salto e tanto em relação aos chips "requentados" das séries R9 280. No exterior, ela é vendida por US$ 549, um preço próximo do praticado com a GTX 780, bem acima dos US$ 400 da R9 290 e muito distante dos US$ 249 da R9 280X. No Brasil, ela é vendia por R$ 2.200, o que coloca a placa próxima da GTX 780Ti, que é vendida por aproximadamente R$ 2.500, e um tanto acima da GTX 780, que custa R$ 1860.


Fotos
Diferente das Radeons R9 280X, tanto a R9 290 como a R9 290X são placas com GPUs novos, ou seja, não são baseadas em chips da geração passada. Dessa forma, além de mudanças técnicas, temos mudanças visuais nessas placas como destacaremos a seguir. Em se tratando de tamanho, por se tratar do produto topo de linha da AMD em placas de vídeo com um único GPU, a Radeon R9 290X é bastante grande, esse modelo da PowerColor é ainda mais robusto, utilizando um sistema de cooler com 3 FANs, além de ocupar o que chamamos de 3 slots, jÁ que a placa é mais grossa do que a referência e dessa forma impossibilita o uso de outra placa dedicada no slot #2 da placa-mãe. Normalmente algumas empresas adotam sistemas assim porque conseguem melhor eficiência na dissipação de calor e consequentemente possibilitam criar um produto melhor, em especial quando se trata de overclock.

Seu tamanho é bastante imponente, em especial pelos três FANs e por ser baseada em "3 slots", mas também é destaque o backplate metÁlico, semelhante ao da TurboDuo R9 280X.

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Assim como outras placas com mesmo GPU, ela segue o padrão, com o disjuntor seletivo de bios e as duas conexões de energia, uma de 8 pinos e outra de 6 pinos. Também possui "conexões" para gerenciamento das voltagens da placa, posicionada sobre o local dos antigos conectores Crossfire, como jÁ destacamos, esse é um dos diferenciais das placas com gpu R9 290, que não precisam mais desses conectores para a tecnologia Crossfire, que passa a "interligar" as placas pelos slots PCI Express. A recém lançada R9 285 também traz essa tecnologia, diferente dos demais modelos até o momento. Em se tratando de conexões, duas DVI, uma HDMI e uma DisplayPort, possibilitando a conexão de 4 monitores a placa através da tecnologia EyeFinity.

 

Um detalhe bem legal dessa placa, assim como as demais da PowerColor da linha R9 TurboDuo, é que é possível remover a carcaça protetora dos coolers de forma bem simples, basta remover alguns parafusos. Isso ajuda bastante na limpeza interna da placa e consequentemente pode aumentar sua vida útil se o local onde ela ficar retem muita poeira.

Nas fotos abaixo, temos a PCS+ R9 290X ao lado de outra placa da PowerColor, a TurboDuo R9 280X. Reparem que apesar da R9 290X ser maior, o PCB(base onde a placa é construída) é idêntico, ou seja, existe uma série de modelos no mercado que tem o mesmo tamanho, além de ambas possuírem necessidade de um conector de energia de 8 pinos e outro de 6 pinos.

Sistema Utilizado
Como de costume, utilizamos uma mÁquina top de linha baseada em uma mainboard ASUS Rampage IV Black Edition e processador Intel Core i7 4960X overclockado para 4.5GHz para os testes, a ideia é evitar que o sistema seja um limitador para o desempenho das placas de vídeo testadas. Abaixo, algumas fotos da placa montada no sistema:

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A seguir, o menor preço encontrado de cada um dos modelos utilizados nos comparativos ou de algum modelo semelhante caso o mesmo no esteja disponível(pesquisa feita no dia 28/08/2014 no site kabum.com.br - o valor pode alterar dependendo a data da procura). Esse valor serÁ utilizado para calcular a "relação custo vs desempenho".

XFX Radeon R9 290X BE 4GB - R$ 2310
PowerColor PCS+ R9 290X 3GB - R$ 2240
XFX Radeon R9 280X BE 3GB - R$ 1417
PowerColor TurboDuo R9 280X 3GB - R$ 1360

NVIDIA GeForce GTX 780 Ti 3GB - R$ 2500
NVIDIA GeForce GTX TITAN 6GB - R$ 3740
NVIDIA GeForce GTX 780 3GB - R$ 1860

Mais abaixo detalhes da mÁquina, sistema operacional, drivers, configurações de drivers e softwares/games utilizados nos testes.

MÁquina utilizada nos testes:
- Processador Intel Core i7 4960X @ 4.5GHz
- Memórias 32 GB (4x8GB) DDR3-2400MHz Kingston HyperX Beast
- SSD Kingston HyperX 3K 480GB
- HD 2TB Sata3 Seagate Barracuda
- Fonte Cooler Master SPH 1300W
- Cooler Noctua NH-U14S

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 8.1 Pro 64 Bits
- Intel INF 9.4.0.1027
- NVIDIA GeForce 340.52 WHQL
- AMD Catalyst 14.7 RC3

Aplicativos/Games
- 3DMark (DX11) 
- Unigine HEAVEN Benchmark 4.0 (DX11)
- Battlefield 4 (DX11)
- BioShock Infinite (DX11)
- Crysis 3 (DX11)
- GRID 2 (DX11)
- Metro: Last Light (DX11)
- Tomb Raider (DX11)

GPU-Z
Abaixo, temos a tela principal do aplicativo GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa de vídeo.


Overclock
Para o overclock, seguimos o conceito de não alterar voltagem, e a PCS+ R9 290X se manteve estÁvel até o clock de 1130MHz para o gpu, acima disso ela apresentou artefatos, ou seja, conseguiu aumentar 80MHz sobre seu clock original. As memórias conseguiu subir em 600MHz, ou seja, de 5.4GHz para 6GHz. Como seu projeto é bastante diferenciado, pode alcançar clocks mais altos com diferentes configurações de overclock, especialmente em suas memórias.

Temperatura
Iniciamos nossa bateria de testes com um bastante importante: a temperatura do chip, tanto em modo ocioso como em uso contínuo.

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Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do 3DMark rodando em modo contínuo.

Consumo de Energia
Também fizemos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Os testes foram feitos todos em cima da mÁquina utilizada na anÁlise, o que dÁ a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da mÁquina e não apenas da VGA. Dessa forma, comparações com testes de outros sites podem dar resultados bem diferentes.

 

No teste de carga, rodamos o 3DMark. O aplicativo exige um pouco mais do sistema e da placa de vídeo do que grande maioria dos games.

OBS.: No teste em modo ocioso consideramos 5w como margem de erro. JÁ no teste rodando o aplicativo 3DMark 11, consideramos 15w como margem de erro, devido à grande variação que acontece testando uma mesma placa.

Testes sintéticos
Começamos pelos testes sintéticos, utilizando aplicativos específicos para medir o desempenho das placas.

3DMark (2013)

Rodamos a versão mais recente do aplicativo de testes da Futuremark, com o teste mais exigente da nova ferramenta, o Fire Strike. Abaixo os resultados:

Unigine HEAVEN Benchmark 4.0
Agora em sua nova versão, o HEAVEN 4.0 é um dos testes sintéticos mais "descolados" do momento, pois tem como objetivo mensurar a capacidade das placas 3D em suportar os principais recursos da API grÁfica DirectX 11, como é o caso do Tessellation.

O teste foi dividido em duas partes: uma sem e outra com o uso do Tessellation em modo "extreme", ambas a 1920x1080 com o filtro de antialiasing em 8x e anisotropic em 16X.

O primeiro teste, com o Tessellation desativado:

E o segundo com o Tessellation ativado em modo EXTREME:

Testes em games
Agora vamos ao que realmente importa, os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Battlefield 4
"Battlefield 4" é um referencial da plataforma PC quando se trata de grÁficos de alta qualidade. O game foi todo desenvolvido sobre a Frostbite 3, nova engine da produtora DICE.

BioShock Infinite
O game "BioShock Infinite" é outro grande sucesso de crítica desenvolvido pela 2K Games, abaixo desempenho das placas comparadas rodando ele:

Crysis 3
Sendo o game "Crysis 3" um dos mais incríveis jÁ desenvolvidos quando o assunto é grÁfico, não poderíamos deixar ele de fora de nossos testes em anÁlises de placas de vídeo.

GRID 2
O game "GRID 2" jÁ não é o mais recente da série, mas utiliza a mesma engine de "GRID Autosport", sendo uma boa referência de desempenho em games de corrida.

Metro Last Light
Outro excelente teste que exige o mÁximo das placas de vídeo é o game "Metro: Last Light" que, junto com outro, é referência de qualidade grÁfica em games para PC.

Tomb Raider
O game marca o reboot da histórica franquia de Lara Croft, desenvolvido pela Crystal Dynamics com sua engine própria, a Crystal Dynamics Engine.

Conclusão
A R9 290X, como esperamos de uma placa entusiasta, não encontra dificuldade alguma em encarar games em qualidade mÁxima na resolução Full HD, mantendo uma média de quadros por segundo acima dos 60FPS. Mesmo resoluções superiores, como o QHD, não devem trazer problemas para esta placa.

O projeto térmico da PowerColor conseguiu segurar bem as temperaturas, mesmo após o overclock. O ganho de performance de 7% com esta mudança nas frequências não chega a ser surpreendente, mas em alguns momentos foi o suficiente para que esta placa superasse a GTX 780Ti em alguns testes. Mas, em geral, ela ainda fica uns "poucos porcentos" abaixo, logo podemos considerar que elas ficam empatadas após o over.

O maior problema da  R9 290X da PowerColor, porém, não estÁ para cima, e sim para baixo, nos benchmarks. Ela não abre muita vantagem da GTX 780, em algums momentos ficando 10% a frente, outra vezes até perdendo para esta placa, que custa quase R$ 500 a menos. O que impacta no nosso próximo critério.

Preço vs Desempenho
Com um preço e uma performance próxima da GTX 780Ti, a R9 290X ficou próxima desta placa na relação entre seu custo e seu desempenho. Porém, a GTX 780 consegue manter um nível de desempenho não muito inferior, custando 400 reais a menos. O resultado fica evidente no grÁfico, com um pequeno salto entre os dois modelos. A R9 280X não consegue acompanhar o desempenho dos novos chips grÁficos, ficando em torno de 25% abaixo, mas em compensação tem um preço muito mais competitivo, o que coloca estas placas no topo do comparativo.

Abaixo o grÁfico de custo vs desempenho das placas comparadas nessa anÁlise. 

Formula do calculo:  FPS somados dos games: BF4, BioShock, Crysis3, GRID2, MLL e Tomb Raider * 100 e dividido pelo valor da placa em reais. O valor de cada placa estÁ em "Sistema Utilizado".

 

A PCS+ R9 290X tem ótimo sistema de resfriamento, problema em placas com cooler referência que esquentam muito, mas pelo seu projeto poderia ir um pouco além em overclock

 

PRÓS
Sistema de resfriamento extremamente eficiente
Overclockada de fÁbrica
Vai rodar bem qualquer game do mercado em alta resolução e qualidade grÁfica
Carcaça protetora pode ser removida facilmente para limpeza interna
CONTRAS
Não subiu muito o clock do gpu em overclock
Preço alto frente ao ganho sobre uma GTX 780, que custa mais de R$400 a menos
Sistema de cooler ocupa 3 slots PCI-Express
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  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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