ANÁLISE: Nokia Lumia 1320

ANÁLISE: Nokia Lumia 1320

O Lumia 1320 é um phablet (aquele meio-caminho entre smartphone e tablet) com tela de 6 polegadas e o sistema Windows Phone 8.1. Ele chega para atender o público que quer um smartphone WP de grande porte, mas não quer gastar o necessário para levar o Lumia 1520.



Lumia 1320


Xperia T2
Ultra Dual

Galaxy
Mega 6.3
Processador
Snapdragon S4, dual-core, 1.7GHz Snapdragon 400, quad-core, 1.7GHz Snapdragon 400, dual-core, 1.7GHz
GPU
Adreno 305 Adreno 305 Adreno 305
Armazenamento
8GB (interna) +
128GB (microSD)
8GB (interna) +
32GB (microSD)

8/16GB (interna) +
64GB (microSD)
Memória RAM
1GB 1GB 1.5GB
Sistema operacional
Windows
Phone 8.1
Android 4.3
Android 4.2
Câmeras
Traseira 5MP /
Frontal VGA
Traseira 13MP /
Frontal 1.1MP
Traseira 8MP /
Frontal 1.9MP
Tela
6" IPS LCD
720 x 1280

6" IPS LCD
720 x 1280

6.3' LCD
720 x 1280
Proteção de tela
Corning Gorilla
Glass 3
Nenhuma Nenhuma
Dimensões
164.2 x 85.9 x 9.8 mm 165.2 x 83.8 x 7.7 mm 167.6 x 88 x 8 mm
Peso
220g 171.8g 199g
Bateria
Li-Ion 3400 mAh Li-Ion 3000 mAh

Li-Ion 3200 mAh
LTE


NFC

Dois chips SIM


TV Digital



Preço (23/06/13)
R$ 1399 R$ 1299 R$ 1299

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Design

Como é de se esperar, o aparelho intermediário não chega a alcançar o grau de qualidade do design do topo de linha. Comparado ao Lumia 1520, o Lumia 1320 não possui bordas tão bem acabadas. Diferente o do modelo mais caro, este smartphone não vem em monobloco, o que traz uma vantagem: você consegue abri-lo e trocar o cartão SIM e microSD. Mas tem também seus problemas: o aparelho é mais espesso e tem os acabamentos nas laterais "menos encaixados" que os do 1520. Não faço ideia de por que a Nokia Microsoft, (não pera, o design foi feito nos tempos de Nokia, mesmo) Nokia não possibilitou aos usuários trocar a bateria de forma fácil, algo que mesmo considerando a boa autonomia do aparelho, seria uma opção interessante.

A ergonomia não é ruim considerando seu tamanho. Por conta do policarbonato fosco da construção de seu corpo, ele não é liso na pegada. Porém, não faz milagre: como phablet, manejá-lo com apenas uma mão é bastante trabalhoso, e só é possível utilizá-lo corretamente com as duas mão. Tentar alcançar algo em uma extremidade da tela com apenas um polegar acaba, quase invariavelmente, resultando no ativamento acidental de algum botão da base do aparelho (quase sempre o Bing).

Por conta do policarbonato na carcaça, os Lumias não costumam ser excepcionalmente leves, e o 1320 não escapa da regra. Com mais de 200 gramas, está entre os mais pesados com este tamanho de tela. Não é algo comprometedor, mas é mais um agravante para quem possui mãos pequenas lidar.

A tela possui o recurso ClearBlack e utiliza a tecnologia IPS, o que resulta em cores com ótima saturação constastes, especialmente na cor preta. Na resolução, porém, temos uma perda em relação ao 1520, com uma tela apenas HD. Por conta de sua grande área, a exibição com 720 x 1280 traz uma densidade de pixels menor. Não acho este aspecto comprometedor, sendo suficiente para um bom uso do aparelho e condizente com o segmento intermediário, mas de qualquer forma é bom estar ciente que os pontos são perceptíveis, se você ficar reparando muito.

Desempenho

Equipado com um processador Qualcomm Snapdragon 400 e uma GPU Adreno 305, o smartphone não traz chips de alta performance, mas em compensação a menor resolução de tela (HD ao invés de FullHD) também acaba "aliviando" o trabalho dos processadores. O resultado é uma experiência bastante fluída, bem próxima do que vemos nos aparelhos topo de linha.

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As transições são rápidas, e o multitarefa é eficiente. Diferente de outros modelos de entrada/intermediários da linha Lumia, este modelo não vem com 512MB, e sim 1GB. Esta diferença é importante, pois isto agiliza bastante a mudança de um aplicativo para outro. Aparelhos com menos RAM, neste sistema, muitas vezes precisam de mais tempo para retomar um app, em longas telas de "retomando..." até enfim abrir novamente o aplicativo aberto em segundo plano.

Funcionalidades

Aqui teremos que cair na mesma birra que surgiu na análise do Lumia 1520: o Windows Phone não oferece muita coisa aos phablets. Simplesmente "esticar" a tela é pouco, é preciso repensar a interface para explorar de forma eficiente este espaço a mais. E tudo que o WP tem para oferecer é uma linha a mais de blocos na tela inicial do sistema.

Enquanto os aparelhos Android buscam aproveitar melhor toda a tela disponível, com recursos como aplicativos dividindo a tela, o Windows Phone em phablets se limita a mostrar as mesmas coisas que estão presentes em modelos menores, só que agora... maiores! Este subaproveitamento de todo o espaço disponível é agravado pela própria estética minimalista do sistema, que funciona tão bem em telas menores: um display de 6 polegadas de restringe a mostrar umas poucas linhas, e um texto aqui e ali. Comparado a um modelo como o Lumia 925, que também tem a resolução de tela HD, usar o 1320 é como ter as mesmas coisas, só que esticadas.

Dizer que a tela maior é inútil, porém, é um exagero. Este display tem uma vantagem evidente quando tiramos para assistir vídeos. As 6 polegadas de tela são muito satisfatórias para assistir alguma coisa no YouTube ou NetFlix, transformando este celular em um viável aparelho para consumir este tipo de conteúdo. A resolução HD  não chega a comprometer a experiência, e creio que vão parecer um problema mínimo se considerarmos que a tela FullHD do 1520 traz junto um custo suficiente para comprar dois 1320.

Câmera

Entre as economias feitas neste modelo, para localizar o preço no segmento intermediário dos phablets, a câmera é um dos componentes onde a Nokia maneirou no orçamento. As fotos do Lumia 1320 estão dentro do que vemos neste segmento, com qualidade suficiente em condições ideais de luz, mas basta tirar uma foto em algum lugar menos iluminado para ver rapidamente a granulação ficar bastante aparente. Sem o sistema de estabilização ótica (OIS) presente nos Lumias topo de linha, também é fácil borrar uma imagem batida em algum lugar mal iluminado.

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Equipado com um flash de apenas um LED, esta luz adicional dá uma boa ajuda em situações muito ruins de luz, mas não faz milagre. Ela possui um alcance bem limitado, e só consegue iluminar uma pequena área. 

A câmera fronta VGA é BEM basica. Só para caso um dia você decida usar algum aplicativo como o Skype para videochamadas. Nem pense em usar ela para fotos.

A gravação de vídeos é satisfatória. Capaz de gravar em FullHD, este smartphone ainda apresenta problemas como perda do foco ou falhas no balanço de branco, mas as atualizações do sistema Windows Phone já amenizaram bastante este problema, comparado ao que vimos no Lumia 1020 (na época rodando o Windows Phone Amber). 

Conclusão

A pergunta essencial antes de cogitar este aparelho é: você quer mesmo um phablet? Ele traz benefícios evidentes em quesitos como conforto na hora de assistir vídeos e a maior autonomia, por conta de sua bateria de maior capacidade. Se estas duas características não te interessam, este aparelho tem pouco a oferecer comparado aos mais compactos, que trazem vantagens como serem mais ergonômicos.

O motivo disto é o sistema operacional: o Windows Phone traz como única vantagem, para quem possui esta tela maior, uma linha adicional de blocos na tela inicial do sistema. Isto é muito pouco. Aparelhos Android aproveitam melhor a área útil extra, com funções como multitarefa ágil ou múltiplas aplicações abertas simultaneamente e, a menos que você faça questão do sistema da Microsoft, deve dar uma olhada nos aparelhos rivais, lá no nosso comparativo.

Ignorando esta questão, o 1320 é uma opção muito interessante para quem busca um phablet Windows Phone, ao trazer um modelo com metade do custo do 1520. É um aparelho que faz mais sentido para quem quer um smarpthone de 6" e não faz questão da câmera ou do design melhor do topo de linha, e não se importa com pixels mais aparentes por conta da resolução menor.

O Lumia 1320 é uma ótima opção para quem quer um phablet Windows Phone, e não pretende encarar o preço do 1520

PRÓS
Tela grande é ótima para vídeos
Metade do preço do 1520
CONTRAS
Maior e mais pesado que concorrentes
Capa removível mas sem acesso à bateria
Windows Phone não sabe aproveitar telas maiores
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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