ANÁLISE: Sony Xperia T2 Ultra Dual

ANÁLISE: Sony Xperia T2 Ultra Dual

O Xperia T2 Ultra Dual é o novo foblet de 6 polegadas da Sony que chegou ao Brasil em maio. Similar ao Z Ultra (anÁlise aqui), que é o aparelho topo de linha da empresa no segmento, o T2 é uma versão muito mais barata, com especificações mais modestas. Porém, durante o uso, a diferença é quase imperceptível. E ele tem, ainda, um adicional que os brasileiros gostam: permite a utilização de dois chips. Isso é algo muito bem vindo por aqui, jÁ que as ligações para operadoras diferentes são bem mais caras. A inclusão de duas entradas SIM, porém, teve um custo: o T2 não possui conexão 4G.

Design e Tela
O design em relação à versão top de linha não mudou muito. O aparelho continua sendo muito bonito, porém não possui o acabamento em vidro na parte traseira. Embora seja de plÁstico, ela ainda risca facilmente, assim como no Z Ultra. Os botões de volume e desligar estão no lado direito do aparelho, logo acima do botão da câmera. No mesmo lado, mas na parte superior, estÁ a conexão para fone de ouvido e as entradas para os chip SIM. O cartão microSD é colocado na lateral oposta, abaixo da entrada micro-USB.

Um detalhe que chama a atenção é a espessura. JÁ que o aparelho é grande demais para algumas utilidades, ao menos é fino. Ele possui  7,65mm. O peso de 172 gramas também não incomoda. Para um foblet de 6 polegadas, estÁ até abaixo do esperado.

A tela é só HD e não Full HD, porém, não decepciona nenhum pouco. A densidade de pixels é de 245ppi e o display Triluminus e a tecnologia Mobile BRAVIA 2 aumentam o brilho e a nitidez das imagens, além de impedirem a distorção das cores em diferentes ângulos de visão. O tamanho é mais que suficiente para visualizar vídeos e jogos com qualidade, além de navegar na internet.

Câmeras e multimídia
O Zperia T2 Ultra possui câmera traseira de 13 megapixels e faz fotos à altura da resolução. Elas saem com alguns ruídos, mas oferecem cores fieis e nítidas. O contraste também é bom, embora no modo automÁtico a câmera se perca, às vezes, no balanço de branco e na exposição. O flash em ambiente muito escuro também gera um desequilíbrio nas cores, mas isso é normal em smartphones. Para corrigir esses probleminhas, ela oferece a possibilidade de fazer ajustes manuais e selecionar modos diferentes para ambientes diferentes. Para fotos mais caóticas ou conceituais, o software da câmera possui alguns efeitos do tipo sépia, preto e branco, olho de peixe, com cores mais vívidas etc.


Exemplos mostram perda no balanço de branco e flash em ambiente iluminado. Abaixo, o flash em ambiente escuro.


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A gravação de vídeos também não decepciona. As imagens saem nítidas, com movimentação fluida. O único problema é que elas podem estourar um pouquinho em dias ensolarados e ficarem com um tom esbranquiçado. Os vídeos são gravados em 1080p. JÁ a câmera frontal de 1,1MP é apenas OK. As fotos saem com bastante ruídos.

Em relação ao Z Ultra, a Sony corrigiu a burrada de não ter colocado um botão dedicado à câmera. Embora nesse aparelho ele não seja totalmente necessÁrio. No Z Ultra fazia falta porque o aparelho era a prova d'Água e não dava pra apertar a tela do aparelho para acionar a câmera. Como o T2 não pode ser colocado na Água, a existência do botão seria dispensÁvel.

Na hora de reproduzir vídeos, jogos e navegar na web, embora não seja Full HD, a tela dÁ conta do recado. O som também não desaponta. Enquanto no Z Ultra, ele era muito baixo, o T2 trÁs um Áudio melhorado e com volume mais alto também.

Desempenho e Funcionalidades
Falando em desempenho, o T2 não chegou a bons resultados nos nossos benchmarks, figurando sempre entre os piores aparelhos. Porém, os números não representam a performance no uso cotidiano. Equipado com processador Snapdragon 400, ele dÁ conta de rodar sem travamentos as aplicações mais rotineiras – inclusive jogos - e o sistema. Em nenhum momento o usuÁrio se incomoda com qualquer lentidão. A usabilidade é semelhante a do Z Ultra. A longo prazo, pode ser que as coisas mudem.

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O recurso multitarefa também não desaponta. Acessível ao pressionar o botão virtual da esquerda, ele permite que  você coloque em primeiro plano calendÁrio, alarme, calculadora, captura de tela etc, e configure a utilização de widgets enquanto outras funções continuam em segundo plano. Com 1GB de RAM, a transição entre aplicativos é bem eficiente.

Para quem acha difícil digitar com uma mão na tela de 6 polegadas, a Sony customizou o sistema e permite reduzir o teclado para ocupar o mesmo espaço que de um smartphone menor. É a função "teclado para uma mão", super bem vinda.

A Sony caprichou na interface dos seus apps multimídia, como o player musical, que normalmente não recebe muita atenção das fabricantes. O Álbum e a galeria de vídeos também estão muito bonitos, colocando em destaque, ao fundo, uma das imagens ou algum dos vídeos da biblioteca. E isso sem perder desempenho. Uma solução diferente e muito legal.

A bateria segue a média dos foblets que temos analisado. Ela dura dois dias tranquilamente, com uso intenso. O modo STAMINA prolonga ainda mais a carga.

Conclusão
O T2 Ultra é um smartphone capaz de atender às suas necessidades, se o tamanho não for um empecilho. A tela não é Full HD, jÁ que o aparelho não é top de linha, mas dÁ conta do recado e é mais que suficiente para assistir a vídeos, navegar na internet e jogar games. O desempenho não foi o melhor nos benchmarks, mas na hora do uso ele não trava, não é lento e roda sistema e aplicações sem engasgos. A câmera é boa e o design, de qualidade. Além disso, ele permite a utilização de dois chips, mas o aparelho não possui rede 4G, o que é essencial, jÁ que se trata da mais recente rede móvel disponível. Em relação ao Z Ultra, o T2 acaba sendo a melhor opção por causa do preço. A diferença entre os dois chega a mais de R$1.000,00. O preço oficial do T2 é de R$1.299,00.

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PRÓS
Bonito
Bom desempenho
Boa câmera traseira
Teclado para uma mão só
DualSIM
Preço não muito elevado
CONTRAS
Traseira de plÁstico ainda risca fÁcil
Câmera frontal de mÁ qualidade
Não possui rede 4G
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  • Redator: José Hüntemann

    José Hüntemann

    Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina, é fascinado por inovações tecnológicas. Gosta de internet, redes sociais, mobiles e futuro dos vestíveis. Mas o que mais lhe impressiona é a tecnologia que busca melhorar a vida das pessoas e não serve apenas como mero acessório. Nos games, é um zero à esquerda, mas está no pódio no campeonato de Just Dance da redação.

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