ANÁLISE: Ozone Blade

ANÁLISE: Ozone Blade

O Blade é o teclado da Ozone para gamers que buscam um periférico com teclas macro, um perfil médio e retroiluminação. Ele é agil, com apenas 1ms de tempo de resposta e possui uma série de configurações adicionais no software de ajustes e cinco perfis customizÁveis.

Especificações técnicas

Retroiluminação (vermelho ou azul) com botão para regulagem de intensidade
10 teclas macro
5 Perfis
128Kb de memória interna
Conector USB foleado a ouro 18K
Anti-ghosting
1000 Hz Polling Rate
1 milissegundo de tempo de resposta
Tamanho: 51 x 19,98 x 3 cm
Peso: 1.14 kg
Comprimento do cabo: 160 cm

Design e ergonomia
O Blade possui um perfil médio (teclas nem tão baixas, nem tão altas) com o layout padrão ABNT-2, algo raro em teclados gamers que, em geral, se limitam ao formato americano. O acabamento é em um material plÁstico de qualidade e acabamentos intermediÁrios, com luzes em vermelho na base e no backlight (pode ser alternado para a cor azul) e um formato arrojado, o que deve casar bem com gaming set de muitos gamers.

As teclas adicionais estão localizada nas duas laterais do teclado, sendo que os quatro botões de macro estão na lateral esquerda, bastante acessíveis, enquanto os outros quatro botões estão no outro lado, na "terra de ninguém" da lateral direita. A disposição foi bem acertada, jÁ que os botões da esquerda vão manter os macros sempre a postos, próximo da mão esquerda que estÁ por lÁ no tradicional AWSD, enquanto os botões da direita estão ligados a funções menos usadas, como trocar as cores do backlight, trocar de perfil ou ligar o "Game Mode", que desativa a tecla "Windows".

Os botões adicionais, nas laterais, possuem um design bastante largo, o que ajuda bastante a "encontrÁ-los" sem precisar tirar o olho da tela, um recurso muito bem-vindo. 

Para quem é preciosista, um detalhe pode incomodar: a troca da cor para o azul, neste teclado, não altera os três tradicionais LEDs no topo direito, com indicações como Num Lock e Caps Lock. Eles seguem vermelhos, destoando do resto do teclado.  

Performance e customizações

Como não se trata de um teclado mecânico, jÁ esperamos por um feedback e uma agilidade menos eficiente. Porém, mesmo para seu segmento, acho a sensação tÁtil do Blade apena regular, principalmente por possuir teclas muito "macias", que podem deixar na dúvida se o comando foi pressionado, resultando neste feedback abaixo do indicado.

Sistema das teclas traz eventuais falhas 

Além do estilo muito macio, algumas teclas precisam ser pressionadas demais para que o comando seja reconhecido, levando a erros de digitação (sim, se faltou algum "R" em alguma notícia minha ao longo dos últimos dias, pode ser por isto). Abrindo as teclas, descobrimos o culpado: as borrachinhas não são bem firmes, e podem sair do alinhamento reduzindo a eficiência da tecla. Apesar do reparo ser bem simples, bastando usar uma chave de fenda para puxar a tecla para fora, realinhar e encaixar de volta, como falamos de periférico gamer, esperamos um capricho um pouco melhor em um elemento tão crucial para seu funcionamento.

Na parte de configurações, o Blade traz cinco perfis e possibilidade de ajustes em todas as teclas, podendo ser atribuída qualquer função. Curiosamente, as exceções são as teclas adicionais na lateral direita, que não podem ter suas ações alteradas.

O gerenciador do Blade cumpre com seu papel bÁsico, possibilitando criação de macros e modificação no funcionamento das teclas, mas em geral ele fica bem atrÁs de outros concorrentes como o Synapse 2.0, da Razer. VÁrias outras funções poderiam entrar neste software, como mudanças na forma de operação do backlight, perfis acionados por contexto (mudando o funcionamento dos botões dependendo do programa aberto) e gravação de macros "on-the-fly". Outra vantagem em concorrentes é um único software que centraliza a configuração de todos os periféricos, compartilhando a biblioteca de macros, por exemplo. No caso do Ozone Blade, o software funciona nos ajustes apena do teclado.

Conclusão

O Ozone Blade não impressionou muito, com um desempenho que não supera rivais mais baratos no segmento intermediÁrio de teclados para jogos. Com um preço na casa dos R$ 240, ele não chega a ser muito superior a concorrentes como Logitech , e em muitos momentos custam até 100 reais mais barato, perdendo no mÁximo algum recursos específico como a retroiluminação. 

Outro problema que o valor cobrado trouxe é que se aproximou muito dos primeiros teclados do tipo mecânicos, que apesar de muitas vezes serem bem mais barulhentos, são mais eficientes para quem quer jogar "pra valer" e quer respostas imediatas. Na maioria dos casos, vale o investimento adicional para partir para eles.

O Ozone Blade é um teclado que fica em um "limbo" entre teclados mais baratos e de qualidade semelhante e  muito próximo dos teclados mecânicos, mais interessantes para quem quer um periférico de alta eficiência para jogos

 

PRÓS
Retroiluminado
Botões macro adicionais
Formato ABNT-2
Bom número de perfis e macros
CONTRAS
Feedback ruim
Mecanismo das teclas fica desalinhado e compromete eficiência
Preço alto pela suas características
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  • Redator: Diego Kerber

    Diego Kerber

    Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego atua no Adrenaline desde 2010 desenvolvendo artigos e vídeo para o site e canal do YouTube

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