ANÁLISE: Avell G1511 Max

ANÁLISE: Avell G1511 Max

O Avell Titanium G1511 Max é um notebook equipado com a nova geração de chips da Intel e Nvidia. A parte gráfica fica por conta da GPU GTX 860M, uma das primeiras com a arquitetura Maxwell, enquanto o processamento é feito por CPUs Core i5 e i7 da geração Haswell. É um notebook de médio porte, para quem deseja rodar games em ótima qualidade gráfica em um modelo que não compromete a portabilidade em excesso.


Comparativos



MSI GE60 Apache
Avell Titanium G155 MAX
Asus G550JK
Processador
Intel Core i5 4200MQ Intel Core i5
4200M
Intel Core i7
4710HQ
Chip Gráfico
Nvidia GTX 850M Nvidia GTX 860M Nvidia GTX 850M/860M
Memória RAM
8GB 8GB 8GB
VRAM
2GB GDDR5
2GB GDDR5 2GB GDDR5
Tela
15.6' FullHD (1920x1080) Antirreflexiva 15.6' FullHD (1920x1080) 15.6' FullHD (1920x1080) 
Dimensões (AxPxL)
38,3 x 24,9 x 3,6 cm 37,3  x 24,9 x 4 cm 38.3 x 25,5 x 2,77 cm
Peso
2.55 Kg 2.69 Kg 2.5 Kg
Armazenamento

2x 128GB SSD
750GB HDD

1TB HD 750GB/ 1TB HD
Bateria
6 células Li-Ion
4400 mAh
6 células Smart Li-Ion 59 WHr
Preço (19/05)
R$ 5.999,00
R$ 4.199,00
(R$ 3.799 à vista no boleto)
R$ 3.999,00 *

* Preço e especificções estimados, o Asus G550JK tem lançamento previsto para o começo do quarto trimestre


Design e tela

O G1511 Max segue a fórmula utilizada pela Avell em muitos de seus notebooks: form factors padrão, com linhas neutras e funcionais. Os acabamentos possuem uma qualidade regular, e a estética no dispositivo não irá fazer frente ao projeto de concorrentes como o MSI GE60 Apache. Ele é um pouco mais espesso e pesado que seus concorrentes do segmento. A carcaça é feita em um material plástico na cor cinza, o que torna o aparelho pouco atraente.

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Seu teclado inclui as teclas numéricas e é do tipo chiclete com retroiluminação, com boa área e confortável para o uso. O touchpad está bem encaixado no corpo do notebook, em uma altura próxima ao da carcaça do aparelho, algo que facilita os movimentos de deslizar os dedos a partir da lateral, presentes no Windows 8. Sua área que poderia ser mais caprichada: ele não é muito largo, e como os botões não estão integrados, também perde um pouco de área na altura. A vantagem é que no centro dos botões temos um leitor de digital, um sensor biométrico bem interessante para quem quer dispensar o uso constante de senhas. 

No topo do teclado temos dois botões adicionais, na lateral direita: um botão para o modo avião e outro que abra a "Central de Controle", um software que traz ajustes de performance e modos de consumo, como "Alta performance", "Entretenimento" ou "Silencioso".

 

Em termos gerais, temos o estilo "espartano e direto" presente em outros modelos da marca. Apesar de não ser um gadget do tipo que "atrai olhares", em compensação foca seu valor nos componentes, o que torna este notebook uma opção com ótima relação entre performance e preço para aqueles que não estão preocupados com um notebook de visual diferenciado. Apesar de não figurar entre os modelos mais bonitos que já passaram por nossa redação, o G1511 Max não possui nenhuma falha funcional seu design, sendo que o principal ponto que merecia melhorias é o touchpad, que poderia ser maior.


Aquecimento e autonomia

Equipado com a nova geração Maxwell, que promete maior eficiência por watt consumido e, consequentemente, menor aquecimento do sistema. Por conta desta nova arquitetura, há uma certa expectativa pela performance do sistema nestes aspectos.

Lidando com o calor dos componentes, este modelo se sai bem em evitar o superaquecimento da carcaça, não trazendo desconforto para quem utilizá-lo. Os componentes internos passam mais trabalho, chegando a temperaturas próximas aos 100ºC quando rodando um game em alta resolução e qualidade gráfica. Não chegam a ultrapassar este limite, ficando dentro do aceitável para a operação do processador de acordo com a fabricante, por exemplo. Ainda assim, o ideal é ter uma margem a mais.

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Na época em que os fabricantes de chips jogam muitos esforços para reduzir o consumo de energia, tanto no processador Haswell quanto no chip gráfico Maxwell, a dupla não foi capaz de aumentar em muito a autonomia deste modelo, que ficou dentro do que temos visto no perfil dos notebooks para games. O G1511 Max levou 3h14min para descarregar no teste com o PCMark 8, em modo de economia de bateria, brilho da tela do mínimo e rodando aplicações leves.

Aqui a escolha da Avell em enviar um aparelho com um Core i7 mais atrapalhou do que ajudou: um processador de tão alta performance consome mais que um i5, e talvez se tivéssemos recebido o modelo básico, ele teria ganho alguns minutos longe da tomada. A nova arquitetura Maxwell não faz diferença alguma neste teste, pois rodamos apenas aplicações leves, e para economizar energia a GPU dedicada fica desligada. Apesar da Nvidia alardear um bom ganho de autonomia mesmo em games, a maioria dos gamers de notebooks preferem manter seus aparelhos na tomada, na hora de jogar. Afinal, mesmo entregando até 50% mais duração de bateria, em troca o gamer precisa abrir mão de um pouco da qualidade gráfica e também limitar os quadros por segundo, troca que muitos não estão interessados em fazer.


Performance

Um ponto importante de levantarmos antes de falar sobre a performance deste notebook é que não temos aqui o modelo de entrada do G1511 Max, como descrito na tabela. A Avell nos enviou um modelo com uma CPU bem mais potente, a Core i7 4900MQ. A memória também tem um bom "up" sobre o modelo mais básico, com um SSD adicional de 256GB e 16GB de memória RAM. Para adquirir este sistema, você precisa desembolsar mais R$ 2 mil (só o Core i7 encarece em R$ 1.2 mil). Apesar de este adicional salgado, a verdade é que em games este sistema, em tese, não traz muita vantagem sobre o Core i5 com 8GB do modelo base, já que a expectativa é que a GPU seja o fator determinante de performance em games. Em outros benchmarks, onde a CPU é mais exigida ou o SSD atua, faz toda a diferença estas mudanças.

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Como já havíamos destacado neste artigo, as placas de vídeo da série 800M trouxeram um ótimo ganho de desempenho, conseguido passar perto da topo de linha de duas gerações atrás, a GTX 680M, em vários momentos. Este notebook é capaz de rodar a maioria das franquias em FullHD e em qualidade máxima, ou "quase máxima". Para alcançar uma média de quadros por segundo próximo dos 60fps, é preciso baixar para HIGH, troca que traz o ótimo benefício de um gameplay fluído e que, em termos estéticos, não compromete muita coisa comparado a rodar o game "no talo".

 

No uso cotidiano, este notebook também se sai muito bem, muito disto mérito do SSD presente no modelo que analisamos. Quem for adquirir este notebook deve cogitar pagar os R$500 adicionais para instalar um SSD com 120GB de capacidade. Combinado com o processador com potência extra, o modelo da Avell se tornou o melhor em vários de nossos benchmarks de performance em atividades cotidianas. O upgrade de processador, porém, não recomendo. Os R$ 1.2 mil adicionais são bem salgados, e o Core i5 do modelo base não é ruim. Você vai perceber as vantagens da CPU mais potente apenas em usos específicos, enquanto as atividades cotidianas e games não sofrerão grande impacto.


Recursos Adicionais

Este modelo traz alguns recursos adicionais interessantes: o primeiro deles é a capacidade de receber dois drivers ao mesmo tempo. Com isto, fica fácil fazer a combinação de um SSD, com armazenamento mais rápido, e um HD, com mais espaço disponível. Se estas duas opções ainda não são o bastante, ainda há também uma entrada mSATA.

O notebook também vem com o software "Controle Center", que é ativo por um botão de atalho no topo direito do teclado. Com interface em português, ele traz algumas configurações de funcionamento como consumo de energia ou velocidade da fan. É um bom centralizador e, apesar da maioria das configurações já estarem disponíveis no próprio Windows, aqui elas estão organizadas de uma forma mais clara e acessível.

O notebook traz também outras duas características comuns nos notebooks da Avell. Uma é a boa quantidade de conexões, com entradas duas entradas USB 3.0, uma 2.0, eSATA, HDMI e VGA. Outra característica da empresa é a possibilidade de customização do produto antes da compra, com elementos estéticos como mudar a cor ou gravar o nome na carcaça do aparelho, até outras configurações de componentes, como processador, dispositivos de armazenamento e placas de rede. O sistema operacional também pode ser adicionado na compra.

Outro detalhe que acho interessante é a presença de um leitor de digitais. Apesar de não ser um item essencial, não deixa de ser uma adição útil para quem não tem paciência de ficar digitando senhas o tempo todo, e ainda assim quer manter seu notebook, e os dados presentes nele, seguros. 


Conclusão

Os chips Maxwell da Nvidia chegaram muito bem. Ainda limitados aos modelos de entrada, eles já mostraram um ótimo potencial, principalmente em aspectos como consumo de energia e aquecimento. Estas duas características são muito importantes nos notebooks, e o resultado vemos nestes dois primeiros modelos com estes chips que estamos analisando, este Avell e o MSI GE60 Apache. Ambos são capazes de encarar games em qualidade alta e resolução FullHD, desempenho que antes só víamos em notebooks com chip topo de linha e, consequentemente, longe de ser os mais portáteis. O G1511 Max consegue este feito, sem se tornar um aparelho excessivamente grande ou pesado. 

O design deste modelo está longe de ser seu destaque. Sua carcaça é bastante básica, e seu visual não é atrativo. Para quem é mais pragmático, isto não é problema nenhum, afinal a usabilidade deste modelo não é comprometida em praticamente nenhum aspecto, mantendo um bom teclado retroiluminado e uma tela de boa qualidade. A exceção é o touchpad: com uma pequena área útil, ele não é muito eficiente, sedo muito mais confortável usar um mouse.

Avell G1511 Max e MSI GE60 Apache

O chip GTX 860M não impôs grande vantagem em performance sobre o GTX 850M que vimos no modelo da Apache. Por conta disto, é preciso pesar o custo a mais necessário para adquirir este chip em detrimento do modelo mais barato da linha GTX. Um exemplo pode partir da própria Avell: o modelo B155 MAX vem com a GTX 850M com um preço mais barato e com um design mais compacto e atraente, e pode ser uma opção mais interessante para quem prefere estas características, caso ele entregue uma performance semelhante a que vimos no modelo da MSI.

Por conta da economia em aspectos como o design, a Avell costuma entregar o preço mais competitivo disponível para cada chip gráfico. Apesar da diferença parecer gritante em relação a outros modelos com GPUs semelhantes, é sempre bom ressaltar que o sistema operacional não está incluso no preço básico. Se adquirimos o SO, e incluir um SSD para equilibrar o comparativo com o MSI GE60 Apache, ainda assim ele estará disponível por um valor mais em conta, tornando ele uma opção interessante para quem busca um notebook com ótimo desempenho e não faz questão de diferenciais como um design arrojado ou tecnologias específicas, como as presentes no modelo da MSI. Por sinal, em breve entra no ar nossa análise do Apache, então não deixem de conferir!

O Avell G1511 Max é uma ótima opção para quem busca um notebook de médio porte capaz de rodar games em qualidade alta, mesmo na resolução FullHD

{break::Benchmarks: CineBench e WinRAR}Abrimos nossa série com testes "sintéticos" do sistema, mostrando com notebook lida com diversas atividades. Para começar, utilizamos o CineBench, uma ferramenta de benchmark que mede a capacidade do sistema (processador e placa de vídeo) em lidar com a API OpenGL, importante para quem deseja usar aplicações profissionais que trabalham neste padrão.

WinRAR
Com o programa de compactação de arquivos temos um ótimo teste para a capacidade de atuação do processador, a peça de hardware mais demandada por este aplicativo.

{break::Benchmarks: PCMark e 3DMark}Começamos a segunda parte de testes sintéticos com o PCMark 8, software que verifica o desempenho geral do sistema em uma série de atividades como rodar vídeos e converter arquivos.

3DMark
Hora de colocar as GPUs para esquentar com o software da Futuremark. Nesta bateria de três testes temos vários recursos pesados rodando, vendo como a placa se comporta desde as animações mais simples até renderização de elementos complexos como fumaça e tesselação.

{break::Benchmark: Autonomia, HD Tune e Photoshop CS5}Rodamos o software PCMark 8 no modo Office, com o notebook em modo de economia de energia e com pouco brilho na tela, para tentar verificar o "máximo" que dá para tirar da bateria do aparelho.

Adobe Photoshop CS5
Aplicamos o filtro Extrude, em uma imagem com resolução 5182x9754 e 4.5GB, para verificar o tempo que o notebook leva para aplicar este efeito.

HD Tune

Neste benchmark verificamos a velocidade de operação do dispositivo de armazenamento presente no aparelho. Este componente é importante principalmente nos tempos de resposta do notebook, como velocidade para abrir programas, arquivos ou ligar o sistema, sendo assim uma parte importante da experiência como gadget.

{break:: Benchmark: Alien vs. Predator}

Nosso próximo teste é com o game "Alien vs. Predator", muito elogiado pelo uso das tecnologias disponíveis no DirectX 11, e que será testado utilizando o Adrenaline Benchmark Tools, para rodar a bateria de testes.

Tessellation
Acionamos a tesselação, recurso que aprimora muito o design dos objetos no game, e ao mesmo tempo aumenta a carga de processamento da placa de vídeo.

FullHD
Aumentamos a resolução para a 1920x1080, para ver o comportamento das placas renderizando mais pixels na tela. 

 


Para fazer estes testes em seu computador/notebook, é preciso possuir o jogo e baixar o Adrenaline Alien vs Predator Benchmark ToolAs filas de testes rodados estão disponíveis em duas resoluções, de acordo com a tela do notebook: 1366x768 e em modelos que suportam o FullHD.

{break:: Benchmark: Bioshock Infinite}


O game "BioShock Infinte" é um grande sucesso de crítica (inclusive aqui no Adrenaline) desenvolvido pela 2K Games. Para os testes com o este jogo utilizamos a ferramenta "Adrenaline Action Benchmark Tool"

FullHD
Aumentamos a qualidade gráfica para 1920x1080 de resolução, o que impacta no desempenho do sistema.


Para fazer estes testes em seu computador/notebook, é preciso possuir o jogo e baixar o Adrenaline Action Benchmark ToolAs filas de testes rodados estão disponíveis em duas resoluções, de acordo com a tela do notebook: 1366x768 e em modelos que suportam o FullHD.

{break::Benchmark: Tomb Raider}


O game marca o reboot da histórica franquia de Lara Croft, desenvolvido pela Crystal Dynamics com sua engine própria, a Crystal Dynamics Engine. Este game tem apoio da AMD, e inclusive contém recursos exclusivos voltados aos chips da empresa. Para os testes com o este jogo utilizamos a ferramenta "Adrenaline Action Benchmark Tool".

FullHD
Aumentamos a resolução para os 1080p, e rodamos novamente a bateria de testes.

Para fazer estes testes em seu computador/notebook, é preciso possuir o jogo e baixar o Adrenaline Action Benchmark ToolAs filas de testes rodados estão disponíveis em duas resoluções, de acordo com a tela do notebook: 1366x768 e em modelos que suportam o FullHD.

PRÓS
Boa performance
Games em 1080p e no HIGH
Preço competitivo
Teclado retroiluminado
CONTRAS
Touchpad ruim
Design pouco atrativo
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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