ANÁLISE: Outlast

ANÁLISE: Outlast

Lançado para o PC no ano passado e agora disponível também no PS4, o indie de terror Outlast, da Red Barrels, tem feito sucesso por realmente assustar seus jogadores. Depois do nosso gameplay de 15 minutos, estÁ na hora de ver na anÁlise completa o que achamos do jogo.

História

Em Outlast, o jogador assume o papel de Miles Upshur, um jornalista que recebe uma dica anônima sobre o Manicômio de Mount Massive. Abandonado hÁ muitos anos, o lugar foi reaberto por uma corporação chamada Murkoff, que tem operado lÁ secretamente. Depois de invadir o lugar para investigar, Miles logo descobre que algo horrível se passou lÁ dentro: os loucos estão soltos e hÁ cadÁveres e sangue pra todo lado. E agora cabe ao jogador procurar uma saída.

Jogabilidade

No gameplay, Outlast segue a premissa consagrada por outro indie de terror de muito sucesso: Amnesia. Nesses dois jogos, o jogador não tem armas, nem maneiras de se defender. Tudo que Miles pode fazer é correr, se esconder e torcer para não ser encontrado. Um recurso muito importante do jogo é a filmadora que o jornalista carrega com ele. Além de usÁ-la para filmar localidades específicas e liberar "Notas" que oferecem maior imersão na história do jogo, o jogador deve usar a visão noturna da câmera para conseguir enxergar em lugares completamente escuros. Na escuridão completa, os inimigos não enxergam Miles, o que também pode ser usado como vantagem.

   

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O port dos controles para o DualShock 4, porém, não são tão perfeitos e algumas curvas se tornam mais difíceis que o necessÁrio. Além disso, falta um botão que permita o personagem dar meia-volta imediatamente, o que é imprescindível num jogo em que o jogador precisa fugir tantas vezes. Fora isso, o jogo controla muito bem e é uma das melhores perspectivas em primeira pessoa jÁ feitas. A imersão fica garantida. 

GrÁficos e Som

Os grÁficos do jogo ganham destaque na composição do cenÁrio e na visão noturna da câmera. As texturas são ótimas e a ambientação fica excelente. O jogo peca um pouco na variedade de personagens, que é muito pouca e logo eles se repetem. Mas a variedade de ambientes e efeitos de Água e de luz fazem um ótimo trabalho a favor de Outlast.


Na parte de som, o game também não deixa a desejar. As dublagens são boas e a música (por vezes a falta dela) ampliam ainda mais o clima de tensão e medo que permeia todo o jogo. O som, aliÁs, em Outlast, entra também no gameplay, uma vez que ocasionalmente, quando o jogador estÁ escondido, ele não consegue ver se o perigo jÁ passou e resta apenas "ficar de ouvido" para saber se estÁ seguro sair. Ótimos sustos quando essa "segurança" foi apenas uma ilusão...

Conclusão 

Outlast cumpre perfeitamente sua proposta: dar medo. O jogo é bastante assustador e o suspense realmente te mantém na beira da cadeira. Dificilmente um jogador consegue superar um desafio logo na primeira tentativa por causa da tensão que fica durante a jogatina. Morrer repetidas vezes num mesmo trecho tira um pouco do suspense do jogo, mas assim que o problema é superado e você não sabe mais o que esperar, o suspense volta todo com força total.

Para os amantes do gênero, recomendação certa. Mas para quem gosta mais de lutar e explodir as coisas do que correr, esse pode não ser o jogo mais indicado. 

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  • Redator: João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira

    João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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