ANÁLISE: Strider

ANÁLISE: Strider

Depois de quase 20 anos sem um game solo, "Strider" retorna para o PC e para as plataformas da sétima e oitava geração de consoles num game de ação rÁpida e ininterrupta, com alguns aspectos de exploração do cenÁrio. Leia nossa anÁlise para saber o que achamos do reboot dessa franquia icônica dos arcades.

Vídeo AnÁlise

História e Jogabilidade

Strider Hiryu, protagonista do game, é um ninja do futuro pertencente a uma organização secreta de Striders, ele foi o mais novo agente a alcançar a Special-A Class, classificação mais alta possível para os guerreiros da sua linha. Por isso foi dada a ele a missão de assassinar o Grande Mestre Meio, ditador que oprime a humanidade num mundo distópico e cibernético. ClÁssica premissa de muitos jogos dos arcades nos anos 90 e revivida com grande sucesso nessa edição de "Strider". 

O game funciona no estilo consagrado do gênero de plataforma em que a visão mostra o lado do personagem. O jogador pode pular, atacar e se prender a paredes e telhados. Em "Strider", o foco é total na velocidade e na ação, o personagem estÁ sempre correndo, os ataques são rÁpidos e os movimentos muito Ágeis. Com a dificuldade constantemente aumentando, logo existem dezenas de inimigos na tela, com projéteis vindo de todos os lados e os reflexos do jogador são realmente colocados à prova. Além disso, diversos upgrades que melhoram as habilidades e estatísticas do herói estão espalhados pelo cenÁrio, então Hiryu estÁ constantemente evoluindo e tornando-se mais forte.

  

Tudo isso contribui para que "Strider" se mantenha no ritmo acelerado no qual o jogo é melhor apreciado, mas nem só de correria vive esse título da série. Destoando um pouco de seus antecessores, o novo Strider traz elementos de exploração do cenÁrio, o mapa se dÁ num "mundo aberto", estilo Metroid, onde é possível voltar a Áreas jÁ visitadas com novas habilidades para acessar lugares antes inacessíveis. Encontrar salas secretas podem oferecer ao jogador melhorias para o protagonista do game e segredos para destravar coisas como artes conceituais do game e novas skins para o herói.


GrÁficos e Som

Strider tem ótimos grÁficos dentro da proposta em que se insere. O filtro do vídeo lembra um pouco as telas de arcade, o que dÁ um tom nostÁlgico muito bem-vindo. O cenÁrio tem um design interessante, mas um pouco repetitivo, ainda que o fundo dele sempre seja muito bem trabalhado. Destaque especial para o desenho dos chefes e do personagem principal em si. E os maiores pontos, como dito antes, vai para a atenção às partículas, que estão presentes em toda parte no jogo.

O som é a parte onde o jogo menos brilha. Com efeitos bastante limitados e uma trilha sonora apenas satisfatória, o Áudio de "Strider" fica só no nível médio e não serve para dar mais qualidade ao título. Mas mesmo assim não chega a ser ruim, então também não tira pontos do game. 

Conclusão

Quem sente falta dos bons tempos dos fliperamas não pode perder "Strider". O jogo é praticamente uma homenagem à época de ouro dos arcades, mas ambientado com sucesso nos tempos modernos. A ação frenética e possibilidades de exploração do cenÁrio realmente tornam este jogo muito divertido e pelo baixo preço que ele foi disponibilizado, "Strider" é uma compra justa. 

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CONTRAS
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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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